Responsável pela reforma que criou a Galeria do Sesi-SP, Paulo Mendes da Rocha receberá medalha de ouro de instituto na Inglaterra

Agência Indusnet Fiesp

Responsável pela reforma que em 1998 deu ao prédio da Fiesp e do Sesi-SP na capital paulista a cara que ele tem hoje, com a construção de um mezanino onde foi instalada a Galeria do Sesi-SP, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha receberá a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects, na Inglaterra. A comenda é um reconhecimento pela sua obra, já premiada anteriormente com o Pritzker, considerado o “Nobel da arquitetura”.

A medalha será entregue no primeiro semestre de 2017. Já o prêmio foi instituído em 1948, devendo ser sempre ter o aval da rainha Elizabeth 2ª. O objetivo é destacar pessoas ou grupos que tenham colaborado de forma significativa para o desenvolvimento da arquitetura.

No sede da Fiesp e do Sesi-SP na Paulista, Paulo Mendes da Rocha recuperou a distância original entre o asfalto automotivo e a entrada principal da construção. Para conseguir esse efeito, o arquiteto fez um “corte” da laje do pavimento superior ao passeio público e recuou a laje inferior onde atualmente funciona o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

O Centro Cultural da indústria paulista oferece, gratuitamente ou a preços populares, atrações diversificadas para todas as faixas etárias. Em 2008, recebeu o atual nome em homenagem à antropóloga Ruth Cardoso (1930-2008), incentivadora da educação solidária no Brasil.


Boas lembranças do 1313 da Avenida Paulista

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ela nunca esqueceu do impacto que sentiu ao entrar, pela primeira vez, no quinto andar. Ali, ao ver tanta gente trabalhando, se deu conta da grandiosidade da instituição para a qual começou a trabalhar no último mês de julho: a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Gerente do Departamento Sindical (Desin) da instituição, Daniele Azevedo de Souza é uma das 3 mil pessoas que circulam, em média, todos os dias pelo edifício de número 1313 da Avenida Paulista. E, admiradas, comemoram o fato de frequentar um marco da arquitetura da maior metrópole brasileira, uma construção que completa 37 anos neste sábado (27/08).

“O nosso prédio é especial”, diz Daniele. “O reflexo da importância da Fiesp e de tudo o que ela representa para São Paulo e para o Brasil”.

Seria um caso de pura e simples paixão momentânea pelo novo ambiente de trabalho? A julgar pelo que dizem os funcionários mais antigos da Fiesp, o relacionamento com a instituição e a sua sede é duradouro. “Não dá para esquecer esse prédio”, conta Laudelina Leal dos Santos, administradora do mesmo setor em que trabalha Daniele, o Desin. “Coisas muito boas acontecem aqui”.

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O prédio da Fiesp: 3 mil pessoas circulam todos os dias na sede da indústria paulista. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Laudelina é a colaboradora mais antiga da federação, tendo sido contratada há 38 anos. Assim, foi testemunha da mudança de sede do Palácio Mauá, onde hoje está o Fórum Hely Meirelles, no Centro, para a pirâmide da Paulista. “A avenida era muito sossegada”, lembra. “Tínhamos duas horas de almoço e dava tempo de sobra de comer e relaxar caminhando pela região e aproveitando as atividades oferecidas no prédio, como shows ao meio-dia às sextas-feiras”.

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Laudelina: no prédio da Fiesp desde os tempos em que a Paulista era "sossegada". Foto: Everton Amaro/Fiesp


Também um representante do time dos funcionários com mais tempo de casa, com 30 anos de carteira assinada, o gerente do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Filemon Lima, é outro entusiasta da programação cultural permanente, com shows na calçada, exposições de arte no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso e peças e debates no Espaço Mezanino e no Teatro do Sesi-SP, atualmente em reforma e com inauguração prevista para setembro. “Digo a todos que aproveitem mais esse prédio”, conta.

Em suas melhores lembranças vividas na sede da indústria paulista, Lima conta que foi aqui que ele conheceu a sua primeira mulher, Solange, mãe de seus dois filhos e hoje a sua melhor amiga. “Trabalhávamos juntos e namoramos durante três anos”, diz. “Santo Antônio estava sempre por aqui”, brinca.

No balanço de tantas emoções, ficaram amizades de longa data, despedidas dolorosas e momentos que nunca serão esquecidos. “Tenho uma foto com o Zé Maria, lateral direito da seleção brasileira nos anos 1970 e ídolo do Corinthians, que tirei quando ele veio aqui”, diz. “Guardo até hoje, foi especial para mim”.

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Lima: um amor, muitas amizades, algumas despedidas, emoções de sobra. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Ídolos do vôlei

Gerente de Recursos Humanos da Fiesp, Marco Aurélio Meneguesso também guarda com carinho fotos com ídolos com quem já cruzou pelos corredores da Fiesp, como os craques do vôlei Serginho e Marcelo Negrão. “Estando aqui, temos a chance de ter contato com pessoas que a gente admira na nossa profissão e em todas as outras”, conta.

Além disso, para ele é um privilégio dar expediente num prédio tão conhecido. “Todo mundo sabe onde eu trabalho”, diz. “Somos uma das construções mais conhecidas da Paulista”.

Em todo o edifício, trabalham cerca de 2.300 pessoas, dos quais 465 são funcionários da Fiesp. Os demais fazem parte dos quadros do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e de sindicatos variados ligados à indústria.

Ceia de Natal

Um batalhão de gente que garante movimento 24 horas. Com serviços de manutenção, limpeza e segurança que não param jamais.

Funcionário da equipe de segurança do prédio, Paulo Ismar Lourenço conta que, no final de 2015, se sentiu emocionado, durante uma ceia de final de ano com seus colegas, ao se dar conta de que, mesmo com tão pouca gente trabalhando, o número 1313 da Paulista continuava em movimento. “Foi um momento de união muito bonito”, lembra. “Para um segurança, trabalhar na Fiesp é dinâmico: se hoje atendemos uma autoridade internacional, amanhã acompanhamos a visita de um grupo de alunos das escolas do Sesi-SP”, diz.

Dos bastidores aos palcos, emoção é o que não falta. Estrela de dois musicais de muito sucesso no Teatro do Sesi-SP, A Madrinha Embriagada e O Homem de La Mancha, Sara Sarres frequentou a sede da Fiesp praticamente todas as semanas de agosto de 2013 até junho de 2015, quando terminaram as temporadas dos dois espetáculos.

“Tive a sorte de viver muitos momentos inesquecíveis no prédio da Fiesp, mas um dia transformador para mim foi o lançamento do Projeto Educacional de Teatro Musical, em maio de 2013”, lembra. “Ver que existia um laço atado entre a indústria, a educação e a cultura foi uma emoção indescritível, me encheu de esperanças de vivermos num Brasil melhor”, diz. “Por essas e outras, o prédio da Fiesp é um cartão postal no meu coração”.

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Sara durante o lançamento do projeto Teatro Musical, em maio de 2013: para não esquecer. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Como um abraço

Um cartão postal que, com seus 92 metros de altura, emociona até quem já está acostumado com o melhor em matéria de construção. Vencedor do prêmio Pritzker, considerado o Nobel de arquitetura, em 2006, Paulo Mendes da Rocha diz que a casa da indústria paulista é “um prédio exemplar dentro da obra belíssima do Rino Levi”, numa referência ao arquiteto responsável pelo projeto.

Em 1998, Mendes da Rocha reformou a parte mais baixa da construção, aproveitando os apoios de concreto para sediar o que hoje é o Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso. Assim, a laje do pavimento superior do passeio recebeu um corte, com o recuo da laje inferior. Com a mudança, o passeio público foi ampliado, integrando o edifício à avenida mais famosa de São Paulo e dando a sensação de abraçar quem passa pela frente.

“O prédio reflete as relações que a Fiesp estabelece com a cidade por meio do teatro e dos seus espaços de exposições”, afirma Mendes da Rocha. “Marca bem o fato de São Paulo ser o maior centro industrial da América Latina”.

Numa prova definitiva de que a pirâmide da Paulista brilha e faz brilhar, o arquiteto lembra de quando assinou a cenografia da peça Futebol, dirigida por Bia Lessa e encenada em 1994, no Teatro do Sesi-SP. “Foi muito bom estar ali dentro, na plateia, e ver o meu trabalho em cena”, diz. “O prédio da Fiesp é um marco da arquitetura de São Paulo”.

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O prédio ds Fiesp iluminado com projeções em sua fachada: casa da indústria e palco da cultura. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Trinta e cinco coisas que você não sabia sobre o prédio da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Quem passa pela Paulista e olha, admirado ou curioso, para a construção em forma de pirâmide que ocupa o número 1313 da avenida não imagina que, por trás daquele concreto revestido de alumínio, todos os dias, em média, 3 mil pessoas circulem pela sede da indústria de São Paulo. Funcionários ou visitantes, são pessoas envolvidas com atividades que movimentam a economia do estado mais rico do país, além de levar educação, cidadania, cultura e esporte para industriários ou não.

O prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é um templo de trabalho, mas também de história. De suas varandas, funcionários mais antigos viram  arranha-céus brotarem na paisagem e carros ocuparem cada vez mais espaço na rua. Pelas salas de reuniões, onde são servidos 250 cafezinhos por dia, já passaram chefes de estado daqui e de fora, personalidades como a argentina Cristina Kirchner e o francês François Hollande, para citar apenas dois nomes.

Abaixo, 35 curiosidades sobre o edifício que completa 35 anos de atividades nesta quarta-feira (27/08). Ou 35 motivos para gostar ainda mais da pirâmide erguida em um dos endereços mais famosos do Brasil.

O PRÉDIO

1) Lá do alto –Tendo como referência a Avenida Paulista, o prédio da Fiesp tem altura de 92 metros.  

A sede da indústria paulista: pirâmide de trabalho e história. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A sede da indústria paulista: pirâmide de trabalho e história. Foto: Everton Amaro/Fiesp


2) A outra sede – Antes da mudança para a atual sede, a Fiesp funcionava no chamado Palácio Mauá, no local em que hoje está o Fórum Hely Meirelles, no Centro da capital.

3) Tijolo por tijolo – As obras começaram em agosto de 1970.

4) O maior andar – O maior andar do edifício é o térreo superior, com 2.769 metros quadrados. É lá que ficam a entrada corporativa do edifício e o Centro Cultural Fiesp com a Galeria de Arte do Sesi-SP. Já o menor é o 15º, com 969 metros quadrados.

5) Concurso público – O projeto arquitetônico do edifício foi selecionado em um concurso público, vencida pelo escritório Rino Levi Associados. A ideia era criar uma construção que fosse expressiva e que se tornasse numa referência na Avenida Paulista.

6) Burle Marx – No acesso pelo número 1.336 da Alameda Santos, há um mosaico de 515,68 metros quadrados assinado pelo paisagista e arquiteto Roberto Burle Marx (1909-1994). O trabalho foi feito em parceria com o também arquiteto e paisagista Haruyoshi Ono.

Um tesouro na fachada dos fundos do prédio, por Burle Marx e Haruyoshi Ono. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Um tesouro na fachada dos fundos do prédio, por Burle Marx e Haruyoshi Ono. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


7) Sindicatos e associações – Além da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP, Senai-SP e Instituto Roberto Simonsen têm sede no edifício 49 sindicatos e associações da indústria. Essas entidades ocupam o 7º, 8º, 9º e 10º andares.

8 )  Sesi e Senai – Junto com a Fiesp e o Ciesp, o Sesi-SP também se mudou para a Paulista em 1979. Já o Senai-SP veio somente em 2002.

9) Mudança anunciada – Em 26 de agosto de 1979, um dia antes da mudança, as edições dominicais da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo divulgaram a abertura da nova sede da Fiesp.

10) Nobel da arquiteturaEm 1998, o edifício passou por uma reforma, com a construção de um mezanino onde foi instalada a Galeria do Sesi-SP. O autor do projeto foi o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o único brasileiro a ganhar o Pritzker, considerado o “Nobel da arquitetura”, além de Oscar Niemeyer.

11) Corte na laje – Com a mudança no térreo, foi feita a recuperação da distância original entre o asfalto automotivo e a entrada principal do prédio na Paulista. Para conseguir esse efeito, Paulo Mendes da Rocha fez um “corte” da laje do pavimento superior ao passeio público e recuou a laje inferior onde hoje funciona o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

Acesso ao prédio a partir da Paulista: integração com a avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Acesso ao prédio a partir da Paulista: total integração com a avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp


12) ‘Rotas de fuga’ – De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da federação, Alberto Batista Passos, o prédio da Fiesp possui duas escadas de rota de fuga isoladas do chamado conjunto administrativo, ou seja, de seu centro, onde ficam as salas. “Existem corredores em todo o perímetro do edifício que direcionam para estas saídas”, explica.

13) 11 bustos – Onze empreendedores inspiram quem passa pelo 11º andar. A homenagem consiste em 11 bustos de nomes importantes para a economia de São Paulo e do Brasil. São eles: Horacio Lafer, José Ermirio de Moraes, Raphael de Souza Noschese, Morvan Dias de Figueiredo, Jorge Street, Roberto Simonsen, Francisco Matarazzo, Armando de Arruda Pereira, Antonio Devisate, Theobaldo de Nigris e Nadir Dias de Figueiredo.

14) Mais luz – Outro mérito apontado na elaboração da sede da indústria paulista está no fato de que a inclinação em direção ao topo pudesse garantir mais luz à construção. Uma preocupação pouco comum nos anos 1970.

15) Agora em agosto –Em sua mais recente reforma, concluída em agosto de 2014, em seus andares inferiores, foi aberta a área de recepção com o objetivo de separar a área corporativa do acesso ao Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso.

16) Pelo 99 – No chamado andar intermediário, acessado como 99 pelo elevador e ocupado pelo  Sesi-SP, trabalham 355 pessoas. De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da Fiesp, Alberto Batista Passos, o piso tem área total de 2.143 metros quadrados.

O andar intermediário, no qual trabalham 355 pessoas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O andar intermediário da construção, no qual trabalham 355 pessoas. Foto: Everton Amaro/Fiesp


17) Ralador de queijo – A cobertura metálica que reveste o prédio é chamada de “brize-soleil”, sendo feita de alumínio. O revestimento rendeu ao prédio um apelido carinhoso: “ralador de queijo”.

18) Estacionamentos – Juntos, os quatro subsolos de estacionamento da casa têm capacidade para 367 veículos, vagas compartilhadas por todas as instituições que funcionam no prédio.

19) Novela e Copa –Marco da arquitetura paulistana, a construção foi destacada na abertura da novela em Amor à Vida”, exibida em 2013 e 2014 no horário das 21h, na Rede Globo, e no vídeo produzido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) apresentando São Paulo como uma das cidades que sediaram a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.  

O DIA A DIA 

20) Um café, por favor – Todos os dias, são servidos 250 cafezinhos nas reuniões realizadas no prédio.

Café servido nas reuniões do prédio: 250 xícaras por dia. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Café servido nas reuniões realizadas no prédio: 250 xícaras por dia. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


21) De plantão – A cada madrugada, de domingo a domingo, uma equipe fica de plantão trabalhando com a manutenção preventiva e corretiva do prédio, cuidando de pontos como o sistema de ar-condicionado e o quadro elétrico, por exemplo. Ao todo, 190 pessoas trabalham na administração do edifício, como seguranças, bombeiros, recepcionistas e oficiais de manutenção, entre outros profissionais.

22) Funcionários –Trabalham no prédio mais de 1.900 pessoas, considerando a Fiesp, Instituto Roberto Simonsen, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP.

23) Os elevadores – Os sete elevadores da casa fazem 12,6 mil viagens por dia. Os pisos mais solicitados são o térreo, o primeiro subsolo e o quarto andar.

24) 172 câmeras – O trabalho de monitoramento dos andares foi reforçado, em 2014, com a instalação de 172 câmeras que gravam em alta definição.

25) Receita e Junta Comercial – No prédio são oferecidos serviços variados para os empresários. Entre eles, um posto de atendimento da Receita Federal e outro da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

26) Reciclar é preciso – Desde janeiro, todo o lixo orgânico gerado pelo restaurante do Espaço Eventos, do 16º andar, está sendo processado para o uso, nos jardins das escolas do Sesi-SP, como adubo. Por enquanto, o material está armazenado no quarto subsolo. Por falar no assunto, 29,5% de todo o lixo produzido no edifício é reciclado. Para se ter uma ideia, a média de reciclagem na cidade de São Paulo é de menos de 10%.

O primeiro subsolo, no qual há postos de atendimento da Receita Federal e da Jucesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O acesso pela Alameda Santos, com postos de atendimento da Receita Federal e da Jucesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


AS PESSOAS

27) Pelas catracas –As catracas do prédio registram, em média, 3 mil acessos de pessoas nos chamados dias úteis. Por mês, são 66 mil acessos, mais que a população de cidades do interior paulista como Vinhedo, Penápolis e Andradina, por exemplo.

28) O homem por trás do nome – Empresário que dá nome ao prédio, Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho foi presidente da Fiesp entre 1980 e 1986, sendo hoje presidente emérito da entidade. A escolha de seu nome foi tomada em decisão da diretoria da federação.

29) De Bachelet a Berlusconi – O mundo passou, e ainda passa, por aqui: entre 2004 e agosto de 2014, nada menos que 67 chefes de estado estiveram na Fiesp. Entre eles, nomes como a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, Michelle Bachelet (Chile), Álvaro Uribe (Colômbia), Shimon Peres (Estado de Israel), Silvio Berlusconi (Itália) e François Hollande (França).

Hollande, um dos 67 chefes de estado que visitaram a Fiesp entre 2004 e 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Hollande, um dos 67 chefes de estado que visitaram a Fiesp entre 2004 e 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

30) Sempre haverá uma solução – Em 29 de maio de 2013, o economista Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz em 2006, fez sucesso em palestra realizada durante reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. “Não importa o tamanho do problema, sempre haverá uma solução simples para resolvê-lo”, disse Yunus na ocasião.

Yunus: sucesso na reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Yunus: sucesso na reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores. Foto: Junior Ruiz/Fiesp


31) Os presidentes – Desde a sua inauguração, em 1979, a sede da indústria paulista recebeu muitos presidentes brasileiros. Entre eles, João Baptista de Oliveira Figueiredo, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A ARTE

32) Na fachada – Uma das principais atrações do edifício, a Galeria Digital, que consiste em uma plataforma de transmissão de obras interativas em movimento e estáticas na fachada da construção, foi inaugurada em dezembro de 2012. Até agora, foram exibidas 51 obras no espaço como parte integrante de mostras, além de 23 vídeos artísticos e comemorativos independentes. De acordo com a agente de Atividades Culturais do Sesi-SP, Luciana Paulillo, o sistema é acionado por meio de um computador que transmite as imagens para a Galeria formada por lâmpadas de led. De modo geral, os vídeos interativos são exibidos até as 22h. Já aqueles que ficam passando de modo ininterrupto ficam no ar até as 6h.

A Galeria Digital da Fiesp: para deixar a Paulista mais iluminada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Galeria Digital da Fiesp: para deixar a Paulista mais iluminada. Foto: Everton Amaro/Fiesp


33) As produções – Um dos principais espaços culturais da Paulista, o Teatro do Sesi-SP já recebeu 45 peças adultas e 32 voltadas para jovens. No Espaço Mezanino, foram 20 peças, num total de 97 produções no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

34) Exposições – Na Galeria de Arte do Sesi-SP, já foram realizadas 76 exposições.

35) O último prêmio – Foi no Teatro do Sesi-SP, no dia 1º de abril de 2014, que o cantor Jair Rodrigues, falecido em 08 de maio deste ano, recebeu o seu último prêmio. Ele foi escolhido o melhor ator coadjuvante no 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, por sua atuação no filme “Super Nada”, de Rubens Rewald e Rossana Foglia.

Jair Rodrigues na cerimônia de entrega do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, em abril. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Jair Rodrigues na cerimônia de entrega do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, em abril. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Fiesp lança ponto de internet grátis e faz festa para os 460 anos de São Paulo

Guilherme Abati e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) homenageou os 460 anos da maior metrópole brasileira oferecendo um ponto de acesso à internet grátis (hotspot) em frente à sua sede, no número 1313 da Avenida Paulista. Os paulistanos responderam à altura ao presente, fazendo festa e aproveitando as atividades culturais oferecidas na ação #ChegaMais durante toda a manhã e tarde deste sábado  (25/01).

“Iniciativas como essa da Fiesp revitalizam o uso da Paulista”, disse o motorista Wagner Sandro, de 47 anos, morador da região e um dos participantes mais entusiasmados do evento. “Achei muito interessante a oferta de internet grátis, muita gente não tem acesso a isso”.

Wagner: iniciativas como a da Fiesp revitalizam a Paulista. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Wagner: iniciativas como a da Fiesp revitalizam a Paulista. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O analista de sistemas Paulo Rosa e a arquiteta Juliana Melo Rosa não ficaram de fora. Entre um algodão doce e outro, eles disseram que iam recomendar as atividades da Fiesp para os familiares. “Vou falar para eles virem à tarde”, disse Paulo. “A Fiesp é um símbolo de São Paulo, principalmente pelo prédio aqui da Paulista”, explicou Juliana.

Paulo e Juliana: recomendação da festa da Fiesp para os parentes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Paulo e Juliana: recomendação da festa da Fiesp para os parentes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A internet gratuita também foi elogiada pelo casal. “Muito bom poder passar aqui, na hora do almoço, e usar o serviço no celular”, afirmou Paulo.

Acompanhado pela irmã Roseane, de 47 anos, e pela sobrinha Giovana, de 7, o paulista Ede Ribeiro já navegava pela internet com seu smartphone logo após a abertura oficial do espaço.

Com os olhos grudados na tela do celular, Ribeiro, de 33 anos, aprovou a ação. “É uma ideia muito legal, um ótimo presente para quem mora ou trabalha por perto”, disse.

Ede com a irmã Roseane e a sobrinha Giovana: . “Internet grátis é um ótimo presente para quem mora ou trabalha por perto”. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

Ede com a irmã Roseane e a sobrinha Giovana: . “Internet grátis é um ótimo presente para quem mora ou trabalha por perto”. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

O objetivo da Fiesp com a iniciativa é democratizar o acesso à internet disponibilizando sinal com a tecnologia WiFi perto da entidade. O acesso será livre daqui por diante por parte de qualquer cidadão que tenha um dispositivo compatível com o protocolo WiFi – como laptops, smartphones e tablets, entre outros. O serviço permitirá a média de 500 conexões simultâneas nas principais redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter) e correio eletrônico.

 O realejo diz

No ônibus a caminho do trabalho, a auxiliar de limpeza Elizabeth Maria da Cruz, de 39 anos, não resistiu quando viu o “realejo da sorte” na porta da casa da indústria, como parte das atividades dos 460 anos da capital. Desceu antes do ponto e foi conferir a sorte, recebendo uma mensagem escolhida pela maritaca “Chiquinho”. “Sempre quis tirar um papelzinho desses, achei muito interessante”, disse.

Para Elizabeth, a festa promovida pela Fiesp ajuda a integrar “todas as tribos de São Paulo”.

Elizabeth e Wagner: festa da Fiesp fez auxiliar de limpeza descer do ônibus para comemorar os 460 anos de São Paulo. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

Elizabeth e Wagner: festa da Fiesp fez auxiliar de limpeza descer do ônibus para comemorar os 460 anos de São Paulo. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

No comando do realejo, Wagner Luiz explicou que é construtor de obras, assumindo a atividade paralela em eventos como o deste sábado (25/01), missão que, para ele, está sendo “especial”. “Amo a cidade em que moro e acho que o povo merece uma festa assim”.

Até a tarde

A festa na frente do prédio da Fiesp na Paulista vai até a tarde e terá, ao longo de todo dia, atividades culturais e apresentações artísticas como covers dos cantores Michael Jackson e Elvis Presley, entre muitas outras atrações.

As interações e menções dos internautas nas redes sociais com a hashtag #chegamais serão capturadas e poderão ser transmitidas em tempo real em um telão instalado no espaço.

Malabares entre as atividades culturais da ação #ChegaMais na frente do prédio da Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Malabares entre as atividades culturais da ação #ChegaMais na Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Rapel no prédio da Fiesp chama atenção para Virada Esportiva

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

A Avenida Paulista, coração financeiro da cidade de São Paulo, foi o palco de uma atividade esportiva um tanto inusitada. As cordas que desciam do topo do prédio da Fiesp, na manhã desta terça-feira (13), chamou a atenção de dezenas de pedestres e motoristas que não se importaram com o pouco espaço na calçada e o sol forte.

Minutos depois, a descoberta: com camisetas e bandeiras nas mãos, seis atletas desceram o prédio da entidade da indústria numa demonstração de rapel, primeira atração da 5º edição da Virada Esportiva, uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Recreação do município, com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP.

A auxiliar de limpeza, Maria Neves Chaves, não escondeu a surpresa: com o celular na mão, registrou as cenas para mostrar aos vizinhos e amigos. “Nunca imaginei ver uma coisa desta no prédio da Fiesp. É muita adrenalina, tem que ter muita coragem.”

Para Bebetto Haddad, secretário Municipal de Esporte, Lazer e Recreação de São Paulo, a iniciativa facilitará a divulgação do maior evento esportivo ininterrupto do mundo. “Isso é muito importante para que as pessoas conheçam a virada e saiam de suas casas para praticar uma modalidade esportiva”, disse. E agradeceu o apoio das entidades da indústria: “O Sesi-SP e a Fiesp são parceiros importantes da Virada Esportiva e nos ajudam a promover esse grande evento na cidade de São Paulo.”

Evento

Entre os dias 17 e 18 de setembro, a cidade de São Paulo se transformará em uma grande arena esportiva, com mais de 2.500 atrações para todas as idades, espalhadas por mais de mil pontos em toda a capital. Durante a 5ª edição da Virada Esportiva, o Sesi-SP promoverá a Virada Aquática, no Sesi Vila Leopoldina, entre outras atividades em 10 unidades escolares espalhadas pela cidade.

Confira a programação completa no site da Prefeitura.