‘Quem paga mais é o pobre’, diz Skaf sobre aumento de impostos

Agência Indusnet Fiesp

Em visita a São Carlos, no interior paulista, para anunciar investimentos, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fez críticas às intenções de aumento de impostos. E lembrou que os mais pobres são justamente os que mais sofrem com a alta carga tributária em vigor no Brasil.

“Quem paga mais é o mais pobre”, disse Skaf. “Quando ele compra uma geladeira, paga R$ 400 de imposto se o preço for R$ 1 mil. Isso está embutido nos valores cobrados”.

Por isso mesmo, defendeu o presidente da Fiesp, “não podemos permitir mais aumentos de impostos”. “Os governos arrecadam e gastam mal, por isso nós somos radicalmente contra o aumento de tributos”.

De acordo com Skaf, esse ano a arrecadação de impostos vai para R$ 2 trilhões. “É muita coisa. O que precisa é gastar melhor esse dinheiro, apertar o cinto como faz a dona de casa, como a gente faz nas nossas empresas”.

A necessidade de retomada do crescimento econômico para acabar com o desemprego também foi destacada. “Temos que retomar o crescimento econômico, já são quase 12 milhões de desempregados no Brasil”, afirmou. “Só tem uma forma de resolver isso: é com crescimento econômico. É essa retomada que vai gerar emprego, fortalecer as empresas, aumentar a arrecadação”.

Investimentos no Senai-SP

Em São Carlos, Skaf anunciou investimentos de R$ 11,2 milhões para a aquisição de vários sistemas robotizados em escala industrial e tecnologias de automação da manufatura, automobilística, metalomecânica e eletroeletrônica para a Escola Senai “Antonio A. Lobbe”, na cidade.

À tarde, o presidente da Fiesp, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), segue para Barretos, onde visita a obra da nova escola do Sesi-SP no município.

Atualmente com 68% de suas obras concluídas e previsão de ficar pronta em janeiro de 2017, a unidade oferecerá ensino fundamental em tempo integral e ensino médio para mais de 600 estudantes.

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Skaf em São Carlos: investimentos de R$ 11, 2 milhões em escola do Senai-SP na cidade. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Na Globo News, presidentes da Fiesp e Firjan reforçam necessidade de novos leilões de energia em 2015

Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista ao Jornal das Dez, do canal Globo News, Paulo Skaf e Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, respectivamente presidentes das Federações das Indústrias do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro (Fiesp/Firjan), reforçaram a necessidade da realização de novos leilões de  concessão de energia elétrica – tema central do 13º Encontro Internacional de Energia, realizado pelas entidades nos dias 6 e 7 de agosto, em São Paulo.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em entrevista ao Jornal das Dez da Globo News

“Temos uma oportunidade agora em 2015, com o vencimento dos contratos de concessão. A lei determina que sejam feitos novos leilões, e com isso a tendência é haver uma grande queda no preço da energia elétrica”, apontou Skaf.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, emendou, afirmando que o governo “deve ter força e ser ousado”, como na recente redução dos juros.

“É preciso forçar as concessionárias para que reduzam o fator G [geração de energia] de tal forma que a tarifa possa ser reduzida mais de 35%, e não é pedir demais; é para nós ficarmos em um nível do que é cobrado no mundo. Agora, se falar em 10% como o governo aventou em primeiro lugar, é absolutamente ridículo”, declarou Vieira.

Gás natural

Importante insumo energético de produção nas indústrias brasileiras, o gás natural no país tem a tarifa mais cara que a da Espanha, Itália, Estados Unidos e Rússia. E apesar do cenário, não sinaliza queda no preço.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, alegou que o gás brasileiro é associado ao petróleo e está muito perto do mercado – a 300 quilômetros da costa em 7000 metros de profundidade.

“É um gás que tem um custo diferente do que o do gás produzido em terra, em profundidades muito curtas comparadas com as nossas; são preços completamente diferentes”, afirmou.

Assista a íntegra da matéria no site da Globo News

Dificuldade para setor de serviços de telecomunicações não é demanda e sim preços

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540359703O setor de serviços de telecomunicações não tem do que reclamar quando se trata de demanda aquecida alavancada pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e pelo mercado de Tecnologia da Informação (TI).

“Mas a prática de ‘pechincha’ de preços é a vilã da indústria, que se sente prejudicada pelos pagamentos não adequados aos serviços prestados”, afirmou o diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Helcio Binelli.

Os serviços prestados ao setor de telecomunicações compreendem a passagem de cabos e fibra ótica, instalação de postes e torres e de equipamentos de rede de telefonia.

De acordo com o instituto IDC (International Data Corporation), o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação (TI) deve crescer 13% este ano, chegando a mais de US$ 42 bilhões. O Brasil é o oitavo maior mercado de TI do mundo. “A demanda existe, mas os valores negociados pelas operadoras, por força de orçamento e concorrência acirrada não condizem com os custos para cumprimento de todo escopo”, salientou Binelli.

Conforme ele, o modelo de contratação por parte das operadoras – por vezes via leilão – favorece uma competição inadequada, agravada pela falta de informações detalhadas sobre o escopo que dificulta a fixação de preço, pela prestadora, fidedigno ao serviço que será prestado na execução do contrato. “As propostas podem não refletir exatamente a intenção do que se quer contratar em função da falta de detalhamento de escopo. Sendo assim, a negociação via leilão para a contratação de serviços pode não ser o mecanismo mais adequado”, argumentou o executivo.

Outro motivo de preocupação para as empresas do setor é a chegada dos fabricantes de equipamentos ao mercado de serviços em telecomunicações. Hoje as fabricantes pegam carona na esteira de serviços e criam suas próprias prestadoras, aumentando o alcance ao seu cliente de equipamentos. “As operadoras podem preferir assim porque entendem que terão maiores garantias que os fabricantes, que nunca vão abandonar a prestação de serviços, pois querem manter o fornecimento de equipamentos”, observou Binelli.

Segundo o diretor da Fiesp, quando os preços negociados causam prejuízo, as empresas podem eventualmente recorrer ao subsídio cruzado de investimento, isto é, quando a receita gerada pela venda de equipamentos compensa eventuais perdas na prestação de serviços.

Investimento chinês

As fabricantes chinesas também chegaram ao mercado de prestação de serviços em telecomunicações, como é o caso da Huawei, gigante chinesa de aparelhos celulares e equipamentos para infraestrutura. No Brasil há mais de 11 anos, a fabricante instalou a Huawei Gestão e Serviços (HGS) e, ainda este mês, anunciou investimentos de R$ 600 milhões nos próximos 5 anos para fabricação no Brasil de alguns componentes de sua linha de celulares e tablets.

No entanto, Binelli enfatiza a importância das empresas do setor que possuem experiência comprovada na prestação de serviços, podendo trabalhar conjutamente com fabricantes. “Estrategicamente, as áreas de compras são centralizadas e corporativas, tendo um grande poder de barganha. Naturalmente querem o mais barato, mas eventualmente pode haver falha de entendimento de escopo”, explicou.

O executivo participa da organização do 3º Seminário Fiesp de Telecomunicações – O desafio da conectividade: o Brasil na era da informação, que discutirá, nesta segunda-feira (31), no Teatro do Sesi São Paulo, os desafios para as prestadoras de serviços do setor, entre outros temas.