Indústria paulista gera 13,5 mil vagas no 1º trimestre do ano

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O nível de emprego da indústria paulista apresentou variação positiva de 0,45% em março, com a geração de 9,5 mil postos de trabalho, sem ajuste sazonal. Com ajuste, há recuo de 0,12%. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e divulgada nesta terça-feira (18 de abril).

O resultado positivo, registrado após um mês de quedas, foi influenciado principalmente pelo setor de açúcar e álcool, que está aquecido por conta do período de safra agrícola. Com os dados apresentados, o primeiro trimestre do ano acumula saldo positivo de 13,5 mil vagas na indústria paulista (o equivalente à variação de 0,62%). No ano passado, esta variação foi de -1,33% no período de janeiro a março/16.

De acordo com o gerente do Depecon Guilherme Moreira, o emprego industrial aponta para a estabilidade neste ano. “ O resultado positivo de março mais que compensou a queda verificada em fevereiro. Essas oscilações são normais e mostram que o emprego tende a se estabilizar”, detalha Moreira.

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Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de março, 8 ficaram positivos, 12 negativos e 2 permaneceram estáveis. Entre os positivos, o destaque fica por conta do segmento de coque, petróleo e biocombustíveis (7,31%) e produtos alimentícios (2,47%). Do lado negativo, o segmento que mais demitiu foi o de produtos diversos (-1,82%) e o de impressão e reprodução de gravações (-0,98%).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do Estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,45%) e no interior paulista (0,82%). Na Grande São Paulo, houve recuo de 0,53%.

O dado positivo foi percebido também em 16 diretorias regionais. Em Piracicaba (3,13%), o resultado foi influenciado pelo setor de produtos alimentícios (11,47%) e máquinas e equipamentos (1,30%), em Jaú (2,98%), por produtos alimentícios (6,41%) e artefatos de couro e calçados (3,09%), e em Limeira (2,56%), por produtos diversos (15,63%) e coque, petróleo e biocombustíveis (8,09%).

Já as variações mais negativas foram registradas em Botucatu (-1,58%), influenciada por produtos de metal (-40,00%); Santa Barbara D’Oeste (-1,54%), no rastro de produtos de metal (-7,21%) e de produtos de borracha e plástico (-5,20%); Sorocaba (-1,49%), seguido por máquinas e equipamentos (-16,74%) e produtos de metal (-5,21%).

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Microindústria contrata e compensa corte de vagas das pequenas e médias

Agência Indusnet Fiesp

As microindústrias (até 9 funcionários) de São Paulo contrataram mais do que demitiram em fevereiro deste ano, gerando saldo positivo de 3.566 vagas. Com isso, compensaram o corte nas pequenas (10 a 49 empregados) e médias indústrias (50 a 249), que fecharam 3.545 postos de trabalho no mesmo período. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A pequena indústria registrou em fevereiro saldo negativo de 1.404 postos de trabalho (22.526 admissões contra 23.930 demissões), variação de 0,2% em relação ao estoque celetista do mês anterior. A média indústria encerrou fevereiro com saldo negativo de 2.141 postos de trabalho (22.164 admissões contra 24.305 demissões), variação de 0,3%. Já a microindústria registrou 16.190 admissões e 12.624 demissões, variação de 1,1% em relação ao estoque de vínculos ativos do mês anterior.

A comparação do primeiro bimestre de 2017 com o mesmo período de 2016 mostra resultado nitidamente melhor. Foram encerradas 6.415 vagas no primeiro bimestre de 2016 pela pequena e média indústria. Já no primeiro bimestre de 2017 esse segmento criou 2.693 vagas, corroborando para uma expectativa de leve retomada no mercado de trabalho a longo prazo.

Com perda de 33.000 vagas, dezembro é pior mês de 2016 para o emprego nas micro, pequenas e médias indústrias paulistas

Agência Indusnet Fiesp

As micro, pequenas e médias indústrias do Estado de Sáo Paulo tiveram em dezembro o pior mês para o emprego em 2016, com o fechamento de 33.000 vagas. Houve 33.562 admissões e 66.563 demissões, segundo dados divulgados pelo Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. A redução foi de 1,8% em relação ao total de postos de trabalho do mês anterior.

E a situação demorará alguns meses para melhorar. “Para o ano de 2017, acreditamos que continue a eliminação de postos de trabalho no primeiro semestre, principalmente nos primeiros meses, quando tipicamente é registrada uma aceleração das demissões nos postos de trabalhos temporários”, afirma o diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp, Milton Bogus. “Esperamos que haja uma melhora no mercado de trabalho no médio e longo prazo.”

A redução do número de postos de trabalhos era esperada, em razão de a indústria ter antecipado a produção nos meses anteriores. E apesar de forte, a queda de dezembro de 2016 não atingiu o nível registrado em dezembro de 2015, auge da crise econômica. Isso sinaliza que o fundo do poço foi atingido. Os fatores macroeconômicos estão mais favoráveis e as incertezas econômicas estão se dissipando aos poucos, em cenário econômico muito diferente do de 2015.

A microindústria (até 9 funcionários) fechou dezembro com saldo negativo de 6.616 postos de trabalho, resultado de 12.405 admissões e 19.021 demissões, variação de 2,0% em relação ao estoque celetista do mês anterior. Na pequena indústria (10 a 49 empregados) o saldo negativo foi de 12.013 postos de trabalho (10.365 admissões e 22.378 demissões, variação de 1,76%). A média indústria (250 ou mais funcionários) encerrou o mês de dezembro com -14.372 vagas, variação de 1,7% em relação ao estoque de vínculos ativos do mês anterior, com 10.792 admissões e 25.164 demissões.

Indústria paulista demite 11.500 em setembro e fecha trimestre com perda de 29.000 vagas

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O nível de emprego da indústria paulista em setembro recuou 0,51% em relação a agosto, com a perda do equivalente a 11.500 vagas de trabalho. No terceiro trimestre de 2016, a perda acumulada é de 29.000 postos, e no ano, de 86.000. Os dados, divulgados nesta terça-feira (18/10), são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Paulo Francini, diretor titular do Depecon, explica que o ritmo de queda diminuiu, mas ainda continua a haver cortes. “O que se quer é que não haja demissões.” Francini lembra que a previsão do Depecon é fechar 2016 com o saldo negativo de 165.000 vagas. Somando as 235.000 demissões de 2015, a perda total atingirá 400.000 vagas em dois anos. “É uma tragédia”, diz Francini. “E é uma tragédia que não chegou ao final.”

A perda de postos de trabalho deste ano para o mês de setembro só é menor, na série histórica iniciada em 2006, que a de 2015.

Setores

Dos 22 setores pesquisados, houve queda do nível de emprego em 13 (59%). Quatro permaneceram estáveis, e cinco apresentaram comportamento positivo. Esta distribuição é diferente da observada no ano de 2015, quando os setores negativos foram 19, os positivos, 2, e 1 apresentou estabilidade.

Não há, explica Francini, nenhum setor que se destaque. A queda acumulada do PIB brasileiro, de cerca de 8% entre 2015 e 2016, é semelhante à que ocorre em países em guerra, diz o diretor do Depecon. “E num país em guerra, quem mais sofre é a sociedade.”

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Em valores absolutos, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias foi o que mais demitiu em setembro (saldo negativo de 3.108 vagas). Em máquinas e equipamentos, o corte foi de 2.714 postos de trabalho. Entre os setores que tiveram mais contratações que demissões, o primeiro é o de produtos minerais não metálicos (174 vagas).

Das 36 diretorias regionais em que se divide a pesquisa, 25 (70%) tiveram desempenho negativo em setembro, em 10 ele foi positivo, e 1 ficou estável. A maior variação negativa (de -4,14%) ocorreu em Santo André. Matão teve a maior alta (2,6%).

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Indústria paulista perde mais de 57 mil vagas de trabalho no primeiro semestre

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

No primeiro semestre de 2016, a indústria paulista perdeu 57.500 postos de trabalho. Só no mês de junho, sem ajuste sazonal, a retração foi de 0,73% em relação ao mês de maio, o equivalente a 16.500 postos a menos.

Os números são da pesquisa de Nível de Emprego do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e foram divulgados nesta sexta-feira (15/7).

De acordo com o diretor do Depecon, Paulo Francini, a variação neste semestre (-2,50%) foi idêntica à registrada nos primeiros seis meses de 2015. “2016 é a continuidade de uma tragédia, apesar de termos fechado o segundo trimestre um pouco melhor do que no ano passado”, explica.

O diretor informa que a projeção para este ano é a eliminação de 165.000 vagas de trabalho, contra perda de 235.500 vagas no ano passado. “Se somarmos, temos 400 mil empregos a menos, oito estádios de futebol cheios. Existem sinais de que o ritmo de queda vai se atenuar, mas o emprego é a última variável a parar de cair. Torcemos e temos esperança de que isso aconteça”, afirma Francini.

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Setores e regiões

Em junho, 20 dos 22 setores pesquisados registraram queda nas vagas de emprego. O setor de Informática foi o único a contratar (2,16%), e o de Produtos Farmoquímicos e Farmacêuticos se manteve estável (0,03%).

Os setores que se destacaram negativamente em relação ao nível de emprego foram Máquinas e Equipamentos (-3.112 postos); Confecção de Artigos do vestuário e Acessórios (-3.092 postos); e Couro e Calçados (-2.348 postos)

Das 36 diretorias regionais, 31 tiveram variação negativa no índice de emprego em junho, 3 ficaram estáveis, e 2 contrataram mais do que demitiram.

Em abril atípico, indústria paulista perde 4.000 postos de trabalho

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Tradicionalmente o período de início de contratações do ano pela indústria, desta vez o mês de abril surpreendeu e registrou a perda de 4.000 vagas de trabalho. É o primeiro abril negativo da série histórica – desde 2006 – do Indicador de Nível de Emprego da indústria paulista, divulgado nesta terça-feira (17/5) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Apesar do saldo negativo, o gerente do Depecon, Guilherme Moreira, acredita que o ritmo de demissões diminuirá, se comparado ao registrado no último ano, e que esta será a tendência para os próximos meses. “Com o forte ajuste que a indústria tem feito desde o ano passado e as expectativas de mudanças da condução da política econômica do país, nossa esperança é que as demissões comecem a perder ritmo”.

Com esse resultado, nos primeiros quatro meses de 2016 a indústria acumula a perda de 34.500 postos de trabalho. A expectativa para o fechamento do ano é de cerca de 165 mil vagas a menos. Em 2015, esse número ficou em 235 mil.

Setores

Dos 22 setores pesquisados, 16 tiveram saldo negativo de vagas, 2 ficaram estáveis e 4 contrataram.

Mais uma vez, o setor que se destacou positivamente foi o sucroalcooleiro, responsável pela alta de 7.073 postos de trabalho em abril, influenciando positivamente os setores de Produtos Alimentícios (que registrou saldo de 6.642 contratações) e de Coque, Derivado de Petróleo e Biocombustíveis (cujo saldo foi de 1.129 empregos a mais).

O pior desempenho continua sendo o do segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias, com saldo de 2.309 demissões no mês.

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Regiões

Das 36 diretorias regionais, 20 sofreram variação negativa no nível de emprego em abril e 16 contrataram mais do que demitiram.

O destaque positivo ficou para as cidades de Sertãozinho, com 10,04%; Jaú, 4,35%; e Santa Bárbara D’Oeste, 3,29%, enquanto o negativo ficou para São Caetano do Sul, com queda de 2,35% das vagas de trabalho; Guarulhos, 2,11% a menos, e Bauru, queda de 1,80%.

Trimestre tem fechamento de 31.000 vagas na indústria paulista, mostra pesquisa da Fiesp e do Ciesp

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O nível de emprego industrial paulista teve novo recuo em março, de 0,61% (com ajuste sazonal) em relação a fevereiro. O levantamento, feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e divulgado nesta quinta-feira (14/4), mostra que neste ano já houve a perda de 31.000 postos de trabalho, dos quais 3.500 em março.

Quando não são considerados fatores sazonais, o mês de março registra a menor eliminação (-0,15%) de postos de trabalho desde maio de 2015, graças, em parte, à antecipação da safra do setor de açúcar e álcool. Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, com a previsão da chegada do período de seca é normal a contratação de mão-de-obra para a colheita, que envolve logística e transporte. “Isso atenuou, evidentemente, a queda apontada pela pesquisa, mas os outros setores também perderam menos vagas em relação aos meses anteriores”, explicou. “Então, foi um mês que não dá para ter alegria, mas a quantidade de choro não fica tão grande.”

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Setores

Em março, 14 setores, dos 22 pesquisados, tiveram queda no nível de emprego, 6 apresentaram crescimento, e 2 ficaram estáveis.

De forma semelhante ao cenário do mês de fevereiro, os setores que se destacaram com a ampliação de vagas foram produtos alimentícios (6.819 postos), coque e biocombustíveis (3.333 postos) e couro e calçados (1.322 postos) – que contrata há três meses consecutivos.

Esse último, segundo Francini, foi beneficiado pela desvalorização do real. “É um setor que tem se dado melhor que outros. Não significa que eles estejam felicíssimos, mas o câmbio fez com que empresas tivessem mais condições de exportar, enquanto determinados calçados importados que penetravam no mercado brasileiro não o fazem mais, pois não competem mais em preço com a produção doméstica. É um duplo efeito da taxa de câmbio”, explica.

Entre os setores que mais demitiram em março estão os ligados à produção de veículos. É o caso do setor de produtos de borracha e de material plástico, o que teve maior perda de vagas (3.422, variação negativa de 1,85%).

Regiões

O resultado do segmento de açúcar e álcool contribuiu para que o Interior do Estado registrasse taxa de variação positiva no mês de março, de 0,41% em relação ao mês anterior. Foram 12 as regiões que registraram expansão do nível de emprego. Entre elas, destaque para Jaú (3,43%), seguida de São Carlos (1,57%) e São José do Rio Preto (1,23%). Na contramão, das 24 que registraram queda, as maiores delas foram verificadas em Cubatão (-3,28%), Mogi das Cruzes (-3,04%) e Santos (-2,76%).

Indústria cria 26,5 mil empregos em abril, revela pesquisa da Fiesp e do Ciesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depcon). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A indústria paulista criou 26,5 mil postos de trabalho em abril na comparação com o quadro de funcionários verificado em março, mostrou pesquisa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) nesta terça-feira (14/05), em meio a expectativas das entidades de recuperação mais tímidas do emprego no setor manufatureiro bem como na atividade industrial.

Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), a Fiesp e o Ciesp devem revisar para baixo as projeções de crescimento para a atividade industrial, o emprego na indústria e para o Produto Interno Bruto (PIB).

“Na verdade, o ano 2013 chegou com um grau de recuperação menor do que o que estava sendo esperado. As previsões, sem exceção, têm sido revisadas para números menores e a nossa não vai fugir da regra”, afirmou Francini.

Mais pessimistas, analistas do mercado não estão mais apoiando a previsão do Banco Central de expansão de 3% do PIB. Algumas consultorias já projetam crescimento em torno de 2,5%.

A pesquisa

Embora tenha indicado geração de vagas, a Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo apontou uma variação negativa para o emprego no mês em 0,40%, com ajuste sazonal, porque o desempenho do mercado de trabalho para o mês de abril costuma ser melhor, explicou Francini.

O resultado de abril foi o pior da série, iniciada em 2006, com exceção das fortes perdas registradas em 2009 e 2012, 0,79% e 0,89% respectivamente.

Nível de Emprego – Abril 2013 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

No acumulado do ano foram gerados pela indústria paulista 60 mil empregos, com um crescimento de 2,34%. Apesar de positiva, a taxa de criação de vagas do mês continua apresentando o menor desempenho desde 2006, início da pesquisa, com exceção da crise de 2009, quando o índice apurou perdas de 1,30% no acumulado daquele ano, e de 2012, quando a leitura apontou ganhos de 0,70% para o mesmo período.

Nos últimos 12 meses foram fechados 12 mil postos de trabalho, ou seja, um recuo de 0,46% em relação a abril de 2012.

“Uma recuperação vem ocorrendo no mesmo tom e ritmo da indústria: moderado”, avaliou o diretor do Depecon. “Isso faz com que continuemos com uma visão positiva de 2013 menos pelo mérito do ano e mais pela grande queda ocorrida em 2012”, completou.

Setores e regiões

Do total de empregos gerados em abril, o setor de açúcar e álcool contribuiu com a criação de 18.207 postos no mês, o equivalente a uma taxa positiva de 0,70% na comparação com março. Os outros setores da indústria de transformação geraram 8.293 vagas, o equivalente a um ganho de 0,32%.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 32.993 vagas enquanto os outros segmentos da produção brasileira abriram 27.007 novos postos de trabalho.

Das atividades analisadas no levantamento, 13 apresentaram efeitos positivos, seis fecharam o mês em queda e três ficaram estáveis. O emprego no setor de Produtos Alimentícios registrou a maior alta do mês com 5,9%, seguido pelo desempenho positivo na indústria de Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis, que encerrou o mês com ganhos de 5,2%.

Já o emprego na indústria de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos e de Móveis apuraram perdas no mês de 0,8% e 0,6% respectivamente. A pesquisa da Fiesp e do Ciesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 23 apresentaram quadro positivo, seis ficaram negativas e sete  encerraram o mês estáveis.

Jaú foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 4,91% em abril, impulsionada por Produtos Alimentícios (14,01%) e Produtos de Madeira (6,73%). A região de Araçatuba registrou ganho de 4,51% sob influência positiva dos setores de Produtos Alimentícios (13,27%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (10,97%). Enquanto Botucatu subiu 3,78%, influenciado por Produtos Alimentícios (10,06%) e Produtos Minerais não Metálicos (3,46%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Santo André, que computou a queda mais expressiva do mês com 1,34%, abatida pelas perdas em Produtos Alimentícios (-27,6%) e Confecções de Artigos do Vestuário (-5%). Santos fechou o mês com baixa de 1,10%, pressionado pelo desempenho ruim dos setores de Confecção de Artigos e Vestuário (-5,05%) e Impressão e Reprodução de Gravação (-1,66%). O emprego em São Caetano caiu 1,08%, com perdas mais expressivas em Produtos Diversos (-32,62%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-3,12%).

Indústria paulista cria 10 mil empregos em janeiro, mas sinais de recuperação ainda não são claros

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp

A indústria paulista criou 10 mil postos de trabalho em janeiro na comparação com o quadro de funcionários verificado em dezembro, mostrou pesquisa da Fiesp nesta terça-feira (19/02). O destaque do mês foi a contratação de ao menos dois mil empregados pelo setor de Máquinas e Equipamentos. Os números são positivos, mas ainda não mostram com clareza que a esperada recuperação do parque produtivo brasileiro vai acontecer este ano.

A avaliação foi feita pelo diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, durante apresentação do Nível de Emprego do Estado de São Paulo, levantamento divulgado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em coletiva de imprensa.

“Não nos dá nenhum sinal de euforia nem de pânico. Se comparamos o crescimento de janeiro 2013 com outros janeiros, vemos que ele está abaixo daquilo que tem sido nos anos anteriores, portanto, não dá pra afirmar que tenha sido um mês incentivador de uma recuperação que nós esperamos”, explicou Francini.

No acumulado de 2013, considerando ainda apenas o mês janeiro, a indústria paulista gerou 10 mil empregos, com uma variação positiva de 0,38%, mas demitiu 46 mil funcionários nos últimos 12 meses, o equivalente a uma queda de 1,75% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Do total de contratações ocorridas em janeiro, a indústria foi responsável pela criação de 11.835 vagas. Mas o setor de açúcar e álcool abateu o quadro ao eliminar 1.835 vagas, o equivalente a uma queda de 0,07% em comparação com dezembro.

“Tivemos um ano de 2012 um pouco anormal para o setor de açúcar e álcool, já que [a safra] prolongou-se além do tempo que normalmente ocorre e isso fez com que parte dela terminasse de ser colhida ainda no mês de janeiro”, esclareceu Francini. “Então, houve uma queda em função disso, mas ela é sazonal”, completou.

Sinal

O diretor da Fiesp afirmou que os 2.080 empregos criados pelo setor de Máquinas e Equipamentos em janeiro podem ser considerados como um “bom sinal”. Mas ponderou que vale aguardar comportamento do mercado de trabalho da indústria nos próximos meses para confirmar se o setor começa a “se mover de maneira positiva”.

“No final do ano passado, o BNDES já havia informado um aumento do número de consultas para aquisição de máquinas e equipamentos e isso pode ser um sinal de que aqueles comentários feitos na época estejam se fortificando como maior atividade do setor”, disse Francini sobre as contratações do segmento e janeiro. “Vamos aguardar o que o futuro nos reserva.”

A Fiesp estima que o emprego industrial deve encerrar o ano de 2013 com crescimento de 2% com relação a 2011. O prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) é de uma expansão de 3% este ano.

“O ano de 2012 foi tão terrível. Perdemos quase 60 mil empregos da indústria de transformação de São Paulo. Repetir 2012 seria uma tragédia. Nós não queremos e não esperamos que aconteça isso”, concluiu Francini.

Setores e regiões

Dos setores cuja situação de emprego foi analisada no levantamento, 14 apresentaram efeitos positivos, três fecharam o mês em queda e cinco ficaram estáveis. O emprego no setor de Couros e Fabricação de Artigos de Couro, Viagem e Calçados registrou o crescimento mais expressivo com 3,2% em janeiro versus dezembro, seguido pelo bom desempenho da indústria de Produtos Têxteis, com 1,2%.

Já o emprego no segmento de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a queda mais significativa com 5,8% em janeiro contra dezembro. A indústria de Bebidas também encerrou o mês em baixa, com variação negativa de 0,6%.

A pesquisa da Fiesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 23 apresentaram quadro positivo, oito ficaram negativas e cinco regiões encerraram o mês estáveis.

Sertãozinho foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 2,76% em janeiro, impulsionada por Produtos Alimentícios (2,53%) e Máquinas e Equipamentos (7,08%). A região de Franca registrou ganho de 2,49%, sob influência positiva dos setores de Artefatos de Couro e Calçados (4,66%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (2,80%). Enquanto Araçatuba subiu 2,31%, influenciada por Celulose, Papel e Produtos de Papel (4,87%) e Artefatos de Couro e Calçados (3,36%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para São João da Boa Vista, que computou a queda mais expressiva do mês com 1,28%, abatida pelas perdas em Produtos Alimentícios (-8,52%) e Confecções de Artigos do Vestuário (-3,70%). Presidente Prudente fechou o mês com baixa de 0,91%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Produtos Minerais Não Metálicos (-8%) e Produtos Alimentícios (-0,76%). O emprego em São José do Rio Preto caiu 0,70%, com perdas mais expressivas em Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-11,99%) e Confecção de Artigos do Vestuário (-2,49%).

Indústria deve encerrar 2012 com 60 mil empregos a menos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

'Pequena queda pode ser prenúncio de melhoria em 2013', segundo Paulo Francini. Foto: Julia Moraes

A indústria paulista perdeu 8.500 postos de trabalho em novembro na comparação com o quadro de funcionários verificado em outubro, de acordo com pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), nesta quinta-feira (13/12). O levantamento aponta, no entanto, uma variação positiva para o emprego no mês em 0,53%, com ajuste sazonal.

A Fiesp estima que a indústria deva encerrar 2012 com 60 mil vagas de trabalho a menos. “O emprego não vai terminar bem, considerando o ano de 2012”,  disse o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp/Ciesp, Paulo Francini.

Na avaliação de Francini, a variação positiva do mês de novembro se deve ao fato de usinas produtoras de açúcar e álcool retardarem a devolução de empregos por questões climáticas. O mesmo comportamento foi sentido nos demais setores da indústria, que registraram uma redução menor de seu quadro de funcionários em comparação com outros novembros.

Em novembro de 2011, a variação do emprego na indústria ficou negativa em 1,77% na comparação mensal, o equivalente ao fechamento de 47.500 vagas.

“O setor de açúcar e álcool em 2012 apresentou certa anormalidade porque começou a colheita tardiamente em relação aos mesmos anos anteriores, ou seja, demorou mais tempo do que de costume”, explicou o diretor.

Segundo Francini, em novembro do ano passado, a indústria de açúcar e álcool devolveu 28 mil postos de trabalho, contra 2.407 em igual período deste ano. No caso dos setores da indústria de transformação, em novembro de 2011 foram fechadas 18 mil vagas, comparado a 6.093 mil no mesmo período de 2012.

“A pequena queda neste mês, comparativamente aos outros anos, pode ser o princípio de um sinal positivo. Isso pode ser um prenúncio de melhoria em 2013 na trajetória de recuperação da indústria de transformação”, afirmou Francini. No entanto, ele pondera: “Os meses que virão a seguir nos confirmarão ou não”.

Apesar de perspectivas mais otimistas, o diretor reitera que 2012 “não vai terminar bem para o emprego na indústria” e que a devolução de empregos não ocorrida em novembro poderá acontecer em dezembro A federação estima uma queda de 2,4% do PIB da indústria brasileira neste ano.

A pesquisa

from Fiesp

No acumulado do ano, a indústria paulista gerou 13 mil empregos, com variação positiva de 0,49%. Apesar de positiva, a taxa de criação de vagas do mês continua apresentando o menor desempenho desde 2006 – início da pesquisa –, com exceção da crise de 2009, quando o índice apurou perdas de 1,02% no acumulado daquele ano.

Nos últimos 12 meses foram fechados 23,5 mil postos de trabalho – um recuo de 0,91% em relação ao mesmo período imediatamente anterior.

Do total de demissões ocorridas em novembro, o setor de açúcar e álcool contribuiu com o fechamento de 2.407 postos no mês, o equivalente a uma taxa negativa de 0,09% para o mês na comparação com outubro.

Já no acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 39.181 vagas enquanto os outros segmentos da produção brasileira fecharam 26.181, deixando um saldo de 13 mil empregos gerados entre janeiro e novembro deste ano.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, 15 apresentaram efeitos negativos, quatro fecharam o mês em alta e três ficaram estáveis. O emprego no setor de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a maior queda, com 2,6% em novembro versus outubro, seguido pelo desempenho ruim na indústria de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos, que encerrou o mês com queda de 1,7%.

Já os segmentos de Bebidas e Produtos Farmacoquímico e Farmacêuticos apuraram ganhos no mês de 0,8% e 0,5%, respectivamente. A pesquisa da Fiesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 22 apresentaram quadro negativo, nove ficaram positivas e cinco regiões encerraram o mês estáveis.

Santo André foi a cidade que mostrou a maior alta, com taxa de 1,21% em novembro, impulsionada por Produtos Alimentícios (6,61%) e Máquinas e Equipamentos (4,31%). A região de Matão registrou ganho de 1,07%, sob influência positiva dos setores de Confecção de Artigos do Vestuário (1,96%) e Produtos Alimentícios (1,40%). Enquanto Santos subiu 0,75%, influenciado por Produtos Alimentícios (2,04%) e Produtos Químicos (1,49%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Presidente Prudente, que computou a queda mais expressiva do mês com 1,78%, abatida pelas perdas em Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-11,10%) e Confecções de Artigos do Vestuário (-2,24%). Araçatuba fechou o mês com baixa de 1,77%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Celulose, Papel e Produtos de Papel (-4,86%) e Artefatos de Couro e Calçados (-3,10%). O emprego em Jundiaí caiu 1,25%, com perdas mais expressivas em Móveis (-4,03%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-1,61%).

Indústria paulista deve fechar 65 mil vagas de emprego em 2012

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Francini, diretor do Depecon/Fiesp, durante coletiva de divulgação do índice de emprego. Foto: Mauren Ercolani

A indústria de transformação do Estado de São Paulo deve encerrar o ano com 65 mil empregos a menos. Essa é a projeção de Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). De acordo com a pesquisa divulgada pelas entidades nesta terça-feira (13/11), a indústria paulista fechou 3.500 postos de trabalho em outubro na comparação com o quadro de funcionários verificado em setembro.

Apesar dos resultados negativos verificados na indústria ao longo do ano, Francini projeta um cenário mais otimista para 2013. A Fiesp/Ciesp manteve projeção de queda de 2,4% para a atividade da indústria em 2012, mas prevê um crescimento de 2,8% no desempenho industrial no próximo ano.

“Teremos um carregamento estatístico muito positivo para 2013. Um crescimento trimestral da ordem de 0,8 ponto percentual haverá de nos levar a uma expansão do Produto Interno Bruto de 3,5% para o próximo ano”, afirmou o diretor.

O índice de emprego da Fiesp/Ciesp também deve mostrar recuperação no mercado de trabalho da indústria no próximo ano, mas os ganhos não devem compensar as perdas de 2012, alerta Francini. Segundo ele, o emprego industrial deve fechar o ano em baixa de 2,3 pontos percentuais e apresentar alta de 1,8 ponto percentual em 2013, o que significa uma recuperação de aproximadamente 50 mil postos de trabalho.

Segundo a pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, a variação do emprego ficou negativa em 0,05% no mês com ajuste sazonal.

No acumulado do ano, a indústria paulista gerou 21,5 mil novos postos de trabalho, com uma variação positiva de 0,81%. O estudo aponta, no entanto, que esta é a menor taxa de criação de vagas desde 2006, início da pesquisa, com exceção da crise de 2009, quando o índice apurou perdas de 1,10% no acumulado daquele ano. Nos últimos 12 meses foram fechadas 62,5 mil vagas, ou seja, um recuo de 2,35% em relação ao mesmo período imediatamente anterior.

Nível de Emprego – Outubro 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Surpresa negativa

Francini avalia que 2012 foi um ano surpreendentemente negativo tanto para indústria quanto para o governo, o qual tem anunciado ao longo do ano medidas de incentivo à produção nacional, como a redução ou isenção do IPI para diversos setores, o corte da taxa básica de juros Selic para o menor patamar da história do Comitê de Política Monetária do Banco Central e a elevação do câmbio a um patamar mais competitivo.

“Acredito que nem o próprio governo esperava que o desempenho fosse tão ruim. Foram dados vários mecanismos e estabelecidas providencias para recuperar a indústria de transformação. Acreditamos que está respondendo, porém em um ímpeto e vigor muito menor do que o desejado e o necessário”, avaliou o diretor.

Açúcar e Álcool

Do total de demissões ocorridas em outubro, o setor de açúcar e álcool contribuiu com o fechamento de 1.302 postos no mês, o equivalente a uma taxa negativa de 0,05% para o mês na comparação com setembro. Segundo Francini, o setor sucroalcooleiro ainda não devolveu as vagas criadas para a temporada de colheita da safra por uma questão climática.

“Um retardamento motivado por chuvas fez com que a colheita se prolongasse e, por causa disso, não houve ainda queda acentuada no mês de outubro dos empregos gerados, mas é esperada para acontecer até o final do ano”.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 41.588 vagas, enquanto os outros segmentos da produção brasileira fecharam 20.088, deixando um saldo de 21,5 mil empregos gerados entre janeiro a outubro deste ano.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, nove apresentaram efeitos negativos, nove fecharam o mês em alta e quatro ficaram estáveis. O emprego no setor de Produtos Diversos registrou a maior queda, com 1,2% em outubro versus setembro, seguido pelo desempenho ruim na indústria de Metalurgia, que encerrou o mês com queda de 1%.

Já os segmentos de Bebidas e Produtos de Borracha e Material Plástico apuraram ganhos no mês de 2% e 0,4%, respectivamente. A pesquisa mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 16 apresentaram quadro negativo, 12 ficaram positivas e oito regiões encerraram o mês estáveis.

Santa Bárbara do Oeste apresentou a maior alta, com taxa de 2,54% em outubro, impulsionada por Produtos Têxteis (5,12%) e Produtos de Borracha e Plástico (3,62%). A região de Franca registrou ganho de 0,94%, sob influência positiva dos setores de Máquinas e Equipamentos (2,64%) e Artefatos de Couro e Calçados (1,40%). Enquanto Botucatu subiu 0,91%, influenciado por Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (3,28%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (1,95%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Araçatuba, que computou a queda mais expressiva do mês, com 1,11%, abatida pelas perdas em Produtos de Madeira (-3,57%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-2,30%). Jacareí fechou o mês com baixa de 0,99%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2,64%) e Produtos Têxteis (-0,84%). O emprego em Cubatão caiu 0,65%, com perdas mais expressivas em Metalurgia (-2,01%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-0,35%).

Confira aqui a íntegra do estudo da Fiesp/Ciesp.

Indústria cria 500 vagas em julho, mas o ano não deve ser positivo para o emprego

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Francini, diretor de Economia da Fiesp, comenta dados do emprego de julho

Embora tenha registrado 500 vagas a mais em julho com relação a junho, o nível de emprego da indústria paulista apurou queda de 0,16% na comparação mensal com ajuste sazonal. O emprego industrial é o último item da cadeia a sentir a retração do setor produtivo, mesmo assim houve uma redução de 89 mil postos em 12 meses versus o período imediatamente anterior, o que significa que 2012 também não será um bom ano para o mercado de trabalho da indústria.

A avaliação foi feita por Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), ao divulgar na manhã desta terça-feira (14/08) os números da Pesquisa do Nível de Emprego da Indústria Paulista de Transformação – Estado e Regiões.

No acumulado do ano foram gerados pela indústria paulista 32 mil empregos, com uma variação positiva de 1,23% para o período. Mesmo assim esta é a variação percentual mais baixa com exceção de 2009, ano da crise, quando o indicador registrou queda de 2,06% no acumulado daquele ano.

“A indústria de transformação no ano de 2012 tem apresentado mau desempenho.  Mas você tem uma situação na qual o emprego não acompanha a queda da indústria. Isso é, de certa forma, normal porque os industriais têm uma atitude de preservação do emprego dada a circunstância de que sempre com aceno de melhora há grande temor em reduzir o quadro de seus trabalhadores e, eventualmente, ter que necessitá-los novamente, o que envolve custos bastantes grandes”, explicou Francini.

Na leitura dos 12 meses, o índice apurou o fechamento de 89 mil postos de trabalho, um recuo de 3,28% em relação ao mesmo período imediatamente anterior. A previsão da Fiesp é que o emprego industrial encerre o ano de 2012 com 80 a 90 mil vagas a menos.

“A nossa sensação é de que as indústrias estão hoje com seu quadro maior do que a necessidade atual. Portanto, ainda teremos um processo de absorção desta folga antes que venha a ocorrer um crescimento”, acrescentou Francini.

 Recuperação

A Fiesp espera sinais de um começo da recuperação da atividade industrial no final deste ano, mas ainda há dúvidas quanto ao vigor desse movimento.

“Ainda acreditamos que teremos no terceiro e no quarto trimestre um desempenho melhor do que tivemos no primeiro semestre [deste ano]. Se tivemos quedas sucessivas, nós estamos esperando que venhamos a ter dois trimestres de crescimento comparativamente ao trimestre anterior, porém não com a violência e força para fazer com que o desempenho do ano seja positivo nem para indústria de São Paulo, nem para a geração de empregos”, avaliou Francini.

Setores e regiões

A queda no emprego do setor de açúcar e álcool equivale a uma variação negativa de 0,06%. Já os demais setores, incluindo a indústria de transformação, foram responsáveis pela criação de 1.419 postos de trabalho no mês passado, com variação positiva de 0,09% em relação ao mês anterior.

Nível de Emprego – Julho 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Das atividades analisadas no levantamento, 10 apresentaram efeitos negativos, nove fecharam o mês em alta e três ficaram estáveis.

Os setores de Confecção de Vestuários e Acessórios, Metalurgia e de Produtos de Minerais Não Metálicos computaram a maior queda com 0,6% em julho. O segmento de Produtos diversos apurou ganho de 2,2% no mês, enquanto o índice de emprego na indústria de Couros e Fabricação de Artigos de Couro, Viagem e Calçados registrou alta de 1,8%.

A pesquisa mostra ainda que das 36 regiões analisadas, 14 apresentaram quadro negativo, 14 ficaram positivas e oito regiões encerraram o mês estáveis. Matão foi a cidade que teve a maior alta, com taxa de 1,88% em julho, impulsionada por Produtos Alimentícios (7,62%). A região de Franca registrou ganho de 1,37%, sob influência positiva dos setores de Artefatos de Couro e Calçados (2,94%) e Produtos Diversos (0,34%). E Jaú subiu 1,24%, influenciado por Artefatos de Couro e Calçados (3,81%) e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (1,03%).

Entre as regiões com desempenho negativo, destaque para Santa Bárbara d´Oeste que computou a queda mais expressiva do mês com 2,87%, abatida pelas perdas em Máquinas e Equipamentos (-12,17%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-4,62%).

O emprego na indústria de Indaiatuba fechou o mês com baixa de 1,16%, pressionado pelo desempenho ruim dos setores de Confecção de Artigos do Vestuário (-5,61%) e Produtos de Metal Exceto Máquinas e Equipamentos, (-0,81%). Cubatão encerrou julho também com queda de 1,16%, com perdas em Celulose, Papel e Produtos de Papel (-37,88) e Metalúrgica (-0,63%).