Área produtiva busca modelo unificado para atender acordos setoriais

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp

Representantes de fabricantes e usuários industriais de embalagens se reuniram na sede da Fiesp, nesta terça-feira (15), a fim de debater os próximos passos que a indústria precisará dar sobre a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

A mobilização tem como pano de fundo os acordos setoriais e a implementação da logística reversa, tratados no Decreto Federal nº 7.404, publicado no encerramento do ano passado.

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é preciso encontrar proposta unificada que possa ser aplicável em escala, respeitando, ao mesmo tempo, as peculiaridades de cada área. Há materiais recicláveis com baixo valor agregado e outros com alto, por exemplo. Muitos setores produtivos já avançaram com projetos próprios, e outros ainda irão elaborar os seus planos.

No entendimento da casa da indústria, há questões essenciais a serem equilibradas: sobreposição de atores nessa cadeia, efetiva geração de renda e inclusão social. Tudo isso justifica a necessidade da proposta unificada em bases comuns para dialogar com os múltiplos atores envolvidos (governo, sociedade, indústria e comércio) no atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A dimensão continental do Brasil é a metáfora perfeita para o tamanho do desafio que há pela frente quanto à logística e destinação de seus resíduos sólidos.