Diretores jurídicos analisam carreira e a importância dos cursos de pós-graduação

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Bayard Picchetto Junior, diretor jurídico da Itautec. Foto: Vitor Salgado

No sentido de enriquecer os debates do 2º Encontro do Novo Advogado Paulista, realizado nesta quarta-feira (20), o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp convidou importantes dirigentes jurídicos de grandes corporações para discorrer sobre o que as empresas esperam dos novos advogados.

O Direito, em sua incontestável imensidade, exige aptidões diferentes: conhecimento técnico-jurídico e estudo constante, além da dedicação requerida para o ambiente corporativo.

O diretor jurídico da Itautec, Bayard Picchetto Junior, fez referência às diferenças nas áreas de atuação dos advogados interno, externo, corporativo e generalista. “O aparente conflito entre advogados internos e externos simplesmente não existe. É uma questão de aptidões”, pontua.

Bayard expôs que os generalistas devem atender a todos os setores do Direito. Já os corporativos ficam empenhados com o cumprimento de metas e com a gestão administrativa, aliado à delegação de funções e atividades em equipe, além de ter noções de economia e contabilidade.

As áreas de maior impacto do setor nas empresas, de acordo com o diretor, são Direito Tributário, de extrema complexidade, e o Direito do Trabalho, a mais célere e que requer maior especialização.

Outra vertente a considerar é o Direito Ambiental: “É um campo novo e de interesse crescente, principalmente para advogados internos”, aponta Bayard.

Adequação

Marco Antonio Gregório, diretor jurídico de Renckit Benckiser. Foto: Vitor Salgado

A mensuração de eficiência e de resultados dos advogados corporativos e de escritórios de advocacia é diferente na visão de Marco Antonio Gregório, diretor jurídico de Renckit Benckiser.

Ele explicou que na carreira corporativa, o profissional deve se adequar às diversificadas demandas empresariais como contratos, gestão de riscos ou disputa com concorrentes. “Se o advogado ‘puro’ situar-se na empresa como escritório de advocacia, não terá sucesso. Ninguém apresentará um problema de Direito Civil”, ressaltou.

Gregório afirmou ainda que o advogado deve evitar jargões e demonstrar capacidade técnica aos clientes (departamentos). Além disso, precisa ser mais estratégico e menos especializado ao tratar de questões específicas.

Interação

Vergílio Minutti, gerente jurídico da Saint Gobain. Foto: Vitor Salgado

Na opinião de Vergílio Minutti, gerente jurídico da Saint Gobain, o bacharelado e a pós-graduação trazem apenas conhecimento técnico.

Defende também a ideia de que cada empresa tem sua cultura e é no dia a dia que o advogado toma um direcionamento.

E conclui: “A interação com outros departamentos é importantíssima. O advogado recém-formado já quer cursar pós-graduação sem nem mesmo ter vivenciado determinada área”.

USP promove palestra sobre Avaliação Ambiental Estratégica

Na próxima sexta-feira (27), o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental da USP, sob responsabilidade do professor Marcelo Pereira de Souza, promoverá o evento Avaliação Ambiental Estratégica, com a participação da professora Riki Therivel de Oxford, UK.

A palestra ocorrerá das 8h às 17h, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, na cidade Universitária, em São Paulo. Público-alvo: técnicos das agências ambientais, consultores, empresários, acadêmicos, agentes públicos e tomadores de decisão.

Haverá tradução simultânea. Para participar, é necessário inscrever-se antecipadamente pelo e-mail oliveira.isd@gmail.com, com Isabel Dutra. As vagas são limitadas.

Para saber mais sobre o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Engenharia Ambiental da USP, clique aqui.