Em Brasília, presidente da Fiesp fala do momento pós-crise mundial

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse nesta quarta-feira (23), em Brasília, que o pior da crise já passou e que as expectativas sobre a economia mundial são positivas para o futuro.

“Estamos em clima de pós-crise no Brasil. O País precisa aproveitar o momento para recuperar o setor exportador e também investir mais em infraestrutura, educação e tecnologia”, afirmou. “O Brasil não é mais visto como o País do futuro. É visto como o País do presente e nós, brasileiros, precisamos acreditar nisso”, acrescentou.

Segundo Skaf, a indústria brasileira foi pouco atingida pela desestabilização mundial. Os setores que mais sentiram os efeitos da queda da economia foram aqueles voltados para o mercado externo, que representam 20% da produção do País.

“A crise, no Brasil, foi localizada e setores como o da construção civil e o das montadoras, por exemplo, já estão se recuperando.” Skaf comentou que, apesar de a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano ser baixa, em 2010, o produto interno bruto do País tem condição de crescer na faixa de 5%.

Paulo Skaf também salientou o papel que a Fiesp terá no debate político do próximo ano. “Vamos convidar os candidatos para discutir assuntos importantes da agenda brasileira. O País precisa de reformas nas áreas tributária, política e trabalhista. E o que queremos ouvir deles são propostas para diminuir a burocracia e favorecer o crescimento brasileiro em todas as áreas”, ressaltou.

O presidente da Fiesp falou à imprensa após encontro com 25 representantes de países da União Européia, em almoço oferecido pela embaixadora sueca Annika Markovic, em Brasília. Skaf foi convidado para falar aos diplomatas sobre as perspectivas do setor produtivo e da economia brasileira neste momento e previsões de investimentos para o futuro.

A preocupação com o meio ambiente também foi pauta das conversas. De acordo com o presidente da Fiesp, a redução da emissão de carbono na atmosfera é prioridade. Ele lembrou que a indústria tem feito sua parte porém, o maior problema está na queima das florestas, principalmente, de grandes áreas da Amazônia.

Skaf afirmou que em Copenhague, onde acontecerá a reunião mundial sobre mudança do clima, em dezembro, a Fiesp não levará a posição da indústria, mas, sim, a do Brasil. “É fundamental que os países em desenvolvimento encontrem um equilíbrio entre esses dois polos e priorizem o crescimento sustentável”, concluiu.