“É o momento para desenhar conjuntamente o novo futuro”, diz na Fiesp secretário de Internacionalização de Portugal

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Eurico Jorge Nogueira Brilhante Dias, secretário de Estado de Internacionalização de Portugal, fez nesta terça-feira (15 de maio) na Fiesp a palestra Oportunidades de Investimentos em Portugal.

Houve nos últimos anos, segundo Dias, enorme esforço e dedicação dos empresários portugueses, sem os quais não teria havido solução para a economia portuguesa. Por exemplo, conquistaram novos mercados. O investimento direto estrangeiro supera 62% do PIB, e mais de 43% do PIB vem das exportações. O país é aberto, destacou.

Seguro legalmente, seguro politicamente, seguro na proteção cambial e de ativos. As pessoas são qualificadas, um dos patrimônios mais valiosos do país, após forte investimento em educação. Há incentivos financeiros e fiscais para fixação de investimentos em diversas áreas. E a União Europeia, com seus 500 milhões de consumidores, tem também acordos com países como Canadá, México e Japão.

Dias elencou seis áreas em que recomenda aos brasileiros aprofundar a análise do investimento em Portugal:

Mineração, com importantes reservas de lítio (usado em baterias de carros elétricos). Há empresas experientes no Brasil, destacou.

Química e petroquímica. Portugal é competitivo e tem ligação direta com o porto de Santos.

Agricultura, com 250.000 hectares de novas áreas disponíveis para plantar produtos premium, com margens mais interessantes.

Logística.

Turismo e imóveis. Há um patrimônio histórico que o governo pensa em ceder para a iniciativa privada.

Startups, com ecossistema favorável a elas, com o Web Summit, importantes incubadoras e apoio financeiro para incubação e também para aceleração.

“Acredito firmemente que vamos passar outro nível de relacionamento comercial entre Portugal e Brasil”, afirmou o secretário. “Podemos fazer mais, e este é o momento para desenhar conjuntamente o novo futuro, que o acordo entre União Europeia e Mercosul pode propiciar.”

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Reunião na Fiesp sobre Oportunidades de Investimentos em Portugal. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Momento certo para empreender em Portugal, diz na Fiesp secretária da Indústria

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Portugal tem experimentado notável melhora de sua economia, em parte graças a estímulos ao empreendedorismo que atraem investidores e dão condições de crescimento a startups. Para explicar as políticas públicas e medidas de apoio ao ecossistema empreendedor no país, Ana Teresa Lehmann, secretária de Estado da Indústria de Portugal, fez palestra nesta quinta-feira (10 de maio) na Fiesp.

“Temos a preocupação do fortalecimento do escossistema”, afirmou, e “uma visão aberta”. É o momento certo para se estabelecer em Portugal, assegurou, lembrando o crescimento da economia e das exportações do país nos últimos anos.

“Temos um significativo conjunto de medidas que abrigam as startups”, disse a secretária. São 15 medidas implementadas por diversas entidades do ecossistema empreendedor. Entre seus objetivos estão criar um ecossistema empreendedor em escala nacional, atrair investidores estrangeiros para financiar startups, cofinanciar startups e implementar as medidas do governo de apoio ao empreendedorismo.

Ana Teresa explicou a existência de uma rede nacional de incubadoras, fablabs e makers, as zonas livres tecnológicas (para testar tecnologias do futuro, como veículos autônomos) e o simplex para startups, mecanismo de desburocratização para facilitar a relação de startups com a administração pública em áreas como a criação de empresas e licenciamento.

Há mecanismos para incentivar projetos de empreendedorismo em fase de ideia e para estimular ideias de negócios de alunos recém-formados que foram beneficiados por apoio social.

Startups portuguesas, disse Ana Teresa, participam dos maiores eventos tecnológicos do mundo, e há instrumentos de apoio a isso. E destacou o Web Summit (leia mais sobre ele adiante), realizado em Lisboa em 2016 e 2017 e que terá edição na cidade neste ano também.

Explicou também medidas em desenvolvimento, em três áreas principais, o acesso a talento (com programas de capacitação e vistos facilitados para atração de profissionais), o acesso a smart money (por exemplo com a criação do fundo de fundos) e o acesso a mercados (que inclui iniciativa de compras públicas e o estímulo à aproximação entre startups e grandes empresas).

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Reunião na Fiesp sobre empreendedorismo em Portugal. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A apresentação do ecossistema empreendedor de Portugal e do Web Summit, maior evento de inovação e tecnologia da Europa, ficou a cargo de Inês Santos Silva, adjunta da Secretária de Estado da Indústria. Destacou números do país, como a presença de 3.000 startups abrigadas em 135 incubadoras, além da existência de 20 programas de aceleração. Para financiamento em coinvestimento há 240 milhões de euros, em capital de risco e investimento-anjo.

Destacou o “unicórnio” (startup com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão) Farfetch, do setor do varejo de moda de luxo.

Há vários players no ecossistema, com investidores importantes entre eles. Espalhadas por Portugal, algumas especializadas em ramos específicos, as incubadoras e aceleradoras oferecem infraestrutura completa, afirmou.

Eventos e iniciativas de promoção do empreendedorismo em suas diversas fases integram o ecossistema português. O Web Summit teve 60.000 participantes em 2017, com 1.200 oradores, 1.400 investidores e foi acompanhado por 2.500 jornalistas.

Califórnia europeia

Na abertura do evento, Pierre Ziade, diretor titular adjunto do Departamento da Micro, Pequena, Média Indústria e Acelera Fiesp, lembrou que foi grata surpresa ver durante missão a Portugal em 2017 as condições para empreender e inovar no país, com governo e iniciativa privada integrados. “Portugal é o melhor lugar para se instalar na Europa para quem quiser explorar esse mercado”, afirmou.

Ana Teresa Lehmann disse que o evento é especial entre outros fatores por ser em São Paulo, cidade vibrante, na Fiesp, entidade que ela admira. “Ecossistema empreendedor também engloba os grandes grupos e outros atores”, ressaltou a secretária de Estado.

Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), lembrou de discurso de Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, no fim de semana anterior, sobre as novas tecnologias e Indústria 4.0, com tom otimista a respeito do surgimento de empregos e oportunidades em áreas desconhecidas, destacando que o Brasil precisa sair do atraso em relação a isso. Isso mostra, disse Zanotto, a importância que a indústria paulista dá ao tema.

Em viagem a Portugal Zanotto sentiu em Lisboa ambiente não diferente do que havia em San Francisco três décadas atrás, com condições para a criação de um hub de tecnologia e inovação. Precisa haver, ressaltou, vontade do governo de desenvolver o ecossistema.

Paulo Lourenço, cônsul geral de Portugal em São Paulo, destacou a forma notável como a Fiesp colaborou em eventos de seu país. Portugal é simultaneamente a Califórnia, por seu polo e destino importante de incubação de empreendedorismo para empresas de todos os portes, e Flórida, pelo “pacote de bondades”, por seu custo/benefício em relação a qualidade de vida para quem quer investir.

Um dos desdobramentos desta fase de redescobrimento mútuo entre Brasil e Portugal é o contato entre pequenas e médias empresas de ambos os países, ressaltou Lourenço. Oportunidade de investimento em Portugal de pequenas e médias empresas brasileiras foi ampliada graças à missão do ano anterior, destacou.

Nuno Rebelo de Sousa, presidente da Federação das Câmaras Portuguesas no Brasil, destacou o sucesso da ida ao Web Summit no ano passado de startups e empresários de diversos portes.

Apresentações – Workshop Brasil-Portugal sobre Gestão de Resíduos Sólidos

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Acesse as apresentações dos palestrantes que participaram do Workshop Brasil-Portugal sobre Gestão de Resíduos Sólidos.

Palestrante: José Eduardo Martins, ex-Ministro de Meio Ambiente de Portugal e sócio da Abreu Advogados

Evolução da Política de Gestão de Resíduos em PortugalPalestra 1 e Palestra 2

Palestrante: Fabricio Soler, Felsberg Advogados

A legislação de resíduos sólidos no Brasil

Palestrante: Carlos Ohde, Diretor de Inovação e Novos Negócios da Sinctronics

An innovation center in sustainable technology for the electronics industry


Portugal atrai startups de olho na União Europeia

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Portugal tem sido a porta de entrada para startups e aceleradoras de todo o mundo na União Europeia (UE).

Para discutir essa e outras oportunidades de investimentos no país, a Fiesp recebeu em um seminário nesta quarta-feira (22 de março) o cônsul-geral de Portugal em São Paulo, Paulo Lourenço, o secretário de Estado da internacionalização do Ministério dos Negócios de Portugal, Jorge Costa Oliveira, e o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Luís Castro Henriques.

Para o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, além de um país amigo do Brasil, Portugal representa uma importante vantagem de negócios para as empresas jovens que estão revolucionando a economia global.

De acordo com Zanotto, por sua localização estratégica, Portugal surge como um importante ponto para a cobertura dos mercados europeu e africano.

Cônsul-geral na capital paulista, Lourenço frisou que mais do que uma afinidade ligada à língua, Portugal possui uma cumplicidade muito grande com o Brasil e que figura como destino favorito dos empresários como segundo ou terceiro centro de negócios para empresas brasileiras.

Como benefício aos interessados em fazer negócios com o país, Henriques apontou o estável e positivo ambiente de negócios de Portugal, a qualidade de vida de seus habitantes, sua integração eficiente com os demais países da região e o alto nível de seu mercado de trabalho.

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Oportunidades de negócios em Portugal foram tema de seminário na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


‘Incluam Portugal no vosso mapa’, diz secretário de Estado português em seminário na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Não será por falta de convites que os empresários brasileiros vão deixar de investir por lá. Pelo menos essa foi a proposta do seminário “Investir em Portugal: Escolha Certa, Momento Certo”, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (22/09). O evento teve a participação do secretário de Estado da Internacionalização português, Jorge Costa Oliveira, e do diretor titular do departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, Thomaz Zanotto, entre outras autoridades.

“A Fiesp tem buscado uma maior integração do Brasil com a parte mais desenvolvida do mundo”, disse Zanotto. “Não temos plataforma melhor que Portugal na Europa para isso”.

Para Zanotto, a indústria nacional, que passa por uma crise, entende que a retomada do crescimento envolve “investimentos, comércio exterior e integração”.

Na mesma linha, Jorge Costa Oliveira contou que pediu que fossem organizadas missões do governo português depois de tomar conhecimento do interesse de investimento por parte das empresas brasileiras. “O momento é de boas oportunidades na economia portuguesa”, afirmou. “Podemos ser uma boa porta de entrada para outros mercados na Europa: incluam Portugal no vosso mapa”.

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Oliveira: “O momento é de boas oportunidades na economia portuguesa”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Oliveira destacou ainda o estímulo à inovação produtiva e à fixação de residência com vistos especiais em seu país.

>> Ouça reportagem sobre oportunidades em Portugal

À disposição

Administrador executivo da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Pedro Ortigão Correia apresentou um panorama dos benefícios de investir em terras portuguesas.

“O mercado português é ávido por produtos brasileiros”, disse. “Além disso, temos a sorte de ter muitas empresas brasileiras investindo conosco, como Embraer, Banco do Brasil, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Weg, entre outras”.

De acordo com Correia, Portugal é o 38º país mais competitivo do mundo segundo o ranking do Fórum Econômico Mundial e o 23º onde é mais fácil fazer negócios conforme o estudo Doing Business 2016, publicado pelo Banco Mundial. “Fizemos um esforço grande para nos tornarmos mais liberais e abertos ao investimento estrangeiro”, explicou.

Superados os efeitos da “grave crise econômica vivida há cinco anos”, os portugueses vivem hoje um novo ciclo de expansão. “Tivemos que pedir ajuda externa e o governo tomou medidas de contenção de despesas difíceis”, contou. “Exatamente o que o Brasil está passando agora, dando a volta na crise para se tornar mais competitivo”.

Dentro desse novo cenário, segundo Correia, a perspectiva de crescimento do PIB lusitano é de 1,8% em 2016. “As exportações foram destaque. Há 500 anos fazemos negócios com o mundo inteiro”.

Entre as vantagens competitivas da terra de Camões, o administrador da Aicep citou a localização, com a proximidade dos Estados Unidos, os investimentos feitos em tecnologia e a qualidade das estradas, transporte aéreo e infraestrutura marítima e ferroviária. “Temos os melhores portos da Europa”, disse.

A qualidade da mão de obra disponível é outro destaque segundo Correia. “78% dos nossos alunos aprendem duas ou mais línguas estrangeiras, para uma média de 65% na União Européia e de 53% na França”, explicou.

Portugal possui hoje dez programas de aceleração de startups e setenta incubadoras de empresas. “Ficamos com a terceira posição no ranking de Aceleração da Fundacity em 2014”, afirmou.

De acordo com Correia, Portugal está de portas abertas para os empreendedores brasileiros. “Estamos à vossa disposição”, disse. “Para tirar dúvidas sobre as primeiras questões e acompanhar os investimentos. Essa conversa não termina aqui, vai se manter”, afirmou.  “A ligação do Brasil com Portugal não poderia estar em melhor fase”.

Em 2015, o comércio bilateral entre Brasil e Portugal foi equilibrado, com saldo favorável ao Brasil em US$ 12,3 milhões, para uma corrente comercial de mais de US$ 1,6 bilhão no ano. As exportações brasileiras para o parceiro se concentraram em combustíveis minerais (25%), sementes e frutos oleaginosos (20%) e ferro e aço (10%). Já o Brasil importou de Portugal principalmente gorduras e óleos (21%), combustíveis minerais (13%) e aeronaves (11%).

Primeiro-ministro português se reúne com Paulo Skaf

Agência Indusnet Fiesp 

Em visita ao Brasil, o primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa, participou, na manhã desta terça-feira (06/09), de reunião com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em São Paulo. Esteve presente ao encontro ainda o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto.

Hoje, o Brasil ocupa apenas a décima primeira posição no ranking dos países que mais exportam para Portugal.

Confira abaixo o boletim de áudio do encontro: 

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Costa, à esquerda, e Skaf: para estreitar laços com Portugal. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ana Marcela vence em Portugal e se aproxima da liderança na Copa do Mundo

Agência Indusnet Fiesp

Nadando em águas mais frias, no seu território, Ana Marcela Cunha, nadadora do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), venceu neste domingo (29/06), em Setúbal, Portugal, a terceira etapa da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas em 10km, com o tempo de 2h03m52s, e diminuiu a diferença no ranking final para a líder Poliana Okimoto. Agora, Ana tem 54 pontos, contra 56 de Poliana. Bicampeã mundial, Ana, já havia vencido em Setúbal, em 2008.

“Estou me sentindo recompensada pelo excelente trabalho que conseguimos fazer. Todo esforço e dedicação valeram à pena. Foi um objetivo que traçamos e conseguimos alcançar. Parabéns para todos os envolvidos. Hoje é um dia muito feliz”, festejou a nadadora.

Ana liderou nas duas primeiras voltas, caiu para segundo na terceira, se mantendo assim na quarta, assumindo a liderança na quinta e aí não deixou mais ninguém chegar perto.

“É sempre bom voltar a Portugal e seis anos depois voltei a ganhar. Senti-me muito bem. Fiquei um pouco atrás no início, mas depois fui para a frente e venci. Espero repetir a vitória nas próximas provas do circuito mundial”.

Para o técnico Fernando Possenti, a diferença se deu nos treinamentos na altitude, antes da competição. Foi a melhor prova dela desde que trabalhamos juntos. Fantástica. Você olha a foto da Ana tocando a placa no final e vê a Poliana longe e nem sinal da terceira colocada. Ter treinado na altitude fez toda a diferença. Ela estava muito bem condicionada e vimos isso no final da prova”.

Aatleta já retomou os treinos visando a sequência de três provas no Canadá, em 24/07, 01 e 09/08. A Copa do Mundo se encerrará em Hong Kong, em outubro.

Ana Marcela busca liderança na Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas

Agência Indusnet Fiesp 

Duas provas já foram, seis estão por vir e agora é a hora das águas geladas. Segunda colocada no ranking geral, a nadadora do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) Ana Marcela Cunha terá a partir de Setúbal, em Portugal, a primeira chance de pegar a liderança da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas. A prova do dia 28 será em águas mais frias do que as já realizadas (Argentina e México), o que favorece Ana na disputa particular com Polyana Okimoto, líder geral com 38 pontos. Ana Marcela tem 34.

A teórica vantagem se dá pelo percentual de gordura no corpo das atletas. Ana Marcela tem mais massa muscular do que Polyana, o que ajuda a suportar melhor o frio e evita maior perda de calor. Além disso, a baiana do Sesi-SP já disputou provas nessas caraterísticas, enquanto sua adversária nunca nadou em duas das próximas localidades.

Ana Marcela, porém, descarta qualquer favoritismo e sabe que será uma prova muito difícil. A atleta destaca o treinamento realizado na altitude de Flagstaff (Arizona-EUA), e quer nadar bem para conseguir acumular gordura para as provas finais na China.

“Será uma etapa muito forte porque é na Europa e também servirá de seletiva para muitos nadadores para o Campeonato Europeu, em agosto. Sabendo disso, nós treinamos muito na altitude para conseguir um resultado melhor do que nas provas anteriores, mas será muito duro. Para ser líder, preciso de uma combinação de resultados. Preciso vencer e a Polyana chegar de terceiro para trás. Se eu vencer as próximas quatro na água fria, consigo vantagem para as finais. O negócio é vencer em Portugal para conseguir uma vantagem maior na china. Quanto mais pontos abrir agora, melhor”, disse Ana Marcela, que sabe da rivalidade com Polyana, mas não a considera a única adversária na Copa do Mundo.

“Temos uma rivalidade saudável. Não importa quem está lá, o que importa é bater na frente. Tem muita gente que aparece do nada e que de repente ganha uma prova. Na França mesmo, tivemos uma menina que ninguém conhecia e que acabou ganhando. Tem a Martina Grimaldi, da Itália, que também nada muito e está sempre no pelotão de frente”.

Olimpíadas

Os Jogos no Rio-2016 serão daqui dois anos, mas Ana Marcela não quer afobação para não correr risco de ficar fora das Olimpíadas, como aconteceu em Londres.

“Primeiro eu vou pensar na etapa de Kazan (agosto 2015), que definirá as vagas (os 10 primeiros colocados se classificam para o Rio de Janeiro). Não quero que seja como na última, quando podia chegar entre as 10 e cheguei em 11ª. Sem afobação, tem a Copa do Mundo antes e estou pensando aqui. Meu maior objetivo é chegar em Kazan entre as três primeiras, o que vai me levar para as Olimpíadas naturalmente”.

Ana embarca para Portugal segunda-feira (23), às 17h. Confira abaixo o calendário de provas da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas.

28/06 – Setúbal – Portugal

24/07 – Lago St Jean – Canadá

31/07 – Lago Memphremagog – Canadá

09/08 – Lago Megantic – Canadá

12/10 – Chun’an, Hangzhou, Zhejiang – China

18/10 – Hong Kong – Hong Kong

Ministro da Economia de Portugal convida empresários brasileiros a conhecerem o país

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da economia de Portugal, António Pires de Lima, esteve na manhã desta segunda-feira (16/06) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O objetivo era apresentar a atual situação econômica de seu país e as oportunidades de negócios e investimentos.

Além dos representantes do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, participaram do encontro Leonardo Mathias, secretário de Estado Adjunto e da Economia, membros da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e empresários portugueses e brasileiros.

“Quando se pensa em diversificar investimentos em diferentes áreas geográficas do mundo, Portugal é um país muito interessante”, afirmou o ministro, ressaltando que Portugal fica entre a Europa, a África e a América.

Para ele, entre outras vantagens aos investidores no país estão a boa formação de jovens em áreas como engenharia, ciência e administração, as condições fiscais para quem vem de fora e o custo de vida mais barato com relação aos outros países da Europa. “Portugal está no topo do mundo na classificação de rapidez em criar uma nova empresa e somos o país mais avançado da Europa em e-government”, destaca Lima.

Lima: boas condições fiscais e baixo custo de vida. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Lima: boas condições fiscais e baixo custo de vida. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O ministro apresentou um panorama recente da economia portuguesa. O país entrou no euro há 15 anos e, segundo Lima, o governo da época não tomou ações adequadas para as exigências de uma moeda única, mantendo taxas de juros baixas, muito consumo e muito investimento. O resultado foi um baixo crescimento da economia, gerando dívidas para estado, empresas e famílias e tornando necessário um pedido de assistência financeira em maio de 2011.

Precisando cumprir um programa muito exigente, Portugal corrigiu déficits importantes, como o externo e o das contas públicas e ajuste fiscal. Em 2013, o país conseguiu apresentar uma balança comercial positiva, além de outros benefícios para a economia, como o aumento da competitividade e a redução do desemprego. “Passamos da condição de penúltimo da escala de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para oitavo e queremos chegar aos três primeiros.”

Ponto de partida 

O vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, afirmou que o encontro é um ponto de partida para que sejam feitos investimentos nos dois países e também investimentos conjuntos de Brasil e Portugal, por exemplo, em países africanos.

A reunião na Fiesp com os portugueses: oportunidades para os dois países. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião na Fiesp com os portugueses: oportunidades para os dois países. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“Portugal e Brasil podem se complementar dentro das suas cadeias produtivas, associando o que o Brasil tem de competitivo com o que Portugal tem, depois das reformas que fez”, disse Roriz. “Os laços culturais entre Brasil e Portugal vão facilitar muito para que esse processo seja mais rápido.”

Prefeito de Lisboa chama empresários para instalar indústrias em Portugal

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Antonio Costa, prefeito de Lisboa, capital e a cidade mais populosa de Portugal, visitou na manhã desta quarta-feira (30/04) a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em reunião com empresários brasileiros e autoridades portuguesas, Costa convidou o empresariado brasileiro a instalar suas indústrias na Grande Lisboa, região mais populosa de Portugal com 18 municípios.

O encontro foi conduzido pelo presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, embaixador Rubens Barbosa.

“A cidade de Lisboa não é o tipo de centro para a indústria. Mas a região, sim. Na Grande Lisboa é possível e estamos interessados em que ocorra a instalação de atividade industrial. Quero chamar atenção para o fato de que produzir em Portugal significa circular para todo o mercado europeu sem qualquer tipo de restrição”, disse Antonio Costa.

Segundo ele, algumas regras de política comercial da União Europeia (UE) com o Brasil acabam por restringir a penetração de produtos brasileiros, mas “se a produção for em Lisboa, já está dentro da UE”.

Rui Pinto Coelho, diretor da Invest Lisboa, uma iniciativa da Câmara Municipal da capital portuguesa e da Câmara do Comércio e da Indústria Portuguesa para estimular negócios na região, apresentou oportunidades investimentos em alguns setores.

Segundo Coelho, Lisboa oferece incentivos fiscais para indústrias que queiram investir em projetos imobiliários na região. Ele ainda apresentou o programa Licenciamento Zero, que isenta de licenciamento pequenas instalações de serviços na capital.

O prefeito Antonio Costa, no entanto, ponderou que o programa, voltado para a atividade comercial, também tem sido usufruído por boa parte do segmento industrial desde que “se observa e cumpra as leis de comércio já existentes”.

O presidente do Coscex, Rubens Barbosa, questionou sobre eventuais incentivos fiscais para a instalação de empresas brasileiras em Lisboa que não sejam do ramo imobiliário. A dúvida foi esclarecida pelo Cônsul Geral de Portugal em São Paulo, Paulo Lopes Lourenço.

“Dependendo da escala do investimento e da indústria a Aicep [agência do governo porguês para comércio e investimento]  negocia o tipo de incentivo”, afirmou Lourenço.


Energia renovável e startups

Em sua apresentação, Coelho também incentivou os empresários a investir em projetos de energia renovável.  A companhia Energias de Portugal (EDP), com negócios no Brasil, é a quarta maior do mundo em energias renováveis. E, segundo Coelho, 57% da eletricidade consumida em Lisboa é de fontes renováveis.

De acordo com o diretor da Invest Lisboa, outro campo de negócios bem sucedidos na região é o empreendedorismo. Ao menos 30% dos empreendedores da cidade são estrangeiros e a taxa de mortalidade de empresas como as startups é de 4%.

“A economia portuguesa está de fato saindo de uma crise financeira, mas acreditamos que, com um potencial futuro muito grande e criação recorde de empresas, Lisboa tem dado exemplo enorme no apoio ao empreendedorismo”, destacou.

Também participou da reunião o diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Antônio Fernando Guimarães Bessa, e o  diretor titular adjunto do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), Manuel Carlos de Lima Rossitto.

Na ocasião, Rossito convidou as autoridades portuguesas para conhecer o Observatório da Construção, espaço no site da Fiesp com informações sobre essa cadeia produtiva.


 






Portugal comemora primeiro ano da Autorização de Residência para Atividade de Investimento

Agência Indusnet Fiesp

Desde a criação da Autorização de Residência para Atividade de Investimento (ARI), em outubro de 2012, os brasileiros investiram 11,8 milhões de euros em Portugal. Foram concedidas dez autorizações especiais de residência para brasileiros, a maioria em razão de compra de imóvel. Em todo o mundo, foram concedidas até este momento 373 autorizações para investidores de 24 países num valor total de investimento já realizado de cerca de 233 milhões de euros.

O Brasil é o segundo maior país investidor dentro do programa. De acordo com o cônsul-geral de Portugal em São Paulo, Paulo Lourenço a iniciativa vem superando as expectativas.

“A Autorização foi criada como mais uma das vantagens competitivas que oferecemos para promover o crescimento econômico, incentivando a internacionalização de empresas ou de investimentos brasileiros e de outros países em Portugal”.

A ARI foi criada com o intuito de atrair para Portugal investimento de fora da União Europeia. Podem ter acesso a essa autorização pessoas ou empresários que invistam pelo menos 1 milhão de euros no mercado financeiro ou abram um negócio que gere a contratação de 10 funcionários ou mais, seguindo a legislação trabalhista local, ou ainda aqueles que comprarem um imóvel com valor igual ou superior a 500 mil euros.

A Autorização de Residência para Atividade de Investimento deve ser renovada ao final de um ano e, na sequência, a cada dois anos, sendo que os seus titulares têm direito ao reagrupamento familiar. Durante estes períodos, o titular da Autorização de Residência pode ser chamado a provar a estadia efetiva em território português por um mínimo de sete dias em cada período anual. Além disso, ao final do período de investimento de cinco anos, o investidor pode solicitar autorização de residência permanente, bem como, ao fim de seis anos, a cidadania portuguesa, em conformidade com o disposto na legislação em vigor.

Além destes benefícios, o brasileiro abrangido por estas condições poderá circular livremente em todo o espaço Schengen (UE), conforme o cônsul-geral de Portugal em São Paulo. “Estamos trabalhando para que Portugal se torne cada vez mais a porta de entrada na Europa dos brasileiros.”

Informação

As regras e informações sobre a documentação exigida, assim como o requerimento para a Autorização Especial, podem ser encontrados no site da Embaixada de Portugal ou do Consulado português da sua área de residência. No caso de São Paulo e Mato Grosso do Sul, deve consultar o site do Consulado Geral de Portugal em São Paulo.

Para envio da solicitação ou de dúvidas, basta encaminhar um e-mail para aicep.s.paulo@portugalglobal.pt ou gabinetecg@spaulo.dgaccp.pt. O Consulado Geral e a Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep) estão disponíveis para fornecer mais informações aos interessados.

Para quem quiser obter mais informações sobre compra de imóveis em Portugal, basta acessar o site www.livinginportugal.com.


Requisição de ARI

Tomada a decisão de investir, para solicitar a autorização de residência, é necessário preencher um pedido online (http://ari.sef.pt).

O investidor deverá aguardar o convite para uma entrevista, quando será preciso levar alguns documentos: passaporte válido, comprovante de entrada e permanência em Portugal, seguro saúde internacional ou PB4-INSS, autorização destinada ao serviço de estrangeiros e fronteiras para consulta de registro criminal português e antecedente criminal brasileiro. Além disso, devem ser apresentadas declarações e certidões específicas, dependendo do tipo de investimento em Portugal. A entrevista tem de ser pessoal, de forma a permitir o recolhimento de dados biométricos necessários para a emissão da autorização de residência.

Burocracia para abrir empresas no Brasil precisa diminuir, afirma diretor da Fiesp em reportagem do Valor Econômico

Agência Indusnet Fiesp

O diretor titular do Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Milton Bogus, foi citado em reportagem do Valor Econômico nesta quarta-feira (30/10). O jornal publicou um suplemento especial sobre pequenas e médias empresas.

No texto “Entrega rápida”, sobre a promessa do Governo de criar um novo sistema que permita a abertura de uma empresa em cinco dias, reduzindo a burocracia, Bogus afirma que “em Portugal, é possível abrir uma empresa em um dia. Aqui no Brasil, até para os bombeiros se exige publicação em jornal. A burocracia precisa diminuir. É preciso integrar os serviços para que tudo seja feito num local só”.

O jornal destaca ainda que São Paulo é o alvo do Governo nesse campo, já que o Estado concentra 30% das empresas do país – e a capital, responsável por quase metade disso, é a cidade mais burocratizada e, portanto, a que empurra a média brasileira de dias para abertura e fechamento de empresas para o fim do ranking.

Para ler a reportagem, só conferir abaixo ou clicar aqui e fazer um cadastro no site do jornal (o acesso é livre para assinantes).

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Seminário na Fiesp debate Lei Antitruste no Brasil e em Portugal

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A nova Lei do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), nº 12.529/11, que reformula o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC), entrou em vigor em 29 de maio deste ano. Para entender o alcance da legislação, após 120 dias de sua aplicação, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) realizam seminário sobre o tema, no dia 1º de outubro, das 8h30 às 13h.

Entre os objetivos, disseminar a cultura da concorrência e debater a interpretação, eficácia e dificuldades de implantação da nova Lei. A comparação com o sistema de Portugal, experiência semelhante ao recém-adotado pelo Brasil, será feita pela autoridade antitruste daquele país.

A nova Lei não só alterou a estrutura do SBDC – hoje centralizado em torno do Cade –, mas trouxe profundas mudanças. Entre elas, a exigência de submissão prévia de fusões e aquisições de empresas, o que traz segurança jurídica e agiliza a análise dos atos de concentração. Outras alterações dizem respeito aos limites de faturamento para os atos de concentração e a alteração do valor das multas.

No debate, destaque para a análise prévia de concentrações sob a ótica das experiências portuguesa e brasileira e os desafios de interpretação e aplicação do Direito da Concorrência.

Entre os convidados, a presença de Manuel Sebastião, presidente da Autoridade da Concorrência de Portugal; Vinícius Marques de Carvalho, atual presidente do Cade no Brasil; e os seus antecessores Arthur Sanchez Badin e Olavo Zago Chinaglia. Também integram o seminário o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva (STJ), o ministro Sydney Sanches (presidente da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp/Fiesp) e Calixto Salomão (da Faculdade de Direito da USP).

Serviço
Evento: Seminário “Os primeiros passos da nova Lei do Cade: 120 dias de aplicação da Lei 12.529/11”
Data/horário: 1º de outubro de 2012, das 8h30 às 13h
Local: Av. Paulista, 1313, São Paulo, SP
Confira aqui a programação


Empresas brasileiras deveriam olhar privatização da TAP com enorme interesse, diz Giannetti

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Portugal. Roberto Giannetti da Fonseca. Foto: Everton Amaro

Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Derex/Fiesp, aponta setores estratégicos para empresariado brasileiro em Portugal. Foto: Everton Amaro

Após se reunir pela manhã e realizar um seminário com autoridades portuguesas, o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou nesta quarta-feira (05/09) que a privatização da companhia aérea portuguesa TAP é movimento estratégico para empresas brasileiras que desejam internacionalizar.

“A privatização da TAP é algo que as empresas brasileiras deveriam olhar com enorme interesse. Refiro-me à TAM, Avianca, Gol, empresas que poderiam se internacionalizar mais ainda”, disse Giannetti em coletiva depois de encerrar o seminário Oportunidades de Investimento em Portugal, realizado pela Fiesp.

O presidente-executivo da TAP é Fernando Pinto, ex-presidente da Varig. Segundo Giannetti, a companhia aérea portuguesa realiza pelo menos 54 voos por semana para “várias capitais brasileiras”.

Outros setores apontados pelo diretor do Derex como estratégicos para o empresariado brasileiro são o de estaleiros, que, em sua avaliação, pode ser muito útil nas plataformas de petróleo do pré-sal, e o de aeroportos.

“Há também na área de concessão os aeroportos portugueses”, destacou Giannetti. “Tem empresas brasileiras que estão investindo, tanto aqui quanto lá, nessa especialização que é administração de aeroportos, algo que o Brasil poderia também se destacar no processo de internacionalização”, completou.

O governo português abriu processos de privatização para as estatais EDP Energias e Galp (empresa de combustível e petróleo), para a companhia aérea TAP e para a operadora aeroportuária ANA.

Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas. Foto: Everton Amaro

Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas. Foto: Everton Amaro

Questionado se o investidor brasileiro vai investir em concessões em Portugal enquanto o Brasil está no mesmo processo, o ministro de Estado e Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, afirmou acreditar que seu país está aberto às novas economias, às economias emergentes, mas sua obrigação neste processo é “ser discreto”.

“Os processos de privatização estão abertos. Agora, o ministro deve ser bastante sóbrio e discreto. As privatizações precisam se reguladas pelas melhores praticas”, afirmou Portas.

Fiesp deve realizar missão empresarial a Portugal no primeiro tri de 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

No intuito de se recuperar de uma crise econômica, Portugal está disposto a fazer o que estiver ao seu alcance para abrir sua economia e atrair mais investimento estrangeiro, inclusive do Brasil, afirmou nesta quarta-feira (05/09) o ministro de Estado e Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas. Reflexo desse esforço é o convite feito pela autoridade ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para que uma missão empresarial seja realizada em seu país no próximo ano.

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Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Derex da Fiesp, e o ministro português Paulo Portas, durante o seminário “Oportunidades de Investimento em Portugal”. Foto: Everton Amaro

“Tivemos uma excelente reunião de trabalho com Paulo Skaf, que vai resultar no estreitamento da relação econômica entre Portugal e Brasil. Nós convidamos o presidente da Fiesp para fazer uma missão nos próximos meses, e [os empresários brasileiros] serão recebidos como irmãos, amigos e sócios”, afirmou Portas, durante o seminário “Oportunidades de Investimento em Portugal”, realizado nesta manhã na sede da entidade.

As intenções foram confirmadas pelo diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca: “Deixamos já confirmado o interesse da federação de realizar uma missão a Portugal, provavelmente, no primeiro trimestre de 2013”.

O encontro desta quarta na Fiesp, segundo o diretor, é uma continuidade  do trabalho que a entidade tem realizado com autoridades e empresários portugueses. Em maio deste ano, o ministro Paulo Portas esteve na federação e se reuniu com o vice-presidente João Guilherme Ometto, com quem conversou, entre outros assuntos, sobre benefícios que o governo português estuda conceder a investidores brasileiros.

Crise

Com o agravamento da crise econômica no país, Portugal pediu ajuda financeira à União Europeia. “Para uma nação antiga, de nove séculos, não é agradável chegar a uma situação em que tem de pedir ajudar externa,” afirmou Portas. “Vocês sabem que empréstimo não é grátis.”

Ao contrário de países como os Estados Unidos, o motivo da crise econômica de Portugal não foi o estouro de bolha de crédito, mas a perda gradual de competitividade com elevação de salários e redução das tarifas de exportações.

O Instituto Nacional de Estatísticas de Portugal informou, na primeira quinzena de agosto, que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 3,3% no segundo trimestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011. Após registrar queda de 1,6% em 2011, o governo português estima que o PIB deva encerrar 2012 negativo em 3%.

Plano de resgate

“Nós queremos recuperar a independência do ponto de vista da nossa economia. Tivemos problemas ao longo da nossa história, e concluímos que Portugal depois da crise sempre se tornou melhor do que antes”, afirmou Portas.

Como medidas para sair da recessão, o governo português implementou um plano de resgate que inclui medidas de austeridade criadas para equilibrar o orçamento de Portugal.

Entre as medidas estão a suspensão de quatro feriados, para aumentar a produção, e a criação do Visto Gold – um visto duradouro para quem investir acima de um milhão de euros ou adquirir propriedades de mais de 500 mil euros ou, ainda, criar ao menos 30 postos de trabalho no país.

“É um tipo de visto, em Portugal, muito mais competitivo”, afirmou Portas, acrescentando que “temos de tratar bem quem está em Portugal”.

Antes do início do seminário “Oportunidades de Investimento em Portugal”, realizado nesta manhã na sede da entidade, o ministro de Estado e Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, foi recebido pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em seu gabinete.

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Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebe o ministro de Portugal, Paulo Portas. Foto: Junior Ruiz

Agenda: Fiesp promove nesta 4ª feira (05/09) seminário sobre investimento em Portugal

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, nesta quarta-feira (05/09), seminário “Oportunidades de Investimento em Portugal”, com a presença do ministro de Estados e Negócios Estrangeiros do país, Paulo Portas.

Portugal busca, no Brasil, atrair investimentos para seu setor de construção civil e, principalmente, para seu programa de privatização, já que o governo colocou à venda as empresas estatais EDP e Galp (do setor de energia), a companhia aérea TAP e a operadora aeroportuária ANA.

Durante o seminário, o ministro Paulo Portas apresentará os detalhes das desestatizações e as vantagens do país europeu como porta de entrada para as indústrias que querem se internacionalizar com foco na África.

Esta é a terceira vez que o governo de Portugal envia um representante à Fiesp. O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moeda, e o ministro da Economia do país, Álvaro Santos Pereira, também estiveram na entidade em busca de capital estrangeiro.

Ministro de Negócios de Portugal apresenta nova estrutura diplomática à Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Antes do encontro com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ministro dos negócios estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, fez uma visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na tarde desta quarta-feira (02/05), para apresentar a nova estrutura diplomática do país no Brasil.

O vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto (à esq.), recebe o ministro dos negócios estrangeiros de Portugal, Paulo Portas

O vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto (à esq.), recebe o ministro dos negócios estrangeiros de Portugal, Paulo Portas

Acompanhado do novo embaixador no Brasil, Francisco Ribeiro Telles, do novo cônsul em São Paulo, Paulo Lourenço, e de representantes da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Portas destacou a importância da cooperação bilateral para que se amplie a economia de ambas as nações.

“Temos que manter uma estrutura diplomática boa, pois o Brasil é muito importante para nós”, disse o ministro dos negócios estrangeiros de Portugal. “Assim como queremos aumentar os investimentos portugueses aqui, também gostaríamos que os brasileiros investissem mais em Portugal. O governo, inclusive, já estuda conceder diversos benefícios para investidores do Brasil”, acrescentou.

Na reunião com Portas, o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, disse ser importante que os países mantenham diálogos próximos, visando identificar oportunidades e fortalecer os laços econômicos.

Portugal apresenta oportunidades de investimentos, na Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro de Portugal. Foto: Helcio Nagamine

A pedido do Consulado de Portugal, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou na tarde desta terça-feira (06/12) encontro entre representantes do governo português e empresários brasileiros de diversos setores.

Com o objetivo de estreitar os laços econômicos entre as duas nações, o seminário “Oportunidades de Investimento em Portugal” abordou temas jurídicos e políticos sobre o processo de investimento de capital estrangeiro no país europeu.

Segundo Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro de Portugal, o Brasil tornou-se o pais do momento e tem muito a ensinar às nações desenvolvidas, principalmente quanto à “resiliência e paciência nos assuntos econômicos”.

Ele declarou: “Estamos a pedir aos nossos amigos que venham investir em Portugal. Queremos muito ver o brilhantismo do empreendedorismo brasileiro gerar frutos no nosso país”.

Reafirmando o discurso feito pelo ministro da Economia de seu país em recente visita à Fiesp, Moedas apresentou algumas mudanças que o governo português implementou na economia para garantir a segurança e facilitar a aplicação de investimentos brasileiros no país.

“Contra a crise econômica, adotamos o orçamento mais rígido desde 1999 e que está baseado na contenção de gastos, fiscalização e boa gestão”, explicou. “Temos também alterações nas leis trabalhistas e a nova lei da concorrência, que permite acesso mais rápido ao processo de investimentos estrangeiros.”

As oportunidades para investidores estão, principalmente, no setor de construção civil e nas estatais, já que o governo português irá privatizar a EDP e a Galp, empresas do setor de energia, além da companhia aérea TAP e da operadora aeroportuária ANA.

Encontro internacional discute reabilitação e reintegração profissional

Agência Indusnet Fiesp

Especialistas da Alemanha, Portugal e Brasil estarão presentes ao Encontro Internacional das Melhores Práticas em Reabilitação Profissional, que acontece nesta quinta feira (10) na sede da Fiesp.

O evento faz parte do programa Sou Capaz, criado pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da federação para dar apoio institucional e informações técnicas e legais às indústrias, em questões relativas à inclusão profissional das pessoas com deficiência.

O principal objetivo do encontro é discutir a reabilitação profissional de trabalhadores afastados por doença ou acidentes, além de mostrar a importância da união de esforços entre Estado, empregadores, seguradoras e prestadores de serviços em reabilitação médica e profissional.

Outra questão importante a ser tratada é a dificuldade que as empresas enfrentam para cumprir a Lei de Cotas. De acordo com a Lei, organizações que têm entre 100 e 200 empregados devem reservar pelo menos 2% das vagas para profissionais com deficiência. Para empresas com até 500 funcionários, a cota sobe para 3%; com até 1.000, 4%; e acima de 1.000, 5%.

A principal dificuldade relatada pelos empresários, para cumprimento da Lei, é com relação à escassez de mão de obra com esse perfil. O elevado número de trabalhadores afastados por doenças ou acidentes provoca aumento dos gastos sociais com programas de atenção à doença e à incapacidade, resultando em enormes prejuízos tanto para a iniciativa pública quanto para a privada.

Confira aqui a programação do evento.