Agência Nacional de Transportes Aquaviários apresenta desempenho do setor em evento na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em parceria com a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), divulgará no próximo dia 15, a partir das 9h, o estudo Desempenho Aquaviário 2016. O evento será realizado na sede das duas entidades, na Avenida Paulista, em São Paulo. Estarão presentes na ocasião o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, e o o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa.

Pela manhã, serão apresentadas as estatísticas da Antaq sobre os portos organizados, terminais de uso privado, instalações portuárias, tipos de navegação, frota, perfis e volumes de cargas movimentadas no país. Após a divulgação das informações, os diretores da Agência, Adalberto Tokarski, Fernando Fonseca e Mário Povia comentarão as estatísticas e concederão uma entrevista coletiva à imprensa.

“A Antaq é referência na produção e divulgação de dados estatísticos sobre o setor aquaviário nacional”, afirma o diretor-geral da Agência, Adalberto Tokarski. “Nesse contexto, o Estatístico Aquaviário disponibiliza dados que permitem uma visão detalhada sobre a movimentação e o transporte de cargas com origem e/ou destino em nosso país, auxiliando na tomada de decisão de investimentos e na formulação de políticas públicas para o setor”.

À tarde haverá a apresentação de outros dados pelas autoridades portuárias de Santos (SP), Paranaguá (PR), Itaqui (MA), Pecém (CE) e Rio de Janeiro (RJ), que farão uma abordagem sobre as ações para melhoria e oportunidades de investimento no setor. Na sequência, um painel com a participação dos usuários dos portos organizados encerrará o evento.

Confira abaixo a programação completa:

Manhã

Apresentação dos dados estatísticos – 8h credenciamento; 9h abertura oficial; 10h30 esclarecimentos técnicos; 11h coletiva à imprensa; 12h encerramento.

Tarde

Apresentação das autoridades portuárias – 14h abertura; 14h20 apresentação da estatística do Porto de Santos; 14h50 apresentação da estatística do Porto de Paranaguá; 15h20 apresentação da estatística do Porto de Itaqui; 15h50 apresentação da estatística dos portos da Companhia Docas do Rio de Janeiro.

17h20 – Painel com usuários dos portos organizados. Participam representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais – ANEC, Movimento Pró-Logística – Aprosoja e Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga – Anut.

18h – Encerramento.

 

É mais barato levar minério de ferro à China do que a Bauru, diz conselheiro do Consic/Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Marcelo Vespoli Takaoka. Foto: Everton Amaro

O setor de construção sofre com os custos de transporte de commodities no Brasil, segundo Marcelo Vespoli Takaoka, membro Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Levar minério de ferro do porto de Vitória para a China é o equivalente a levar, de caminhão, minério de ferro do porto de Santos para a Bauru”, comparou Takaoka nesta terça-feira (05/03) durante reunião do Consic.

Segundo Takaoka, aplicar soluções integradas entre os setores envolvidos é a receita ideal para mudar esse cenário de ineficiência e de custo elevado da logística e da infraestrutura no Brasil.

O presidente do conselho deliberativo do Consic ressaltou que a produção brasileira e o setor financeiro também tem muito a ganhar com infraestrutura eficiente. “Se a qualidade do transporte melhora, a qualidade de produção do país melhora e isso tem um retorno, inclusive, para o agente financiador”, afirmou durante o encontro, que tinha como principal ponto de pauta avaliar o cenário e os obstáculos ao crescimento do setor.

“A sugestão que eu faria seria organizar reuniões entre os setores envolvidos em infraestrutura do país para implementar ações concretas”, completou Takaoka.

Porto de Santos vai além da vocação comercial e ganhará novo impulso com Pré-Sal

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

São Paulo está atrasado quanto ao tema petróleo e gás. E a atividade naval e marítima encontra-se de costas para o Porto de Santos. A crítica foi feita por Luís Antonio Awazu, diretor-presidente da SP Portos, nesta terça-feira (24/04), ao participar dos debates sobre o Complexo Bagres, primeiro projeto a integrar soluções do Porto e do pré-sal no Estado de São Paulo. Awazu cobrou uma plataforma logística eficaz não dependente das rodovias.

Luís Antonio Awazu, diretor-presidente da SP Portos: há deficiencias estruturais e de serviços no porto

Na avaliação do especialista, há deficiências estruturais e de serviços no Porto que é o maior do hemisfério Sul, por onde escoa boa parte da economia brasileira, recebendo 6 mil navios/ano. Uma das deficiências apontadas por Awazu, em encontro com o Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, é que se um navio precisar de reparo, será levado para o Rio de Janeiro, o Uruguai ou outro país qualquer. Isto aumenta custos e perda de competitividade.

Apesar de o Brasil ser a 6ª economia mundial, no comércio exterior, o país contribui com apenas 1,2%, e será player importante na produção de petróleo e gás mundial, com previsão de 4,8 milhões a 5 milhões de barris/dia em 2019. “Mas é preciso acabar com o mito de que o Porto de Santos tem somente vocação comercial”, apontou o empresário, para quem o mesmo investimento aplicado no Complexo irá atender tanto navios comerciais quanto as necessidades do pré-sal.

Gargalos à frente

Ao ser questionado pelos membros do Cosema quanto à mão de obra necessária e aos impactos no tráfego de Santos – um município turístico –, o diretor da SP Portos reafirmou que a capacitação realmente é um dos gargalos a ser superado. De acordo com Awazu, há aproximadamente 100 mil pessoas, no Guarujá, vivendo em áreas subnormais. E a proposta é que se criem escolas técnicas no interior do próprio Complexo, que tem capacidade prevista para gerar 14,5 mil empregos diretos e indiretos e massa salarial da ordem de R$ 290 milhões.

No traçado do projeto, estão previstas a construção de perimetrais, para escoar o tráfego, e a modernização ferroviária da MRS Logística, que recebeu investimentos. “Todo açúcar descerá de trem”, exemplificou o diretor da SP Portos. E concluiu: “A proposta é também retirar das ruas os caminhões de fertilizantes. Estes problemas precisam ser resolvidos com gestão de processos”.

Para auxiliar a escoar o tráfego na Baixada, a MRS Logística fez investimentos que resultaram na modernização ferroviária. Estão previstas, ainda, a construção de perimetrais.

Conheça o projeto

O Complexo está instalado na Ilha de Bagres, ao lado da Ilha Barnabé e em frente ao Porto de Valongo. Com capacidade para receber navios até 60 mil toneladas, tem cais acostável potencial de 2.500 metros de extensão. Os investimentos feitos pela iniciativa privada chegam a R$ 2 bilhões.

Em sua infraestrutura de mais de 1,2 milhão de metros quadrados, comportará:

  • Estaleiro para reparo naval;
  • Cluster industrial;
  • Base offshore;
  • Terminais para armazenamento e movimentação de graneis líquidos e fluídos e também sólidos;
  • Área de utilidades;
  • Retroárea.

O projeto também contempla acesso à área continental. Aliás, de acordo com Awazu, este será o primeiro green port, por incorporar conceitos de sustentabilidade, como utilização de água de reúso e captação de água de chuva, além do uso de bicicletas e de ônibus elétricos para locomoção. O projeto também prevê a construção de um terminal retroportuário como apoio às operações na ilha. Está sendo licenciada uma área de 174 mil metros quadrados, em sua fase inicial, que integra um terreno com 1,5 milhão de metros quadrados, em sua totalidade.