Fiesp realiza em Vitória a edição 70 do programa ‘Diálogos com Autoridades Públicas’

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Com um workshop para 40 servidores públicos que atuam no Porto de Vitória (ES), na terça-feira (04/11), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) comemorou a edição de número 70 do programa “Diálogos com Autoridades Públicas”.

Criada em 2006, a iniciativa do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade tem a finalidade de otimizar o combate aos produtos contrabandeados e contrafeitos.

Para isso, o programa conta com a colaboração de representantes de entidades representativas que fazem demonstrações sobre como identificar um produto falsificado, além de alertar para os malefícios que a prática ilegal pode causar. Uma bateria de celular falsificada, por exemplo, pode explodir ao carregar, enquanto uma escova de dentes não certificada pode conter cerdas capazes de danificar o esmalte do dente e machucar a gengiva.

Representantes de seis organizações participaram do programa “Diálogos com Autoridades Públicas” em Vitória. Foto: Divulgação

Em 70 edições, o programa já visitou 28 portos, aeroportos e pontos de fronteira, com a participação de mais de 2.500 servidores.

De acordo com o Eduardo de Paula Ribeiro, diretor titular adjunto responsável pela Área de Defesa Comercial do Derex/Fiesp, a iniciativa é uma ação importante para o país. “A Fiesp não descansará um minuto sequer no combate à lavanderia criminosa que é a rede comercializadora de produtos piratas. É indispensável que, além dos operadores da Aduana, obstaculizando importações irregulares, possamos também contar com a ação das polícias sobre lojas e ambulantes que revendem mercadorias pirateadas.”

No evento em Vitória, o inspetor chefe da Alfândega local, Flávio Coelho, falou sobre a importância de alertar a população que a pirataria é um crime grave.

“As pessoas foram se habituando a conviver com esse tipo de ilegalidade. Quem compra produto pirata costuma pensar que lesa apenas as grandes marcas, mas isso não é verdade”, explicou. “Quem lucra com a compra desses produtos são organizações criminosas, grandes e ricas, que utilizam esse dinheiro para financiar o tráfico de drogas e armas, por exemplo.”

Participaram dessa edição do evento representantes de seis organizações: do Instituto do Capital Intelectual (IPC), Pedro Zardo; do Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), Rodrigo Mendes Dias; do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Fernando Goulart; do Instituto Meirelles de Proteção à Propriedade Intelectual (Imeppi), Flávio Meirelles; da empresa STIHL Ferramentas Motorizadas, Denise Henn Führ; e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Elton Ferreira Barbosa.

O ciclo de 2014/2015 do programa Diálogos com Autoridades Públicas prevê ainda visitas às unidades da Receita Federal em Foz do Iguaçu (PR), São Francisco do Sul (SC) e Uruguaiana (RS).