APRESENTAÇÕES: PORTO DE SANTOS: OS IMPACTOS DIRETOS NA COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA

O Seminário Porto de Santos: Os impactos diretos na competitividade da indústria, ocorreu no dia 30 de agosto na FIESP. O evento teve por objetivo promover um debate sobre os desafios, oportunidades e melhorias do Porto de Santos e como os temas relacionados impactam a competitividade da indústria.

Confira abaixo as apresentações realizadas durante o evento.

Programa

09h30    Apresentação do Porto de Santos, estatísticas, operação e metas.

• José Alex Botelho de Oliva, Presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo – CODESP

10h00       Painel I: Dificuldades e entraves das operações no Porto de Santos

• José Di Bella Filho, Diretor Presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários – ABTP

• Sérgio Paulo Perrucci de Aquino, Presidente Executivo da Federação Nacional dos Operadores Portuários – FENOP

• Bayard Freitas Umbuzeiro Filho, Presidente da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados – ABTRA

• Elson Isayama, Vice-presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo – SINDASP

11h00    Painel II: Planos de ações e apoio ao investimento, infraestrutura e segurança no Porto de Santos, com visão na celeridade e excelência de sua operação

• José Carlos Medaglia Filho, Secretário Especial Adjunto da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos

• Mario Povia, Diretor Geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ

13h30    Painel III: Modelos e Referências Internacionais: eficiência operacional, no controle aduaneiro, proteção da fronteira e estatísticas de volumes dos Estados Unidos e da União Europeia

• Silvio Aquino, Diretor de Facilitação do Comércio da Embaixada do Reino Unido

• Anderson Fagundes, Diretor de Segurança Portuária da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança – ABSEG

14h30    Painel IV: Planos e programas para modernização dos processos e simplificação das operações no Porto de Santos.

• Reinaldo Angelini, Chefe do Serviço de Gestão e Infraestrutura Aduaneira da Receita Federal do Brasil

15h30  Painel V: Programas de melhorias dos acessos ao Porto de Santos

• Fernando Simões Paes, Diretor Executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários – ANTF

• Rui Klein, Diretor Superintendente da Ecovias

 16h30   Soluções SENAI em gestão e tecnologia para o Setor Portuário.

• Getúlio Rocha Junior, Diretor da Escola SENAI Santos

16h50    Encerramento

Lançamento do Observatório do Porto de Santos


‘Nada é mais coerente do que investir no maior porto da América Latina’, diz prefeito de Santos em seminário na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O maior porto da América Latina foi alvo de debates nesta quinta-feira (30/08), no Seminário “Porto de Santos: Os impactos diretos na Competitividade da Indústria”, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo. O evento teve a presença do presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz Coelho, e de autoridades como o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, entre outros nomes.

Roriz destacou o trabalho da Fiesp em nome do aumento das exportações brasileiras. “Estamos agora com uma missão de 300 empresas que devem ir à China”, disse. “Nosso objetivo é agregar cada vez mais valor às exportações brasileiras”.

De acordo com ele, o fluxo comercial do Brasil perdeu muito com a crise econômica devido, principalmente, à redução de mais de 25% das exportações. “Esperamos US$ 56 bilhões de expectativa de saldo para a balança comercial brasileira esse ano, já devemos ter uma melhora”.

O presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp lembrou que o Porto de Santos recebe o equivalente a um terço da balança comercial brasileira, com uma área de influência que vai até o Paraná e abrange 60% do PIB nacional.

Prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa afirmou que “nada é mais coerente do que investir no maior porto da América Latina nesse momento de necessidade de recuperar a economia”. “Enfrentamos um gargalo logístico”, disse. “Temos que debater dragagem, novos acessos, vários outros pontos”, explicou. “Precisamos discutir um novo modelo de gestão onde as soluções estejam mais próximas da realidade local”.

Secretário nacional de Portos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Luiz Otávio Oliveira Campos citou como outro desafio nesse cenário a abertura de capital de uma empresa como o porto. “Nossa capacidade de gestão e investimento seria outra”, disse.

Desafios

Presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Botelho de Oliva fez uma apresentação do terminal portuário e sua estrutura após a abertura do seminário.

“Vivemos um desafio permanente: o nosso dia começa às 6h e só termina às 6h da manhã do dia seguinte”, disse. “Todo minuto há um desafio a vencer”.

Oliva lembrou que “não existe porto sem município e município sem porto”.  “O porto chegou primeiro”, disse. “Precisamos de uma gestão alinhada e com foco no cidadão”, disse.

Segundo ele, a movimentação registrada no porto em 2016 foi de R$ 22 milhões negativos, com uma recuperação em 2017: R$ 44 milhões positivos. “Cheguei a ouvir que o porto não tinha que dar lucro”, afirmou. “Tem que dar lucro e esse resultado ser compartilhado, promovendo mais desenvolvimento para a sociedade brasileira”.

Desse modo, conforme Oliva, “o Porto de Santos está fazendo o seu dever de casa”. “Temos gestão, alinhamento do agendamento para evitar filas e manter um cronograma de chegada”.

Um cenário que poderia ser melhor administrado. “Precisamos de um investimento de R$ 5 bilhões em infraestrutura”, disse. “Temos que ter dragagem de manutenção, uma avenida perimetral, uma terceira linha ferroviária, melhorar o sistema portolog, o sistema hidroviário do porto e novos arrendamentos”.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Roriz: “Nosso objetivo é agregar cada vez mais valor às exportações brasileiras”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ao abrir o painel Programas de melhorias dos acessos ao Porto de Santos, Luiz Augusto Camargo Ópice, diretor da Divisão de Logística e Transporte do Departamento de Infraestrutura do Ciesp, classificou como “uma vergonha o número de projetos para resolver um problema básico” [do porto de Santos]. “Entra governo e sai governo e não se resolve.” Não chega ao colapso, explicou, porque crises econômicas atingem o país quando o porto de Santos está no limite.

Fernando Simões Paes, diretor executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), destacou que as concessionárias ligadas à entidade, que receberam concessões de ferrovias há 20 anos, investiram nesse período R$ 92 bilhões. VLi (por meio da FCA), Rumo e MRS vão fazer investimentos na Baixada Santista e nas linhas que chegam a ela, lembrou.

Houve aumento da carga movimentada no porto de Santos entre 2015 e 2017, e hoje 33,8% da carga chega a ele por ferrovias.

Cláudio Loureiro de Souza, presidente executivo do Centro Nacional de Navegação (Centronave), afirmou que os armadores ligados à entidade, fundada em 107, têm investimento conjunto de mais de R$ 160 bilhões. Os navios atuais são muito maiores que anos atrás, destacou. A dragagem é essencial, disse, e deveria ser permanente. “O canal hoje é um tormento.”

Por ano se deixam de carregar em Santos 500.000 contêineres pela perda de profundidade do canal. A solução sozinha desse problema representaria ganho de produtividade, afirmou Souza.

Também ressaltou que Santos, movimentando 40% do volume de contêineres no Brasil, é muito importante.

Há muito pouca troca de informação entre os diferentes agentes do porto de Santos. Falta integração, segundo o presidente do Centronave.

Rui Klein, diretor superintendente da Ecovias, destacou como obra importante o entroncamento da via Anchieta com a Cônego Domenico Rangoni, em 2014. Ainda persiste como grande gargalo a conexão entre a entrada de Santos e do porto à via Anchieta. A fase 1, que foi iniciada em abril deste ano e deve ser concluída em 2021, com 3 grandes viadutos, terá marginal exclusiva para acesso de caminhões ao porto. O projeto executivo e complementos da fase 2 serão apresentados ao governo, para que decida se ficará a cargo da Ecovias.

Ressaltou o projeto de ligação seca entre as margens direita e esquerda do porto de Santos. Foi proposto pela Ecovias como opção viável para ajudar o porto de Santos a aumentar sua capacidade operacional. O governo paulista decidiu criar uma matriz para avaliar opções e escolheu traçado que incluía túnel sob o canal, para contemplar carros de passeio e eventualmente dispensar a balsa. A Ecovias agora desenvolve novo projeto de ponte que também prevê absorver parte da demanda da balsa.

Luiz Otávio Oliveira Campos, Secretário Nacional de Portos – Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC), pediu para ouvir a plateia em vez de fazer uma apresentação.

O papel do Senai-SP

Getúlio Rocha Junior, diretor da Escola Senai de Santos, fez a palestra Soluções Senai em Gestão e Tecnologias para o Setor Portuário. Desde 2012, por demanda da Fiesp – e porque os portos são vitais para a indústria – o Senai-SP tem em sua grade cursos ligados aos portos.

Em formação inicial e continuada já foram criados mais de 100 programas. E o Senai-SP está em fase de credenciamento junto à Marinha para acrescentar mais 59 cursos (Prepom).

Na aprendizagem industrial, que já passa de 11.000 matrículas, há cursos de operador de movimentação e armazenagem de cargas e de mecânico de manutenção de locomotivas e vagões.

O curso técnico de portos é destinado ao planejamento e execução de operações portuárias e retroportuárias. Já formou 196 alunos.

Na educação superior o Senai-SP criou curso diferenciado de pós-graduação, o MBA de Gestão Portuária, desenvolvido em conjunto com a holandesa Shipping and Transport College.

Os laboratórios criados para dar suporte aos cursos incluem simuladores de equipamentos portuários e uma mesa de operação e inteligência portuária. Há também um laboratório de planejamento e um de instalações elétricas em ambientes explosivos. Ainda oferece escola de operações subaquáticas.

Segundo, Rocha, até o fim do ano haverá um uplab de hardware, trazendo o porto para o ambiente de inovação da indústria. Em parceria com a Petrobras deve ser montado um simulador de guindaste offshore.

A eficiência de um porto está ligado a sua estrutura educacional, e é isso que o Senai-SP se propõe a fazer.

Encerramento

Ao encerrar o seminário, Julio Diaz, diretor titular adjunto do Departamento de Infraestrutura do Ciesp, detalhou o Observatório do Porto de Santos, apresentado no seminário de manhã por José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp.

Uma equipe técnica acompanhará atividades e movimentações, estatísticas e indicadores de ações do Porto de Santos, transformando Fiesp e Ciesp em grande gestor de informações. Consolidadas as informações existentes, haverá acompanhamento, proposição e cobrança de soluções.

Tem como objetivo criar um modelo de inovação inteligente, com a finalidade de reunir dados e informações já existentes, de forma regular e sistemática, para subsidiar o planejamento do porto, produzir e difundir conhecimento e prover informações estratégicas para a indústria brasileira.

Além do Observatório do Porto de Santos, a Fiesp e o Ciesp manterão grupo que se reunirá periodicamente para discutir o porto de Santos.

Presidente em exercício da Fiesp visita Porto de Santos

O presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, visitou o Porto de Santos, na cidade de mesmo nome, nesta quarta-feira (22/08). Roriz foi acompanhado por uma delegação da entidade e o objetivo do encontro era fortalecer ainda mais a relação entre as duas instituições.

Desse modo, a comitiva da Fiesp reuniu-se com a diretoria executiva da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), na sede da Autoridade Portuária, realizando, a seguir, visita técnica às instalações portuárias a bordo de embarcação.

O diretor-presidente a Codesp, José Alex Oliva, destacou que “resolver as questões de interesse comum, conjuntamente, é muito mais eficaz e produtivo. A Fiesp é um elemento de ligação com a indústria paulista de fundamental importância para o Porto de Santos e esta aproximação é essencial para encontrarmos soluções inovadoras que atendam às necessidades de desenvolvimento tanto do segmento industrial como do portuário”.

Já o presidente em exercício da Fiesp afirmou que “a visita é importante para conhecermos mais profundamente as questões portuárias e ajudarmos nas soluções, visto que por aqui chegam nossos insumos e sai nossa produção. Queremos que o Porto de Santos seja, cada vez mais, uma alavanca para o desenvolvimento do Estado de São Paulo e do Brasil e um forte instrumento para a competitividade da nossa indústria”.

A visita precede o seminário “Porto de Santos: os impactos diretos na competitividade da Indústria”, que a Fiesp realizará no próximo dia 30 de agosto em sua sede, na Avenida Paulista, em São Paulo. O evento terá como finalidade promover um debate sobre os desafios, oportunidades e melhorias do Porto de Santos e como os temas relacionados impactam a competitividade da indústria.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Roriz no Porto de Santos: visita e seminário para estreitar relações. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Projetos dão nova cara ao setor ferroviário

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Os projetos apresentados nesta quinta-feira (28/7) por pesos-pesados do setor durante workshop na Fiesp devem elevar consideravelmente a participação das ferrovias no transporte de carga, tanto geral quanto em contêineres. E para os passageiros, os trens devem se tornar boa opção na macrometrópole de São Paulo. O sucesso desses empreendimentos depende de acertos na regulação, especialmente de um bocado de negociação em relação ao direito de passagem, e há expectativas quanto à renovação antecipada de concessões.

Alexandre Porto, superintendente de ferrovias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mostra-se otimista. Segundo ele, o Programa de Parceria e Investimentos (PPI), instituído pela MP 727, é considerado pelos técnicos do setor um avanço. A definição da governança facilita o processo decisório e a discussão com os órgãos de controle. Há priorização dos projetos, e as concessões são no modelo vertical com direito de passagem.

Ao analisar as duas etapas do Programa de Investimento em Logística (PIL), Porto disse que um grande avanço entre as etapas foi perceber que já existe uma malha. Não basta expandir a malha, defendeu – também é preciso melhorar a atual. Percebeu-se também a necessidade de melhorar o ambiente regulatório.

Em relação ao direito de passagem, afirmou, há questões técnicas e operacionais a resolver, incluindo sinalização das vias e habilitação dos condutores.

Gustavo Bambini, diretor de Relações Institucionais da MRS Logística, disse durante o workshop que foi estruturada política para o setor ferroviário que não era vista havia muito tempo. Ao falar sobre o Ferroanel de São Paulo, explicou que boa parte do que seria seu trecho Sul já foi feita, mas ainda faltam obras estruturantes. Ressaltando que defende a construção do Ferroanel, lembrou que há a opção de escolher pontos prioritários para garantir o escoamento e um sistema logístico mais eficiente, sem necessariamente construir um anel.

O Ferroanel, afirmou, não é a tábua de salvação do gargalo logístico do Estado de São Paulo. “Sozinho o Ferroanel não resolve o problema.” É preciso, disse, ter condições de acesso a Santos.

Bambini destacou também a importância que o Ferroanel teria para Estados vizinhos – com a eventual ligação do tramo de Perus a Itaquaquecetuba permitindo chegar aos portos do Rio, viabilizando a carga geral e de contêineres entre as regiões metropolitanas, e com a ligação a Minas Gerais, resolvidas limitações da malha paulista.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Workshop Expansão das ferrovias: modelagem e projetos, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Também participou das apresentações Silvana Alcântara, da VLi, que disse que a empresa encerra em 2017 investimentos de R$ 9 bilhões, mas continuará em expansão. “A gente não tirou o pé do acelerador.” Boa parte do investimento foi para Santos (R$ 2,7 bilhões). Toda a carga chegará ao terminal da VLi via ferrovia.

Guilherme Quintella, da EDLP, falou sobre a Contrail Logística, projeto iniciado junto com a MRS, e sobre os Trens Intercidades, para transporte na macrometrópole de São Paulo. Há oportunidade na otimização das faixas de domínio ferroviário, disse. A ideia dos projetos é essa. Os dois projetos usam a mesma malha, e há a previsão de expansão futura, para o que são reservadas duas faixas.

A Linha Norte-Sul, de Americana a Santos, compartilhará a malha com outras concessionárias. A Oeste-Leste ligará Sorocaba a Taubaté. Ao todo, serão 487 km de linhas. Implantado em modelo de parceira público-privada, o projeto dos Trens Intercidades têm, segundo Quintella, potencial de atender 26 milhões de habitantes, com demanda estimada em 200 mil passageiros por dia. Serão 24 estações. Os Trens Intercidades podem reinserir a ferrovia no transporte de média distância, afirmou Quintella. Projeto deve ser financiável e rentável, com riscos minimizados, aproveitar os ativos públicos existentes e viabilizar uma rápida implantação, graças ao uso das faixas de domínio.

A Contrail aumenta a competitividade da indústria paulista, afirmou Quintella.  Lembrou que a maioria dos produtos sai de Santos por rodovia. Meta é aumentar de 2% para 20% em 2021 a participação de contêineres no porto de Santos.

Julio Fontana, da Rumo, falou sobre expansão da malha e prorrogação das concessões. Expansão não é algo simples, explicou, pelos contratos atuais. A meta da empresa é dobrar a capacidade das ferrovias para escoar toda a produção do Estado de São Paulo e os contêineres frigorificados do Centro-Oeste, além de transportar combustíveis para a região. De 30 milhões de toneladas a capacidade deverá aumentar para 65 milhões de toneladas em 2025.

O projeto, explicou Fontana, prevê migração de carga do modal rodoviário para ferroviário, permitindo redução de R$ 12 bilhões no custo Brasil. O investimento será de R$ 58 bilhões em 42 anos de concessão. Há, disse, compromisso de redução de tarifas. Em sua análise, o excesso regulatório dificulta o relacionamento entre o poder concedente e as concessionárias.

O workshop teve a mediação feita por Vicente Abate, diretor adjunto da Divisão de Logística e Transportes do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra).

Em Santos, porto disputa espaço com a cidade para aumentar capacidade

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Cruzamentos em nível entre trilhos de trem e ruas, pedestres andando pelo porto, composições ferroviárias que precisam ser desmontadas e remontadas para manobras e outros problemas dificultam o acesso ao porto de Santos. Para discutir soluções para esses problemas e saber o que já está em andamento, o Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra) promoveu nesta quinta-feira (30/6) o workshop Acessibilidade ao Porto de Santos: Desafios e Oportunidades.

Moderado pelo diretor do Deinfra Martin Aron, o workshop teve a participação de Osvaldo Barbosa, superintendente de Operação Portuária do Porto de Santos, Felipe Marmo, gerente de marketing e novos negócios da Dersa, Alexandre Ribeiro, gerente de Engenharia da Ecovias, Rafael Langoni, gerente de projetos e relações corporativas da Rumo ALL.

As obras de infraestrutura são necessárias, para corrigir defasagem de 30 anos, disse Aron, destacando que o trabalho seria muito menor se o planejamento 40 anos atrás tivesse sido melhor.

Langoni, da Rumo ALL, lembrou que não há espaço entre o porto e a cidade. A disputa é a cada metro, disse. Ele explicou a malha ferroviária de acesso ao porto. Sistema, com dezenas de terminais de acesso, está no limite de sua capacidade, afirmou. Houve movimentação de 30 milhões de toneladas no ano passado, lembrou. Pesados investimentos serão necessários para aumentar a capacidade, disse. Os investimentos previstos pelo setor ferroviário devem permitir a ampliação para 58 milhões de toneladas de carga. Só no projeto do corredor de exportação, as obras, em fase final, vão permitir aumentar a capacidade de 10 milhões para 20 milhões de toneladas.

Marmo, da Dersa, apresentou intervenções para melhorar o acesso ao porto e o trânsito em Santos, como o viaduto da Alemoa e o Submerso, túnel entre Guarujá e Santos que poderia ser usado em contingência. Frisou que “não adianta pensar que o principal modal será sempre o rodoviário”, defendendo o desenvolvimento de outros meios de acesso ao porto.

Alexandre Ribeiro, da Ecovias, mencionou trabalho conjunto com o Ciesp para melhorar as condições de acesso ao porto. Explicou que a empresa administra 178 km de rodovias na região, com uma área de influência que inclui o porto de Santos. Listou obras já feitas, para eliminar gargalos e pontos de risco, como cruzamentos em nível entre ferrovia e rodovia. O Anel Viário de Cubatão substitui trevo anterior para ligar a via Anchieta à Cônego Eugênio Rangoni, o que eliminou gargalo significativo na movimentação de carga e veículos. Está em operação desde outubro de 2014.

Ribeiro disse também que está em desenvolvimento o projeto executivo do trecho entre o km 62 da via Anchieta e a entrada da cidade de Santos, para complementar as obras já feitas. É a prioridade zero da Ecovias, e, se aprovada pela Artesp, a obra começa imediatamente. Inclui uma passagem em desnível. E a duplicação da Imigrantes no trecho da Baixada deve ser concluída pelo DER até o final do ano. A Ecovias, explicou, dá apoio em questões técnicas e nas intervenções no tráfego.

Barbosa, superintendente de Operação Portuária do Porto de Santos, defendeu nova ligação entre o Planalto e a Baixada. Há projetos em estudo, lembrou, e são vitais para permitir o crescimento esperado para o porto. Considera importante também implementar os projetos para eliminar as avenidas perimetrais, para livrar o Guarujá da movimentação portuária. “Minha grande crença é que se tivermos agendamento funcionando as 24 horas como deveria, e dentro do que está estabelecido, teremos menos tempo de caminhões, e de filas”, afirmou. Ele também ressaltou a necessidade de mais segurança, para viabilizar a operação noturna. O porto, disse Aron, do Deinfra, é 24 horas, mas a segurança não.

Infraestrutura ferroviária

O representante da Rumo ALL detalhou os projetos para resolver os gargalos – especialmente os da margem direita, de ocupação mais antiga. O primeiro está logo no início do porto. Falta, explicou, área de retropátio para contingências. Cruzamento em nível também é problema. E representa risco para pedestres. Há um conflito rodoferroviário na área da Codesp, e é ruim a estrutura ferroviária na área em que fica o terminal da Copersucar. Não há pera ferroviária para descarga. Na prática, explicou, o tempo de permanência da composição chega a 30 horas. Com a pera, isso seria reduzido para a metade. Outro ponto de travessia Santos-Guarujá, perto do Mercado Municipal, em algumas situações leva os pedestres a andar pelo porto, com risco.

Na margem esquerda, disse, há normalmente desvios ferroviários mais modernos, mas que também precisam ser melhorados, entre outras razões porque há planos de aumentar o comprimento dos trens de 1.500 metros para 2.200 metros, com 120 vagões. A meta é aumentar a capacidade dos trens e aumentar em três vezes a carga transportada anualmente.

Langoni destacou o projeto para eliminação do conflito rodoferroviário na região do Armazém 1. Além do Mergulhão, apresentou a alternativa de um viaduto. No pátio do Valongo há a previsão de construção de 13 malhas ferroviárias. Disse que há uma solução de consenso para corrigir a estrutura deficiente no terminal de exportação. Para o adensamento do Macuco, ideia é ter 4 linhas longas, de 2.200 metros, no lugar das diversas curtas.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Workshop do Deinfra sobre acessibilidade do porto de Santos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Trens em Santos e Ferroanel são discutidos em workshop na Fiesp

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Ferroanel de São Paulo foi tema destacado no Workshop Logística e Transporte – Desenvolvimento do Modal Ferroviário, promovido nesta quarta-feira (22/7) pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Gustavo Bambini, da MRS Logística, pediu celeridade no projeto básico e no projeto executivo do Ferroanel “para saber o tamanho da encrenca”. Ele falou também sobre o potencial de crescimento do uso de ferrovias no porto de Santos.

Nos contêineres, por exemplo, a ferrovia participa com somente 2% da movimentação (553.543 toneladas úteis, em relação ao total de 28,5 milhões de toneladas úteis). Ele lembrou que o aumento do emprego da ferrovia teria reflexos muito positivos sobre o trânsito rodoviário.

Vicente Abate, diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra) reforçou a necessidade de construir o Ferroanel. Ele lembrou que o projeto estava incluído nos planos federais de infraestrutura PAC e PIL 1, mas ficou fora do PIL 2. “Parece que falta um pai para o Ferroanel”, disse.

>>Ouça boletim sobre malha ferroviária ociosa

Também presente no evento, Rafael Langoni, gerente de projetos e relações corporativas da Porto Santos – Rumo ALL, falou sobre oportunidades de crescimento no sistema ferroviário da Baixada Santista. “O porto é um problema que precisa ser enfrentado de maneira prioritária, só assim teremos capacidade de produtividade e ter competitividade”, disse.

Segundo Langoni, a movimentação ferroviária do porto de Santos tem previsão de crescimento acelerado, que demandará investimentos significativos para aumento da capacidade e produtividade dos ativos ferroviários. “Em projetos estruturantes temos uma estimativa na ordem de R$ 623 milhões até 2019, que englobam a conclusão da duplicação entre Paratinga e Perequê, duplicação do acesso à margem esquerda, retropátios de apoio em ambas as margens, eliminação dos conflitos rodoferroviários e sistemas ferroviários para descarga de alta produtividade”, afirmou.

Já para melhoria de via permanente, o gerente estima um investimento de R$ 301 milhões até 2021 para substituição de perfil TR (maior capacidade de suporte), substituição e melhoria da taxa de dormentação e recuperação dos sistemas de drenagem (canaletas, bueiros).

Langoni também informou que há iniciativas de planejamento e operação integrados. “Foi formado um grupo chamado Plano Diretor Baixada Santista, formado pela Rumo ALL, VLI e MRS Logística, que tem como objetivo garantir a capacidade da malha compatível com volumes atuais e previstos, produtividade de ativos e de quadro funcional, eficiência de processos, alinhamento de iniciativas e segurança operacional por meio de alocação eficiente de investimentos e visão integrada e colaborativa entre as três concessionárias que acessam a Baixada.

O grupo envolve atuação integrada de três frentes de trabalho (capacidade, normatização e processo), com agendas de desenvolvimento paralelas e participação multidisciplinar dos quadros funcionais das três empresas nas esferas. “Com a Integração das três concessionárias na Baixada, teremos ganho de produtividade”, completou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Workshop na Fiesp sobre Logística e Transporte - Desenvolvimento do Modal Ferroviário. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Investimentos

Marcelo Perrupato, engenheiro na Magna Projetos e também palestrante no evento, afirmou que o Brasil tem custos logísticos equivalentes a quase 20% do PIB (com projeção do PIB de R$ 9,4 trilhões em 2020; R$ 18,6 trilhões em 2030 e R$ 34,9 tri em 2040), enquanto países europeus e da América do Norte estão na faixa de 10% a 12%. E dentro dos custos logísticos os transportes respondem por cerca de 30%. No caso brasileiro isto significa que os gastos com transportes são de cerca de R$ 250 bilhões/ano.

Participaram também do encontro Jean Carlos Pejo, representante da Alaf Brasil, e Luis Felipe Valerim Pinheiro, sócio da VPBG Advogados.

Especialistas pedem união de forças para melhorar acesso ao Porto de Santos

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Osvaldo Barbosa. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Principal terminal por via marítima do país, o Porto de Santos foi tema do painel “Caos logístico e o acesso ao Porto de Santos”, realizado nesta quinta-feira (22/05), no último dia da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.). O debate teve a mediação de Martin Aron, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Representante da Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Osvaldo Barbosa, apresentou as ações da empresa para dinamizar o fluxo de carga, eliminando gargalos e outros problemas detectados.

“O Porto de Santos vem fazendo investimentos, mesmo com alguns problemas, como o da dragagem de aprofundamento de 15 metros, para possibilitar navios maiores, mas o contrato com a empresa foi rompido sem que se atingisse os 15 metros. Mas será feita uma nova licitação”, contou.

“O canal também foi alargado para 220 metros, para facilitar a entrada e saída de navios ao mesmo tempo, entre outros projetos em execução e em andamento, a maioria dependendo de licenças ambientais”, disse Barbosa, que também destacou o sistema de agendamento de cargas, o que, segundo ele, trouxe uma situação mais equilibrada para o terminal.

Segundo ele, além das ações da Codesp, é preciso que todos os envolvidos exijam outras ações, como a construção do ferroanel e de uma nova estrada para a Baixada Santista.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Guilherme Quintella. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Guilherme Quintella, presidente da Contrail, falou dos pontos positivos e negativos do Porto de Santos. “A parte boa é porque o Brasil, desde 1860, sempre enfrentou a transposição da Serra do Mar com o melhor da engenharia disponível à época”, afirmou.

Além disso, temos no acesso ao Porto de Santos hoje, estradas concessionadas de primeiro mundo, caso do complexo Imigrantes, como a Rodovia Anchieta”, disse Quintella, que também ressaltou como positivo o reequipamento das concessionárias ferroviárias que acessam o Porto de Santos.

A parte ruim, para o executivo, é que o sistema rodoviário atual é tão bom que está saturado.

Ele sugere que haja um esforço para a realização de três grandes projetos de grande interesse de São Paulo: recapacitação do acesso para o Porto de Santos, tanto no trecho da América Latina Logística (ALL) como no da MRS Logística, segregação de carga e passageiros na região metropolitana do estado – o que inclui a criação do ferroanel –, e o trem intercidades para transporte de passageiros.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

José Gonçalves. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

Trazendo o ponto de vista da indústria, José Geraldo Gonçalves, gerente da MCassab, acredita que o vem sendo feito hoje no Porto de Santos é relevante, mas ainda insuficiente para aumentar a velocidade e o escoamento das cargas.

Para mudar a situação atual, precisamos trabalhar em outras frentes. O Brasil não pode ocupar uma posição tão significante no ranking mundial da burocracia nos portos”, disse Gonçalves, que citou o Portal Único de Comércio Exterior como uma ação positiva para melhorar a fluidez das operações.

“Precisamos pensar em toda a simplificação de procedimentos de importação e exportação para otimizar a cadeia. Não adianta, por exemplo, implantar o Porto 24 horas, sem aumento de efetivo ou sem simplificação dos processos.”

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets


Setor portuário deve receber investimentos privados de R$ 54,2 bilhões até 2017

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

José Newton Barbosa Gama: “Agora, os terminais de uso privado também podem movimentar cargas de terceiros, não apenas as suas próprias cargas.” Foto: Everton Amaro/Fiesp

São esperados investimentos privados no setor portuário brasileiro de R$ 54,2 bilhões. A informação foi debatida em painel sobre o impacto da nova Lei dos Portos, na tarde desta terça-feira (21/05), na Semana da Infraestrutura (L.E.T.S) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A discussão começou com a análise de que a lei Anterior, de número 8.630, de 1993, trouxe avanços para o país, mas estava defasada. Foi o que motivou a necessidade de mudança no marco regulatório em função do crescimento do volume de cargas no país.

“Estamos acima do cenário mais otimista para o Porto de Santos, por exemplo”, disse o assessor especial da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP), José Newton Barbosa Gama.

Segundo ele, a nova Lei, de número 12.815, de 2013, trouxe um novo arranjo institucional do setor portuário. Assim, antes, as autoridades portuárias eram responsáveis por ações de planejamento e concessão, o que agora fica a cargo da SEP. “As autoridades portuárias ficaram com a administração direta dos portos”, explicou Gama.

E isso tudo com a adoção de medidas como as metas de desempenho. Outro ponto importante foi a flexibilização para a atração dos investimentos privados. “Agora, os terminais de uso privado também podem movimentar cargas de terceiros, não apenas as suas próprias cargas”, afirmou.

Nesse contexto, são esperados investimentos privados no setor portuário brasileiro de R$ 54,2 bilhões. “Desses, serão R$ 31 bilhões até 2015 e o restante até 2017”, afirmou.

Importância econômica

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Fernando Fonseca, diretor da Antaq: transporte marítimo responde por 98% das exportações brasileiras. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fonseca explicou que o transporte marítimo responde por 98% das exportações brasileiras, o que, por si só, é uma prova de importância econômica.

Até 1993, segundo Fonseca, o setor era operado pelo poder público, com uma série de dificuldades de realização de investimentos para acompanhar a demanda do comércio exterior. “Era um modelo exaurido”, disse.

A Antaq regula e fiscaliza diretamente os contratos de arrendamento, concessão e autorização no setor portuário, além de realizar procedimentos licitatórios de outorgas. Trata-se de um órgão vinculado à SEP.

Também debatedor do painel, o presidente da Brasil Terminal Portuário, Henry James Robinson, disse concordar com a adoção dessas novas diretrizes. “Agora temos o setor regulado, o que foi uma decisão importantíssima”, afirmou.

Robinson destacou ainda o papel da Fiesp na luta pela modernização dos portos brasileiros. O tema foi alvo de campanha da indústria paulista em 2013, com a luta pela aprovação da Medida Provisória 595, a MP dos Portos.

Participou da discussão ainda o consultor jurídico da Associação dos Usuários dos Portos (Usuport), Osvaldo Agripino de Castro Júnior.

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Soluções para os entraves logísticos em Cubatão e Santos em debate na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Os entraves logísticos de Cubatão e as demandas do Porto de Santos foram tema do último painel da 8ª edição do Megapolo Cubatão – Fórum para o Desenvolvimento do Polo Industrial, realizado nesta quarta-feira (04/12), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante o encontro, Carolina Lembo, gerente do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, ressaltou a necessidade de superar os entraves logísticos da região através do investimento em infraestrutura moderna e projetos de integração.

Segundo ela, os atuais entraves vistos na região de Cubatão e Santos causam prejuízos milionários. “A saturação das rodovias que ligam a cidade de Cubatão a Santos estrangula o potencial de crescimento da cidade”, analisou. “Os congestionamentos contribuem para e existência de um caos logístico”, analisou.

Carolina: “Os congestionamentos contribuem para e existência de um caos logístico”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Carolina: “Congestionamentos contribuem para a existência de caos logístico”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Carolina apontou algumas saídas para a situação. Uma das soluções listadas pela gerente é a criação de um novo acesso ferroviário ao Porto.  Outra possibilidade para a solução do caos logístico seria a construção de um túnel que ligasse Santos e o Guarujá.

Além disso, segundo ela, uma maior utilização dos 180 quilômetros de rios navegáveis poderia ajudar a desafogar a alta demanda do local.

Crescimento do Porto de Santos

Em seguida, o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, ressaltou a necessidade de modernização do Porto de Santos. “O porto necessita de uma rede de infraestrutura complexa para atender as demandas do país”, afirmou.

Barco informou que a previsão de movimentação de carga no Porto de Santos em 2014 é de R$ 230 milhões de toneladas. “No fim de 2014 devemos atingir 121 milhões de toneladas, segundo estudos recentes”, disse.

Para Barcos, as dificuldades de escoamento da produção na região santista dá-se devido a problemas de mobilidade, uma vez que o porto tem capacidade para movimentar essa quantidade prevista de carga.

O presidente da Codesp acredita que a construção de pátios reguladores e uma nova ligação da Rodovia Cônego Domenico Rangoni à Rodovia Santos Dumont possam contribuir para solucionar os gargalos do maior porto do país.

Problema com logística é tema prioritário em debates do Megapolo Cubatão

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Congestionamentos no acesso ao Porto de Santos e ao Polo Industrial de Cubatão têm impedido não só desenvolvimento econômico da região da baixada santista, mas do país já que um terço do comércio exterior brasileiro passa pelo porto, avaliou o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf.

Ele abriu a 8ª edição do Megapolo Cubatão – Fórum para o Desenvolvimento do Polo industrial, organizado na sede da Fiesp, na capital paulista, com o apoio da Prefeitura de Cubatão.

“A região metropolitana da baixada santista abriga quase 2 milhões de pessoas e tem uma importância tremenda por causa do pré-sal”, afirmou Skaf. “Então é uma região que está com uma carga de oportunidade muito grande, o que é bom por um lado, mas por outro há uma necessidade de prever coisas e tomar providências para não agravar ainda mais os gargalos”, completou.

Skaf: providências para não agravar ainda mais os gargalos na Baixada Santista. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Skaf: providências para não agravar ainda mais os gargalos na Baixada Santista. Foto: Everton Amaro/Fiesp


A prefeita de Cubatão, Marcia Rosa, também defendeu como prioritário o debate e a busca de soluções para desafogar os gargalos logísticos na região. “O primeiro problema que precisa ser resolvido é a questão dos gargalos. Uma região travada é uma região impedida de crescimento. Viabilizar o acesso ao porto é fundamental”, defendeu.

O Polo Industrial de Cubatão ocupa a 15ª posição no ranking estadual de exportações, e 19a colocação pelo ranking da Fiesp e do Ciesp . São 57 empresas dos setores de metalurgia, petroquímica e produção de fertilizantes.

Burocracia

Em seu discurso de abertura do Megapolo Cubatão de 2013, Skaf destacou ainda o excesso de burocracia e afirmou que a quantidade de novas leis “inferniza a vida das pessoas”.

“Se as nossas casas legislativas ficassem um ano sem aprovar lei nenhuma e revisassem as existentes, se a nossa Câmara não aprovasse nenhum projeto, mas revisse toda essa parafernália de leis que infernizam a vida de todo mundo,seria mais fácil”, defendeu Skaf.

Marcia: “O primeiro problema que precisa ser resolvido é a questão dos gargalos”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Marcia: “Viabilizar o acesso ao porto é fundamental”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, o momento da atividade econômica do país é de “desatar as amarras”.

Segundo ele, “quem está no Poder Público se sente barrado e quem está na iniciativa privada também sente vários entraves. Temos que encontrar uma forma de realmente simplificar”.

Megapolo

Realizado na Fiesp desde 2009, o Megapolo Cubatão é uma iniciativa do Sistema A Tribuna de Comunicação. Na edição deste ano, os participantes debatem temas voltados à economia verde em um cenário de desenvolvimento sustentável, formação e qualificação de mão-de-obra e entraves à mobilidade urbana e logística.

“É um espaço de debate em que se tem a representatividade da iniciativa privada e dos governos”, disse a prefeita Marcia Rosa.

Programa Diálogos com Autoridades Públicas da Fiesp reuniu servidores públicos em Santos

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) organizou, nesta quarta e quinta-feira (24 e 25/07), o Programa Diálogos com Autoridades Públicas na Alfândega do Porto de Santos. O objetivo da entidade é estabelecer um canal de comunicação entre os setores público para combater práticas desleais de comércio, incluindo a pirataria.

Participaram da iniciativa o inspetor-chefe da Alfândega em Santos, Cleiton Alves dos Santos, o inspetor-adjunto, Akyoshi Omizu, o consultor para defesa comercial da Fiesp, Domingos Mosca, além de 40 servidores públicos da própria alfândega e da Polícia Federal.

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), o Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP), o Instituto Brasil Legal (IBL), o Instituto Capital Intelectual e associações representantes do tema também participaram dos debates.

Criado em 2006, o projeto já visitou 62 portos, aeroportos e pontos de fronteira, com a participação de mais de 2.300 servidores. Este ano, a Fiesp deve organizar mais diálogos em Itajaí (SC) e Belém (PA).


Especialistas discutem alternativas para um ambiente portuário mais competitivo no Brasil

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

“É impossível que o porto de Santos, o maior da América Latina, tenha sua estrutura dependente da questão rodoviária. É preciso modificar a matriz de transportes no Brasil”, afirmou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito Nascimento, durante o painel “Em busca de um ambiente competitivo para o setor portuário”, parte da programação desta segunda-feira (06/05) do 8º Encontro de Logística e Transportes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Pedro Brito Nascimento, diretor-geral da Antaq. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“O Brasil depende 62% do modal rodoviário e apenas 13% do modal hidroviário. O país tem que fazer melhorias na sua estrutura logística para garantir eficiência no setor portuário”, completou o diretor da Antaq.

Segundo Nascimento, o mapa portuário brasileiro é composto, atualmente, por 34 portos públicos, 129 terminais privados e 58 portos fluviais ou lacustres. “O modelo brasileiro difere um pouco do resto do mundo porque aqui conciliamos o porto público com o privado, o que não acontece em outros países da Europa e nem nos Estados Unidos, onde todos os portos são públicos”.

O diretor da Antaq fez um comparativo entre os portos brasileiros e alguns dos principais terminais do mundo e, na sequência, explicou que o investimento no setor de logística, especialmente no setor portuário, precisa andar sempre na frente do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), para que a infraestrutura logística não seja um empecilho no crescimento do país. “Portos modernizados promovem abertura econômica”, assinalou Brito Nascimento ao informar que, nos últimos 20 anos, o comércio exterior brasileiro cresceu 5,5% por ano, enquanto o PIB cresceu 3% por ano.

“Se não houver investimentos, a logística poderá ser um freio para o desenvolvimento do país”, ressaltou Brito Nascimento ao comparar o comportamento da economia brasileira frente aos países mais competitivos nas exportações e importações.

De acordo com o diretor da Antaq, a corrente de comércio brasileira em 1994 era de 80 bilhões de dólares, uma participação, segundo ele, inexpressiva na corrente de comercio global. Em 2011, essa corrente de comércio cresceu para 500 bilhões de dólares. “Entretanto, a nossa participação passou de 0,9% para 1,20%. Continuamos muito pequenos em comparação com o resto do mundo quando se trata de comércio global”, alertou.

O executivo da Antaq disse ainda que é impossível uma economia crescer sem investir na infraestrutura, principalmente na estruturação da cadeia logística.

Ao lembrar que a produção do centro-oeste brasileiro tem que viajar mais de dois mil quilômetros de estradas para chegar aos portos, Nascimento disse haver alternativas com caminhos mais baratos e menos poluentes por meio de hidrovias e ferrovias.

Comparativo

O diretor comparou o Brasil com outros grandes portos mundiais. “A China não tinha infraestrutura portuária há 20 anos. Hoje, dos 20 maiores portos do mundo, 13 são chineses. Isso prova que a China só cresceu na taxa de 12% porque seu planejamento público estratégico focou na logística, principalmente nos portos”, afirmou.

De acordo com o diretor, o porto de Roterdã, o mais eficiente da Europa, teve investimento de mais de 1 bilhão de dólares e tem produtividade de 55.300 toneladas/hora. Já o porto de Santos investiu 35 milhões de dólares e tem uma produtividade de 11.246 toneladas/hora. “Essa é a grande diferença entre um porto eficiente e moderno, e um porto que acumula filas. O porto de Santos precisa investir para poder modernizar sua infraestrutura”, afirmou.

Brito Nascimento alertou que os investimentos precisam acontecer por razões práticas como o rápido crescimento do tamanho dos navios. “Atualmente, já existem navios de 15 mil teus, que ainda não chegam ao Brasil porque nossos portos não estão preparados e porque o volume de carga não justifica”, explicou.

“Cada vez mais precisamos investir para tornar nossos portos eficientes. O caminho do crescimento é o caminho da logística”, concluiu.

Ponto de vista normativo

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Luis Felipe Valerim Pinheiro, subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, Luis Felipe Valerim Pinheiro, fez um diagnóstico da situação jurídico-legal do setor, sob uma perspectiva histórica, além de pontuar os aspectos importantes do setor portuário e destacar as respostas e propostas do novo modelo.

“É necessária a adequação do regime portuário à abertura econômica”, afirmou.

Pinheiro enfatizou que o investimento privado tem papel importante nesse cenário e destacou os principais pleitos que estão em discussão da MP 595, a MP dos Portos, como especificação em lei de regras da chamada e processo seletivo público; possibilidade de expansão na área de arrendamentos; prorrogação de contratos de arrendamentos vigentes; e entre outros.

A visão dos usuários

O diretor-executivo da Associação de Usuários de Portos da Bahia (Usoport), Paulo Villa, abordou a visão dos usuários. “A busca de um ambiente competitivo no setor portuário, vem desde os anos 80, mas ainda não encontramos esse ambiente competitivo”, afirmou.

Segundo Villa, a MP 595 tem três pilares importantíssimos: licitações de arrendamentos dos portos públicos; autorizações de terminais privados, movimentando cargas de terceiros; e critérios para as licitações e movimentação com menor tarifa. “Quem se apresenta contra a MP 595 deseja impedir a concorrência de terminais de containers. A única lógica de não aceitar essa MP é dificultar sua execução”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Paulo Villa. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ao final, Villa questionou: “de que lado vocês estão?”

Ao concluir, fez um pedido dirigido à presidente Dilma: “não desista e mantenha a MP 595 como ela está”.

Para o gerente do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Roberto Moussallem, fica claro que é muito importante nesse processo o fortalecimento da atividade de planejamento. “A Fiesp está apoiando este novo modelo porque acredita que ele trará melhorias”, afirmou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099


Portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória passam a funcionar 24 horas por dia

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp*

* com informações do site Ciesp e assessoria de comunicação da EPE

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099

Porto de Santos. Foto: Divulgação

Na última sexta-feira (19/04), foi anunciado,  pelo Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, o lançamento do programa “Porto 24h”, uma ferramenta que fará parte do Sistema de Inteligência Logística, desenvolvido pela Secretaria de Portos (SEP), para desburocratizar o sistema portuário nacional.

O programa faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e integra as ações “Porto Sem Papel” e os sistemas Carga inteligente e VTMS.

A partir desta segunda-feira (22/4), os portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória passam a funcionar, em caráter definitivo e permanente, 24 horas por dia e 7 dias por semana. A partir do dia 6 de maio, será a vez dos portos de Paranaguá, Suape, Rio Grande, Itajaí e Fortaleza entrarem nesse sistema ininterrupto de atendimento.

A escolha dos portos foi definida pela Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos), devido ao volume de carga e veículos e também pelo amadurecimento das integrações tecnológicas já implantadas.

Com o programa “Porto 24 horas” as equipes de fiscalização da Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal, Ministério da Agricultura, entre outros órgãos, ficam de plantão eletrônico 24 horas por dia, para liberação de cargas, embarcações e veículos nos portos.

Redução de 25% dos custos logísticos

O objetivo do programa “Porto 24 horas” é de melhorar o desempenho das operações de movimentação de carga, tanto nas importações, quanto nas exportações, e das operações nos locais de estocagem na retroárea dos portos, com a redução do tempo e consequente redução dos custos dos serviços, o que acarretará em ganhos efetivos da capacidade operacional em curto prazo. Hoje, estes anunentes obedecem a um horário comercial, salvo as emergências.

Com a implementação do programa, está previsto a redução de custo em média de 25%. Todos os diagnósticos já levantados pela Secretaria de Portos (SEP), inclusive em parceria com atores mundiais (Cingapura, Valência, Rotterdam, EUA, Alemanha, Bélgica etc), demonstram que os principais custos envolvidos em operações logística ineficientes estão associados a atrasos de liberação por falta de capacidade logística, que geram filas e imobilizam ativos como navios, trens, caminhões e mesmo infraestruturas que ficam ociosas aguardando procedimentos burocráticos.

Os ganhos no aumento da agilidade e eficiência portuária se refletem na maior competitividade do país, seja nas exportações e importações, seja na transferência interna de mercadorias, com reflexos no preço final dos produtos aos consumidores.

Os custos de adequação das atividades de fiscalização dos órgãos anuentes ao porto 24h correrão por conta de cada um desses órgãos fiscalizadores. Os órgãos/entidades que serão envolvidos são Secretaria de Portos (SEP), Ministério do Planejamento, Casa Civil, Marinha do Brasil, Polícia Federal, Vigilância Agrícola do Ministério da Agricultura, Anvisa, Receita Federal e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.


Agronegócio e mineração sofrem com os gargalos de infraestrutura

Agência Indusnet Fiesp 

Recentemente, filas no Porto de Santos causaram perdas na ordem de US$ 4 bilhões na exportação da soja e milho. Considerados os setores mais fortes para a economia brasileira, o agronegócio e a mineração apresentam grande volume de carga transportado nacionalmente, além de seus produtos serem os mais exportados do País.

A exemplo disso, para 2013, a estimativa de crescimento para o agronegócio é de 5,4%. Já para o setor de mineração a perspectiva é de 2%, podendo chegar a 5%. No entanto, ambos os setores enfrentam sérios problemas no que diz respeito ao escoamento da produção brasileira.

Estudo elaborado pela Fiesp aponta que seis dos 17 portos brasileiros já operam acima de sua capacidade total. Revela também que, em 2022, o gargalo poderá continuar caso os modais logísticos continuem sendo utilizados inadequadamente para o transporte de cargas.

Com o Programa de Investimentos em Logística apresentado pelo governo, será que o Brasil vai conseguir mudar esse cenário até lá?

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539996099É o que será discutido no 8º Encontro de Logística e Transporte, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nos dias 6 e 7 de maio, no Hotel Unique, na capital paulista.



Serviço
8º Encontro de Logística e Transporte
Data: 6 e 7 de maio das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique
Endereço: Av: Brigadeiro Luis Antonio, 4700 – Jd Paulista, São Paulo

Veja a programação completa do evento

Autoridade portuária cobra ações efetivas em logística e infraestrutura

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em um discurso enérgico, Sérgio Aquino, presidente do Conselho de Autoridade Portuária de Santos, cobrou mudanças efetivas para a modernização principal porto do país. Segundo ele, deve ser planejado o que seria normal para resolver qualquer problema de infraestrutura e de logística.

“Estamos defendendo o rodoanel da baixada santista. Isso é uma ligação estratégica que está aprovada desde 2006. Nós não estamos falando de nada novo”, acrescentou Aquino, se referindo a recursos de logística que podem melhorar o escoamento de cargas. Ele participou de mesa sobre o Futuro do Porto de Santos, durante o 6º Encontro de Logística e Transportes da Fiesp.

“Nós temos que resolver as acessibilidades. Porto sem canal adequado pode ser tudo. Pode ser um mercadão bonito, mas não porto… Porto tem que ter navegabilidade adequada”, argumentou.

Aumento dos containers

Sobre a expectativa de instalação ideal para Santos, José Antônio Cristóvão Balau, diretor da Aliança Navegação e Logística, citou o porto de Suape, no estado do Pernambuco, não só como modelo de eficiência em escoamento de cargas, mas também como referência para planejamentos de logística e infraestrutura.

“O porto atraiu para o seu entorno uma série de indústrias”, disse Balau sobre um dos portos mais desenvolvidos do mundo, cujo planejamento foi feito há mais de 30 anos, segundo o diretor.

Ele informou que entre os anos de 2000 e 2010 houve um crescimento de 278% da movimentação de containers no Porto de Santos. Com relação a carga de granel, a movimentação avançou 193% entre 2000 e 2010.

Programa Diálogos com Servidores Públicos visita o Porto de Santos

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

Na última semana, a Fiesp realizou mais um Programa Diálogos com os Servidores Públicos da Receita Federal do Brasil. Desta vez no Porto de Santos, com objetivo de oferecer informações pontuais que facilitam a fiscalização de produtos piratas e de praticas ilegais que prejudicam o comércio.

O projeto vem sendo realizado desde 2006 e já visitou 47 portos, aeroportos e pontos de fronteira, com a participação de mais de 1.700 servidores. Demonstra o problema em diversos segmentos da economia nacional e aborda a legislação específica de cada setor, forma de atuação dos criminosos, outros ilícitos decorrentes do crime e, principalmente, os aspectos técnicos de cada indústria na identificação de práticas desleais.

O segundo evento do ano aconteceu no dia 31 de março, no Porto de Santos, com a presença do inspetor chefe da Alfandega do Porto, José Antônio Mendes, do diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, e de 34 servidores públicos.

“As práticas desleais de comércio, incluindo a pirataria, afetam a economia mundial e as indústrias, além de trazer riscos à saúde e à segurança do consumidor”, explicou o dirigente da Fiesp. “Essas práticas desorganizam o mercado formal, geram desemprego e contribuem com a informalidade e a diminuição da arrecadação tributária […] Há, ainda, indícios de ligação destas práticas com o crime organizado e os grupos terroristas”, completou.

De acordo com Giannetti, a Fiesp e entidades parceiras têm trabalhado sobre o tema em estreita cooperação com os órgãos federais, por meio de seminários, estudos, pesquisas e exposições: “Estabelecemos uma verdadeira união de esforços, cujo principal objetivo é dar um duro golpe na ilegalidade, estimulando a geração de empregos, renda e desenvolvimento”.

Para este ano, a Fiesp prevê a continuidade do programa em São Francisco do Sul (SC), Suape (PE), Imbituba (SC), Itaguaí (RJ), Foz do Iguaçu (PR), Ponta Porã (MS), Chuí (RS) e outros.

O Diálogo no Porto de Santos contou com a participação de:

  • Grupo de Proteção à Marca (BGP)
  • Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas em Geral do Estado de São Paulo (Sinafer)
  • Inst. do Capital Intelectual (Colgate)
  • Inst. do Capital Intelectual (Mattel)
  • Inst. do Capital Intelectual (Philips)
  • Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)
  • Instituto Aço Brasil (IABr)
  • Instituto Brasil Legal (IBL)
  • Fórum Nacional Contra a Pirataria (3M)
  • Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (Adidas/Reebok)
  • Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel)
  • Sindicato da Indústria de Parafusos, Porcas, Rebites e Similares no Estado de São Paulo (Sinpa)
  • Associação Brasileira da Indústria de Piso Laminado de Alta Resistência (Abiplar)
  • Associação Nacional de Fabricantes de Cerâmica para Revestimento (Anfacer)