Empresa polonesa de fertilizantes assina contrato na Fiesp para estender fornecimento

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A fabricante polonesa de fertilizantes Zaklady Azotowe Pulawy S.A assinou nesta quarta-feira (28/11), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um acordo com a Companhia de Comércio Exterior (Comexport) para estender o contrato de fornecimento de fertilizantes ao Brasil.

O acordo foi assinado durante o encerramento do seminário Brasil-Polônia: Oportunidades de Cooperação Bilateral, realizado pela Fiesp, e tem ainda o objetivo de estimular investimentos na produção de fertilizantes na Polônia e no Brasil.

“Neste segmento há espaço para negócios com a Polônia”, afirmou Benjamin Steinbruch, primeiro vice-presidente da Fiesp.

Benjamin Steinbruch e o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski. Foto: Julia Moraes

Steinbruch acredita que o Brasil vive o momento ideal para estreitar laços comerciais com a Polônia. “Os dois países estão em um momento muito bom de crescimento. Eu farei o meu melhor com a Fiesp para propor alguns segmentos onde podemos elevar essa relação”, afirmou.

Para o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, o país pode ser parceiro do Brasil no fornecimento de maquinários para plataformas de exploração de petróleo.

“A Polônia tem coisas que vocês precisam. Vocês vão precisar de plataforma offshore e nós fabricamos isso”, afirmou Sikorski.

A corrente de comércio polonesa com o mundo movimentou US$ 397,3 bilhões em 2011. O principal parceiro comercial da Polônia naquele ano foi a Alemanha, que respondeu por 26% das exportações polonesas e 22% das importações do país. O Brasil ocupou a 31ª posição no ranking.

Seminário Brasil-Polônia busca oportunidades de negócios entre os dois países

Flávia Dias e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Representantes do governo polonês apresentam na Fiesp, para mais de 50 empresários, oportunidades de negócios nos setores de transporte, infraestrutura, petróleo e gás, energia, defesa e serviços de off-shore. Foto: Everton Amaro.

A distância geográfica entre Brasil e Polônia não é mais um problema para realização de negócios bilaterais, acredita a vice-ministra das Relações Exteriores da Polônia, Beata Stelmach. “Nossa visita de hoje [à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo] pode ser o começo das relações comerciais”, ela afirmou durante a abertura do Seminário Brasil-Polônia: Oportunidades de cooperação bilateral, realizado na manhã desta quarta-feira (28/11) na sede da entidade.

A ministra mostrou-se otimista ao falar sobre o interesse de investimento no Brasil: “O país é cinco vezes maior do que a Polônia, mas, em termos de crescimento, é considerado hoje como o maior do mundo”.

Beata Stelmach, vice-ministra das Relações Exteriores da Polônia. Foto: Everton Amaro

Beata Stelmach explicou que a Polônia tem crescido muito rápido e ocupa hoje a sexta posição na Europa em desenvolvimento. Por isso, “nossos países estão prontos para estabelecer uma cooperação muito importante”, enfatizou.

No evento, a fabricante polonesa de fertilizantes Zaklady Azotowe Pulawy S.A assinou um acordo com a Companhia de Comércio Exterior (Comexport) para estender o contrato de fornecimento de fertilizantes ao Brasil.

Oportunidades

O vice-diretor geral da Confederação Polonesa dos Empregadores Privados (Lewiatan), Jacek Adamski, observou que os países da América Latina têm uma visão errada sobre os da Europa, pois sempre pensam nos países nórdicos com alto nível de desenvolvimento.

“Isso é um erro. A Europa é muito maior do que alguns poucos países”, afirmou, ao destacar que alguns novos países, incluindo a Polônia, estão crescendo rapidamente. “Polônia é uma potência crescente na Europa. Somos o quarto maior país em negociações no continente.”

Ao elencar os principais pontos para oportunidades de negócios em seu país, Adamski citou, por exemplo, que ele é o primeiro na escala de produção de televisores LCD, “não só pela quantidade de empresas fabricantes, como pelas facilidades de investimento”.

Adamski informou que a missão empresarial polonesa no Brasil conta com empresários de diversas áreas, incluindo pequenas e médias empresas. E se disse esperançoso em relação ao seu sucesso. “O Brasil está desenhando a cooperação entre os dois países”, salientou. Antes de São Paulo, a delegação polonesa participou de reuniões com o governo brasileiro, em Brasília (26/11), e no Rio de Janeiro na Firjan (27/11), encerrando a visita oficial na Fiesp.

Zanotto: "A Polônia traz inúmeras oportunidades de negócios para o Brasil”. Foto: Everton Amaro

O diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, afirmou que a entidade se sente muito honrada em receber a delegação polonesa e disse que vê muitas possibilidades de negociações bilaterais. “Esse país de quase 40 milhões de habitantes vem crescendo substancialmente, com baixo índice de desemprego, com uma belíssima história e que traz inúmeras oportunidades de negócios para o Brasil”.

Consumo em alta

Ao apresentar um panorama da economia brasileira aos empresários poloneses, o diretor titular-adjunto do Derex, Antônio Fernando Bessa, ressaltou que o crescimento da classe C, aliado à queda no nível de desemprego no país, contribuiu para manter o ritmo do consumo em alta.

Outro ponto positivo apontado por Bessa são as políticas adotadas pelo governo federal para estimular o crescimento do setor produtivo, com destaque para redução do Imposto do Produto Industrializado (IPI) para veículos novos e produtos da linha branca – máquina de lavar, geladeira e fogão – e o Plano Brasil Maior.

Ministro polonês quer ampliar relações comerciais com o Brasil

Nina Proci, Agência Indusnet Fiesp

O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, estará na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quarta-feira (28/11), onde participa do seminário Brasil-Polônia: Oportunidades de cooperação bilateral, a partir das 10h.

Sikorski e representantes do governo polonês apresentarão aos mais de 50 empresários poloneses e brasileiros as oportunidades de negócios nos setores de transporte e infraestrutura, petróleo e gás, energia, defesa e serviços de off-shore.

A corrente de comércio polonesa com o mundo movimentou US$ 397,3 bilhões em 2011. O principal parceiro comercial da Polônia foi a Alemanha, que respondeu por 26% das exportações polonesas e 22% das importações do país naquele ano. O Brasil ocupou a 31ª posição no ranking.

No mesmo ano, a pauta exportadora polonesa se concentrou em máquinas (23%) e veículos automóveis, incluindo tratores (13%). Nas importações, destacaram-se também os setores de máquinas e combustíveis minerais, com participações respectivas de 22% e 13%.

Em 2011, a corrente comercial entre Brasil e Polônia foi de US$ 947,8 milhões. Nos últimos cinco anos, o Brasil foi predominantemente superavitário, apresentando déficits comerciais com os poloneses apenas em 2008 e 2010.

O Brasil exportou principalmente aeronaves (22%), fumo e tabaco (21%) e resíduos da indústria alimentícia (11%) para a Polônia em 2011. Nesse mesmo ano, o país importou, principalmente, máquinas (37%) e veículos, incluindo tratores (11%).

Antes de São Paulo, a delegação polonesa participa de reuniões com o governo brasileiro, em Brasília (26/11), e no Rio de Janeiro na Firjan (27/11), encerrando a visita oficial na Fiesp.