Brasileiros mostram que também sabem fazer gols na água

Agência Indusnet Fiesp


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Equipe de Polo do Sesi vibram em torneio no Havaí

Os primeiros brasileiros a disputar uma das mais importantes competições de polo aquático do mundo chegaram ao Havaí sob o olhar de desconfiança dos adversários. Depois de três dias de torneio, a história mudou, e eles são apontados como grandes favoritos ao título.

“Chegamos aqui e os adversários acharam que só entendíamos de futebol. Quando caímos na piscina, mostramos que temos um time forte”, conta o atleta Rodolfo Matos.

O técnico da equipe Long Beach, Canteiras, também está surpreso com o desempenho do time paulista. “Os meus jogadores estão impressionados com a habilidade brasileira”, admitiu.

E não foram apenas os americanos que perderam para os garotos do Sesi-SP. Nesta quinta-feira (6), a lista de equipes derrotadas por eles aumentou.

Na categoria sub-16 aconteceu um verdadeiro passeio na piscina. Tanto que durante o jogo, o técnico brasileiro Paulo Henrique Coutinho chegou a colocar toda a equipe reserva. Contra o time do Agoura, eles marcaram 22 gols a 4. Com uma partida de antecedência, a equipe já está garantida na semifinal do torneio.

Os atletas da categoria sub-18, já classificados para as quartas de final, entraram na piscina apenas para definir a posição no grupo. Com o placar de 8 a 5, eles venceram o time californiano San Jose e garantiram o primeiro lugar da chave. Só que desta vez os garotos derrotaram outro brasileiro, o técnico da equipe americana.

Marcelo Adas é paulista e mora nos Estados Unidos há vinte anos, sempre trabalhando com o polo aquático. Ele, aliás, é amigo de infância de Paulo Henrique, treinador do Sesi-SP. “Nós começamos juntos no esporte e nos conhecemos há trinta anos”, lembrou Coutinho.

Embora amigos, o clima na piscina foi de rivalidade. Afinal, a vitória era o grande objetivo dos dois técnicos. No final, Adas se rendeu à superioridade dos adversários e, elegantemente, elogiou a performance brasileira.

“Fico feliz em ter pela primeira vez um time do Brasil neste evento. Tenho certeza de que para os garotos essa experiência internacional é muito importante”, disse Marcelo que, no fim, deixou escapar que perder, desde que seja para o amigo, não é tão ruim. Mesmo que isso represente ser derrotado no polo aquático para atletas do país do futebol.