Palestra Reflexo, à luz do Orçamento Federal, sobre investimentos nas Políticas Sociais, com ênfase em Educação e Saúde

Tema da palestra:

Reflexo, à luz do Orçamento Federal, sobre investimentos nas Políticas Sociais, com ênfase em Educação e Saúde.


Palestrante : Deputado Federal Paulo Rubem Santiago

Data: 5/7/2012

Reunião: Conselho Superior de Responsabilidade (Consocial) da Fiesp

Coordenação: Instituto Roberto Simonsen


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“Investir em políticas sociais é o melhor que o Brasil pode fazer”, afirma Patrus Ananias

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/a dir: Antonio Penteado Mendonça, Luiza Helena de Bairros, Patrus Ananias, Ruy Altenfelder, Dom Claudio Hummes, Adhemar Bahadian, Eliane Belfort e Maria Helena de Castro



O ex-ministro Patrus Ananias, fez nesta segunda-feira (19) uma exposição dos programas de inclusão social dos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A reunião do Consocial, realizada em conjunto com o Conselho de Estudos Avançados (Consea) da federação, foi dirigida por Ruy Altenfelder, presidente do Consea, e contou com a presença do cardeal Dom Claudio Hummes, integrante do Consocial; vereador Floriano Pesaro; embaixador Adhemar Bahadian; Maria Helena Guimarães de Castro, vice-presidente do Consocial; Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) e vice-presidente do Consocial; Luiza Helena de Bairros, ministra da Igualdade Racial; e Antonio Penteado Mendonça, vice-presidente do Consea.

Patrus Ananias ressaltou que a constituinte de 1988 teve importância política na consolidação democrática. “Foi a Constituição mais importante que o Brasil já teve, ela garantiu a base das políticas sociais”, analisou. Lembrou ainda que a assistência social vinculada à seguridade social foi colocada no campo das políticas públicas, juntamente com os temas que englobam crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, idosos, indígenas, negros e quilombolas.

Ampliação dos programas sociais

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Patrus Ananias, ex-ministro de Desenvolvimento e Combate à Fome

Com a criação do ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em 2004, houve uma maior unificação e expansão dos programas. A pasta integrou três áreas já existentes com a concepção do desenvolvimento e o papel das políticas públicas sociais como investimento. “O orçamento da Bolsa Família, que em 2004 era de R$ 3,6 bilhões, passou em 2011 para R$ 18 bilhões”, revelou o presidente do Consocial.

“A percepção das políticas sociais como investimento, principalmente nas crianças e nos jovens, é o melhor que o País pode fazer. Isso criou um sentimento de pertencimento, de nacionalidade”, observou Ananias. E completou: “As políticas são públicas, com nítida responsabilidade do Estado, mas sempre buscando a participação dos empresários na responsabilidade social”.

Patrus Ananias ilustrou que as políticas sociais começaram a se desenvolver dentro das diretrizes do pacto federativo. “Foi um trabalho integrado entre o governo nacional e os governos estaduais sem nenhuma discriminação partidária”, detalhou.

Os avanços no País culminaram com o aumento da renda média do brasileiro, de 2,7% entre 2011 e 2012, e a diminuição da pobreza em 7,9% no mesmo período, reflexo do crescimento dos gastos sociais no Brasil de R$ 438,53 milhões em 2002 para R$ 992,33 milhões em 2006.

“Tudo o que foi feito deve ser mantido e ampliado, com a criação de sinergias. As políticas sociais são meios que possibilitam o fim, que é o desenvolvimento da pessoa desde a infância. E a educação, que além de ser um direito da pessoa, é um bem fundamental para o País”, rematou o ex-ministro.

Preocupação da indústria

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Ruy Altenfelder, presidente do Consea/Fiesp. Foto: Hélcio Nagamine

Ruy Altenfelder, presidente do Consea considerou que as ideias defendidas pelo presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, concernem com o desenvolvimento das pessoas e a retomada da indústria no Brasil.

“No momento, a grande bandeira que a Fiesp levanta é o resgate da indústria brasileira, e Skaf combate a desindustrialização de maneira firme”, exclamou. E emendou: “Não adianta corrigirmos as distorções tributárias, fiscais e econômicas presentes se não resgatarmos cada vez mais a população brasileira, retirando este contingente do estrato dos absolutamente desprovidos de recursos”, concluiu Altenfelder.

Para ver a apresentação do ex-ministro de Desenvolvimento e Combate à Fome e presidente do Consocial/Fiesp, Patrus Ananias, clique aqui.