Parte da política industrial da construção será concluída até agosto, diz diretor da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

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"Entraves como os preços dos terrenos, o déficit de mão de obra e o longo período de licenciamento são pontos trabalhados no programa e que, depois de corrigidos, poderão agilizar procedimentos", diz Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic (ao centro) Foto: Vitor Salgado

No intuito de modernizar e industrializar a cadeia da construção, o Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp reuniu-se com entidades do setor, nesta terça-feira (9), para debater ações da política industrial.

Entre os pontos mencionados, o programa conta inicialmente com nove projetos, sendo que seis já estão em andamento sob aporte financeiro do governo federal, por intermédio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), da Fiesp e do Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon-SP).

Dentre os projetos encaminhados, destacam-se os seguintes:

  • Marco Regulatório das Edificações;
  • Mecanismos de Reinserção de Lotes ociosos no mercado imobiliário;
  • Sistema de licenciamento online (Silo);
  • Coordenação Modular na construção;
  • Normalização BIM;

Análise de alternativas para infraestrutura urbana.

“Já conseguimos concluir um dos projetos, que é a revisão da norma de coordenação modular. Acredito que vai impactar bastante no setor de material de construção”, ressaltou o coordenador do Comitê Técnico Gestor, Mário William Ésper.

Ele destacou a Reinserção Imobiliária (Reimob), que reaproveita lotes com estruturas e localizados nos centros das cidades, mas que estão em litígio, como uma das importantes atividades em processo.

“É uma maneira muito inteligente porque só depende de uma lei municipal. Muitas prefeituras não têm recursos para desapropriar a área e esse projeto vai permitir que elas tenham”, explicou Ésper.

Minha Casa, Minha Vida

De acordo com o diretor-titular do Deconcic, José Carlos de Oliveira Lima, o prazo para conclusão dos trabalhos é de seis meses. Ou seja, as ações deverão estar finalizadas até agosto deste ano.

“Precisamos acelerar nosso trabalho porque muitos projetos do Programa Minha Casa, Minha Vida estão sendo prejudicados por pontos que estão nessas revisões”, salientou Oliveira Lima.

Para o diretor, entraves como os preços dos terrenos que subiram e acabaram inviabilizando as construções, o déficit de mão de obra e o longo período de licenciamento são pontos trabalhados no programa e que, depois de corrigidos, poderão agilizar procedimentos.

“Em relação aos licenciamentos, acreditamos que poderemos reduzir significativamente a espera. Ou seja, o que levaria meses e anos para liberar na prefeitura, agora em cidades como Barra Mansa e Volta Redonda, por exemplo, é questão de dias”, justificou.

Observatório

Em março, o Deconcic pretende colocar no ar o Observatório da Construção. Trata-se de um site que reunirá dados, estudos, informações, vídeos e tendências da cadeia produtiva da construção, com a proposta de se tornar uma ferramenta de pesquisa para estudantes, empresários e pessoas interessadas em conhecer mais sobre o setor.

“Todos poderão ter acesso às mais variadas informações relacionadas ao setor, como mão de obra, projetos de infraestrutura pública ligados à Copa do Mundo e às Olimpíadas. Enfim, o observatório será uma base de dados detalhada da cadeia”, explicou o diretor-titular do Deconcic.

Coordenação Modular

Nesta terça-feira, a diretoria do Deconcic também se reuniu com representantes de entidades do setor para tratar da normatização dos códigos modulares na construção, o primeiro projeto do Programa de Fortalecimento da Cadeia da Construção que foi concluído.

“A renovação é uma das ações que fortalece a competitividade da construção civil trazendo vantagens, como redução de cortes, ajustes, desperdício, além de servir como base para industrialização e aumentar possibilidades para a exportação”, explicou Ésper.

Para ele, a construção modular não vai mais permitir números quebrados, o que desenvolve o setor, principalmente na produção de materiais, e é fundamental na hora de projetar e industrializar a construção.