Vencedores do WorldSkills 2013 saem do topo do pódio para um novo desafio: treinar talentos no Senai-SP

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Richard Silva e Henrique Santana, de 18 e 19 anos, respectivamente, não poderiam ter subido mais alto nos pódios de suas categorias no WorldSkills 2013, realizado entre os dias 2 e 7 de julho em Leipzig, Alemanha.

Ambos ganharam medalhas de ouro. E voltaram para casa orgulhosos de sua participação na disputa do maior torneio de ensino profissionalizante do mundo. Além disso, ainda garantiram uma merecida promoção na carreira: foram contratados pelo Senai-SP com a missão de treinar jovens talentos como eles para as próximas competições.

“Ter participado do WorldSkills foi surpreendente”, conta Richard Silva. “As provas duravam o dia todo, das 9h às 18h, com pausa apenas para o almoço, mas o meu expert estava sempre ao meu lado, me apoiando”, lembra.

Silva: provas das 9h às 18h, com pausa apenas para o almoço. Foto: Acervo Pessoal

Silva: provas das 9h às 18h no WorldSkills 2013 , com pausa apenas para o almoço. Foto: Acervo Pessoal


O resultado não poderia ter sido melhor: além do ouro em polimecânica, Silva ainda ganhou uma outra medalha dourada, pelo desempenho bem acima da média nas provas.

O aluno duplamente premiado entrou no Senai-SP aos 14 anos, na unidade “Roberto Simonsen”, no Brás, bairro da capital paulista. Aos 16, já estava se preparando para as edições estadual e nacional do torneio de ensino profissionalizante. Dessa forma, em 2011, ganhou ouro em polimecânica em São Paulo e, em 2012, a nível nacional. Foi o que garantiu a sua ida para a Alemanha em julho.

Agora, está contratado como trainee pelo Senai-SP. E comemora a oportunidade de ajudar outros estudantes a se destacar mundo afora como ele. “É muito bom poder passar conhecimento e ajudar outras pessoas a atingirem os seus objetivos”, conta.

Entre as memórias que vai guardar para sempre do WorldSkills 2013, Silva cita um elogio que recebeu de seu treinador na disputa: “Ele disse que eu era o melhor que ele já tinha visto competir”.

‘O importante é que emoções eu vivi’

Quando perguntado sobre um momento particularmente emocionante em ter levado uma medalha de ouro em fresagem a CNC, Henrique Santana lembra da hora em que abraçou seu treinador, Luís Dono, depois do resultado. “Chorei mais nessa hora do que quando soube que tinha ficado em primeiro lugar”, diz.

Santana e seu treinador, Dono: esforço pessoal e apoio de toda a equipe na Alemanha. Foto: Acervo Pessoal

Santana e seu treinador, Dono: esforço pessoal e apoio de toda a equipe na Alemanha. Foto: Acervo Pessoal


Para Santana, o apoio do treinador e de toda a equipe foi fundamental. Isso além de seu esforço, com dois anos e dez meses de treinamento. Se valeu a pena? “Sinto que ganhei uma experiência de dez anos ao ter participado do WorldSkills”, conta. “É como se eu tivesse feito mestrado e doutorado”.

Santana entrou no Senai-SP em 2009, na escola “Roberto Mange”, em Campinas (SP). Em 2011, já tinha um ouro na etapa estadual do campeonato de ensino profissionalizante e, em 2012, outro primeiro lugar no na edição nacional da disputa. Até que veio a Alemanha, em 2013.

Agora, o campeão está se desligando de seu trabalho anterior para assumir o posto de trainee no Senai-SP em agosto. E, claro, vivendo ainda sob as emoções de sua conquista.