Na avaliação de diretor da Fiesp, PNPC representa uma iniciativa ímpar no país

Agência Indusnet Fiesp

José Ricardo Roriz Coelho: desafio, agora, é atrair empresas e pesquisadores para as plataformas do conhecimento a serem lançadas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirma que o anúncio do Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC), instituído em decreto assinado na quarta-feira (25/06) pela presidente da República, Dilma Rousseff, é ambicioso por tentar resolver um problema de difícil solução e antigo do país.

Segundo Roriz, o  programa representa uma iniciativa ímpar no país não só pelo montante de recursos que se espera investir – mais de R$ 20 bilhões em 10 anos –, mas também porque considera aspectos operacionais capazes de fazer a diferença no sucesso do programa.

Para ele, o governo federal foi realista, uma vez que o desafio tecnológico é grande. Nesse sentido, o programa terá desta vez uma perspectiva de longo prazo para desenvolvimento dos projetos; destaque de áreas estratégicas e onde o Brasil já possui relevância científica e tecnológica; criação de um sistema de avaliação por metas para continuidade do funding dos projetos; e, o principal, a exigência de que ao final das etapas da pesquisa e desenvolvimento (P&D) se tenha produtos e/ou processos inovadores que atendam às necessidades do país.

O desafio, agora, na análise de Roriz, é atrair empresas e pesquisadores para as plataformas do conhecimento a serem lançadas. “Por isso, é importante garantir uma fonte estável para os recursos e definir melhor quais serão os mecanismos de incentivo, como, por exemplo, se haverá incentivo fiscal, linhas de subvenção econômica ou de financiamento reembolsável a taxas mais favoráveis, dentre outras modalidades de apoio.”