Plano de transportes é bom. Melhor será cumprir

Plano de transportes é bom. Melhor será cumprir

Paulo Skaf

O pacote anunciado pela presidente Dilma Rousseff, de modernização e implantação de novas ferrovias e rodovias, atende a um insistente anseio dos setores produtivos e da sociedade.

Há algum tempo venho falando da necessidade de nosso país melhorar as condições de transporte das safras agrícolas e produtos industrializados. Isso é decisivo para reduzir custos, aumentar a competitividade das exportações e baixar o preço das mercadorias para os brasileiros.

Vínhamos defendendo, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), dois outros pontos que o governo levou em conta: um modelo de planejamento estratégico para integração de trens, aviões, caminhões/ônibus e embarcações das hidrovias, em terminais intermodais, e a criação de uma companhia de planejamento. Esta ideia foi lançada por nós no 6º Encontro de Logística e Transportes, em maio de 2011.

Este ano, no 7º Encontro, reforçamos ser fundamental que as instituições trabalhem integradas e que se crie um sistema de planejamento estratégico de longo prazo para proporcionar racionalidade no investimento e operação integrada dos meios de transportes.

Também é positivo o critério das concorrências públicas para escolha das companhias, com base nos preços mais baixos que cobrarão nos pedágios das rodovias e no frete ferroviário de cargas. Isso beneficia a indústria, comércio, agronegócio e consumidor.

Entendemos, assim, que o novo modelo é correto, dando ao Estado a missão de planejar, regular e fiscalizar, e chamando as empresas privadas para aquilo que elas fazem melhor: investir e realizar os projetos.

Cabe ao governo fazer cumprir-se o plano, para que ele não se limite aos discursos e, de fato, gere empregos, aqueça a economia e solucione boa parte da deficiência do Brasil em transportes.