É inconcebível desqualificar trabalho da Petrobras no pré-sal, defende Maria das Graças Foster

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A presidente da Petrobras Maria das Graças Foster rebateu na manhã desta quarta-feira (10/04), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), críticas quanto à capacidade de produção da empresa na exploração do chamado pré-sal (denominação das reservas de petróleo e gás natural descobertas em subsolo marítimo na região litorânea entre os estados de Santa Catarina e o Espírito Santo).

“A produção de petróleo no pré-sal é realidade. Estamos produzindo e batendo recordes. Em 2012 atingimos 300 mil barris produzidos. Até 2017 produziremos um milhão; em 2020, mais de dois milhões. Uma produção excepcional”, disse Foster ao apresentar o plano de negócios e gestão da empresa para o período 2013-2017.

Maria das Graças Foster: meta para 2017 é de 2,75 milhões de barris por dia. Foto: Julia Moraes/ Fiesp

 

“No momento nossa produção já é expressiva. Levamos apenas sete anos para produzir 300 mil barris no pré-sal depois da primeira descoberta. No Golfo do México, os Estados Unidos demoraram 17 anos para produzir a mesma quantidade. É inconcebível qualquer desqualificação do trabalho da Petrobras  referente à produção no pré-sal”, acrescentou a presidente da Petrobras.

Foster disse que nos últimos 14 meses a Petrobras fez 53 descobertas de áreas com acumulação de hidrocarboneto – 15 delas na camada do pré-sal. “Nosso sucesso exploratório é de 64%. No resto do planeta, uma taxa de 30% é considerada altíssima. Ou seja, nosso desempenho é incrível.”

Antes de apresentar o plano 2013-17, Foster agradeceu ao presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf. Em seu pronunciamento, Skaf disse que a Petrobras está em boas mãos e que Foster tem o apoio das entidades para “realizar aquilo que a Petrobras precisa.”

Metas

Foster: total de investimentos planejados para 2013-2017 é de 236 bilhões.Foto: Julia Moraes/ Fiesp

Foster mostrou resultados da empresa em 2012 e revelou as metas de produção e investimentos para os próximos quatro anos: “Alcançamos a meta prevista para 2012, que era atingir a produção de dois milhões de barris de petróleo por dia. Mas a Petrobras  tem muito mais a produzir. Em 2013, manteremos a produção do ano passado, para no segundo semestre começarmos a rampa de crescimento da produção. Em 2017, a meta é de alcançarmos a produção 2,75 milhões de barris por dia”, afirmou.

Um dos grandes objetivos da Petrobras é alcançar, em 2020, 4,2 milhões de barris de petróleo. “É quase impossível acreditar que não alcançaremos esse volume. O plano é absolutamente factível. Temos os ativos necessários para alcançar a meta. Sete unidades estacionárias de produção entrarão em operação em 2013. Duas já estão em operação. A terceira estará funcionando em maio, no nordeste”, disse Foster.

Investimentos

A presidente da empresa apresentou também os planos de investimentos durante o período: “No último ano realizamos o maior investimento da história da Petrobras: 84,1 bilhões de reais. Nesse ano o investimento previsto é de 97,6 bilhões. O total, para 2013-2017, é de 236 bilhões”.

Segundo ela, não adianta obter resultados financeiros sem que se evolua na construção de unidades de produção, plataformas, térmicas e gasodutos. “Precisamos gerar a receita para contrairmos o menor volume de dívida. Em 2012, o físico e o financeiro andaram muito bem.”

Custos

A presidente dedicou parte de sua exposição para afirmar a necessidade de controlar custos. “A prioridade absoluta da Petrobras é a produção de petróleo e gás natural, assim como a busca pela excelência em redução de custos. A perspectiva é de dobrarmos de tamanho até 2020, mas não podemos deixar os custos subirem nessa proporção”, disse.

No encerramento de sua fala, Foster reiterou o compromisso da Petrobras com a indústria brasileira de bens e serviços. “O compromisso é cada vez maior, mas em bases sustentáveis. O trabalho é conjunto. Somos um somatório de talentos e capacidades”, encerrou.

No evento, Foster teve a companhia de quatro diretores da empresa: Almir Guilherme Barbassa (Financeiro e de Relações com Investidores); José Miranda Formigli Filho (Exploração e Produção), José Carlos Cosenza (Abastecimento) e José Alcides Santoro Martins (Gás e Energia).