BNDES promete menos burocracia e procedimentos mais rápidos

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O IV Seminário Finanças e Financiamento, realizado pela Fiesp nesta quarta-feira (2 de agosto) teve entre seus painéis o de tema Acessando Financiamento e Novos Canais de Comunicação. Nele, Ricardo Luis de Souza Ramos, diretor da Área de Administração e Recursos Humanos, Área de Comércio Exterior e Fundos Garantidores e da Área de Operações Indiretas do BNDES, frisou o compromisso do banco em desburocratizar processos, conhecer melhor o segmento de pequenas e médias empresas e lhes oferecer crédito. Apoio a PME é 40% do BNDES hoje, disse, mas “é complexo o problema do crédito à PME, e o BNDES sozinho não conseguirá resolvê-lo”.

Disse que já se materializaram algumas das novidades do BNDES. O banco, afirmou, melhorou seus processos “tremendamente”, em especial no segmento agrícola, que responde por 25% do total de crédito. A aprovação é automática –antes demorava de 15 a 60 dias. No agrícola agora leva 7 segundos. Em 8 ou 9 meses será assim para todo o sistema, afirmou.

As linhas do Progeren vão aumentar, disse. “Vamos estender para aprovação automática e vamos pré-autorizar a aprovação.” Com a automatização, explicou, há vantagens como, no pedido, já saber o fluxo e o quanto vai ser pago. O sistema é inteligente a aponto de oferecer somente o que está pré-pactuado.

Souza Ramos destacou que empresas de até R$ 3,6 milhões de faturamento anual não precisam de certidão negativa – “não estar no Cadin já ajuda”. O BNDES tem acesso ao Cadin e já faz a liberação, garantindo a operação. Então, ao fazer o pedido, o pretendente já sabe que pode pegar o crédito. Caso haja restrição, o empreendedor é avisado pelo BNDES.

No novo sistema, ainda não amplamente divulgado, somente 15% dos pedidos não foram aprovados – contra a estimativa feita por bancos comerciais de 50% de negativas, afirmou.

Segundo Souza Ramos, o BNDES vai colocar financiamento para exportação no canal. Como há grande número de pedidos para valor muito baixo, o direcionamento para microcrédito será a primeira opção. Também vai melhorar a interface com os agentes financeiros. “Queremos tirar dos bancos a desculpa de que o empresário não é do seu perfil.” Há mais transparência nas operações, que podem ser acompanhadas pelo aplicativo de celular para PMEs, explicou.

Há várias outras medidas de desburocratização já tomadas, em trabalho feito junto com a Febraban. Segundo Souza Ramos, até junho o BNDES não conhecia o universo de PME – basicamente porque ele não chegava diretamente ao banco. Para mudar esse panorama, o BNDES lançou o Canal do Desenvolvedor, para relacionamento direto desse segmento com o banco. “Queremos melhor entendimento sobre ele.” Souza Ramos enfatizou a importância do contato dos empreendedores com o BNDES. “Precisamos de informações”, para poder tratá-las e resolver problemas, disse.

O BNDES de alguma forma tem que atingir o pequeno e médio empresário. A diversificação, com crédito pulverizado, reduz o risco.

Por meio dos canais digitais, com big data e algoritmos de análise, o BNDES pode começar a correr o risco direto. “Olhando os spreads bancários enormes”, disse, “a pergunta é: por que o BNDES não cobra menos e chega a esse mercado?”

“A sociedade cada vez mais cobra mudanças estruturais. Não aceita mais taxas altas”, disse o diretor do BNDES. E uma taxa estruturalmente baixa vai puxar para baixo as taxas do crédito no médio prazo, explicou, afirmando também que os bancos terão que conceder crédito, para ter a rentabilidade esperada por seus acionistas.

“Sempre tivemos problemas com repasses”, disse o diretor do  banco. “O BNDES repassa recursos para potenciais concorrentes”, lembrou. Há um problema adicional atualmente, em razão da atual crise, devido ao risco de crédito –que, afirmou, “aumentou de fato”. Segundo Souza Ramos, o banco está se preparando para lidar com isso. “No momento em que a economia bombar, sei que isso vai funcionar muito bem. E se houver outra crise, o BNDES vai estar mais preparado.”

IV Seminário Finanças e Financiamento, na Fiesp, teve como destaque o Canal do Desenvolvedor MPME, do BNDES. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Rumo ao futuro

Claudio Miquelin, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp, ressaltou que na sala de crédito montada paralelamente ao seminário estavam os bancos realmente comprometidos com o crédito à indústria. “É muito importante que todos olhem para o espelho”, disse Miquelin, para entender eventuais negações ao crédito. “O não pode ser muito bom, para você poder mudar.”

Ricardo José de Almeida, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), falou sobre ações gerenciais, dividindo sua apresentação entre as que não dependem e as que dependem da conjuntura econômica.

A otimização de capital de giro e do estoque e a alteração do prazo de pagamento aos fornecedores são ações gerenciais que não dependem da conjuntura econômica.

Outras ações dependem da conjuntura econômica, atreladas a uma não tão fácil antecipação do comportamento da demanda. As empresas não conseguem, no Brasil, se antecipar, disse. É preciso ter argumentos para mostrar para o banco que a falta de caixa será compensada com a concretização do aumento de vendas. Para isso é importante ter o orçamento bem feito, frisou.

Quando as vendas forem cair, é preciso ter a coragem de alterar a reposição de estoques.

A terceira ação dependente de conjuntura é comunicar as expectativas aos bancos. Quanto os custos forem aumentar também é preciso ter bons argumentos.

Almeida recomenda, quando houver sobras de caixa, não torrar o dinheiro. E tomar ações para que os bancos considerem o orçamento como base para o crédito.

A professora Dariane Fraga Castanheira, também da Fundação Instituto de Administração (FIA), fez apresentação concentrada na demonstração da capacidade da empresa de gerar valor. É preciso saber se a empresa vai gerar caixa nos próximos anos. Haverá dinheiro para os pagamentos? E os lucros? Defendeu o planejamento financeiro de longo prazo.

Nas planilhas de controle, destacou a necessidade de descontar do lucro líquido o investimento feito e as amortizações. “Proponho que os senhores vejam os números de suas empresas para os próximos três anos. É isso que os bancos querem ver.” Até os funcionários querem saber isso, iniciativa que ajuda a mostrar que a empresa vai gerar valor e vai ter futuro.

“Quanto mais a gente põe os números no papel, ou no excel, mais fácil é enxergar o caminho, seja a receita ou o lucro”, explicou. É importante fazer esse exercício, para os próximos três anos: qual vai ser a receita, o que fazer, quais serão os custos, e as despesas necessárias para vender?

É muito importante saber quanto a empresa vai gerar de caixa nos próximos anos, disse Castanheira. É daí que sairá o lucro do empreendedor, e é isso que será considerado por um potencial investidor. O passado é muito importante, por dar uma linha de tendência, mas é preciso mostrar a geração futura, sabendo quais serão as estratégias e ações para isso.

Também é importante levar para o futuro o balanço patrimonial, a partir de ações de caixa e outras. Há muito que se fazer em cada linha do planejamento financeiro. Mostrar para o banco o valor da empresa é importante na hora de discutir condições de crédito.

Além de planejar, é preciso controlar o funcionamento ao longo do tempo. “Tome as rédeas da sua empresa”, recomendou.

A professora explicou que fez em 249 empresas levantamento que mostra que a formalização integral – societária, gerencial e fiscal – dá às empresas maior expectativa de vida e melhor desempenho financeiro. “Precisa de um mínimo de planejamento”, não importa o tipo e tamanho do negócio, afirmou.

Em resumo, listou sete pontos a considerar:

Defina a missão da empresa;

Estabeleça os objetivos;

Mapeie a situação financeira;

Defina ações para ganhar o jogo;

Elabore o plano financeiro de longo prazo;

Estabeleça metas mensais;

Mantenha o controle: apure o resultado mensal e tome as rédeas.

“Precisamos fazer a lição de casa, que é muito difícil no dia a dia”, disse o moderador do painel, Vicente Manzione, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp, “Precisamos voltar a crescer.”

Fiesp e Ciesp lançam atualização do aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria

Agência Indusnet Fiesp

Desenvolvido pela Fiesp e pelo Ciesp, o aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria acaba de ser atualizado, com os dados mais recentes disponíveis, de 2015. O programa possibilita acesso direto aos dados demográficos, econômicos e relativos ao consumo e à estrutura de distribuição de todas as regiões e municípios do Brasil.

Útil para o planejamento estratégico, o aplicativo ajuda a definir a alocação de verbas. A análise dos dados do aplicativo também pode mostrar novos mercados, que tenham passado despercebidos, com novas oportunidades de negócios.

Marketing e área comercial estão entre os usuários prioritários numa empresa.

O aplicativo supre a necessidade crítica de obtenção de dados, sua manipulação e interpretação, especialmente para indústrias de menor porte.

Estrutura

O aplicativo é dividido em dois grandes módulos de consulta, que se complementam na busca e interpretação das informações.

O primeiro módulo, Demanda de Produtos, tem dados sobre o valor gasto pelas famílias brasileiras para 69 categorias e mais de 3.630 produtos e serviços segmentados por região.

Por exemplo, é possível saber quanto as famílias gastam por ano em determinado produto – e também quanto isso representa em relação ao consumo total do mesmo item no Brasil todo. Permite ainda saber o consumo dividido por faixa de renda, a frequência de compra e a despesa média anual com o produto.

Aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria permite o cruzamento de diversos dados

O segundo, Canais de Comercialização, traz dados cadastrais de estabelecimentos comerciais (Atacado, Varejo e Representantes) e da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) em que a empresa atua. Também indica sua localização e porte. Apresenta ainda dados socioeconômicos dos 5.562 municípios brasileiros, inclusive com o Indicador Fiesp de Dinamismo Econômico Municipal.

Esse ranking, com 10 categorias, mostra a dinâmica socioeconômica de todos os municípios paulistas.

A partir destas informações é possível tomar decisões e elaborar planos de ação para:

  • Verificar o seu tamanho de mercado, potencial de mercado e participação (market share);
  • Prospectar novos mercados por meio da contratação de novos canais de distribuição/empresas comerciais;
  • Analisar e modificar a cobertura de vendas atual para aumentar sua eficácia;
  • Melhorar a estrutura e otimizar a ação da força de vendas;
  • Contratar novos canais/representantes de vendas em novas regiões.

Clique aqui para instalar em seu computador o aplicativo Inteligência de Mercado da Indústria

Dados detalhados auxiliam o planejamento das empresas

Cortar preço não é a primeira resposta perante a crise, diz especialista em marketing estratégico

Alice Assunção e Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

A primeira resposta de um empresário a um período de crise é inovar, e não cortar preços, afirmou nesta terça-feira (13/10) Edson Barbero, consultor e especialista em inteligência de negócios e marketing estratégico, ao participar do II Seminário da Micro e Pequena Indústria da Fiesp.

“Cortar o preço não deve ser a primeira resposta perante a crise econômica. Mas qual a primeira resposta? Inove, raridade é uma proteção contra erosão de preços”, disse Barbero ao palestrar sobre preço para empresários de micro e pequeno porte durante o encontro organizado pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp.

O segundo passo, segundo Barbero, é cortar custos indevidos ou injustificáveis. “Uma empresa não quebra por ter preços altos, quebra por ter custos altos”.

Barbero reiterou que o preço é um componente estratégico dentro do plano de marketing da empresa.  Ele acrescentou ainda que “reduzir preços não é vantagem competitiva, mas reduzir custos é uma vantagem competitiva”.

Micro e pequena indústria

O tema do segundo seminário do Dempi este ano é “Prosperando na Crise”. Durante esta terça-feira, empresários de micro e pequeno porte debateram a importância do plano, da estratégia e das ações de marketing para superar a má fase da economia brasileira.

Também participaram dos debates a executiva de marketing e branding Marcia Auriani, o diretor Acadêmico de Pós-Graduação da ESPM Edson Crescitelli e o coordenador do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) Sul do Ciesp, Luiz Trivelatto.

Os painéis sobre produto, preço, promoção e praça foram mediados por Martha Gabriel, autora do best-seller “Marketing na Era Digital”.

Luiz Trivelatto, no segundo painel do seminário MPI. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Parcerias estratégicas

A integração dos “4Ps” do marketing – preço, produto, praça e promoção – funciona como uma escola de samba. Se não houver uma sincronia entre esses 4 tópicos, não haverá sucesso em seu funcionamento. A analogia foi feita por Edson Crescitelli durante sua apresentação no MPI.

A palestra de Crescitelli tratou dos temas praça, logística e estratégia dos canais de distribuição. De acordo com ele, o grande desafio em qualquer operação logística é chegar ao consumidor final da maneira mais rápida e mais barata. “Normalmente, a distribuição é um item que não aparece com muita relevância, mas se essa ala não funcionar, a escola de samba vai estourar o prazo e não vai conseguir vender”, analisou.

Para Crescitelli, apesar dos relacionamentos com os canais serem sempre complexos, são necessários, não são meros meios de colocar os produtos nas mãos dos consumidores, e sim parceiros estratégicos. “É preciso evitar dependência excessiva de um canal ou organização e ficar atento à evolução do varejo, porque é isso que vai determinar a venda do seu produto”, afirmou.

Crescitelli apresentou algumas tendências gerais da distribuição, como: maior dificuldade em conquistar vantagem competitiva sustentável, poder crescente dos distribuidores, necessidade de reduzir custo de distribuição e o avanço da tecnologia.

Segundo ele, a rede de distribuição é necessária em muitos casos, já que o distribuidor é a forma de concentração entre quem vende e quem compra. “Um fabricante não consegue atingir vários segmentos ou clientes sozinho, é por isso que ele precisa da distribuição”, comentou.

Entre tantas formas dinâmicas de distribuição, Crescitelli citou a internet, com o e-commerce, que vem crescendo nos últimos anos, já que o consumidor prefere comprar pela internet, pela praticidade e diversidade de preços.  “Vender pela internet não é coisa só de grande empresa. Hoje em dia é mais acessível, é algo consolidado, mas novas formas de distribuição também estão sempre surgindo”, disse Crescitelli.

O palestrante afirmou que um plano de marketing para o canal de distribuição é fundamental, já que é necessário saber qual é o seu público-alvo, qual a região de atuação, posicionamento (compatibilidade da imagem, como você quer que ele apareça), perfil da organização, compatibilidade operacional, situação financeira e representatividade estratégica. “Tudo isso deve ser avaliado na hora de você escolher os seus parceiros de distribuição”, alertou.

Tendências

Crescitelli apresentou algumas tendências dos canais de distribuição, como o omnichannel, que são lojas físicas e virtuais trabalhando de forma integrada, uma integração online e off-line. No varejo, a tendência é na inclusão de tecnologias, pagamentos por mobile, displays interativos, códigos de barra e vídeos, por exemplo.

Sobre os modelos de distribuição, o palestrante citou a distribuição exclusiva, seletiva e intensiva, explicando que a melhor opção depende do objetivo e da estratégia escolhida. A distribuição exclusiva, explicou Crescitelli, é uma opção um pouco restritiva, porque tem de haver um volume grande de produtos. Já a distribuição seletiva é aquela que vende o produto em alguns pontos de vendas determinados, e a distribuição intensiva vende no maior número de lugares possíveis.

Às vésperas da Copa, 44% das empresas paulistas não têm planejamento de operações

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Apenas 10,7% das empresas paulistas não devem suspender suas operações durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo, enquanto 8,5% das indústrias devem parar e não compensar as horas paradas. Mas o indicador que mais chama atenção é que, a menos de um mês para o início do torneio, 44% das empresas do Estado de São Paulo ainda não possuem planejamento para suas operações durante a Copa do Mundo, que acontece de 12/06 a 13/07.

Os números são da pesquisa realizada pela Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Grande número das empresas não sabe o que vai fazer e mesmo aquelas que vão fazer algum coisa estão repetindo coisas que fizeram em Copas anteriores, porque elas não têm informação de quais seriam as medidas adotadas no Brasil para sediar a Copa”, explicou Paulo Francini, diretor do Depecon.

A pesquisa da Fiesp ouviu 587 empresas no estado de São Paulo, sendo 55,4% micro e pequenas (até 99 empregados); 33,7% médias (de 100 a 499 empregados); e 10,9% de grande porte (500 ou mais empregados). Do total, apenas 32,9% deve parar durante os jogos do Brasil e compensarão essas horas em outros dias.

Francini acredita que, a menos de um mês para o início da Copa do Mundo no Brasil, seria interessante que os empresários já tivessem informações sobre as datas em que haverá feriado municipal em dias de jogo do Brasil, dispensas antecipadas do expediente e até vias que possam vir a ser interditadas em função dos jogos.

“É razoável que as empresas tenham conhecimento para se organizarem”, alertou.

Sem plano, independente do porte

Segundo a pesquisa, o percentual de empresas que ainda não sabe como vai operar durante a Copa é grande, independentemente de seu porte.

Entre as indústrias de pequeno porte, 45,8% ainda não possuem planejamento, enquanto 42,9% das médias e 37,5% das grandes também não se organizaram. O levantamento ainda apurou que 66,8% das empresas consultadas que possuem planejamento afirmaram que a Copa do Mundo no Brasil não teve influência em seu planejamento deste ano.

A pesquisa indicou, no entanto, que 12,7% das companhias ouvidas afirmaram que, como estão localizadas na cidade de São Paulo, devem parar nos dias de jogos realizados na cidade; e 12,4% disseram que a empresa normalmente não para durante os jogos, mas este ano deve parar.

Impacto financeiro

No que diz respeito às consequências sobre os custos, causado pela paralisação da produção durante a Copa, 52,3% das empresas esperam que o reflexo seja pequeno; 27,1% esperam um grande impacto; e 12,4% esperam que não haja impacto.

Tendo em vista o impacto sobre o faturamento das companhias, 44.7% das empresas consultadas esperam que o reflexo seja pequeno e negativo, enquanto 27,3% imaginam que seja negativo e 13,7% estimam que não haverá impacto.

Para conferir o estudo na íntegra, clique aqui.

Análise de inteligência e planejamento devem fundamentar política de segurança pública, afirma Paulo Skaf em artigo

Agência Indusnet Fiesp

Segurança pública é o tema do artigo do presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, publicado nesta segunda-feira (29/04) no Diário de São Paulo e nos jornais da Rede Bom Dia.

“Estatísticas divulgadas pelo próprio governo paulista mostram que a violência vem crescendo em todas as modalidades de crime nos últimos oito meses”, afirma Skaf no texto “Violência: onde vamos parar?”.

“Imperioso definir uma política de segurança pública estribada em modernos métodos de análise de inteligência e planejamento, adotar boas práticas de polícia preventiva, investir na qualificação e no aprimoramento dos serviços policiais, definir metas claras e efetivas de combate ao crime, bem como adotar parâmetros de recuperação salarial”, conclui Skaf no artigo.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

EPL estima retorno de ao menos 15% para investidor em concessões de ferrovias e rodovias

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL)

Os investidores em projetos de concessões de rodovias devem obter um retorno com ganho real entre 12% e 15%, já descontada a inflação. A informação é de Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL). No caso dos investidores em projetos de ferrovias, segundo ele, o retorno será maior por conta de risco maior.

“O que atrai investidor são duas coisas: o que ele vai ganhar e o risco que vai correr”, explicou Figueiredo, nesta quinta-feira (21/02), durante encontro com membros do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Figueiredo confirmou a expansão do prazo de concessão das ferrovias passando de 30 para 35 anos e afirmou que a EPL avalia antecipar a receita dos eventuais concessionários, “para melhorar a atratividade do projeto”.

Segundo ele, na próxima semana deverá ser divulgado o pré-edital do primeiro projeto de concessão do trecho ferroviário entre Açailândia (MA) e Vila Conde (PA).

“A gente quer explorar um pouco, usar esse primeiro projeto para fazer uma discussão”, explicou Figueiredo, antecipando que o debate terá como foco o estudo técnico, o edital e o contrato. “Temos reunião com a Fiesp para debater o modelo ferroviário, que é novo. A gente vai explorar um pouco a discussão. Pode ser que nesse debate tenha aperfeiçoamento”, afirmou.

O presidente EPL acrescentou que todos os editais para concessão de rodovias e ferrovias serão publicados até junho deste ano. Para Figueiredo, as concessões ferroviárias apresentam condições mais complexas em comparação com os projetos de rodovias.

“A questão ferroviária tem algumas variáveis complexas, como a responsabilidade por acidente, a capacidade da ferrovia. É muito complexa a parte regulatória da concessão de ferrovia. Tem que estar claro para todo mundo quais são as regras”, sublinhou.

Rodovias

Figueiredo também informou que o edital para leilão dos trechos das rodovias BR-040 e BR-116 será republicado em junho deste ano, à parte dos sete lotes previstos para licitação ainda em 2013.

“O programa, hoje, é o edital ser republicado em junho. O estudo está sendo refeito, ele vai ter que passar novamente pelo Tribunal de Contas da União (TCU), passar por audiência pública”, disse. “É como se tivesse recomeçado”.

EPL

A EPL foi criada pelo governo federal, no segundo semestre de 2012, com a missão de estruturar e qualificar, por meio de estudos e pesquisas, o processo de planejamento integrado de logística no país, interligando rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.

 

Entrar no mercado de Petróleo e Gás é foco de participantes do curso NAGI-PG

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 50 empresários participaram de palestras no primeiro módulo do NAGI-PG, realizado nesta 3ª feira (29/01) na Fiesp/Ciesp

A principal aspiração de alguns participantes do curso Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás é ampliar conhecimento sobre o que é necessário para entrar nesse mercado de alta exigência tecnológica.

É o caso de Marcelo Freitas, diretor de pesquisas e desenvolvimento da indústria Planeta Azul, fabricante de desengordurantes de uso industrial e produtos para tratamento de água.

Ele explica que sua empresa fornece produtos para indústrias siderúrgicas e mecânicas, mas que, há cerca de três anos, tenta, sem sucesso, entrar no mercado de petróleo e gás.

“Sei que é um mercado de difícil penetração, devido as suas inúmeras especificações técnicas e exigências. Mas minha intenção, no curso, é justamente aprender com os demais participantes todas essas etapas e exigências do setor de Petróleo e Gás”, disse.

O programa

Durante esta terça-feira (29/01), cerca de 50 empresários participaram de palestras e trocaram cartões no primeiro módulo do NAGI-PG – programa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para treinar, até 2014, 400 empresas para atuam ou desejam atuar no setor. Os principais temas da agenda foram: gestão da inovação, planejamento e gestão estratégica.

De acordo com os organizadores, os objetivos são estimular práticas de inovação nas empresas e criar condições favoráveis para o fornecimento de equipamentos e serviços para a cadeia de petróleo e gás por meio da indústria nacional.

O programa NAGI-PG conta com o apoio financeiro da Financiadora de Projetos (Finep) e do  Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de cerca de R$ 2 milhões.

Após São Paulo, vai atender a empresas cadastradas no Vale do Paraíba, nos dias 22 e 23 de fevereiro (Ciesp São José dos Campos). Ainda em fevereiro, o deve capacitar empresas inscritas em Sertãozinho.

Duas indústrias da área de TI devem instalar-se em SP, segundo secretário de Planejamento

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Júlio Francisco Semeghini Neto, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo

Em sua participação no IV Seminário de Telecomunicações da Fiesp, nesta terça-feira (25/09), o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Júlio Francisco Semeghini Neto, reconheceu na manhã desta terça-feira (25/09) que a indústria perdeu competitividade também no setor de telecomunicações, mas, em contrapartida, disse que o governo paulista está promovendo esforços para fortalecer a infraestrutura de empresas interessadas em fabricar produtos no Brasil.

“Recentemente, nesses últimos 30 dias, a gente conseguiu fazer com que se instalem [no estado de São Paulo] duas das maiores empresas também desse mercado fabricante de produto ligado à área de tecnologia da informação e comunicação. Não gostaria de citar nomes, mas foi uma grande luta”, afirmou Semeghini.

A afirmação foi feita logo após o pronunciamento do diretor-adjunto da divisão de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Gomes Castelo Branco, que apresentou números da balança comercial do setor em 2011.

Ministro do Planejamento da Argentina vem à Fiesp discutir investimento brasileiro em setor energético

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, recebe nesta quinta-feira (20/09) o ministro do Planejamento e Investimento Público da Argentina, Julio de Vido. A pauta do encontro são as oportunidades de investimento no país vizinho.

O ministro apresentará aos 60 empresários convidados da reunião as condições para a participação das empresas brasileiras nas licitações para a construção das usinas “Presidente Néstor Kirchner” e “Gobernador Jorge Cepernic”, aproveitando o potencial hídrico da região do Rio Santa Cruz.

Julio de Vido é o segundo ministro do governo argentino a se reunir com Paulo Skaf e representantes do setor produtivo esta semana. Na terça-feira (18/09) Guillermo Moreno, secretário de Comércio Interior veio tratar das oportunidades de ampliação do comércio bilateral no setor de autopeças e acessórios automotivos. Leia mais aqui.

Dia 4 de junho serão anunciados os vencedores do Prêmio Municípios que Fazem Render Mais

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Dezesseis dos 74 municípios inscritos no Prêmio Municípios que Fazem Render Mais chegaram à fase final. A premiação é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para identificar e disseminar os esforços de Prefeitos e Gestores Municipais em melhorar a capacidade de planejamento e gestão, democratização e prestação de serviços de qualidade aos cidadãos.

As cidades finalistas – classificadas em municípios com até 50.000 habitantes, municípios entre 50.001 e 250.000 habitantes e municípios a partir de 250.001 habitantes – se destacaram nos critérios de sustentabilidade, transparência da gestão pública, participação popular, contribuição para o desenvolvimento local, custeio e qualidade do investimento e responsabilidade fiscal e social.

De acordo com os organizadores do Prêmio, apesar de apenas 16 estarem concorrendo nesta última etapa, os 74 municípios que voluntariamente se inscreveram, merecem todo o reconhecimento, pois demonstraram interesse em expor suas práticas de gestão, dando, dessa maneira, inestimável colaboração ao intuito da premiação.

Na última fase de avaliação, todas as cidades finalistas receberam visitas da comissão técnica julgadora da Fundação Getúlio Vargas. Os municípios vencedores serão anunciados na cerimônia de entrega do Prêmio que acontece no próximo dia 4 de junho, na sede da Fiesp, em São Paulo.

Conheça as cidades finalistas do Prêmio:


 

Fiesp cobra planejamento integrado do governo em abertura do Encontro de Logística

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A falta de planejamento integrado entre ministérios e agências do governo agrava a deficiente logística de transportes e afeta a competitividade brasileira, afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) após pronunciamento na abertura do 7º Encontro de Logística e Transportes da Fiesp.

“Muitas vezes, as áreas estadual e federal não se falam como deveriam. Por exemplo: na construção do último trecho do Rodoanel em São Paulo era a oportunidade de fazer também um ferroanel. Faltou diálogo com o governo estadual e o federal na época”.

O evento acontece nesta segunda-feira (21/05) e também nesta terça (22/05), no Hotel Unique, em São Paulo. Durante dois dias, empresários e autoridades participam de painéis e debatem os problemas de logística e transporte. O objetivo é buscar alternativas para desafogar gargalos em portos, aeroportos e rodovias, entre outros modais.

Paulo Skaf: 'Muitas vezes, as áreas estadual e federal não se falam como deveriam'

 

Na agenda das discussões estão previstos temas como marco regulatório para o setor, transporte marítimo e fluvial e aeroportos. Confira aqui a programação.

“Além dessas questões, nós temos outros itens que mexem com a competitividade brasileira, o caso dos juros, que estão baixando, e do câmbio, que deu uma melhorada. O governo deve continuar neste caminho”, acrescentou Skaf.

Para o presidente da Fiesp, todos os setores de logística de transportes são prioridade, dado o atraso em que o país se encontra no segmento de infraestrutura. “Nós atrasamos tanto, que agora tudo tem prioridade. Precisa atualizar o setor e acompanhar o momento. É necessário que isso aconteça. Caso contrário, sem dúvida, o crescimento e o desenvolvimento do país será prejudicado”, concluiu Skaf.

Cerimônia de abertura

Em seu discurso de abertura, o diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, afirmou que houve poucos avanços na logística de transportes desde o último encontro da Fiesp para debater problemas e desafios do setor no ano passado.

“As questões levantadas um ano atrás e as soluções apresentadas seguem pousadas em berço esplêndido”, disse. Segundo Cavalcanti, um planejamento integrado de entes públicos poderia reduzir os custos de logística. “A Fiesp estima, só para o setor industrial, a perda de R$ 17 bilhões por ano. No preço final do produto, isso representa muito mais, então o prejuízo para o consumidor final é muito maior.”

 

Falta de planejamento em transporte e logística custa caro ao Brasil

Agência Indusnet Fiesp

Apesar da perspectiva de crescimento econômico para a próxima década, Brasil deve enfrentar várias barreiras para garantir os resultados no ritmo necessário. Entre os obstáculos estão os já conhecidos componentes do alto Custo Brasil – como a alta carga tributária e burocracia– que tornam os produtos e serviços brasileiros mais caros, desestimulam investimentos e freia o crescimento interno.

Com dimensões continentais e um agronegócio pujante, o país ainda registra grande disparidade entre as modalidades de transporte em suas regiões e perde por não haver integração logística entre seus estados.

Como essa questão irá impactar o futuro do País e quais as soluções possíveis serão o foco dos debates no 6º Encontro de Logística e Transporte “Brasil Sem Medo de Crescer”, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, nos próximos dias 13 e 14 de junho, em São Paulo.

Alto Custo Logístico

De acordo com estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), o total de custos logísticos no Brasil, em 2008, chegou a R$ 334,07 bilhões (11,6% do PIB).

A utilização integrada dos modais pode diminuir significativamente os custos para as empresas e para o País. Mas, para isso se tornar realidade é necessário um planejamento e melhorias da infraestrutura de transportes (atualmente intensificada em rodovias), além da simplificação dos processos e tributos.

O trajeto de uma mercadoria de Camaçari/BA para São José dos Campos/SP, por exemplo, resulta, atualmente, no recolhimento do Imposto de Circulação Mercadoria e Serviços (ICMS) por três vezes. Com a instituição do Transporte Multimodal de Cargas, o imposto poderia ser recolhido apenas uma vez e na origem. Essa simplificação só poderá ser viabilizada com uma revisão tributária.

Portos brasileiros estão no limite por conta das demandas de commodities agrícolas

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

No ano de 2010, os portos públicos do País chegaram ao seu limite com o excesso de demanda por commodities agrícolas, como o café e o açúcar, pelo mercado mundial. Esse foi o alerta feito por Marcelo Araújo, presidente do Grupo Libre, segundo maior operador de containers do Brasil, durante o 6º Encontro de Logística e Transportes da Fiesp.

Essa situação dos portos é um dos entraves para o crescimento das exportações brasileiras, segundo o especialista, que ressalta a importância do planejamento em longo prazo.

Araújo afirma, no entanto, que já é possível traçar planos e colocá-los em prática, uma vez que a indústria, investidores e autoridades portuárias já detectaram as causas do gargalo nos portos brasileiros. “Nós não temos desculpas para hoje não sabermos o que vamos fazer. Porque planejamento não custa bilhões de dólares”, rebateu o executivo, sugerindo que há medidas a serem tomadas que merecem destaque em qualquer discussão sobre o assunto.

Uma das formas mais rápidas para ampliar a capacidade de escoamento e operação de cargas é a otimização portuária. Araujo explicou que, no ano passado, foram registradas 79 mil horas de navios parados, o equivalente a um prejuízo de 246 milhões de reais. O tempo médio para liberar a carga em um porto brasileiro é de quatro a cinco dias, mas no ano passado, no auge da demanda mundial por açúcar, os navios atracados chegaram a esperar cerca de 30 dias para carregar, dada a fila de embarcações congestionado os portos. Em 2010, a fila de navios para carregar açúcar ultrapassou a marca de 100 nos principais portos do País.

“Planejamento, mais coordenação e mais autonomia. Isso, em minha opinião, mais do que qualquer grande discussão esotérica sobre modelos ideias de portos é o que o País precisa para ir para frente”, completou o executivo.

Revitalização da Cabotagem Brasileira

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Megapolo Cubatão debaterá desenvolvimento planejado da Baixada Santista

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp, e Marcia Rosa, prefeita de Cubatão

 

 

Defender os interesses do setor industrial de Cubatão de forma planejada e sustentável. Este é o objetivo da 6ª edição do Megapolo Cubatão, que acontecerá no município no próximo dia 10 de junho. Sob iniciativa do sistema A Tribuna de Comunicação, realizado pela Una Marketing de Eventos, com o apoio da Fiesp, o encontro foi anunciado oficialmente na sede da federação nesta quarta-feira (11).

Autoridades e empresários reforçaram a relevância do encontro, que discute e busca soluções para os entraves nos processos de desenvolvimento e a melhoria da infraestrutura logística e energética do polo industrial.

João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp, salientou a importância da região da Baixada Santista para o desenvolvimento do estado de São Paulo. “A indústria está alinhada com o desenvolvimento sustentável de Cubatão em todas as áreas, e o empenho dos empresários é muito grande neste sentido. O Megapolo vai levantar muitos problemas que podem ser resolvidos em conjunto”, adiantou Ometto.

Parte destas dificuldades surgiu com o crescimento do porto de Santos e do polo petroquímico. A questão logística urge devido à crescente demanda de caminhões, principalmente em épocas de safra, o que satura o tráfego no sistema Anchieta-Imigrantes e na rodovia Cônego Domenico Rangoni , segundo Mario Cilento, diretor da Carbocloro.

“O próprio horário de entrada e saída das indústrias ocasiona congestionamentos crônicos quase que diariamente”, apontou Cilento. Ele acredita que o potencial hidroviário, além de facilitar a chegada de cargas no porto, pode solucionar os engarrafamentos. “A hidrovia vai fornecer mão de obra, especializada ou não, para o pré-sal”, completou.

Qualificação

Marcia Rosa, prefeita de Cubatão, sublinhou a preocupação com a empregabilidade e a formação de mão de obra especializada. Ela espera que o evento produza resultados concretos, como a instalação de um campus da Poli-USP no município.

“Nossa cidade é a única que tem área para a construção de um parque tecnológico, ou para a extensão da parte tecnológica da Universidade Federal do ABC. Os debates em torno destes temas durante o Megapolo Cubatão podem concretizar estes avanços”, destacou Rosa.

Falta de planejamento a longo prazo prejudicará o lazer em 40 anos

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

O lazer deverá ganhar tratamento de mercadoria em 40 anos, conforme defendeu o consultor Antonio Carlos Bramante. Ele participou nesta quarta-feira (20) do 2º Congresso Ibero-Americano de Instalações Esportivas (Cidyr), que o Sesi e a Associação Internacional de Infraestruturas Desportivas estão realizando até sexta-feira (22), em São Paulo.

“O lazer idealizado de hoje dará lugar ao ‘mercolazer’, conforme defendem alguns teóricos”, disse Bramante. “É crescente o esvaziamento de pessoas nos espaços de lazer”, disse.

O consultor lembrou que Brasil está se tornando um país totalmente urbano, com 80% da população morando em cidades. Entretanto, mesmo com a tendência de ocupação das zonas urbanas, Bramante acredita que os espaços para lazer deverão diminuir.

Diversão

A arquiteta Patrícia Totaro, especialista em ambientes de academias de ginástica, aposta que até 2054 – ano que foi desenhado para a palestra, quando São Paulo completará 500 anos – a proposta de diversão vai superar o exercício físico nestes estabelecimentos.

Ela defende que nos próximos 40 anos, as academias levarão em conta aspectos tecnológico e social e a sustentabilidade em seus negócios. “É possível que até 2054 a energia dos prédios seja gerada por meio dos próprios exercícios físicos”, pontuou.

O debate foi coordenado pelo diretor de operações do Sesi, César Callegari, destacou que a proposta do painel é “avaliar nossas possibilidades e desafios nos próximos 40 anos”. Segundo ele, é preciso ter a perspectiva de pensar políticas públicas e envolver a participação do setor privado.

Falta de projetos compromete o setor de transportes, diz presidente da Aneor

Agência Indusnet Fiesp

Na opinião do presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), José Alberto Pereira Ribeiro, que participou na segunda-feira (13) do encontro do Grupo de Trabalho de Infraestrutura, do Comitê Estratégico Técnico do Construbusiness, no Brasil não há uma cultura comprometida com projetos operacionais que visam desenvolver a infraestrutura de transportes. Segundo o executivo, “mesmo com a atual liberação de recursos, o governo fica engessado por falta de planejamento, criando um grande gargalo do setor”.

Outro desafio que permeou as discussões entre os representantes da construção, sindicato, energia, asfalto, cimento, areia, pedra, máquinas, aço, energia, gás, saneamento e entidades públicas foi o cuidado que se deve ter com a demanda e a oferta de produtos como máquinas, materiais para construção de modo não aja escassez em momentos de pico e sobra em épocas de baixa.

Segundo o executivo, o País vive o ‘boom’ da necessidade do crescimento sustentável e começa a conviver com a falta de matéria-prima e mão de obra especializada. “Temos uma carência de engenheiros e encarregados. Nossa demanda hoje é 10 vezes maior do que há cinco anos. Mas estamos conseguindo superar inclusive problemas em relação à cadeia produtiva, materiais, cimento asfalto e aço”, afirmou Ribeiro.

Lei 8.666

O presidente da Aneor ressaltou ainda durante o 4º Encontro do Grupo de Trabalho de Infraestrutura, a necessidade de alterações na Lei 8.666, de 1993: “Ela está sujeita a muitas interpretações. Tem um arcabouço interessante, mas não está cumprindo sua finalidade. Precisa ser reformulada”, afirmou Ribeiro.

Sobre o Fundo Nacional de Infraestrutura de Transportes (FNIT), Ribeiro disse que os recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) precisam retornar ao FNIT para serem gerenciados impedindo desvios e possibilitando a liberação automática de acordo com a velocidade das obras.

Ribeiro elogiou também a iniciativa do Comitê Estratégico de Infraestrutura do 9º Construbusiness que tem como objetivo avaliar estudos e propostas para a elaboração de uma agenda de estado com projeções até 2022, para ser encaminhada aos poderes Executivo e Legislativo, até o final deste ano.