Nota oficial: planejamento Logístico contempla proposta defendida pela Fiesp

Nota Oficial

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mais importante que o pacote de obras anunciado nesta quarta-feira (15/08), pelo Governo Federal, foi a adoção de um modelo de planejamento estratégico para integração dos modais ferroviário, rodoviário, aeroviário e aquaviário.

A necessidade da criação de uma empresa de planejamento logístico vem sendo defendida pela Fiesp desde o início deste Governo.

A Fiesp lançou este desafio durante a abertura do 6º Encontro de Logística e Transportes, em maio de 2011: “Criar, o mais urgentemente possível, uma empresa de planejamento logístico, seguindo o exemplo de sucesso da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)”.

No 7º Encontro de Logística e Transportes, realizado em maio deste ano, a Fiesp reiterou: “É fundamental que as instituições trabalhem integradas e que ocorra a implantação efetiva de um Sistema de Planejamento Estratégico de longo prazo, estruturado de maneira a proporcionar racionalidade nos investimentos e na operação integrada dos diversos modais”.

Neste mês, na abertura do 13º Encontro Internacional de Energia, a Fiesp voltou a alertar que “a expansão dos modais ferroviário e rodoviário não obedece a qualquer lógica de planejamento estratégico”. E ainda que: “O setor de transportes precisa da integração racional da utilização dos seus diversos modais. Ele precisa de lógica, isto é, logística”.

Em Brasília, presidente da Fiesp, Paulo Skaf, comenta pacote anunciado pelo governo

“O novo modelo coloca o Governo no seu papel correto, que é o de planejar, regular e fiscalizar, e chama a iniciativa privada para aquilo que ela comprovadamente faz melhor: investir e fazer gestão eficaz da ampliação e da prestação dos serviços de infraestrutura”, afirma o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

O cumprimento do plano de investimentos é de responsabilidade do Governo Federal, que tem obrigação de coordenar os diversos ministérios e órgãos da administração para que não haja conflito entre políticas setoriais, particularmente nos prazos do licenciamento ambiental.

A decisão de não utilizar as concessões como instrumento de arrecadação do Estado vai ao encontro da necessidade de reduzir o custo logístico para a indústria e de reestabelecer a competitividade da economia brasileira.

“A manutenção do critério de menor tarifa para contratação dos investimentos em rodovias e no frete ferroviário é uma decisão correta, que garante o investimento ao mesmo tempo em que reduz custos”, comentou Skaf. A segregação da operação do tráfego ferroviário, da expansão, manutenção e operação da malha é importante avanço regulatório, ambas defendidas pela Fiesp.