Especialista dos EUA fala na Fiesp sobre integração entre sustentabilidade e saúde no planejamento estratégico das empresas

Agência Indusnet Fiesp

A professora Eileen McNeely, codiretora do Sustainability and Health for NetPositive Enterprise (SHINE) e professora de Harvard, apresentou nesta quarta-feira (13/4), na sede da Fiesp, durante o “Seminário Internacional: Gestão Estratégica da Sustentabilidade e Saúde”, a visão da universidade norte-americana em relação à importância da integração entre sustentabilidade e saúde no planejamento estratégico das empresas. O evento foi organizado pelo Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp (Cores).

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Seminário Internacional: Gestão Estratégica da Sustentabilidade e Saúde, na Fiesp, com a participação de Eileen McNeely. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Fifa não pode impor restrições ao plano de segurança do País para Copa, diz Ben Groenewald

Alice Assunção, Agência Fiesp Indusnet 

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Major-general Ben Groenewald, da Polícia da África do Sul

Para um evento seguro é necessário que o país anfitrião mantenha sua própria legislação, mesmo que exigências de alterações no modelo partam da Fifa, afirmou o major-general Ben Groenewald, da Polícia da África do Sul, que foi alto membro da Comissão de Segurança da Copa do Mundo 2010.

“A Fifa é um comitê muito exigente. Os regulamentos da Fifa não podem obrigar mudanças porque são, na verdade, diretrizes”, disse Groenewald ao participar como palestrante do Congresso de Segurança Brasil São Paulo 2011, nesta segunda-feira (12), na Fiesp.

Ele alertou que o governo e outros setores envolvidos na estratégia de segurança da Copa do Mundo 2014 devem agir contra a imposição de regras por parte da Fifa. “Ouvi dizer que a Fifa está alterando suas normas. É importante que o governo e outros segmentos se aliem para evitar regulamentos que restrinjam ações de segurança.”

Segurança Privada

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General Luiz Guilherme Paul Cruz, 5º subchefe do Estado-Maior do Exército

O general Luiz Guilherme Paul Cruz, 5º subchefe do Estado-Maior do Exército e Force Commander da Missão de Estabilização da ONU na Haiti (Minustah), que também participa do Congresso de Segurança da Fiesp, acrescentou que, para a Copa 2014, é necessária a criação de regras que definam um padrão de treinamento por parte de empresas particulares de segurança.

Em sua experiência com a Copa 2010 na África do Sul, o major-general Ben Groenewald notou despreparo dos agentes de segurança privada.

“Há regras definidas pela instituição que vai liderar o processo de segurança que podem facilitar o treinamento dessas organizações privadas. Pode ser criado o mecanismo que facilita, mas não cabe a eles [instituição] executar esse treinamento, pelo simples fato de que seria algo fora da sua missão final”, disse Paul Cruz.

Planejamento estratégico

O planejamento estratégico de segurança da Copa 2014 deve ser baseado no marco legal do país, no cenário previsto pelas instituições envolvidas no processo e nas ações táticas previstas, afirmou o general Paul Cruz.

Ele usou como exemplo a missão que comandou no Haiti entre abril de 2010 e abril 2011, e conclui: “É impossível resolver questões de paz e estabilidade em um país sem um fortalecimento das estruturas politicas, sociais e econômicas”.

É preciso melhorar planejamento estratégico na integração sul-americana, diz Teitelbaum

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Joal Teitelbaum, do Comitê Rotas de Integração da América do Sul, debate logística intermodal na América Latina

Joal Teitelbaum, presidente do Comitê Rotas de Integração da América do Sul, destacou nesta quarta-feira (15) que está faltando qualidade de pensamentos no planejamento estratégico para a integração sul-americana na infraestrutura de transportes.

Teitelbaum participou do segundo e último dia do 6º Encontro de Logística e Transportes promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “É preciso pensar. Nós estamos, neste momento, necessitando daquilo que é mais importante no planejamento estratégico: a qualidade de pensar”, disse o presidente do Comitê durante mesa de debate sobre logística intermodal na América Latina.

Ele insistiu em um planejamento estratégico compartilhado entre o governo e o setor privado, uma vez que empresas e investidores em infraestrutura precisam de regras transparentes enquanto as agências reguladoras estatais devem cumprir efetivamente o papel de regulação, como acontece no sistema logístico da Inglaterra.

América Latina em último

Teitelbaum citou um estudo comparativo do World Economic Forum (WEF) sobre infraestrutura física no mundo, que mostrou a região sul-americana em penúltimo lugar na logística de rodovias, aeroportos, portos e energia e em última colocação no ranking mundial de ferrovias. “Nós não encaramos isso somente como uma carência, mas como o maior desafio que enfrentaremos na América do Sul.”