Norte-sul é exemplo ‘mais contundente’ de planejamento e logística, diz presidente da EPL

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Bernardo Figueiredo: momento da infraestrutura no país é de convergência. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O presidente da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), Bernardo Figueiredo, afirmou na manhã desta segunda-feira (06/05) que a inclusão da construção da ferrovia Norte-Sul no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é o “exemplo mais contundente” do novo momento da infraestrutura e logística brasileira.

Ele defendeu a inclusão no PAC deste projeto, que já integra programas de governo há pelo menos 20 anos, uma vez que, segundo ele, a construção agora obedece a um planejamento.

“A ferrovia entrou no PAC porque, apesar de estar há 20 anos no programa de governo, no orçamento, nós não tínhamos um projeto, um estudo de impacto ambiental, ou seja, condições de fazer a obra. Você tinha recurso, mas a obra não podia começar”, afirmou Figueiredo ao participar do 8º Encontro de Logística e Transportes da Fiesp. “Nós precisamos cuidar da preparação das ações”.

A ferrovia Norte-Sul deve ter mais de 10 mil quilômetros de extensão e ligará as regiões Norte e o Nordeste ao Sul e ao Sudeste do país.

Convergência

O presidente da EPL avaliou que o momento da infraestrutura no país é de convergência em reverter a problemática situação logística brasileira.

“Eu acredito que temos hoje uma convergência que, como técnico que trabalha há 40 anos na área de transporte, eu posso garantir que é rara”, afirmou Figueiredo.

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Rodolpho Tourinho, presidente do Conselho de Infraestrutura da Fiesp, no 8o. Encontro de Logística e Transportes. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo ele, a percepção de que a infraestrutura brasileira é deficiente e contrária ao crescimento do país não é mais apenas setorial, mas “do conjunto inteiro da sociedade”.

“Temos um problema de logística que precisa ser superado pra que a gente tenha condições de ter um crescimento sustentável”, disse.

Na avaliação do presidente do Conselho de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp, Rodolpho Tourinho,  a iniciativa privada deixou de ser coadjuvante em projetos de logística para assumir um papel de destaque.

“Nesse momento de transição estamos saindo basicamente de um passado de obras públicas para um presente de concessões e PPPs [Parcerias Público-Privadas]”, disse Tourinho.

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