2ª Oficina de PNRS aborda descarte de pilhas, baterias e resíduos eletroeletrônicos

Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp

Diretor de responsabilidade socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e membro do Conselho Superior do Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, André Saraiva foi um dos convidados para participar da 2ª Oficina de Esclarecimento sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Em sua apresentação, que ocorreu na quinta-feira (23), o diretor abordou o tema Pilhas e Baterias e Resíduos Eletroeletrônicos, no contexto Construindo a Sustentabilidade a partir da PNRS e o Impacto Socioambiental que traz essa Ação.

Para começar, Saraiva mencionou o tamanho e a importância do setor eletroeletrônico responsável por 15% da indústria nacional, por 4,5% do PIB e por empregar cerca de 170 mil trabalhadores diretos.

“As áreas setoriais pelas quais estamos divididos vão desde automação industrial, componentes eletroeletrônicos, equipamentos industriais, geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, informática, materiais elétricos de instalação, serviços de manufatura em eletrônica, equipamentos de segurança eletrônica, telecomunicações, utilidades domésticas e portáteis”, afirmou o diretor.

Por isso, ele afirma que o governo não pode dar a todas as indústrias as mesmas responsabilidades.

Conscientização

“Nós temos que partir da educação ambiental para capacitar o consumidor a interpretar a sustentabilidade contida num produto eletroeletrônico e poder fazer a melhor opção na hora da escolha. E não simplesmente eleger o produto por uma questão de preço”, explicou.

Saraiva citou o exemplo das pilhas e baterias que, no Brasil, tiveram de ser modificadas para não conter mais mercúrio. No País, as pilhas são recolhidas para ter o destino correto e não prejudicar o meio ambiente. O problema é que as baterias de fora ainda contém o metal. “33% das pilhas entram no Brasil com 80 miligramas de mercúrio”, afirmou ao dizer que a indústria nacional não pode se responsabilizar por isso.

Criticando a entrada de importados ilegais e a falta de fiscalização do governo federal, Saraiva asseverou que o poder público tem de dar o exemplo. “As compras governamentais devem contemplar os aspectos socioambientais (…) O governo deve parar de comprar pelo menor preço e começar a comprar pelo melhor preço”, completou.

Oficinas

A primeira oficina de esclarecimento ocorreu no dia 30 de agosto e contou com ampla adesão de diversos setores da indústria. Nela foram abordados os principais pontos da Lei 12.305/2010, que trata da regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, e tem andamento em processo acelerado.

Dada a importância do assunto, o Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp em parceria com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), realizou a segunda oficina, que tratou dúvidas em relação à logística reversa e aos acordos setoriais.