Fiesp entrega a presidenciáveis propostas para o desenvolvimento do Brasil

Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp entregou aos candidatos à Presidência da República documento intitulado O desafio de posicionar o Brasil na rota do desenvolvimento, com um amplo conjunto de análises e propostas que objetivam contribuir para a elaboração de um olhar de futuro para a economia brasileira. O estudo tem como meta elevar sensivelmente o ritmo de crescimento econômico brasileiro, levando a expansão do PIB para em média 4,0% a.a. entre 2019 e 2024 e 4,4% a.a. entre 2025 e 2030.

A ideia é que isso seja feito redirecionando a economia brasileira para uma rota de crescimento sustentável. A adoção de uma meta desse tipo é importante, principalmente, como elemento de partida para a definição de estratégias e de medidas de políticas públicas, orientando os esforços do setor público e de toda a sociedade. A execução dessa meta, por sua vez, dependerá do aumento do investimento para 22% do PIB e também do aumento da produtividade da economia, com a ampliação da participação da indústria de transformação e maior eficiência da economia como um todo.

Na apresentação do trabalho, o presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, destaca que o Brasil precisa dar às empresas “capacidade de investimento para gerar empregos de boa qualidade, para as famílias terem poder de consumo e qualidade de vida, o que deve refletir em uma significativa melhora nos indicadores sociais”.

Alguns aspectos são pré-condições para viabilizar o cumprimento dessa meta. Sem um plano de desenvolvimento que corrija os problemas estruturais da economia brasileira, nos quais está inserida não apenas a questão fiscal, mas toda política macroeconômica e outros temas fundamentais (infraestrutura, crédito, tributação, burocracia, tecnologia, capital humano etc), o cenário provável é de baixo crescimento econômico no longo prazo e distanciamento cada vez maior em relação ao nível médio de renda dos países desenvolvidos.

Nos anos iniciais do próximo governo, alguns desafios deverão ser enfrentados com bastante atenção. O primeiro se refere à crise fiscal ainda presente e à dificuldade de cumprir algumas regras já no início do próximo mandato, como a norma do teto dos gastos. Tais dificuldades demonstram a urgência em executar as principais reformas, como a da Previdência e a tributária, firmando um compromisso permanente com o equilíbrio fiscal. Da mesma forma, outras medidas que favoreçam o crescimento, como redução do spread bancário e ampla agenda de investimento em infraestrutura, têm que ser implementadas para que a capacidade ociosa da economia seja aproveitada e se inicie um ciclo de crescimento robusto.

Mas ainda que no curto prazo seja importante nos debruçarmos sobre questões que nos levaram à recessão, como o desequilíbrio fiscal, e as consequências sobre a população e empresas em termos de retração da renda e do investimento, também o contexto em que a economia mundial se encontrará até 2030 é importante para o olhar de longo prazo que esse estudo se propõe. Nesse aspecto, as mudanças trazidas pelas Macrotendências e pela 4ª Revolução Industrial são de grande importância.

As formas de produzir, consumir, de se locomover e se relacionar serão intensamente impactadas pelas tecnologias que integram a Indústria 4.0. Será cada vez mais comum que tecnologias como big data, computação em nuvem, internet das coisas (IoT), impressão 3D e outras formas de manufatura aditiva, inteligência artificial, digitalização e realidade aumentada façam parte da realidade de empresas e consumidores. E, considerando o impacto positivo sobre a produtividade que essas tecnologias propiciarão, é fundamental que os formuladores de políticas públicas direcionem esforços para que o Brasil consiga usufruir desse desenvolvimento tecnológico.

É preciso ter claro que os países desenvolvidos estão muito empenhados na implementação de políticas para a modernização da indústria. E mesmo que os países tenham diferentes objetivos ao pensar seus programas para a Indústria 4.0, é certo que todos eles passam pelo fortalecimento de seu parque industrial, o que nos coloca mais um desafio: solucionar nossas deficiências de ambiente de negócios e nosso desequilíbrio macroeconômico para que as políticas de aumento da produtividade industrial, e consequentemente da economia, sejam efetivas.

E além da dinâmica produtiva, também as demandas da população mundial estão se transformando a uma velocidade cada vez maior, o que exigirá grandes esforços para que a economia brasileira consiga competir e aproveitar as oportunidades dessa nova realidade. No aspecto internacional, destacam-se entre as principais mudanças até 2030 o crescimento das economias de renda média, com destaque para Leste e Sul da Ásia, o crescimento da população mundial, que se dará principalmente nas regiões mais pobres, e o crescimento da renda per capita, que deve alterar o padrão de consumo e criar desafios e oportunidades para mudanças substanciais nos padrões de produção.

Por exemplo, se por um lado o crescimento populacional levará ao aumento na demanda por alimentos nos países menos desenvolvidos (como os da África Subsaariana), o aumento de renda no Leste Asiático e Pacífico impulsionará a procura por produtos manufaturados sofisticados. Em resumo, o próximo governo terá o desafio de superar as dificuldades de curto prazo sem perder a perspectiva das rápidas mudanças que estão ocorrendo no mundo em termos de demanda mundial e novas tecnologias aplicadas no sistema de produção. A forma como o Brasil enfrentará as mudanças definirá se o país terá condições de aproveitar as oportunidades ou se vai se distanciar ainda mais dos países desenvolvidos. É necessário diminuir a presença do Estado e aumentar a qualidade e a eficiência do setor público e melhorar o ambiente de negócios, criando condições para aumentar a competitividade do setor privado, através de soluções de mercado, que serão a chave para que o país aumente os investimentos e crie empregos – e a renda volte a crescer.

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Roriz analisa efeitos da greve dos caminhoneiros sobre o desempenho da indústria no 2º trimestre

Agência Indusnet Fiesp

Dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (31 de agosto) mostram que a economia brasileira cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre deste ano. E a indústria encolheu 0,6% no período.

Na análise do presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, a queda da indústria, de 0,6%, elevada na comparação com o que aconteceu com o agronegócio e com serviços, tem como fatores a greve dos caminhoneiros, em maio, e o tabelamento do preço dos fretes, em junho.

Roriz destaca que o frete afeta a indústria de transformação duas vezes – na hora de receber os insumos e na hora de despachar seus produtos. Foram 11 dias em maio sem receber insumos, e depois houve dificuldade na definição do valor do frete.

Também houve no segundo trimestre queda de 1,8% no investimento da indústria, devido à indefinição trazida pela política. “Vão esperar para saber quem é o próximo presidente”, afirma. “As propostas colocadas não convenceram o investidor de que será bom negócio.”

“Estamos empurrando a saída da crise para o segundo semestre de 2019”, diz Roriz, em vez de 2018. Isso depende de haver um presidente com propostas que passem confiança para o investidor. E, lembra, algumas reformas, como a da Previdência, são imprescindíveis.

O presidente da Fiesp e do Ciesp ressalta o peso do Congresso para a aprovação das reformas. O novo presidente precisará ter liderança sobre o Congresso para que as reformas sejam aprovadas com celeridade.

Câmbio indefinido, comércio internacional com ambiente de negócios muito pior que um ano atrás e eleição de novo presidente tornam o momento desfavorável ao investimento. Depois será necessário ver se o novo presidente vai ter punch suficiente para unir o país, motivando o Congresso a acelerar a análise de projetos.

Antes de comprar equipamentos novos, fazer investimentos, as indústrias tentarão reduzir a ociosidade, que está acima de 30%, diz Roriz.

PIB e produtividade desaceleraram após abertura comercial brasileira, aponta Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que não é possível estabelecer uma relação automática entre abertura comercial e crescimento econômico. Engajada na retomada da economia brasileira, a Fiesp alerta que é preciso melhorar as condições de produção para a indústria nacional, de olho em uma agregação de valor às cadeias produtivas locais, antes de focar esforços apenas em uma abertura comercial.

Na avaliação do presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz, é preciso que a pauta exportadora seja mais diversa no Brasil, com bens manufaturados, como mostra a experiência internacional. “O adverso e elevado Custo Brasil e a equivocada política cambial elevam os custos de produção, encarecendo a produção nacional e reduzindo a capacidade de inovação da indústria”, afirma.

De acordo com ele, a pauta de exportação brasileira tem baixa complexidade e é concentrada em produtos de baixo valor agregado, enquanto as importações feitas pelo país miram produtos de maior valor agregado e alta intensidade tecnológica; 60,3% da pauta concentra bens de média-alta (44,6%) e alta tecnologia (15,7%). Em 2001, o Brasil ocupava o 38º lugar no ranking mundial de complexidade econômica. Em 2015, ficou com a 51ª posição, confirmando a menor estrutura produtiva do país.

O saldo anual de comércio exterior para bens manufaturados brasileiros está negativo desde 2007. De 2001 a 2015, o déficit médio de importações contra as exportações corresponde a 1,8% do PIB. “No Brasil, o excesso de custos é maior do que a proteção, em forma de barreiras tarifárias e não tarifárias”, diz Roriz.

De acordo com o levantamento, tanto o Produto Interno Bruto (PIB) per capita quanto a produtividade em relação à força de trabalho recuaram no país desde o processo de abertura comercial em 1991. A análise feita em julho foi a primeira de uma série de estudos da entidade sobre a liberalização comercial no Brasil. Para a Fiesp, a baixa competitividade de um país limita o crescimento do PIB, favorece o crescimento das importações e limita e crescimento das exportações.

A Fiesp aponta que a produtividade do trabalho (PIB/população ocupada) cresceu em média 1,1% ao ano de 1971 a 1991, aumentando para 1,4% de crescimento médio anual de 1992 a 2011. No entanto, a produtividade do trabalho (PIB/força de trabalho) na mesma comparação de períodos passou de crescimento médio anual de 2,1% para 1,5%. E o PIB per capita (PIB/população total) teve seu crescimento médio anual reduzido de 2,4% para 1,9%, na mesma base de comparação.

Além disso, a taxa de crescimento brasileira desacelerou ante outros países em desenvolvimento nos mesmos anos. De 1992 a 2011 o crescimento do PIB do Brasil recuou 1,3 ponto percentual em relação ao período 1972 a 1991, enquanto outras economias emergentes avançaram 1,2 ponto percentual.

Indústria corta investimento, mostra pesquisa da Fiesp destacada pelo jornal O Estado de S. Paulo

Agência Indusnet Fiesp

A pesquisa “Intenção de Investimento 2018”, produzida pela Fiesp e destacada nesta terça-feira (19 de junho) pelo jornal O Estado de S. Paulo, mostra que em março, a expectativa, com base na consulta a 442 empresas, era de que seria investido 1,2% mais do que em 2017. Agora, a estimativa é de queda de 0,4%. Com isso, o aporte total deve ser de R$ 117,3 bilhões. “O grande problema foi a redução da projeção do PIB e a greve”, afirma em entrevista ao jornal o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.

A greve dos caminhoneiros, a incerteza eleitoral e as turbulências externas – que contribuíram para a disparada do dólar – derrubaram as projeções de crescimento do PIB para o ano e estão fazendo com que empresários do setor industrial suspendam investimentos, destaca a manchete do Estadão. A taxa de ociosidade é de 25% a 30% nas fábricas.

Segundo Roriz, como as empresas vão faturar menos, e a ociosidade é maior, elas vão tirar o pé dos investimentos. Ele destaca ainda, que sem investimento em modernização, a produtividade cai, e o país fica ainda mais distante de competidores globais.

Clique aqui para ler a reportagem no site do Estadão.

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PIB do Agronegócio Paulista cai 3,8% em 2017 e fica em R$ 267,9 bilhões

Agência Indusnet Fiesp

Representando 18,8% do PIB do Agronegócio Brasileiro, o PIB do agronegócio do Estado de São Paulo somou R$ 267,9 bilhões no fechamento de 2017, uma queda de 3,8% no ano, após um avanço expressivo de 7,5% em 2016. Os segmentos acompanhados para a sua formação registraram baixa no período avaliado, com quedas similares de 4,6% em insumos e agropecuária, e de 3,6% na indústria e nos agrosserviços, divulgou nesta terça-feira (24 de abril) o Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Segundo Roberto Betancourt, diretor titular do Deagro, apesar de possuir uma atividade agropecuária e industrial bastante diversificada, o setor sucroenergético é preponderante para a formação do resultado final do PIB do setor.

“Na agroindústria, a maior influência veio do setor sucroenergético, puxada pelo recuo de preços do açúcar a despeito do aumento dos volumes produzidos. A maior oferta, em paralelo à posição retraída dos compradores, significou a desaceleração das cotações no mercado interno. No mercado internacional, o preço da commodity perdeu ritmo, influenciado, principalmente, pelas projeções de superávit global. Na indústria do etanol, preços e volumes em baixa levaram ao recuo no faturamento”, explica Betancourt.

O decréscimo na produção do biocombustível ocorreu em função dos preços mais favoráveis do açúcar, que incentivaram a destinação de ATR a este produto, e também ao aumento no consumo de gasolina em detrimento do etanol hidratado. Outros segmentos como os da indústria de suco de laranja, abate de aves e laticínios também recuaram. Já a indústria de café, bebidas, papel e celulose, apresentaram bons resultados no período.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aponta ainda que o ano de 2017 também foi difícil para as indústrias de insumos agropecuários, que registraram faturamento 4,6% menor em relação ao ano anterior. “A despeito do bom desempenho no início de 2017 das atividades de máquinas e implementos agrícolas, pesou neste resultado o menor volume plantado e colhido de cana-de-açúcar (principal atividade agrícola no estado). Nas indústrias de rações, sal mineral e medicamentos, o menor patamar de preços também suprimiu o aumento em volume, levando a baixas no faturamento”, disse Skaf.

No caso da agropecuária (produção primária), o resultado foi 4,6% inferior ao observado em 2016. Este desempenho foi influenciado, principalmente, pela a atividade agrícola, com queda de 5,8%, enquanto a pecuária ficou relativamente estável, com recuo de 0,2%. Os destaques positivos neste elo da cadeia produtiva vieram da mandioca, laranja, ovos, leite e suinocultura. No caso da laranja, o aumento de produção foi o principal impulso ao faturamento. Mesmo com a oferta em alta, o nível de preços da laranja paulista registrou maior patamar na avaliação anual, refletindo a maior demanda das indústrias processadoras.

Entretanto, o bom desempenho dessas culturas não foi suficiente para um resultado positivo, uma vez que as atividades de avicultura, bovinocultura, cana-de-açúcar, café, tomate, uva, entre outras, registraram fortes quedas.

O resultado do PIB do agronegócio do estado de São Paulo veio na mesma direção do PIB do agronegócio brasileiro que, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), fechou em queda de 4,5%, apesar da safra recorde de grãos.

Metodologia:

O PIB do agronegócio é calculado a partir da soma do valor agregado pelas “indústrias antes da porteira da fazenda” ou de insumos agropecuários, com participação de 5,5%; pela atividade “dentro da porteira da fazenda” ou agropecuária, com 11%; pelas indústrias “depois da porteira da fazenda”, preponderantemente as de alimentos, com 40,7%, e pelos serviços diretamente ligados ao agronegócio, com 42,7%.

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Para o PIB crescer mais em 2018, juros precisam cair

Os números do PIB de 2017, divulgados nesta quinta-feira (1º de março) pelo IBGE, confirmam as expectativas da Fiesp. Houve crescimento de 1% no ano, com estabilidade da indústria total e expansão de 1,7% da indústria de transformação.

Depois de duas fortes quedas, em 2015 e 2016, ano passado representou a virada para o crescimento. Vale destacar o resultado de estabilidade no dado anual do investimento, com crescimento nos últimos trimestres.

Para 2018, esperamos números melhores. O PIB total e a indústria de transformação devem crescer 3%. E o crescimento poderá ser ainda mais robusto se o sistema bancário reduzir os juros para as empresas e famílias. Cabe ao Banco Central tomar medidas concretas para aumentar a concorrência e reduzir os spreads bancários.

Há margem para isso. A taxa Selic caiu de 14,25% ao ano para 6,75% ao ano, porém os juros para os tomadores finais continuam bastante elevados.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp

Crescimento do PIB confirma acerto das reformas

A revisão da estimativa oficial de crescimento do PIB brasileiro, para 1,1% em 2017 e 3% em 2018, mostra o acerto das reformas estruturais já feitas, como o limite de gastos, a nova lei do petróleo e a modernização trabalhista. “É preciso seguir adiante, aprovando a reforma da Previdência e a tributária, criando condições para o crescimento sustentável da economia brasileira”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“Os números estão alinhados com o que a indústria sente no dia a dia e com o que apontam as previsões da Fiesp. O que ainda provoca muita preocupação é o custo do financiamento no Brasil. Embora a Selic continue em queda, tendo atingido seu menor valor histórico, para o tomador final continuam muito elevados os juros no Brasil.”

O BC e o Ministério da Fazenda precisam agir. Têm que trazer mudanças nos impostos sobre crédito, na regulação e na concorrência bancária, atrair novos operadores no mercado de crédito e estimular as cooperativas de crédito e as empresas que fazem finanças na internet, as chamadas fintechs.

“Uma forte redução dos juros para consumidores e empreendedores poderá ampliar ainda mais o crescimento do PIB no ano que vem e estimular a geração de empregos.”

PIB cresce 2,4% em 2018, diz economista do Sicredi no I Seminário da Média Indústria

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Economista do Sicredi, banco cooperativo conhecido pelo acerto em suas previsões econômica, Pedro Ramos fez nesta quarta-feira (20 de setembro) a apresentação de encerramento do I Seminário da Média Indústria, realizado pela Fiesp e pelo Ciesp. O crescimento do PIB, afirmou, deve ser de 0,8% este ano e de 2,4% em 2018. A taxa de juros segue em processo de queda, podendo chegar a 6,75% em fevereiro de 2018, disse.

Antes não se conseguia usar a queda da taxa de juros como instrumento para auxiliar a economia, mas agora isso deve funcionar, estimulando o consumo. Os pilares – renda, emprego e crédito – para o consumo mostram recuperação, explicou Ramos.

O processo de redução do custo do crédito deve continuar, com impacto cada vez maior no consumo das famílias. Além da queda da taxa básica e da inadimplência, há redução também dos spreads bancários. Ramos disse ainda que o mercado de trabalho reagiu mais rapidamente do que se esperava.

Também se vê melhora nas condições de financiamento das empresas brasileiras para 2018, apesar das dificuldades para as de médio porte. Por vários problemas a média empresa brasileira pode ser considerada uma sobrevivente, disse Ramos.

Moderador da palestra, o diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, disse que considera uma boa mensagem a fala de Ramos, mas lembrou que é impossível prever o futuro. “Para onde nós vamos?” Para quem estava vivendo a aflição de cair, é um alívio o cenário futuro, disse Francini. As empresas aprenderam a produzir com menos pessoas e temem novas contratações, e isso impede uma retomada mais veloz do emprego.

“Sabemos que o Brasil passou por uma desindustrialização precoce”, afirmou. A queda de participação da indústria no PIB é terrível, especialmente devido à renda brasileira. O preço dos produtos da indústria caiu, e isso influiu. E os países asiáticos, especialmente a China, absorveram parte importante da produção industrial do mundo. Além disso, o Brasil teve hiperinflação, grande período de câmbio supervalorizado, juros altos, a questão tributária, com forte taxação da indústria e, mais recentemente, a recessão.

Para encerrar, Francini declarou seu amor pela atividade industrial. “É isso que me faz ter confiança, nos empresários e nos trabalhadores, e ter esperança de um futuro melhor.”

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Paulo Francini e Pedro Ramos no I Seminário da Média Indústria da Fiesp e do Ciesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Os fatores do crescimento

O crescimento brasileiro, explicou o economista do Sicredi, vem sendo retomado graças ao cenário internacional, com crescimento das economias desenvolvidas e das emergentes e ao mesmo inflação muito baixa nesses países, como EUA e China. Foram se frustrando ao longo do tempo as expectativas de aumento das taxas de juros.

Aumentam as exportações de produtos básicos e de manufaturados, enquanto há liquidez. A condição é bastante favorável, avaliou.

Outra grande mudança deriva da política econômica brasileira, alterada em 2016. Apesar da dificuldade fiscal, há confiança na melhora. Ramos disse que as reformas aprovadas ou em curso destacam o Brasil entre os emergentes.

O efeito do câmbio foi positivo na queda da inflação. Não ter pressão cambial sobre o cenário econômico permitiu que a inflação ficasse baixa.

O crescimento da economia não é maior devido aos investimentos e gastos governamentais, na avaliação de Ramos. Há dúvidas quanto à capacidade de investimento do governo. E a eleição de 2018 pode mudar a política econômica, e isso é fator limitante da capacidade de investimento na economia brasileira.

Com reformas e crédito para as empresas, PIB pode crescer mais de 1% no ano, afirma Skaf

O IBGE divulgou hoje (1º de junho) que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,0% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2016.

Esse resultado encerra um ciclo de oito quedas trimestrais consecutivas do PIB, indicando que o período de recessão ficou para trás.

“O resultado do PIB do primeiro trimestre confirma que a economia está em processo de retomada, como esperávamos. Hoje vislumbramos um crescimento do PIB para o ano mais próximo a 1%. E o crescimento pode ser mais expressivo. Para isso é preciso que os bancos voltem a expandir o crédito para as empresas e que o Congresso Nacional aprove a reforma trabalhista e a previdenciária”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Recuo do PIB mostra urgência em reduzir juros e estimular o crédito, afirma Skaf

Agência Indusnet Fiesp

Os números divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (7/3) mostram recuo de 0,9% do PIB brasileiro no 4º trimestre de 2016 em relação ao trimestre anterior. E os dados fechados do ano confirmam que o país passa pela pior crise desde a década de 1930, com um encolhimento acumulado da economia de 7,2% em 2015 e 2016.

Para 2017, a Fiesp projeta crescimento de 0,8% do PIB, desde que haja condições para uma recuperação com força da atividade. Não dá para perder o momento, com sinais positivos, como a geração de empregos em janeiro, a queda acentuada da inflação e a recuperação da confiança pelos empresários.

“Para aproveitar esse vento favorável, é urgente incentivar o investimento na produção, o que só vai acontecer com a redução mais acelerada das taxas de juros e com o aumento da oferta de crédito”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

A diferença entre a taxa básica de juros e a inflação está absurdamente alta, e a principal fonte de financiamento do investimento produtivo – o BNDES – está paralisada, não dando às empresas o crédito necessário para a retomada da atividade. Outros bancos também restringem novos empréstimos. Sem crédito em condições viáveis, não há como investir na produção.

“É hora de soltar as velas e deixar o barco navegar de novo. Vencidas as ondas próximas da praia, a viagem deverá ser tranquila, graças às reformas estruturais em curso, como o limite de crescimento dos gastos do Governo, já aprovado, a mudança da lei do petróleo, a reforma tributária e a modernização da legislação trabalhista”, conclui Skaf.

Mônica Bergamo: Fiesp prevê um crescimento de 0,8% do PIB em 2017

Agência Indusnet Fiesp

A coluna Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, destacou, em sua edição do dia 02 de janeiro, as previsões da Fiesp para a economia brasileira em 2017, elaboradas pelo seu Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon).

Assim, a nota sobre o tema registrou, entre outras informações, que a federação “prevê crescimento de 0,8% do PIB. Projeta ainda um impulso maior da indústria geral, de 1%, e da indústria de transformação, com crescimento de 2%”.

Para ler a nota, é só clicar aqui (acesso sujeito a restrições).


Skaf: Banco Central sabota a retomada do crescimento

O Copom definiu hoje a taxa Selic em 13,75% ao ano, segunda queda consecutiva de apenas 0,25 ponto percentual.

Trata-se de uma decisão incompreensível se levarmos em conta os dados mais recentes de nossa economia. O PIB brasileiro já acumula queda de 7% em relação a 2014. Hoje pela manhã, o IBGE divulgou o PIB do terceiro trimestre, mostrando queda de 0,8%, frente à redução de 0,4% no trimestre anterior. Ou seja, fica claro que a retração econômica se aprofundou no terceiro trimestre.

No caso da indústria, o INA de outubro (-0,9%) e o Sensor de novembro (49,1 pontos), divulgados ontem pela Fiesp, mostram, lamentavelmente, que a indústria segue em retração no quarto trimestre.

“É muita recessão para um corte pífio de Selic. Não há dúvida de que são necessários cortes mais agressivos da taxa de juros. Ao optar por cortes de 0,25 pp, o Banco Central sabota a retomada de crescimento da economia, condenando-a à estagnação para os próximos anos e produzindo a ampliação no número de desempregados, que já passa de 12 milhões” afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

SEMINÁRIO É POSSÍVEL REDUZIR A TAXA BÁSICA DE JUROS (10/2016)

José Ricardo Roriz Coelho apresentou um estudo sobre o assunto na abertura do evento “É possível reduzir a taxa de juros”, na sede da federação, na manhã desta segunda-feira (03/10)

O custo é alto para a sociedade e para o crescimento econômico. Para debater a problemática dos juros no Brasil, foi realizado, na manhã desta segunda-feira (3/10), na sede da Fiesp, em São Paulo, o seminário “É possível reduzir a taxa de juros”. O evento foi aberto pelo vice-presidente da federação e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da instituição, José Ricardo Roriz Coelho, que apresentou um estudo sobre o assunto.

“A taxa real de juros do Brasil é muito alta”, disse. “Entre 2005 e 2015, foi, em média, de 5,63%. Nos demais países da América Latina, a média foi de 1,7%”.

E porque a taxa é tão elevada? “O descontrole fiscal influencia a taxa de juros real”, explicou Roriz. “E mais: resultado primário insuficiente, elevado nível da dívida pública e elevada parcela da dívida pública atrelada à Selic”.

Segundo Roriz, a “Fiesp entende que se ajuste fiscal não for feito de forma contundente, teremos mais uma década perdida”.

“Países como Uruguai, Índia e Egito têm dívida bruta do governo maior do que a brasileira, mas taxas de juros reais mais baixas”, explicou Roriz. “São R$ 4,21 trilhões de dívida pública no Brasil, o que equivale a 69,5% do PIB”.  E tem mais: “43% da dívida pública é atrelada à Selic, isso afeta e eficácia da política monetária”.

O prazo da dívida pública é outro ponto a ser debatido, com elevado percentual da dívida concentrado no curto prazo no País. “Hoje, temos 18,4% da dívida sendo rolada em um ano, há um esforço de rolagem com juros no Brasil”.

Skaf: Recuo de 0,3% do PIB no 1º trimestre é mais um estrago do governo anterior

Agência Indusnet Fiesp

Os resultados negativos da economia brasileira no primeiro trimestre evidenciam que os estragos do governo anterior não pararam de aumentar. O investimento caiu 2,7%, em sua décima queda consecutiva.  O consumo das famílias, em baixa há 5 semestres seguidos, recuou 1,7%. Ou seja, até março passado, empresas e famílias continuavam contendo seus gastos e investimentos devido à falta de confiança.

Em meio a todos os recuos, o consumo do governo aumentou: 1,1%, a maior alta dos últimos 10 trimestres. “Esses dados comprovam que o crescimento do gasto público não reativou a economia e ainda deixou a herança maldita do déficit de R$ 170 bilhões”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp 

“Mãe das reformas” é o teto para o crescimento dos gastos no Orçamento, diz economista-chefe do Bradesco

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, participou nesta quarta-feira (16/3) de reunião do Conselho Superior de Economia da Fiesp (Cosec), do qual é membro e é presidido por Delfim Netto. Em sua apresentação, Barros se mostrou otimista com a retomada da economia brasileira caso surja uma “senha”, uma mudança que permita a reversão do atual estado de falta de confiança. Vê guinada para 2017, porque acha que o gatilho da retomada da confiança virá rápido, caso se confirmem mudanças.

“Se não é tudo, é quase tudo”, disse Barros em relação à confiança. Destravado o problema provocado pela crise política, Barros prevê crescimento do PIB de 2% em 2017 e 3% em 2018. A inflação baixa para 6,5% em 2016 e 4,5% em 17. Também cai a taxa básica de juros (Selic), dos atuais 14,25% para abaixo de 10% no final de 2017. Haverá, nesse cenário positivo, quatro quedas de juros este ano (possivelmente a partir de julho) e duas ano que vem.

Segundo o economista, a “extraordinária diversificação da economia” permite a difusão muito rápida da retomada, mas ele alerta que deve demorar para se chegar novamente ao pico de atividade, registrado em março de 2014 (desde então, houve queda de 7%). Projeções do Bradesco dão como dezembro de 2019 a volta ao pico de atividade, e o PIB industrial volta ao seu pico, do final de 2013, no final de 2021.

Apesar do otimismo (condicional) para o curto prazo, Barros defende a necessidade de criar uma “agenda clara, firme, de agenda de médio e longo prazo, para dar ideia de sustentabilidade”.

Listou quatro agendas relevantes que, acredita, podem mudar a história econômica do Brasil em relativamente pouco tempo. A primeira é o que chama de governança orçamentária, com o estabelecimento de um teto para o crescimento de gastos. A segunda se refere à produtividade, com prioridade para a preservação do emprego. Outro ponto é o aumento da potência da política monetária. A quarta agenda é da infraestrutura, que permite a expansão da capacidade produtiva.

Previdência

Frisando que o Brasil precisa proteger e fortalecer seu estado de bem-estar social, melhorando muito a qualidade dos serviços na área, Barros disse que o custo da Previdência é problema grave. Lembrou que o Brasil já gasta com Previdência a mesma porcentagem do PIB que o Japão, país cuja população já envelheceu. Barros defende a separação entre previdência rural, não lastreada em contribuições e que deveria ser considerada assistência social, e a Previdência em si, especialmente urbana, baseada em contribuições e sujeita ao equilíbrio atuarial.

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Reunião do Conselho Superior de Economia da Fiesp com apresentação a cargo de Octavio de Barros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Skaf: “sem mudanças na política e na economia, país não recupera confiança e não volta a crescer”

Agência Indusnet Fiesp

Hoje, o IBGE divulgou o PIB do ano de 2015, mostrando que a economia brasileira encolheu 3,8%. Números ruins já eram esperados, mas nem por isso são menos lamentáveis: a indústria em geral sofreu queda de 6,2%, a de transformação caiu 9,7%, e os serviços, 2,7%. O único setor que cresceu foi a agricultura, apenas 1,8%.

Nesse mesmo ano, segundo o FMI, a economia mundial cresceu 3%, sendo 4% nos países emergentes e 1,9% nos desenvolvidos. A América Latina, exceto o Brasil, cresceu 1,4%. “Está muito claro, portanto, que o encolhimento da economia brasileira não pode ser atribuído ao contexto internacional, pois se deve aos erros cometidos nas decisões políticas e na condução da economia: temos um governo caro, pesado e intervencionista, que não toma medidas para controlar seus gastos e deseja aumentar ainda mais os impostos. Não será com aumento de impostos que se conseguirá reverter esse quadro. Só vai produzir mais recessão e mais inflação”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“A crise política brasileira gera falta de confiança das empresas e das famílias não no Brasil, mas sim no governo. Por isso, em 2015, o investimento caiu 14% e o consumo 4%, disparando um ciclo vicioso de redução de consumo e investimento, de redução do emprego e queda desastrosa do PIB”, diz Skaf.

Sem mudanças na política e na economia que levem à recuperação da confiança, este ano as coisas devem continuar na mesma: os dados disponíveis apontam para novo encolhimento do PIB da ordem de 3,3%. “É preciso resolver a crise política e tomar as medidas econômicas necessárias para que a economia entre num ciclo virtuoso de crescimento do consumo, de investimento, de emprego e de renda” conclui Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp 

PIB da indústria cai 4% em 2016, mostra nova previsão da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A revisão feita pela Fiesp em janeiro de 2016 das previsões para o PIB divulgadas em dezembro do ano passado mostra números ainda piores. A queda no PIB da indústria deve ser de 4%. Para a indústria de transformação, a baixa deve ficar em 7%. A previsão para o PIB brasileiro é de retração de 3%.

Segundo Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, a perda de credibilidade do governo afeta muito a economia. “Sem confiança, sem credibilidade, não há investimentos, e o consumo se retrai”, explicou Skaf em entrevista à rádio CBN nesta terça-feira (12/1). Com isso, “a economia não roda”, e não há empregos, crescimento nem desenvolvimento.

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A Fiesp também revisou as previsões relativas a 2015. O PIB geral deve encolher 3,8% (contra -3,5% na estimativa anterior), e o da indústria, 7% (antes, -6%). Para a indústria de transformação, a nova previsão é de queda de 10,5% (contra -9,5%).

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“Do jeito que está, não pode continuar, pois está tendo um alto custo para a nação brasileira”, afirma Paulo Skaf

Nesta terça-feira (1/12), o IBGE divulgou o resultado do PIB do terceiro trimestre de 2015. Sem grandes surpresas, o PIB geral apresentou queda de 1,7% na comparação com o trimestre anterior.

Houve recuo na agropecuária (-2,4%), na indústria (-1,3%) e nos serviços (-1,0%). Na indústria, a maior queda se deu na indústria de transformação. A construção civil e a extrativa mineral também registraram resultado negativo no terceiro trimestre do ano.

O consumo das famílias (-1,5%) caiu pelo terceiro trimestre seguido. A única variação positiva foi do consumo do Governo, que cresceu 0,3% em relação ao trimestre anterior. Algo totalmente contrario ao discurso de ajuste fiscal.

“Neste momento, a crise econômica e a crise política se agravam e paralisam o país. O Governo está enfraquecido, não consegue se impor na área da política e, assim, gera desconfiança em relação ao futuro e agrava a crise econômica”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“Mais uma vez, reafirmamos que o Governo deve acertar suas contas, cortando gastos e melhorando a gestão. O Governo tem que ser capaz de fazer mais, com muito menos. No entanto, o que os dados do IBGE mostram é que o Governo age na contramão, pois a única rubrica que se expandiu no terceiro trimestre de 2015 foi justamente o consumo do Governo”, argumenta o líder empresarial.

“Do jeito que está, não pode continuar. Está tendo um alto custo para a nação brasileira “, conclui Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp

Fiesp – nota sobre o PIB

O Ministério da Fazenda começou o ano com uma estimativa de crescimento de 0,8% para a economia, e os números do PIB divulgados hoje (28/8) mostram que o país deve sofrer uma queda de 2,5% a 3%.

“O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, erra na condução da política econômica ao aumentar impostos, elevar os juros e restringir o crédito, o que só piora a recessão e amplia o desemprego”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“A criação de um imposto sobre a circulação financeira ou de qualquer outro será rejeitada por todos os setores da sociedade”, afirma.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo 

PIB do setor de construção civil caiu 2,7% no 1º trimestre do ano, mostra estudo da Fiesp

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da construção civil registrou queda real de 2,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2014, segundo levantamento feito pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O estudo mostra estimativas de investimento em obras, do PIB e do emprego na cadeia produtiva no primeiro trimestre de 2015.

“O cenário é preocupante e nós defendemos a responsabilidade com os investimentos para o setor, ou seja, o que o governo prometer é preciso cumprir. Não é possível mais esse nível de insegurança e de imprevisibilidade com que convivemos”, afirma Carlos Eduardo Auricchio, diretor-titular do Deconcic. “Não sei se precisamos de uma nova lei ou aperfeiçoar as que existem, mas é necessária mais seriedade com as linhas de despesas para o setor. Estamos vivendo uma crise econômica somada a uma crise política que gera incertezas em todo o país.”

Ocupando 13,5% de toda a força de trabalho do país, a cadeia da construção movimentou, nos três primeiros meses deste ano, R$ 253,6 bilhões, segundo o levantamento. A indústria de materiais e as construtoras, que juntas detinham 51,4% do PIB setorial, foram as que mais contribuíram para a retração, com queda de 8,1% e 4,5%, respectivamente. O estudo mostra também que o primeiro trimestre de 2015 registrou perda de 431 mil postos de trabalho. Construção informal e construtoras foram os principais segmentos que colaboraram com a queda.

“O que puxou a queda do PIB setorial da cadeia e o desemprego foi e é a falta de investimentos em obras, os juros superelevados, a inflação alta e o atraso nos pagamentos do governo às construtoras. Tivemos baixa também na participação no PIB geral do Brasil, de 10,5% no primeiro trimestre de 2014 para 10,1% no primeiro trimestre de 2015. Acreditamos que o segundo semestre deva piorar e atingir também os setores de comércio e serviços”, disse Auricchio.

O diretor reforça que pretende ampliar a discussão junto ao governo. “O objetivo é que haja mais responsabilidade com o andamento das obras, cumprindo aquilo que foi anunciado. Isso traz segurança e gera investimentos tanto interno quanto externo, fomentando inclusive a participação da iniciativa privada.”

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