Brasil terá safra recorde de soja 2012/13, aponta estudo Rally da Safra

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

O desempenho histórico das lavouras do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul contribuíram para que o Brasil registrasse uma safra recorde de soja 2012/13. O volume alcançará 84,4 milhões de toneladas de soja – contra 66,4 milhões de toneladas em 2011/12, totalizando um aumento de 27,7%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26/03) durante a coletiva do estudo Rally da Safra 2013, em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

André Pessôa, coordenador geral do Rally da Safra: 'Logística mais cara é aquela que não existe. Estamos no limite do uso da que temos. Precisamos de medidas emergenciais para não penalizar o setor pelo nosso sucesso'. Foto: Julia Moraes/Fiesp

A expedição técnica percorreu mais de 60 mil quilômetros entre os dias 28 de janeiro e 13 de março, coletando amostras nas lavouras de milho e soja em 12 unidades da federação: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Estas unidades representam 96,6% da área cultivada da soja e 72,3% da área de milho no Brasil.

Com o registro de uma colheita recorde, o Rio Grande do Sul foi o destaque desta edição. De acordo com André Pessôa, coordenador geral do Rally da Safra e diretor da Agroconsult, apesar da estiagem do mês de dezembro, o estado produziu 49 sacas por hectares de soja e safra de 13,5 milhões de toneladas. “Este número é espetacular. É mais do que o dobro da produção da temporada passada [6,5 milhões de toneladas]. Tanto na colheita de soja quanto na de milho, o estado teve uma safra muito boa. O desempenho do sul do país contribuiu para que a gente tivesse uma safra de soja acima do esperado”, avaliou Pessôa.

Já o Paraná registrou a maior produtividade do Brasil, com 56 sacas por hectares e produção de 15,8 milhões de hectares – em 2011/12 foi de 10,9 milhões de toneladas. Santa Catarina chegou a 54 sacas por hectares e 1,6 milhões de toneladas.

Na região centro-oeste, o destaque positivo é Goiás, com 54 sacas por hectares. Mato Grosso ficou pouco abaixo do esperado, com média de 52 sacas por hectares. Um dos motivos, apontados por Pessôa, foi o excesso de chuvas no processo da soja tardia.

A região nordeste registrou uma queda significativa na colheita, com destaque para Piauí, que teve a pior produtividade no país, em função da estiagem de 45 dias, totalizando 31 sacas por hectares. A Bahia também teve um desempenho abaixo do esperado, com uma produção de 42 sacas por hectares.

Outro problema que assolou as lavouras brasileiras, de acordo com o coordenador geral do Rally da Safra, foi a incidência de pragas, que aumentou os custos da produção de soja e milho brasileira.

Milho verão

O milho verão alcançou 36,7 milhões de toneladas na safra 2012/13, com produtividade média de 85 sacas por hectares. Na safra 2011/12 o número foi de 75 sacas por hectares. Com destaque para o Paraná, cuja produção recorde chegou a 145 sacas por hectares. Santa Catarina registrou 120 sacas por hectares e o Rio Grande do Sul atingiu 97 sacas por hectares. Goiás de também apresentou uma ótima produtividade, com 144 sacas por hectares, seguido por Minas Gerais, que registrou 102 sacas por hectares.

Década de crescimento

De acordo com Pessôa, o Brasil registrou um crescimento significativo no setor do agronegócio nos últimos 10 anos. Segundo coordenador geral do Rally da Safra, neste período a área de plantio de soja brasileira cresceu 50% – de 18,5 milhões de hectares em 2002/03 para 27,8 milhões de hectares em 2012/13, uma expansão de 4,1% ao ano. Neste mesmo período, a produção aumentou 62%, de 52 milhões de toneladas (2002/03) para 84,4 milhões de toneladas (12/13).

No caso do milho, a área plantada foi ampliada em 18% – de 13,2 milhões de hectares em 2002/03 para 15,6 milhões de hectares em 2012/13, uma elevação de 1,7% ao ano.

Porém, no entendimento de Pessôa, a falta de investimento em logística e o apagão da mão de obra no setor agrícola são grandes empecilhos para o crescimento da agricultura brasileira.

Segundo o coordenador do Rally da Safra, apenas 16% do volume de exportações de soja e milho brasileiro é realizado pelos portos do nordeste, o que, no seu entendimento é pouco funcional, tendo em vista que a região norte/nordeste é responsável por 83,5% da produção de soja e milho do país.

De acordo com Pessôa, os custos para exportação do produto pelos portos da região sul/sudeste provocam morosidade e ônus para os produtores da região norte/nordeste, com um custo médio de US$ 100 por frete.

“A logística mais cara é aquela que não existe. E nós estamos no limite do uso da que temos. E precisamos de medidas emergenciais para não penalizar nosso setor pelo nosso sucesso”, alertou.

 

Paulo Skaf no Piauí: ‘Precisamos aumentar a competitividade do Brasil’

Agência Indusnet com informações da assessoria de comunicação da Fiepi

Atendendo a um convite da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi), o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, esteve em Teresina (PI) na noite de sexta (18/05).

Em sua palestra para cerca de 300 empresários, Skaf afirmou que o Brasil precisa recuperar sua competitividade. “Da porta das indústrias para dentro,

temos profissionais qualificados, equipamentos e maquinário de ponta e processos eficientes de produção. Temos que aumentar é a competitividade do país, pois produzir no Brasil é mais caro que produzir na maioria das outras nações”.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, fala a autoridades e empresários do Piauí, na sede da Fiepi

De acordo com Skaf, a retomada do crescimento da indústria passa pela postura dos investidores brasileiros, mobilizados, junto ao governo federal, para

rever o câmbio, desonerar tributos que incidem sobre a indústria da transformação, reduzir os preços da energia elétrica e a melhorar a infraestrutura logística.

“Se trouxermos a melhor empresa do mundo para se instalar aqui ela vai perder competitividade. Então, o caminho é a nossa mobilização. Não é fácil. Foi assim com a CPMF [ Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, extinta pelo Senado em 2007]. Alguns não acreditavam que poderíamos derrubá-la. Insisti e fiz campanha por todo país e hoje estamos livres de mais este custo”, destacou Skaf.

O presidente da Fiesp lembrou ainda que a defesa da indústria brasileira também é a defesa dos empregos. “É uma conta simples de fazer. Cada posto de trabalho fechado na indústria de transformação provoca a perda de quatro postos de trabalho em outros setores. É a indústria o setor que mais emprega e que mais movimenta a economia”.

 

Piauí busca novas oportunidades de negócios

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Governador do Piauí, Wilson Nunes Martins destacou oportunidades no estado para setor de agronegócio

“O Piauí é o País do presente. Estamos preparados para os grandes investidores. Oferecemos segurança absoluta para os empresários que desejam fazer ótimos negócios”, declarou nesta segunda-feira (8) o governador do estado do Piauí, Wilson Nunes Martins, na cerimônia de abertura do Investir Piauí 2011, sediado na Fiesp. O evento é uma iniciativa do governo piauiense para atrair investimentos e geração de empregos para o estado.

Na ocasião, o governador destacou as oportunidades para o setor de agronegócio, com a oferta de área de plantio a preço acessível. “Temos  mais de 1 milhão de hectares de terra prontos para serem leiloados”, afirmou. Além disso, Martins garantiu que o estado oferece incentivos fiscais para os novos investidores.

Grande entusiasta do projeto, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, reforçou o apoio da federação ao projetoInvestir Piauí e disse que o estado é motivo de orgulho para todo o País. “Hoje é uma noite de festa para todos nós por estarmos recebendo a comitiva do Piauí”. E completou: “O que importa é o desenvolvimento do Brasil e para que isso aconteça nós temos que valorizar o potencial de cada estado e cada região. E, sem dúvida, há um potencial enorme no Piauí ”.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, reforçou apoio da entidade ao projeto Investir Piauí

 

Pedro Novaes, ministro do Turismo, destacou  que o governo federal investiu no estado cerca de R$ 200 milhões, nos últimos oitos anos. Segundo o ministro, nos próximos anos serão investidos mais US$ 50 milhões. “Tenho confiança no estado do Piauí e no seu desenvolvimento. Peço que o empresariado paulista acredite no estado”, incentivou Novaes.

O evento contou com a participação de autoridades governamentais do estado do Piauí e de São Paulo.

Arte e história

Além de estimular os negócios, o Investir Piauí apresentou uma programação cultural diversificada, composta por danças folclóricas e a exposição de 20 peças de artes santeira, esculpida por artesãos piauienses, símbolo da cultura local.

De cores e formatos variados, a exposição de joias com gemas de opala impressionaram os visitantes. Pedra rara, apreciada em todo o mundo, a opala pode ser encontrada no solo da cidade de Pedro II, localizada no sul do Piauí.

Rodada de negócios

Nesta terça-feira (9), o Investir Piauí, com o apoio da Fiesp, promoverá uma rodada de negócios setoriais, para empresários interessados em investir nas áreas de agronegócio, turismo, mineração, indústria de transformação, serviços específicos e zona de processamento de exportações.

Durante o encontro, os empresários terão acesso a informações sobre possibilidades de investimento, além das potencialidades locais, como o agronegócio e a mineração.

Além da consultoria dos representantes das grandes empresas piauiense, como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras), Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).