Petrobras explica na Fiesp novas regras de contratação de fornecedores

Agência Indusnet Fiesp

As novas regras de contratação de fornecedores da Petrobras, que entram em vigor para todo o país a partir de 15 de maio, foram explicadas para uma plateia lotada na Fiesp nesta quarta-feira (18 de abril) por Arnaldo Coelho (compliance), Alex Bessa e Gerson Rentes (regulamento de licitações e contratos) e Daniel Salles e Natalia Camargo (Sistemas Petronect, o serviço de comércio eletrônico pelo qual a Petrobras realiza compras e contratações). Também houve uma sessão de atendimento a empresas, para esclarecimento de dúvidas.

A abertura do evento foi feita por José Ricardo Roriz Coelho, segundo vice-presidente da Fiesp e diretor titular de seu Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia. A Cadeia Nacional de Fornecimento de Bens do Setor de Petróleo e Gás tem grande importância na economia do Brasil, respondendo por 3,7% do PIB do país e empregando mais de 700.000 pessoas.

O Plano de Negócios e Gestão 2018-2022 da Petrobras prevê investimento total de US$ 74,5 bilhões na exploração e produção. O efeito sobre a economia paulista é grande, porque o Estado concentra a maioria do parque fabril nacional dos fornecedores de bens para o setor de petróleo e gás, com 51% do valor da produção, 57% dos postos de trabalho e 51% do faturamento do setor. A cadeia de fornecimento é espalhada por todo o território estadual.

Resultado da Lei 13.303/16, que determina, basicamente, a realização de licitações públicas para todas as contratações, impedindo que estatais, sociedades de economia mista e suas subsidiárias realizem compras por meio de convite direto a fornecedores. A aplicação da lei é obrigatória a partir de 1º de julho de 2018, e na Petrobras começa em 15 de maio a aplicação do Regulamento de Licitações e Contratos Petrobras (RLCP).

Todas as oportunidades de negócios serão publicadas no Portal de Compras, que foi adaptado para atender à lei e passa a integrar páginas para cadastro nas fases de habilitação e de pré-qualificação. Os fornecedores que já possuam cadastro ativo serão considerados habilitados automaticamente em uma licitação cujos requisitos do edital sejam idênticos. Outro destaque refere-se à disponibilização do Catálogo Eletrônico Padronizado (CEP) de bens ou serviços a serem adquiridos.

Para ter acesso ao Regulamento de Licitações e Contratos da Petrobras (RLCP), clique aqui.

Para ter acesso às apresentações feitas no seminário, clique aqui.

Seminário realizado por Fiesp e Ciesp abordou as novas regras de contratação de fornecedores da Petrobras. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na Fiesp, secretário de Energia e Mineração de SP fala em futuro com fontes renováveis

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

João Carlos de Souza Meirelles, secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, participou da reunião desta terça-feira (28 de março) do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp (Cosema). Fez a palestra A Política Estadual de Energia e o Meio Ambiente, destacando que não há como discutir sustentabilidade sem discutir desenvolvimento econômico.

São Paulo, disse o secretário, tem a matriz energética mais limpa do mundo. Energias renováveis respondem por 58% da produção no Estado. E é imprescindível produzir mais energia renovável. Isso faz parte das diretrizes estratégicas do Estado. A grande produção de etanol no Estado dá base para a sustentabilidade na energia.

Outra diretriz é fomentar o gás natural como garantia de oferta firme e de transição para as renováveis. Destacou que falta, por enquanto, tecnologia de armazenamento da energia produzida por células fotovoltaicas.

A geração de energia perto dos centros consumidores é outra diretriz, por segurança energética. São Paulo importa 63,8% da energia que consome. Uma medida para ter mais energia de backup é a construção planejada de usinas termelétricas a gás, para evitar apagões e outros problemas. “Cada vez mais precisamos de qualidade da energia.”

Outra diretriz é a busca de eficiência energética, bem como a redução das emissões de carbono. E todas as diretrizes devem ser capazes de gerar trabalho e renda, afirmou Meirelles.

Reunião do Cosema em 28 de março com a participação de João Meirelles, secretário de Energia e Mineração de São Paulo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Reunião do Cosema em 28 de março com a participação de João Meirelles, secretário de Energia e Mineração de São Paulo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Petróleo e gás

O potencial do Estado no petróleo é o maior do Brasil, mas São Paulo não tem discutido o setor, por falta de tradição, disse Meirelles. E isso apesar de São Paulo ter a maior produção de máquinas e equipamentos para exploração de petróleo. A discussão foi delegada à Petrobras. “Até do ponto de vista ambiental precisamos discutir esse tema”, afirmou.

Como a quase totalidade dos campos paulistas do pré-sal tem a produção associada de gás natural e de petróleo, com o gás sendo reinjetado por falta de demanda, o que pode ser feito por tempo limitado, faz sentido usá-lo, argumentou. E com o esgotamento do potencial hidrelétrico, o gás natural como combustível de termelétricas de alta eficiência e pouquíssimo poluentes é a alternativa, disse Meirelles.

O secretário explicou o plano de expansão da rede de distribuição de gás natural em São Paulo e a instalação de novas termelétricas a gás na capital. Siemens/Gazem e AES Tietê vão gerar em duas novas áreas no canal Pinheiros, perto da represa Billings, 1.500 MW, com investimento de R$ 6 bilhões e consumo de 6 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A queima, explicou, é muito mais limpa que a de múltiplos geradores a diesel hoje necessários por segurança energética.

Meirelles disse que o complexo do Hospital das Clínicas passará por um processo de melhora de eficiência energética e de implantação de geração distribuída. Terá células fotovoltaicas. Tudo será feito em parceria com o setor privado, modelo a ser usado também no Instituto Butantan.

Há potencial de 35,4 GW de produção de energias renováveis no Estado, disse Meirelles, que mostrou tecnologias para geração fotovoltaica – por exemplo, no parque Villa Lobos.

O secretário também explicou o Programa Paulista de Biogás, para incentivar a produção de biometano nas usinas de cana de açúcar. E com a introdução dos motores flex diesel e gás seria possível economizar 1,3 bilhão de litros de diesel por safra de cana e reduzir a emissão de CO2. Para isso Meirelles pediu apoio da Fiesp para incentivar fabricantes de caminhões a aumentar a produção usando motores flex.

O Estado tem 97% de sua população em área urbana, com demandas como energia elétrica e coleta e destinação de lixo. Parte dele deverá ser usado em unidades de recuperação energética (URE).

Outro tema é o tratamento de cavas de mineração. Parte delas poderia, exemplificou Meirelles, ser usado para produção de energia solar.

A recuperação do complexo Pinheiros-Billings, com requalificação das águas, culminará com a total despoluição do rio, afirmou o secretário. E permitirá o total aproveitamento da usina Henry Borden.

Walter Lazzarini, presidente do Cosema, conduziu a reunião.

Fim do conteúdo local é negativo para a indústria e a economia, mostra estudo da Fiesp

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Estudo do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec) mostra que a mudança das regras atuais de conteúdo local para exploração e produção de óleo e gás para um índice global único reduziria a produção, o número de empregos e a arrecadação gerada pela indústria nacional de bens e serviços.

A proposta de mudança nas regras de conteúdo local tem causado insegurança para novos investimentos na cadeia de fornecimento de bens e serviços para o mercado de petróleo e gás. O desenrolar das investigações da Lava Jato, os problemas de gestão e a queda dos preços do petróleo reduziram também os investimentos da principal operadora, a Petrobras, na exploração e desenvolvimento da produção de petróleo e gás natural nos últimos anos.

Em discussão desde setembro, a nova política deve ser definida nesta quinta-feira (16/2), durante reunião que será coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. As empresas de exploração e produção de petróleo e gás defendem a aplicação de um índice global.

Segundo o estudo da Fiesp, com um índice global único de 40%, o conteúdo local pode ser alcançado com zero de máquinas e equipamentos produzidos internamente. O material mostra que entre 2014 e 2015 o número de trabalhadores no setor recuou 14%, enquanto, em toda a indústria de transformação, o recuo foi de 7,3%. Já o valor da produção do setor obteve queda de 14,5%, ao mesmo tempo que o valor da produção de toda a indústria de transformação caiu 10,8%.

O estudo aponta que tanto a Petrobras quanto as demais operadoras atuam para mudar as regras e não cumprir o conteúdo local em médio e no longo prazo (para as próximas licitações), tendo apenas um índice global, com a alegação que isso atrairá novos investimentos na extração de petróleo.

No entanto, esses investimentos de operadores somente chegarão ao país em 3, 5 ou 10 anos após o leilão, e sem conteúdo local não dinamizarão o emprego e a renda no país. Por outro lado, se houver apenas um índice global, somente serão efetuados no país serviços de montagem e de manutenção de menor complexidade tecnológica.

De acordo com o diretor titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho, o impacto dos investimentos em exploração e produção de petróleo sem as regras atuais de conteúdo local será a redução brusca da atividade, e, com isso, o país terá adicionado centenas de milhares de novos desempregados aos mais de 12 milhões de pessoas desocupadas. “É papel das instituições governamentais definir políticas capazes de gerar empregos qualificados, investimento e tecnologia. Isso é política de Estado”, esclarece.

O estudo também aponta que com investimento de R$ 1 bilhão na exploração e produção de petróleo e gás, a produção interna de bens e serviços do setor gera R$ 551 milhões em contribuição para o PIB e 1.532 empregos. Se forem retiradas as regras de conteúdo local, o mesmo valor de investimento resultaria em R$ 43 milhões para o PIB e 144 empregos. A arrecadação gerada em tributos cairia dos atuais R$ 521,5 milhões para R$ 31 milhões, e o total dos salários pagos, de R$ 293,9 milhões para R$ 27,8 milhões. Os impactos foram medidos para o médio e longo prazos, considerando que a demanda de bens passaria a ser 100% atendida pelas importações. Por exemplo, o investimento de R$ 1,0 bilhão em exploração e produção de petróleo e gás.

No Brasil, a Política de Conteúdo Local não influenciou negativamente nos resultados das rodadas de licitação. Pelo contrário, observa-se pelos dados dos resultados dos leilões que a partir da 7ª rodada (2005 a 2015), quando as regras de conteúdo local eram mais específicas, arrecadou-se mais valores em bônus e mais áreas foram arrematadas percentualmente e em tamanho.

A proposta de simplificação que a indústria fornecedora de bens e serviços apresentou para 14ª Rodada prevê a substituição dos 90 índices por apenas 5 Índices Globais de conteúdo por macrossegmentos considerando a visão de fornecimento, com mecanismos de incentivo ao desenvolvimento de parcerias e percentuais acima do conteúdo local natural.

O material mostra que da forma como está, se for considerado um índice global único de 40%, o conteúdo local pode ser alcançado com 0% de máquinas, equipamentos e materiais, os quais são provenientes da indústria de transformação, que é aquela que mais agrega valor e mais gera empregos.

A expectativa da indústria nacional para 2017 é que a crise ainda afetará o setor produtivo, representando mais um ano de recessão. Portanto, assim como a Petrobras, a indústria nacional precisa se recuperar diante desta crise e precisa sentir que tem apoio do Governo porque, afinal, é ela a grande geradora de empregos, impostos e produção.

O setor não pleiteia ajuda e sim isonomia competitiva por meio da redução do “Custo Brasil”, pois convive com elevada carga tributária, juros altos, preços elevados de matérias-primas e deficiências na estrutura logística, dentre outros problemas que retiram a competitividade de quem fabrica no país. Sem uma política real de conteúdo local, o Governo Federal estará optando por retirar a indústria nacional do jogo, comprometendo as gerações presentes e futuras.

O Brasil está para iniciar uma nova fase na exploração de suas riquezas petrolíferas e a Política de Conteúdo Local tem o mérito de atrair investimentos para o país. Devemos aproveitar esse momento para gerar mais empregos e mais renda aqui.

“Hoje a Petrobras está voltando a investir, embora em níveis menores do que os planejados anteriormente e todos têm interesse em voltar a produzir”, diz Roriz. O diretor da Fiesp ressalta que o conteúdo local foi adotado por países como Estados Unidos, Noruega e Reino Unido, o que contribuiu para o aumento da produção de petróleo no longo prazo porque se manteve o conceito de adensamento da cadeia. “É importante que a decisão do governo não seja a de comprar onde é mais barato”, diz ele. O que pesa contra a indústria nacional, argumenta, é o custo de se produzir no Brasil, o que ocasiona um diferencial médio de preços de 30% entre o produto nacional e importado.

Em reunião com presidente da Petrobras, Skaf defende equilíbrio na avaliação do conteúdo nacional

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, apresentou nesta segunda-feira (26/9) na sede da Fiesp o Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão 2017-2021. E na reunião se comprometeu a estudar duas questões levantadas pela Fiesp. A primeira é relativa ao mercado de asfalto, tema sobre o qual Parente recebeu um estudo do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic), entregue por seu diretor titular, Carlos Eduardo Auricchio.

A segunda questão é o desinvestimento no setor de gás natural. Foi levantada por Carlos Cavalcanti, diretor titular do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra).

No encontro, Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, disse que é preciso buscar equilíbrio entre as visões sobre conteúdo nacional, lembrando que muitas empresas investiram e se prepararam para atender à Petrobras. Parente se disse a favor de uma política de conteúdo local, mas afirmou que havia muita coisa errada na que foi adotada. Metas irrealistas, reconheceu Parente, provocaram uma série de problemas. “Com nossa escala e nosso poder de compra, podemos alavancar a indústria nacional”, declarou, ajudando-a a se tornar competitiva. “Queremos ter política inteligente de conteúdo nacional.”

Reunião na Fiesp em que Pedro Parente apresentou o Plano Estratégico da Petrobras. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

O Plano

Antes de Parente fazer sua apresentação, Paulo Skaf listou a longa lista de cargos do executivo em importantes empresas privadas e estatais. Foi boa notícia sua nomeação, por sua seriedade e competência, afirmou Skaf. Sabíamos da importância da Petrobras para o país e das dificuldades da empresa, disse. Ninguém está mais preparado do que ele para resolver esses problemas. Cadeia de petróleo e gás tem grande alcance, destacou.

O presidente da Petrobras explicou que no plano, de 5 anos, há horizonte de 2 anos para concentração de esforços para uma virada na empresa, em segurança e alavancagem. Depois virá período de volta do crescimento. Terminados os 5 anos, a empresa produzirá 3,4 milhões de barris de petróleo e gás, mas o período inicial será de austeridade.

>> Ouça o presidente da Petrobras

A intenção da Petrobras é se tornar uma empresa integrada de energia, com foco em óleo e gás. Para Parente, a capacidade técnica da Petrobras é única, reconhecida especialmente na exploração em águas profundas.

Pela primeira vez, disse Parente, há métrica de segurança (36% de redução na taxa de acidentes registráveis, de 2,2 acidentados por milhão de homens-hora para 1,4) e financeira, de redução da alavancagem de 5,3 para 2,5 dívida líquida/EBDA até 2018. Resultados na segurança demandarão muito treinamento.

Cerca de 100 pessoas participaram da elaboração do plano, que prevê para o novo sistema de gestão metas compartilhadas e cruzadas, com seu acompanhamento sistemático e a correção de desvios. Principal ferramenta será o orçamento base zero. Aspecto muito importante é a meritocracia.

Pilares são preços competitivos, redução de investimentos mantendo a produção, eficiência de Opex (despesas operacionais) e parcerias em desinvestimentos. A transformação cultural é vista pela direção da Petrobras como essencial para o sucesso do plano. Metas para 2018 são desafiadoras, mas a simulação de cenários mostra que são factíveis. Nos gastos operacionais gerenciáveis a meta é redução de 18%.

O programa de parcerias e desinvestimentos, na estimativa do Plano, pode alavancar investimentos adicionais de mais de US$ 40 bilhões em 10 anos.

Produtividade do pré-sal é maior do que a esperada (em média 26.000 barris por dia). Há menor necessidade de Capex para a mesma produção. Aumento da participação do pré-sal na carteira de produção leva a uma diminuição dos custos operacionais.

Petrobras pretende reduzir seu risco principalmente no midstream e no refino. Para isso, mais do que parcerias, quer alianças estratégicas que tragam aprendizado. Vai sair de uma série de áreas, como produção de biocombustíveis, distribuição de GLP e produção de fertilizantes. Vai ainda reestruturar os negócios de energia, consolidando-os em busca de maximização de valor para a empresa.

Investimentos em refino e gás serão para manter capacidade, não para ampliá-la.

Em tecnologia há duas estratégias principais, com a de curto prazo voltada a reduzir custos, e a segunda visando à adequação à nova economia, de baixo carbono, com crescimento das energias renováveis no mix e exigência de redução da emissão de CO2.

Parente ressaltou a importância da gestão do processo de contratação, com ações em projetos e operação, conformidade, geração de valor e riscos. O fortalecimento dos controles internos e da governança, disse, dá mais transparência e eficácia do sistema de prevenção e combate a desvios. Série de medidas já implementadas permitem a melhora da governança, afirmou.

Ressaltou que não há decisão que seja tomada fora de um colegiado. Separação de autorização de despesas e autorização de pagamento é outro ponto importante.

Parente encerrou a apresentação com a leitura dos direcionamentos estratégicos de longo prazo, para depois dos cinco anos do plano.

José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), avaliou como consistente e convincente o plano da Petrobras. Ressaltou o enorme peso dela no PIB brasileiro.

Skaf encerrou a reunião desejando sucesso a Parente, lembrando que o êxito dele na Petrobras terá grande reflexo sobre a economia. “Temos que olhar para a frente.”

 

Conta da Petrobras não fecha, diz na Fiesp especialista em infraestrutura

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), disse na Fiesp nesta sexta-feira (17/6) que a Petrobras está quebrada. “A conta não fecha”, afirmou durante reunião do Conselho Superior de Infraestrutura da Fiesp. O preço do petróleo, que deve se manter entre US$ 45 e US$ 55 por barril por longo tempo, o câmbio, o enorme endividamento e os cortes nos investimentos –e consequentemente nas perspectivas de aumento de produção- estão entre os obstáculos que ele vê para a empresa.

Pires defendeu a capitalização da empresa, sugerindo que o governo seja responsável por algo como 30% do novo investimento, ficando os restantes 70% para a iniciativa privada. Para isso, listou uma séria de mudanças que seriam necessárias para tornar o negócio atraente para os investidores. “Não dá para recolocar a empresa na rota da rentabilidade sem a capitalização”, afirmou.

O diretor do CBIE explicou o que considera um tripé para refundação da Petrobras: melhora da governança corporativa; plano estratégico de qualidade, realista, com foco nas áreas de atuação mais atrativas; melhor estrutura de capital.

Os números

Com uma dívida de R$ 502 bilhões (em dezembro de 2015), dos quais R$ 280 bilhões vencendo entre abril de 2016 e 2020, a Petrobras precisaria ter R$ 650 bilhões a R$ 700 bilhões para cobrir a necessidade de caixa no período, mas só haverá de R$ 230 bilhões a R$ 280 bilhões de geração de caixa, sugerindo funding gap de R$ 450 bilhões. Dificilmente a produção crescerá até 2020, disse.

Houve corte de investimentos, e a meta revista de produção, que é de 2,7 milhões de barris por dia, representa crescimento de 35% em relação à atual produção de 2 milhões de barris por dia. E mesmo isso, no cenário atual, é difícil, analisa Pires, ressalvando que está mais otimista com o novo governo, que nomeou gente preparada, como Pedro Parente, o novo presidente da Petrobras.

Pires ressaltou que a maioria do crescimento de dívida, de R$ 106 bilhões em 2009 para R$ 502 bilhões de reais, não se deveu a investimentos. Foram R$ 160 bilhões em subsídios para gasolina e diesel entre 2010 e 2016. Outros R$ 80 bilhões se deveram a “custos extraordinários”, em projetos sem retorno financeiro, inviáveis, como Rnest, Comperj e as refinarias premium do Maranhão e do Ceará.

Outros R$ 20 bilhões foram gastos em custos extraordinários nos investimentos em outros ativos de midstream e downstream. Por fim, R$ 75 bilhões em variações cambiais da dívida sem hedge.

Para chegar a um nível sustentável de 1,5 vezes a dívida líquida/EBITDA, o primeiro ponto, segundo Pires, seria dividir a conta entre os stakeholders, como feito no setor elétrico em 2001. O consumidor precisaria devolver o subsídio de R$ 160 bilhões (ou R$ 220 bilhões, com correção), por meio de uma fórmula de preços que permita prêmio em relação aos preços internacionais, por um determinado período. Isso é um erro para corrigir outro erro, mas precisa ser feito para recuperar a Petrobras, disse.

Outra questão seria a renegociação com credores, que emprestaram com a perspectiva de produção de até 5 milhões de barris por dia.

Em relação aos ativos que poderiam ser vendidos, Pires considera viáveis os de distribuição de combustíveis, termoelétricas, ativos internacionais como a Petrobras Argentina e o lease back de plataformas. Isso geraria US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões, muito abaixo do US$ 52 bilhões ambicionados no plano de desinvestimento.

Pires considera que seria útil a Petrobras vender parte dos campos, por não ter capacidade de investimento para explorá-los. Custos do pré-sal vêm caindo, pela boa surpresa na produtividade, e dão atratividade às áreas, disse.

Sobre os ativos da Petrobras que estão em monopólios naturais, como gasodutos, Pires considera que se forem vendidos sem atenção à regulamentação, podem criar uma “grande bagunça” no mercado. Carlos Cavalcanti, vice-presidente do Coinfra, citou posicionamento da Fiesp em relação à venda das distribuidoras de gás. Lembrou que a entidade emitiu duas notas duras na época do negócio. “Estamos atentos”, avisou.

Agenda para o setor

Em sua apresentação, Pires listou pontos que considera necessários para o setor energético:

Redefinição do papel da Petrobras e do governo no desenvolvimento do setor;

Estabelecer mecanismo transparente para alinhamento de preços de combustíveis e redefinir o modelo de investimento para expansão do parque de refino e da malha de gasodutos do país;

Promover a indústria do etanol e a retomada de investimentos em usinas de biomassa;

Melhorar práticas de governança corporativa na Petrobras, para proteção contra interferência governamental e política em sua política de preços, de investimentos, estrutura organizacional e gestão operacional;

Aprimorar a governança dos reguladores do setor e aumentar a responsabilidade e transparência de decisões.

Pires defende a exclusão (em discussão no Congresso) da obrigatoriedade da Petrobras ter no mínimo 30% dos consórcios e ser a exploradora única para exploração e produção de petróleo e gás natural na área do pré-sal. Também propõe retomar um calendário de leilões de petróleo a ser definido pelo Conselho Nacional de Política Energética.

Pires quer ainda a rediscussão do papel da PPSA no setor (para ativos de partilha já leiloados) e a revisão de sua governança, na tentativa de eliminar a ingerência do governo no cálculo da conta petróleo e seu poder de veto em questões estratégicas, como o desenvolvimento de produção marginal no país.

Outra questão é a autorização para farm-out em participações da Petrobras em ativos de cessão onerosa e do excedente da cessão onerosa e no excedente de 10% em relação ao mínimo exigido por lei de 30% para o desenvolvimento da área denominada como Libra.

Em relação a preços de combustíveis e downstream, mudar o estatuto da Petrobras, para incluir nele a fórmula de ajustes de preços e sua periodicidade. Seria preciso eliminar a arbitragem de preços na importação, por meio da criação de uma Cide.

Marcos Marinho Lutz, presidente do Coinfra, elogiou a apresentação de Pires, apesar de “nada animadora”. Em relação à situação da Petrobras, lembrou que a listagem em bolsa conseguiu blindá-la – caso contrário, o prejuízo teria sido muito maior.

Citou a dificuldade gigantesca de promover mudanças na Petrobras, por fatores como a atuação sindical e perguntou a Pires se haveria destruição de valor caso fosse feita uma cisão na empresa, com downstream de um lado e o upstream do outro. Pires acha que estrago maior que o que foi feito nos últimos anos não acontece, mas isso precisa ser estudado. Qualquer opção para reformar a empresa exige coragem, disse. E o processo vai ser difícil.

Reunião do Coinfra, da Fiesp, com a participação de Adriano Pires, do CBIE. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Delegação russa de petróleo e gás visita Fiesp em busca de parcerias

Agência Indusnet Fiesp

O Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec) recebeu nesta terça-feira (7) visita de delegação da Rússia da área de petróleo e gás, com 15 representantes, para colaboração e parceiras e negócios para o setor.

Durante o encontro, a CEO do programa “Collaboration over the ocean”, Evgeniya Shamis, apresentou o objetivo da missão e programa de metas. Já o Decomtec mostrou a agenda mínima e o desenvolvimento do setor de petróleo.

O workshop contou com debate sobre o que pode ser feito para o desenvolvimento de uma parceria industrial entre Rússia e Brasil no setor de petróleo e gás. Teve também discussão sobre o desenvolvimento das empresas do setor no estado de São Paulo e da indústria JSC Gazprom Neft.

Reunião na Fiesp com delegação da Rússia da área de petróleo e gás. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em meio à crise, especialistas da indústria de petróleo pedem atenção ao setor durante workshop na Fiesp

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O cenário do setor brasileiro de petróleo é dramático este ano e precisa de atenção, afirmou Flavio Rodrigues, diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), durante o workshop “Petróleo e Gás Natural: Perspectivas e Desafios” promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Paulo (Fiesp), nesta quarta-feira (21/10), na sede da entidade.  Segundo o diretor, é preciso estar alerta devido à queda no preço internacional do petróleo, que ocasionou a redução nos investimentos da Petrobrás e o recuo econômico no país.

Para ele, é necessário tomar algumas medidas para aumentar a atratividade no Brasil e fomentar investimentos no setor. “Isso inclui mudanças no modelo de conteúdo local e no sistema de partilha para o pré-sal, estabilidade tributária e regulatória. Desta maneira, há possibilidade de outros operadores nesta área”, exemplificou.

“A crise ficou ainda mais aguda devido aos já citados problemas financeiros da Petrobrás. Como os investimentos da estatal representam de 70% a 80% do total do setor, vocês podem avaliar o que isso representa em termos de retração para a indústria como um todo?”, questionou Álvaro Teixeira, diretor da divisão de energia do departamento de infraestrutura (Deinfra) da Fiesp e mediador do workshop.

Também presente no encontro, Eloi Fernandez, diretor geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), afirmou que a indústria de petróleo brasileira “sofre hoje dificuldades por conta da forte dependência de um único comprador, a Petrobras. E acontece o que estamos passando atualmente, quando dá um problema com esse cliente, estagna tudo”, disse. Segundo Fernandez, para que o Brasil se torne competitivo na área e tenha uma atividade viável é necessário que o preço do barril seja acima de U$ 50.
>> Ouça reportagem sobre o setor de petróleo e gás

Workshop na Fiesp sobre perspectivas e desafios para o petróleo e o gás natural. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Gás natural no Brasil

Edmar de Almeida, Professor Doutor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também convidado do evento, falou sobre as perspectivas do mercado nacional de gás natural. Aproximadamente 50% do total da oferta de gás no Brasil é importada. Segundo o professor há barreiras aos investimentos em exploração e produção de gás em terra no Brasil. “O desenvolvimento do gás em terra vai precisar de políticas específicas, mudanças regulatórias e/ou novos mecanismos de incentivos”, afirmou.

Com relação à exploração de gás não convencional (shale gas) no Brasil, Almeida aponta os desafios. “É preciso disseminar conhecimento técnico sobre os não convencionais, coordenar institucionalmente e buscar uma visão convergente no Estado Brasileiro, capacitar institucionalmente para regular e fiscalizar e atrair empresas interessadas em investir no aprendizado tecnológico para produzir gás e óleo não convencional nas condições geológicas brasileiras.”

Oportunidades
Única representante da indústria química no workshop, Fatima Ferreira, diretora da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) falou da expectativa em relação ao pré-sal. “A matéria-prima é o diferencial de competividade para o setor, e o pré-sal é uma grande oportunidade para o Brasil. Sem matéria-prima competitiva não existe indústria petroquímica”, disse.

Para Fatima, o uso do gás também é uma oportunidade de diversificação e aumento da competitividade. “Hoje não temos gás natural competitivo. Já tivemos no passado, o que nos levou a investir em fábricas que vêm sendo gradativamente fechadas. A indústria química é também a única que utiliza gás natural como matéria-prima. Nesta aplicação, o consumo é de apenas 1,4 milhão de m3/dia. No entanto, nesse uso se agrega em média 8 vezes o valor do gás nas cadeias”, disse.

Segundo a diretora, o setor químico é um dos grandes propulsores da economia brasileira, e o aumento de produção da indústria química estimula a produção de outros setores, havendo um efeito dinâmico em cadeia.

VÍDEOS CAMPETRO 2014 – Campinas Oil & Gás

 

Evento foi realizado em Campinas em 2014, a Campinas Oil & Gás recebeu cerca de mil pessoas, com perspectiva de ter gerado negócios futuros em torno de 20 milhões de reais.

Assista abaixo os vídeos do evento realizado dias 04 e 05 de novembro de 2014 pelo  CIESP-Campinas, com o apoio do Comitê de Petróleo e Gás – COMPETRO – FIESP/CIESP e correalização da Prefeitura de Campinas. O evento ocorreu na cidade de Campinas, noExpo Dom Pedro.

Vídeo Cobertura Geral:

https://www.youtube.com/watch?v=yKGGN0cgsP8

Vídeo Rodada de Negócios:

https://www.youtube.com/watch?v=9dYeL9v1-H0

Visite também o site do evento, que terá nova edição em 2015.

http://www.campetro.org.br

 

Palestras do evento de Lançamento do Programa NAGI PG – Núcleo Fornecedores Petrobras em Santos

 

Disponibilizamos as apresentações do evento de Lançamento do Programa NAGI PG – Núcleo Fornecedores Petrobras em Santos UO/BS, que aconteceu no dia 17 de outubro de 2014, em  Santos/SP

 

Para visualizar  as apresentações, acesse o menu ao lado

(todos demais arquivos/2014).

 

 

 

Objetivo do Evento:

Apresentar aos empresários de micro, pequenas e médias indústrias as oportunidades que o setor de Petróleo e Gás oferece e apresentado o Programa NAGI PG – Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de P&G , em que o empresário é capacitado a implementar em sua empresa a gestão da inovação e a preparar-se para atender as demandas e as exigências da cadeia produtiva do Petróleo e Gás.

No evento os empresários presentes também puderam assistir à apresentação de uma empresa participante do NAGI PG que identificou oportunidades e passou a prospectar o setor de petróleo e gás.

A Fiesp e o Ciesp também demonstram como estão apoiando as empresas a fazerem parte deste setor. Foi Assista o depoimento de empresários que já participam do Programa NAGI PG.

 

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Das 8h30 às 12h00 – Auditório UO/BS Petrobras – Santos /SP

8h30 – Recepção e Welcome Coffee

09h00 – Abertura

Diretor da Petrobras UO/BS – Oswaldo Kawakami

Diretor FIESP/CIESP – Kalenin Branco

Diretor Senai SP/Santos – Getúlio Rocha Junior

Representante da USP/PGT- Moacir Miranda

09h15 – Palestra Plano de Investimentos Petrobras e Participação dos Fornecedores

Palestrante: Oswaldo Kawakami – Gerente Geral da UO/BS Petrobras

09h45 – Palestra Novas Oportunidades e Desafios no Fornecimento ao Setor de P&G

Palestrante: Consultor Virgílio Calças – Ex-Gerente da Refinaria da Petrobras de SJC

10h15 – Palestra Case de Sucesso – Depoimento Empresa do NAGI – Benefícios do Programa

Palestrante: Luiz Antônio Schiliró – Empresário Participante do Programa NAGI PG

10h45 – Apresentação do Programa NAGI PG

Palestrante: Egídio Zardo Junior – Representante da FIESP – Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP

11h15 – Apresentação do Auto-Diagnóstico e Plano de Gestão da Inovação – PGI

Palestrante: Moacir Miranda – Coordenador de Projetos do PGT/USP – Núcleo de Política e Gestão Tecnológica

11h45 – Recolhimento do Termo de adesão ao NAGI PG e Próximos Passos

Perguntas dos empresários sobre o Programa NAGI PG e Termo de Adesão

12h00 – Encerramento

Setor de P&G:

Os investimentos estimados do setor até 2020 são da ordem de US$ 424 bilhões e tem potencial para gerar 3,5 milhões de empregos. A previsão é que o setor represente 20% do PIB brasileiro em até 10 anos.

 

Programa NAGI PG – Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás

Até o final de 2014, o Programa NAGI PG irá capacitar cerca de 200 pequenas e médias indústrias paulistas da cadeia de petróleo e gás a implementar a gestão da inovação e a elaborar planos e projetos de inovação.

O Programa NAGI PG está sendo executado em nove núcleos desde 2012 (São Paulo, Vale do Paraíba, Mogi das Cruzes, Sertãozinho, Ribeirão Preto, Campinas, Sorocaba, Piracicaba/Limeira e RMSP) e o décimo núcleo será lançado no evento em Santos dia 17/10, com a participação de empresas fornecedoras da OU/BS da Petrobras. A expectativa é que todas as empresas presentes ao evento adiram voluntariamente ao Programa. No evento será apresentado um caso de sucesso de uma média empresa que participa de outro núcleo do NAGI PG e que passou a fornecer para o setor de P&G a partir de sua participação. Também será apresentado o conteúdo e cronograma do programa e os benefícios às empresas que aderirem. A primeira capacitação já iniciará dia 29/10 na Sede da Fiesp em São Paulo.

O Programa é subsidiado e conta com o apoio financeiro da FINEP – Financiadora de Projetos e do MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que aportou cerca de R$ 2 milhões investidos em capacitações das empresas.

A metodologia de aplicação do projeto, com duração total aproximada de seis a sete meses (finalizando em abril-maio/2014), contempla as seguintes fases:

• Sensibilização das empresas;
• Capacitações coletivas em inovação;
• Aplicação de auto-diagnóstico da inovação;
• Entrevistas individuais nas empresas para validação do auto-diagnóstico e entrega de relatório de melhorias;
• Assessoria empresarial individual para elaboração e entrega do Plano de Gestão de Inovação – PGI, para cada empresa participante.

O objetivo final é que o programa NAGI PG contribua para o aumento da maturidade em inovação das empresas fornecedoras da Petrobras e para o aumento de sua competitividade, identificando e apoiando-as no desenvolvimento de projetos de inovação de seus produtos e serviços voltados à cadeia de P&G, assim como a melhoria na qualidade de fornecimento à Petrobras.


 

Programa Nagi PG – Autodiagnóstico – Material de Apoio

 

Programa NAGI PG

Segue para download a apresentação da capacitação para Preenchimento do Auto-Diagnóstico da Inovação do NAGI PG – Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação do Setor de Petróleo e Gás.

Auto-diagnóstico – Programa NAGI PG

Objetivo

A capacitação para preenchimento do Auto-Diagnóstico da Inovação orienta os empresários participantes a elaborarem o diagnóstico de inovação de suas empresas, identificando pontos fortes e oportunidades de melhoria, comparando o seu desempenho a de outras empresas do setor.

Programa:

·    Os Modelos de Diagnóstico de Inovação

·    O Diagnóstico de Inovação do NAGI PG

·    Como preencher o Auto–diagnóstico de Inovação do Programa NAGI PG

·    Agendamento das Visitas Técnicas às Empresas Participantes e os próximos passos do Programa NAGI PG

 

Palestrantes

• Representante da FIESP – Egídio Zardo Jr. – Analista de Projetos do DECOMTEC – Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP.

Para visualizar o arquivo, acesse o menu ao lado direito.

Programa Nagi PG – Módulo I – Palestras e Materiais

Programa NAGI PG

Em anexo encontram-se as apresentações da capacitação Módulo I do Programa NAGI PG.

Módulo I – Gestão Estratégica e Gestão da Inovação

Programa:

Planejamento e Gestão Estratégica:

• Conceito de Estratégia

• Planejamento Estratégico

• Ambiente de Negócios

• Proposta de Valor

• Gestão da Inovação e Estratégia Tecnológica

• Trabalho em Grupo: Análise SWOT e Proposta de Valor da Inovação

Introdução à Gestão da Inovação:

• O que é gestão da inovação

• Modelos de Inovação

• Cadeia de Valor da Inovação

• Análise de Projetos de Investimento /Payback/VLP/TIR

• Fases do Processo de Inovação

Exercício Prático

• Trabalho em Grupo (Seleção das estratégias e projetos tecnológicos)

Palestrantes

• Professores Claudia Pavani e Moacir Miranda, especialistas em inovação pelo PGT/FEA/USP.

 

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Programa Nagi PG – Módulo II – Palestra e Material

Apresentações da Capacitação Módulo II do Programa NAGI PG

 

Programa NAGI PG

Em anexo encontram-se as apresentações realizadas na capacitação Módulo II do Programa NAGI PG .

Programa:

• Modelo do Plano de Gestão da Inovação

– Estratégia

– Estrutura

– Processos

– Equipes

• Avaliação da empresa

• Como escrever um bom projeto de inovação?

Exercício Prático

• Trabalho em grupos sobre Plano de Inovação.

Palestrante

• Profa. Paula Salomao, Consultora de Inovação.

Aplicativo Inteligência de Mercado

• Apresentação e entrega do Aplicativo os empresários do NAGI PG.

 

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Fiesp e Ciesp apresentam as oportunidades do setor de petróleo e gás para pequenas e médias empresas em Campinas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Campinas

Apresentar as demandas do setor de petróleo e gás para as micro, pequenas e médias empresas foi o objetivo do evento “As oportunidades do pré-sal: como participar deste mercado?”, realizado nesta terça-feira (26/11), pela Federação das indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). As palestras aconteceram na sede do Ciesp de Campinas, com abertura feita pelo diretor de negócios do Ciesp Campinas, Fabiano Grespi.

Virgílio Calças, especialista no setor, com uma carreira de 40 anos na Petrobrás, apresentou as oportunidades e também as exigências que o setor demanda das pequenas e médias empresas que pretendem se tornar fornecedoras da cadeia.

“A área de petróleo e gás é o maior orçamento que a América do Sul tem hoje em um determinado segmento da indústria”, disse. “Se a gente não fizer nada, quem vai fornecer material para o pré-sal são as indústrias estrangeiras. Mas nós temos capacidade de fazer gestão de inovação dos nossos processos para atender esse setor”.

De acordo com Calças, para desenvolver e estruturar o setor de P&G no Brasil é preciso inovação, busca de novas tecnologias, cooperação de setor público e iniciativa privada, ganho de escala de bens e serviços, promoção de competitividade e qualificação de recursos humanos.

“A quantidade de produtos, serviços e conhecimento envolvidos na exploração no pré-sal é muito grande, por isso há tanto investimento e tantas oportunidades”, explicou. “Precisamos que as indústrias de São Paulo trabalhem também nessa direção. Mesmo atendendo seus segmentos, usem seu expertise para o petróleo e gás, diversificando seus clientes e entrando em um novo setor.”

Bacia de Santos

Representando a Petrobrás, o gerente de fornecimento da Unidade de Operação da Bacia de Santos (UO-BS), Victor Saboya, contou a história da descoberta e  início da exploração na área, a atuação da empresa e a produção atual. “A Bacia de Santos já é uma realidade. Hoje, são 200 mil barris no pré-sal e, em sete anos, vamos produzir mais de 1 milhão de barris por ano, quase metade do total da produção da Petrobrás atualmente”, afirmou. “A produção de petróleo no pré-sal não tem mais nenhum requisito tecnológico que impeça. Só tem melhorias a serem feitas.”

Saboya destacou a questão da manutenção das plataformas e equipamentos. “São muitas as demandas, valores enormes sendo investidos. E o principal: serão muitos e muitos anos de operação de todas as unidades.”

Sucesso na área

Exemplo de sucesso na área, o diretor da AR – Ar condicionado e engenharia, Antonio Luiz Schiliró, contou como sua empresa passou a fornecer para o setor de P&G. Segundo ele, o projeto começou por meio de um evento da Fiesp, de mobilização da indústria paulista na cadeia de óleo e gás. “Na área de offshore, constatamos que vários ambientes necessitavam de nossos equipamentos e serviços.”

Schiliró conta que os primeiros desafios foram a necessidade da capacitação técnica e de certificações, o cadastramento na Petrobrás e o caminho para chegar às informações estratégicas do setor. Foi quando a empresa integrou o Núcleo de Apoio de gestão à Inovação da Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi), uma parceria da Fiesp, do Ciesp e da USP. E começou a entender melhor o setor.

“Em julho de 2012, novamente por meio de convite da Fiesp, participamos de uma  missão empresarial à Finlândia e à Noruega, voltada ao setor de óleo e gás”, disse. “A missão teve encontros com indústrias locais, visitamos estaleiros, participamos de workshops e entendemos como funcionam os cluster das unidades navais na Noruega”, contou. “Foi lá que descobrimos a força da pequena e média empresa na cadeia.”

Hoje, a AR já trabalha em diversas áreas no setor de P&G, como fornecimento de sistema de ar-condicionado para sub-estações elétricas na nova refinaria Comperj e trabalhos offshore  em Macaé.

Núcleo de Apoio

A gestão da inovação e sua importância para aproveitar as oportunidades do pré-sal foi o tema apresentado pela consultora da PGT/USP, Claudia Pavani. “Ter uma bela ideia não é inovação. Inovar é implementar um produto novo, um processo, um método de marketing ou organizacional”, explicou. “A empresa consegue inovar quando tem ideias, converte essas ideias em produtos e serviços e as vende. Se não funcionar bem em um desses três aspectos, não há inovação.”

Gestão da inovação é um dos módulos do programa Nagi, que tem de 12 a 14 meses de duração. O programa busca sensibilizar para a inovação, capacitar profissionais e também indústrias da cadeia PG e assessorar planos de gestão da inovação e projetos inovadores.  Além disso, as empresas participantes são orientadas com relação a parceiros e linhas de financiamento, metodologia e normatização, construção de propostas de plano de gestão e projeto de inovação.

Com atuação em seis regiões do Estado, o Nagi pretende iniciar seu trabalho em Campinas em janeiro de 2014. A apresentação do programa foi feita pelo analista de projetos do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) Fiesp, Egídio Zardo Jr.

“A gente tem a força da Fiesp, do Ciesp e da USP para mostrar que a indústria paulista se mobilizou e tem projetos para a área de petróleo e gás. O objetivo do Nagi é dar ajuda para que isso aconteça de forma integrada”, afirmou Zardo.

 

Programa da Fiesp e do Ciesp ajuda empresas a alavancar negócios no setor de petróleo e gás

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em suas primeiras viagens a Macaé (RJ), um dos principais polos de produção de petróleo no Brasil, o empresário Antonio Luiz Schiliró costumava ficar “na última fileira do ônibus”. Agora, mais envolvido na área, ele diz que já ocupa um lugar “no meio” do veículo. E o que é melhor: “na janela”. Parte desse entrosamento com o setor vem de sua participação nas atividades do Núcleo de Apoio à Gestão e Inovação – Petróleo e Gás (Nagi PG), iniciativa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Foi nas reuniões e treinamentos do Nagi que Schiliró identificou boas oportunidades para a empresa que dirige, a AR – Ar Condicionado e Engenharia, de São Paulo. A empresa integra sistemas de tratamento de ar e procura estar em mercados “onde o tratamento de ar é fundamental”, como é o caso do setor de petróleo e gás.

Assim, desde a participação num evento na Fiesp, em 2011, Schiliró viu uma expansão do trabalho da AR na área. “Já tínhamos uma atuação no setor, que agora ficou mais intensa”, diz. “Foi no evento da Fiesp, com a participação de um gerente da Petrobras que detalhou os caminhos para prestar serviços para a empresa, que nós nos organizamos nesse sentido”, explica.

Schiliró: “Já tínhamos uma atuação no setor, que agora ficou mais intensa”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Schiliró: “Já tínhamos uma atuação no setor, que agora ficou mais intensa”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Nessa linha, a AR se preparou para conseguir o chamado Certificado de Registro de Cadastro Corporativo (CRCC), exigido pela Petrobras aos seus fornecedores. “Esse é um mercado exigente, que pede dos profissionais uma visão internacional e requisitos como falar inglês fluentemente. É preciso ter agilidade”, conta.

Lá na Noruega

Dentro desse envolvimento, o empresário conta que, durante uma missão empresarial à Finlândia e à Noruega organizada pela Fiesp em 2012, fechou uma parceria com a empresa MKK, fabricante de equipamentos para ar condicionado, para a distribuição dos produtos da marca na América do Sul. “O mercado de petróleo é amplo. Cada plataforma é uma mini cidade. Sem falar que muitos campos de exploração precisam ser reformados para se adequar às normas atuais”, afirma Schiliró. “Ou seja, há oportunidades para todos e o futuro é promissor. Basta ter persistência”.

Como resultado de todas essas ações, os negócios do petróleo e do gás respondem hoje por 40% do faturamento da AR.

Consórcio informal

Schiliró não está sozinho no time dos empreendedores que viram suas empresas avançarem depois de participar das atividades do Nagi. Diretora executiva da Termodin, fabricante de equipamentos para ar condicionado com sede em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, Juliana de Araújo Pereira conta que trabalha com plataformas e refinarias desde 2003. Mas que foi depois de começar a participar das reuniões do Nagi, em 2013, que a empresa conseguiu o seu terceiro cliente de maior porte na área.

E isso não é tudo: durante a realização de uma das tarefas dos cursos oferecidos pelo Núcleo, surgiu a ideia de criação de um “consórcio informal” com seis empresas para trabalhar em conjunto na área de petróleo e gás. “Formamos uma equipe para atender necessidades do setor em serviços que vão de projetos à instalação”, explica Juliana. “Assim, podemos participar de cotações de preços em conjunto”, diz.

Juliana:  ideia de criação de um “consórcio informal” com seis empresas para trabalhar em conjunto. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Juliana: ideia de criação de um “consórcio informal” para trabalhar em conjunto. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

De acordo com a executiva, fez toda a diferença ter participado do Nagi. “Isso ampliou o nosso portfólio de oportunidades”, explica. “É fundamental buscar fazer novos contatos, formar uma rede”, diz. “Éramos empresas que frequentavam os mesmos eventos e não se conheciam. O Nagi nos fez estreitar a relação”.

Hoje, o setor de petróleo e gás é responsável por 10% dos negócios da Termodin. “A nossa meta é aumentar esse percentual para 15% em cinco anos”.

E tem mais: foi depois de ganhar mais espaço no setor que a empresa viu seu crescimento médio anual decolar. “Vínhamos crescendo entre 3% e 5% ao ano”, afirma Juliana. “Depois dos investimentos em petróleo e gás, essa média passou a ser de 10%, com um pico de 70% em 2010”, conta.

Próximo evento 

Ficou com vontade de participar das atividades do Nagi? Então fique atento ao próximo evento do núcleo executado pelo Comitê da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás (Competro) da Fiesp para o setor.

Trata-se do seminário “As Oportunidades do Pré-Sal: Como Participar Deste Mercado?”, a ser realizado no dia 26 de novembro, das 8h às 12h, na Rua Padre Camargo Lacerda 37, Vila Andrade Neves, em Campinas.

Para mais informações, só clicar aqui.

Pré-sal deve ser aproveitado para trazer tecnologia ao país e estimular cadeia produtiva, diz Paulo Skaf

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Barra Bonita

“A exploração do pré-sal deve ser uma oportunidade não apenas para estimular as exportações de petróleo e derivados do Brasil, mas, principalmente, para atrair tecnologia e estimular a fabricação de equipamentos e até de plataformas de exploração no país”.

A afirmação foi feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Paulo Skaf, na manhã desta sexta-feira (25/10), durante a inauguração de uma nova escola do Sesi-SP em Barra Bonita, no interior do estado.

Quatro dias após a realização do primeiro leilão do pré-sal, no Campo de Libra,  Skaf ressaltou a importância da oportunidade. “Que o Brasil aproveite não só para tirar o petróleo e exportar, mas para trazer tecnologias, estimular empregos e a cadeia para produzir equipamentos e maquinários, que é do que realmente necessita o país”, afirmou.

Skaf na inauguração da escola do Sesi-SP em Barra Bonita: fabricação de equipamentos no Brasil. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Skaf na inauguração da escola do Sesi-SP em Barra Bonita: fabricação de equipamentos no Brasil. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Autor da única oferta, o consórcio formado pela Petrobras, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, e as estatais chinesas CNPC e CNOOC venceu o leilão do Campo de Libra no pré-sal, o maior campo de petróleo já descoberto no Brasil. O grupo propôs destinar para a União 41,65% do óleo a ser produzido no local, percentual mínimo exigido.

A Petrobras ficou com 40% de participação, incluindo o percentual de 30% obrigatório por lei. Shell e Total ficaram com 20% cada uma. As chinesas ficaram com 10% de participação cada uma.

Crescimento econômico

O presidente da Fiesp ainda avaliou que a economia está melhor do que já esteve ano passado, mas afirmou que o crescimento ainda será abaixo da média mundial.

“Estamos vivendo uma época de vacas magras tanto no Brasil quanto no mundo. Devemos ter um crescimento de 2,5% em 2013, enquanto os países desenvolvidos devem crescer cerca de 3%”, disse Skaf.

 

Futuro do crescimento do uso do petróleo em debate no 14º Encontro de Energia

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

O painel “A Eterna busca pela autossuficiência”, que aconteceu na tarde desta segunda-feira (05/08), durante o 14º Encontro de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), debateu a as alternativas de fontes energéticas a serem exploradas no Brasil. O Encontro segue até essa terça-feira (06/08) no Hotel Unique, em São Paulo.

O presidente da World Petroleum Council (WPC), Renato Bertani, abordou as tendências de demandas de energia global. “O consumo de energia no mundo é de 250 milhões de barris por dia e os Estados Unidos são os maiores consumidores, com certa de 25% do consumo, seguido da Arábia Saudita”, disse. “Quando se olha pra o futuro, temos em vista um crescimento de 35% por conta da demanda populacional. Nesse sentindo, nas próximas décadas, os combustíveis fósseis vão predominar, ainda que haja uma pequena mudança neste cenário”.

Bertani: crescimento de 35% da demanda por conta do aumento populacional. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Bertani: crescimento de 35% da demanda por conta do aumento populacional. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Segundo ele, no ano 2000, imaginava-se que já tinha chegado o pico de uso do petróleo, com 1,25 trilhão de barril. No entanto, Bertani lembra que chegamos em 2013 e o consumo continua intenso. “As indústrias descobriram novas reservas e devem continuar a se reinventar, apesar dos inúmeros desafios. A tendência de longo prazo é que os preços também subam. Não acredito que o objetivo é perseguir a autossuficiência. Acho que temos condições de nos tornarmos uma potência maior”.

Derivados              

A professora do IEE/USP, Suani Teixeira Coelho, chamou a atenção do público para a implementação de derivados. “Tínhamos uma produção elevada de etanol e, agora com a quebra de safra, a produção vem caindo e o consumo da gasolina aumentando por conta do valor mais baixo. É preciso que o etanol produzido no Brasil não seja exportado”, disse.  “No entanto, o entrave está na falta de competitividade do produto. Como podemos ser mais sustentáveis, com esta realidade?”, questionou.

A professora disse que o problema maior do preço do etanol no País é o ICMS em torno de 25%. A gasolina segue com preço inferior, comparada com o resto do mundo.  “Se pensarmos que temos de melhorar o meio ambiente, este é um gargalo a ser discutido. Precisamos urgentemente de políticas mais adequadas e renumerar as vantagens ambientais e sociais dos biocombustíveis de gordura animal e soja, por exemplo”, enfatizou.

Na mesma esteira, o professor do IE/UFRJ, Marcelo Colomer, trouxe para a discussão as questões chaves na análise da dependência externa. Dentre elas estão: a autossuficiência no mercado de gasolina; a expansão de produção de petróleo; a política de preços dos combustíveis e de misturas; a reestruturação da indústria; a expansão da frota de biocombustível e do Parque de Refino e a reestruturação da indústria sucroalcoleira.

“Temos um gargalo muito grande na indústria e não temos como crescer, se não sair o Refino. Assim, teremos um déficit absurdo no mercado até 2020. É claro que não adianta só expandir o petróleo. Isso não resolverá o problema de autossuficiência dele no Brasil e no mundo”, concluiu.

 

Fiesp/Ciesp realizam o Paulínia Petróleo & Gás nos dias 21 e 22 agosto

Agência Indusnet Fiesp

Nos dias 21 e 22 de agosto, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Campinas  e o Comitê da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás (Competro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com o apoio da Prefeitura Municipal de Paulínia e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, realizará o Paulínia Petróleo & Gás 2013.

Com uma expectativa de público em torno de 1,5 mil pessoas, o evento, que será realizado no Theatro Municipal de Paulínia, atenderá empresários, investidores, executivos e dirigentes do parque industrial da região de Campinas e do estado de São Paulo.

No primeiro dia haverá um congresso liderado por grandes nomes do setor e rodada de negócios. Já no segundo dia, além do congresso, os empresários terão à disposição a sala de crédito, uma oportunidade para negociar com agências e bancos sobre linhas de financiamento a custos competitivos.

Para os industriais interessados em ingressar na cadeia de fornecedores, haverá atendimento, no local, para esclarecimento de dúvidas, e possíveis orientações sobre o respectivo cadastro.

Ainda para auxiliar a inserção das MPEs no setor, o Ciesp colocará à disposição dos empresários uma mesa de atendimento do Programa Nagi P&G – Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de P&G, único projeto do gênero em desenvolvimento no país, com o apoio financeiro da Agência Brasileira da Inovação (Finep). A inscrição para o atendimento do NAGI P&G poderá ser realizada no local.

A edição 2013 do Paulínia Petróleo & Gás tem como principal objetivo fomentar a cadeia de petróleo, gás e naval do Brasil, principalmente na Região Metropolitana de Campinas.

Serviço

Paulínia Petróleo & Gás 2013

Datas: 21 e 22 de agosto

Local: Rua Padre Camargo Lacerda, 37 – Bonfim, Campinas – São Paulo

Fone: (019) 3743-2200.  Fax: (019) 3243-5769

Site: www.ciespcampinas.org.br

Exploração do petróleo no Brasil será debatida em evento da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai debater, nos dias 5 e 6 de agosto, o momento atual do pré-sal brasileiro no seu 14º Encontro Internacional de Energia,  a ser realizado no Hotel Unique, na capital paulista. Com o painel “Pré-sal: a nova era do petróleo no Brasil”, a entidade vai discutir o Programa de Investimentos da Petrobras, o desenvolvimento dos campos descobertos e a exploração e produção do petróleo, entre outros temas.

“A extração de petróleo da camada pré-sal abre um mar de oportunidades para o setor industrial, que está preparado para aproveitá-las. A indústria de base paulista já é a maior fornecedora da Petrobras e das empresas contratadas por ela”, afirma Carlos Cavalcanti, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

A chegada do primeiro leilão do pré-sal, previsto para outubro, no Campo de Libra na Bacia de Santos, promete um investimento na ordem de US$ 200 bilhões a US$ 300 bilhões. A previsão é de que a área gere uma produção de 1 milhão de barris por dia. Segundo a Agência Nacional o Petróleo (ANP), o Campo de Libra tem condições de começar a produzir em 2018.

“O pré-sal vai proporcionar impacto econômico e social, além de ser uma grande oportunidade para a indústria no País, que precisa estar preparada para atender esse crescimento de demanda e tecnologicamente pronta para vencer os desafios do petróleo explorado”, ressalta Cavalcanti.

Serviço
14º Encontro Internacional de Energia
Datas: 5 e 6 DE AGOSTO – das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo

Em artigo nos jornais, Rubens Barbosa faz análise sobre fornecimento e demanda global de petróleo

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo denominado “O novo mapa do petróleo”, publicado na manhã desta terça-feira (23/04), nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, o presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), embaixador Rubens Barbosa, faz uma análise sobre o petróleo, no Brasil e no mundo.

“Segundo recentes relatórios especializados, dois fatos novos deverão trazer significativas implicações políticas, econômicas e estratégicas no cenário internacional: as fontes de produção de petróleo deverão mudar e a demanda global, em especial da China, Índia e Oriente Médio, crescerá de 35% a 46% entre 2010 e 2035”, escreve Barbosa.

No artigo, o embaixador ainda ressalta que na América Latina, o país mais afetado deverá ser a Venezuela por conta da redução das importações de petróleo pelos Estados Unidos da América (EUA), hoje situadas ao redor de 10% da demanda americana. E conclui: “no caso do Brasil, o petróleo do pré-sal não mais será absorvido pelo mercado americano, como inicialmente esperado. Outros destinos deverão ser buscados, em especial China e Índia.”

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.