INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: CATERPILLAR – INCLUSÃO INTEGRAL

Por Karen Pegorari Silveira

Segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2015, divulgada pelo Ministério do Trabalho, 403,2 mil pessoas com deficiência atuam formalmente no mercado de trabalho, correspondendo a um percentual de 0,84% do total dos vínculos empregatícios.

Esse aumento progressivo da participação nos últimos anos, de 0,77%, em 2014, e 0,73% em 2013 reflete o pensamento de companhias, como a Caterpillar, que apostaram na diversidade e inclusão de pessoas com deficiência (PcD), e ainda colaboram para o alcance da meta 8.5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que sugere alcançar o emprego pleno, produtivo e o trabalho decente para todas as mulheres e homens, inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência, além de remuneração igual para trabalho de igual valor até 2030.

Para receber os PcD, a empresa realizou todas as adequações necessárias e customizou os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) considerando as características individuais e fornecendo o equipamento de acordo com cada necessidade/deficiência. Além disso, a empresa criou campanhas, treinamentos, comitês, semanas temáticas, informativos internos e externos, rodas de conversa e mídias sociais para falar sobre o assunto.

A Caterpillar disponibiliza por exemplo, o “Curso de Libras” (desde 2014) para líderes e funcionários que têm contato direto com os funcionários surdos que além de facilitar a comunicação, integra todos no ambiente de trabalho.  Também criou (desde 2015) a “Oficina da Comunicação” que atua no desenvolvimento da comunicação dos funcionários surdos ou com perda auditiva.

Essas iniciativas fazem parte do programa “JUNTOS, Ser Diferente é Somar” e têm como base as pesquisas aplicadas periodicamente (1- com todos os funcionários, 2- com a liderança, 3- com os funcionários com deficiência), nos atendimentos realizados por equipe multidisciplinar (individual e/ou em grupo), no mapeamento das deficiências por áreas de atuação e nos apontamentos feitos pelo Comitê de Diversidade e Inclusão.

Segundo a empresa, para garantir a execução de todas as etapas do programa, desde 2015 foi incluído na estratégia de RH, um indicador para o acompanhamento do percentual de aceitação da pessoa com deficiência pela liderança da organização. Três treinamentos foram aplicados em 2016: 1) “Gerenciando a inclusão” para supervisores e líderes operacionais 2) “Preconceitos Inconscientes” para diretores e gerentes e uma segunda versão do “Preconceitos Inconscientes” para o público administrativo.

A Caterpillar Brasil foi eleita pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência a melhor empresa para trabalhadores com deficiência, na terceira edição do prêmio, que visa ampliar a visibilidade das boas práticas de inclusão profissional adotadas por empresas do Estado de São Paulo.

A pesquisa avaliou diversos quesitos, como a promoção da política dos direitos da pessoa com deficiência, igualdade de oportunidades, nível de sustentabilidade dos projetos e condições materiais e psicológicas; além do cumprimento da legislação sobre a reserva de vagas para pessoas com deficiência

Segundo Caio Orlandini, supervisor de Recursos Humanos, “A inclusão de pessoas com deficiência é, acima de tudo, uma oportunidade conjunta. A oportunidade de as pessoas com deficiência exercerem uma atividade digna com autonomia e, ao mesmo tempo, uma oportunidade para empresa na conscientização de seus funcionários e na diversificação da sua força de trabalho, gerando inovação e resultados”, comenta Orlandini.

A companhia também apoia projetos e entidades nas comunidades onde tem operações, sendo considerada uma das principais colaboradoras do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMDECA) em Piracicaba. Em parceria com este trabalho, o programa “JUNTOS: Ser Diferente é Somar, propõe foco nas iniciativas de apoio para a inclusão e desenvolvimento da pessoa com deficiência com ações que transcendem os muros empresariais.

Há ainda a parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Piracicaba – AUMA – e a entidade Espaço Pipa através do FUMDECA, financiando 100% do projeto AME (Artes, Música e Esportes), que trabalha no desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas em pessoas com Síndrome de Down e com a APAE que promove a inclusão de deficientes intelectuais (adicional à cota).

Sobre a Caterpillar

A Caterpillar possui funcionários com deficiências em diversos cargos, de diferentes áreas. Hoje a empresa conta com 45 tipos de cargos entre os funcionários com deficiência física, auditiva, intelectual e visual, destes, 33 são operacionais e 12 administrativos, onde o maior número se concentra na área de Logística. Na fábrica de Piracicaba (SP), onde se concentra a maior quantidade de funcionários, a empresa conta com 163 profissionais com deficiência e reabilitados e no Brasil somam-se 180.

Iniciativas Sustentáveis: Dow – Inclusão e sensibilização

Por Karen Pegorari Silveira

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 45,6 milhões de pessoas declararam ter ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde a 23,9% da população brasileira. Porém, dos 44 milhões de pessoas com deficiência que estão em idade ativa, 53,8% estão desocupados ou fora do mercado de trabalho, mesmo com a existência da Lei de Cotas, que exige a contratação desses profissionais em empresas com mais de 100 colaboradores.

Apesar deste cenário, muitas organizações criaram programas de contratação de profissionais com deficiência que servem de exemplo a milhares de outras empresas e mostram que é possível incluir e desenvolver estes talentos, assim como é o caso da indústria química Dow.

Na Dow, a iniciativa está sendo conduzida por membros da DEN (Disability Employee Network), uma rede de funcionários voluntários global que tem o objetivo de promover a inclusão profissional de pessoas com deficiência, valorizando a contribuição de todos em prol de uma cultura inovadora e de respeito ao indivíduo. Para isso, o grupo realiza, desde 2008 no Brasil, workshops internos de sensibilização sobre o tema da diversidade, com foco em pessoas com deficiência, com o objetivo de fortalecer a cultura de inclusão e integração na empresa.

Em um dos workshops de sensibilização já realizados, os participantes foram vendados e tiveram que realizar diferentes tarefas, como, por exemplo, servir-se durante um café da manhã com uma venda e sem qualquer tipo de apoio e posteriormente, com o auxílio de uma audiodescrição para entender a posição da comida na mesa. Ao final, foi realizada uma discussão em grupo para debater a experiência e o aprendizado.

Há também um treinamento para gestores, com cerca de duas horas de duração. Neste encontro em que os gestores discutem o tema inclusão e preconceitos inconscientes, é feito um plano de ação do que pode ser feito para minimizar qualquer tipo de preconceito, Em 2015 quase todos os gestores já participaram, o que soma cerca de 400 pessoas.

O diretor de Suporte Comercial e responsável por liderar o DEN no Brasil, Osvaldo Kalaf, diz que a Dow acredita que os funcionários que vivenciam algum tipo de deficiência agregam valor à companhia por meio da diversidade de pensamento e cultura e, neste contexto, todos aprendem e todos ganham. “Sendo assim, buscamos tornar o ambiente de trabalho o mais inclusivo possível para pessoas com deficiência, já que isso contribui substancialmente para a nossa capacidade de operar como uma organização inovadora e sustentável”, comenta o executivo.

Dos 2682 funcionários da Dow, 120 são pessoas com deficiência, em cargos que variam de assistente administrativo à diretoria. Para promover a independência e um ambiente de trabalho adequado para este público, a Dow desenvolveu os escritórios de acordo com o Desenho Universal, um conceito que propõe o desenvolvimento de ambientes que possam ser utilizados por um amplo espectro de usuários. Desta forma, a empresa disponibiliza uma estrutura com computadores adaptados, piso tátil, cadeiras Evac Chair, elevador para pessoas com deficiência, rampas de acesso, Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) durante reuniões e treinamentos programados, monitores para pessoas com deficiência (Anjos da Guarda), além de mesas e cadeiras adaptadas.

A companhia divulga seu compromisso com o tema na Política de Diversidade & Inclusão, e estabelece, entre outras premissas, a promoção de um ambiente de trabalho que respeite e valorize as diferenças, sem qualquer tipo de discriminação em função de gênero, deficiência ou orientação sexual.

Todo esse esforço garantiu à Dow, pela quarta vez consecutiva, o Selo Paulista da Diversidade, do Governo do Estado de São Paulo. O certificado é concedido às empresas que adotam políticas de inclusão para pessoas com deficiência, grupos étnicos discriminados e pessoas de diferentes orientações sexuais.

Para Marina Dotto Lima, representante de gestão de talentos na área de Recursos Humanos, a companhia enxerga a importância da diversidade. “Nós a consideramos um dos principais drivers de inovação. Diferentes ideias, experiências, opiniões e perspectivas são capazes de gerar maior valor para a empresa”, relata a Marina.

Sobre a Dow

A Dow Brasil reúne aproximadamente 3 mil funcionários, distribuídos em 16 fábricas, seis centros de pesquisa, uma unidade de processamento de serviços e a Diamond Tower – sede da Companhia na América Latina, localizada em São Paulo (SP). As principais unidades de produção e pesquisa da Dow no Brasil estão localizadas nos estados da Bahia (Aratu e Vera Cruz) e de São Paulo (Guarujá, Jacareí, Pindamonhangaba, Franco da Rocha, Jundiaí, Mogi Mirim e São Paulo – capital).

Consocial prioriza obesidade infantil, 1ª infância e inclusão de pessoas com deficiência em 2016

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Na última reunião do ano do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp, realizada nesta quinta-feira (10/12) e presidida pelo cirurgião médico Raul Cutait, foram apresentadas propostas sobre temas que envolvem educação, saúde e cultura. Para discutir e colocar em prática esses projetos em 2016 o Conselho formou grupos de trabalho para cada um deles.

Uma das propostas é sobre o combate à obesidade infantil, mal que atinge um terço das crianças brasileiras e 40% dos paulistas entre 5 e 9 anos. Foi apresentada pelo cartunista Mauricio de Sousa, que defende a realização de uma campanha envolvendo a personagem Magali como a embaixadora da alimentação equilibrada. “Usando os personagens, livros, revistas e vídeos fica mais fácil levar a mensagem da boa alimentação”, explica.

Além da boa alimentação, o projeto apresentado pelo cartunista também inclui atividade física e o envolvimento da família. “Não é só a alimentação, há necessidade de brincadeiras, oficinas, projetos de rua e atividades como pular corda, correr e fazer academia de rua, para que a família toda se envolva, entenda e se conscientize”, diz.

Mauricio de Sousa propôs usar Magali em campanha contra a obesidade infantil. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Integrante do Consocial, a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, vai coordenar o GT sobre inclusão da pessoa com deficiência e afirmou que um dos pontos de foco do grupo será o laudo médico. “Essa é uma questão discutida no mundo todo, diagnóstico não define o que a pessoa com deficiência pode fazer.”  Pinotti exemplifica citando que pessoas diagnosticadas como tetraplégicas podem ter tido o corpo afetado de formas diferentes, portanto com habilidades diferentes para o trabalho.

O GT também pretende realizar o mapeamento minucioso das vagas no mercado de trabalho para pessoas com deficiência na indústria paulista.

De acordo com Pinotti, de 1,279 milhão de vagas de cotas disponíveis no Brasil para pessoas com deficiência, mais de 330 mil são preenchidas (cumprimento de 25%). No Estado de São Paulo há 411 mil vagas, e 119 mil (29%) são cumpridas.

Outro GT foi criado para discutir a proposta do maestro João Carlos Martins sobre formação musical como inclusão social. Segundo Martins há 200 pequenas orquestras pequenas no Estado de São Paulo, e a ideia é criar um curso à distância para aperfeiçoar a competência desses maestros e, por meio deles, atrair crianças e adolescentes para participar de um projeto de música local.

Primeira infância

Presente à reunião, o diretor, jornalista, apresentador de televisão, escritor e roteirista Marcelo Tas se dispôs a atuar no combate à obesidade infantil e a fazer parte do GT “Apoio à primeira Infância”, que pretende desenvolver estratégias para ampliar ações da sociedade civil e políticas públicas em busca de mais atenção à primeira infância – período desde a concepção do bebê até o momento em que a criança ingressa na educação formal.

Tas lembrou que a inclusão digital deve fazer parte do trabalho como uma ferramenta para “ouvir” o outro. “Uma chave para se aproximar desse projeto é ouvir inclusive as crianças, que são incríveis, a comunidade, a família. Com isso a gente pode alavancar, tornar mais eficiente esse processo todo”, conclui.

Segundo Cutait, na próxima reunião serão criados grupos de trabalho para os temas “Sustentabilidade na produção e consumo de alimentos” e “Criação de espaços de convivência para idosos”.

Reunião do Consocial, conduzida por Raul Cutait, definiu projetos para 2016. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Reunião do Consocial, conduzida por Raul Cutait, definiu projetos para 2016. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Sylvio de Barros fala sobre importância da inclusão de pessoas com deficiência

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo publicado nesta terça-feira (16/09) nos jornais Correio Popular, de Campinas, e Diário de Sorocaba, Sylvio de Barros, diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) fala sobre a inclusão profissional de pessoas com deficiência.

Ele cita o projeto Meu Novo Mundo, lançado em agosto pela Fiesp em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e a Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego no Estado de São Paulo (SRTE-SP), que tem como objetivo verificar a aptidão e o nível de conhecimento das pessoas com deficiência, e assim, treiná-las e motivá-las para que se sintam parte integrante do ambiente de trabalho.

“Para nós, da Fiesp, o melhor caminho para fazer com que as pessoas com deficiência se fixem nas empresas, criem vínculos e façam carreira é investir em aprendizagem. Isto fará com que o projeto de inclusão se transforme em plano de vida, de carreira, e não simplesmente um cumprimento de normas que tem data para iniciar e terminar”, afirma Sylvio de Barros.

Veja o recorte do artigo abaixo ou acesse os sites dos jornais Correio Popular e Diário de Sorocaba.

Fiesp e Ciesp realizam o fórum de inclusão profissional de pessoas com deficiência

Agência Indusnet Fiesp

Iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o fórum “Sou Capaz – Promovendo a Inclusão Profissional” será realizado dia 14 de agosto, às 8h30, no Ciesp Ribeirão Preto. O objetivo é discutir práticas para a inclusão profissional, saúde, segurança e educação de pessoas com deficiência física, reabilitados e aprendizes e apresentar casos de sucesso na indústria. Estará presente no evento o diretor do Ciesp de Ribeirão Preto, Guilherme Cinuciusky Feitosa.

Sou Capaz

O “Sou Capaz” foi criado em 2010 com o objetivo de oferecer capacitação técnica a pessoas com deficiência física e aprendizes, por meio de fóruns e cursos itinerantes que percorrem o Estado de São Paulo, assim como ações do Depar. O programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais visando obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Em quatro anos, cerca de três mil pessoas participaram dos 27 fóruns realizados, 11 cursos, um Seminário Internacional de Reabilitação Profissional com a participação de especialistas do Brasil, Portugal e Alemanha, além da formação da Comissão de Estudos, com o objetivo de apresentar propostas de aperfeiçoamento das Leis 8213/91 (Lei de Cotas) e 10097/00 (Lei do Aprendiz).

Fórum “Sou Capaz – Promovendo Inclusão Profissional”

Informações e inscrições
Data: 14 de agosto
Horário: das 8h30 às 12h30
Local: Rua Bernardino de Campos, 1.001, 15° andar (cobertura), Centro – Ribeirão Preto/SP

Iniciativas Sustentáveis: Metso – Sucesso na contratação de pessoas com deficiência

Por Karen Pegorari Silveira

A Metso Brasil, multinacional finlandesa especializada em serviços e equipamentos para a indústria de mineração, celulose e petróleo, tem um forte trabalho de inclusão dos profissionais com deficiência na empresa. O projeto de inclusão da companhia começou no ano de 2008, em parceria com o Senai da cidade de Itu, interior paulista, e nesta etapa inicial foram mapeados postos de trabalho e adequação dos tipos de deficiência para cada função.

Em seguida, a entidade captou os currículos de diversos profissionais no mercado e a empresa ofereceu alguns cursos de capacitação nas áreas de logística, almoxarifado, assistente administrativo e outros. Alguns destes profissionais captados, depois de formados, foram contratados pela Metso e os demais foram absorvidos pelo mercado. Hoje a companhia possui mais de 70 profissionais com deficiência em áreas administrativas e fabris.

O diretor de recursos humanos, Pedro Macedo, diz que a inclusão é um processo que deve passar pela convivência e pelo aprendizado. “Quando falamos de inclusão, precisamos falar em diversidade e diversidade é falar em diferenças de ideias, pensamentos, crenças, interesses e expectativas. E é com essas diferenças que convivemos todos os dias. A Metso vem a cada dia superando os desafios e criando novas oportunidades”, comenta ele.

Diversas ações para conscientizar, capacitar e preparar os funcionários para o acolhimento desses novos colegas de trabalho também foram implantadas. Entre elas a exposição de filmes e livros sobre o tema, a contratação de consultoria especializada para acompanhamento sistematizado dos deficientes intelectuais, entre outras. Todo o acompanhamento do programa é realizado pela área de recursos humanos da empresa, sendo uma responsável direta e cerca de 7 outras pessoas no suporte diário a esses profissionais.

Ana Carolina Manoel, analista de recursos humanos, acredita que esse acompanhamento precisa ser realizado sempre. “Se trata de um fator de sucesso para o bom desempenho. Especificamente para o caso de pessoa com deficiência, a empresa precisa analisar necessidades específicas para que possa dar suporte e orientação adequados em busca do sucesso profissional desta pessoa”, diz a analista.

Para a gerente de treinamento e desenvolvimento, Iara Mussi Paolani, a deficiência é uma dentre todas as possibilidades do ser humano. “Ela deve ser considerada como um fato natural sobre o qual falamos de forma aberta, do mesmo modo que fazemos em relação a todas as outras potencialidades humanas”, defende Iara.

O supervisor de planejamento e controle de produção, Fernando Gueralde de Aquino, acredita que a inclusão de deficientes no mercado de trabalho é um grande desafio para as empresas e pode ser visto como crise ou oportunidade. “Passamos a notar que muitas vezes transformávamos pequenos problemas em insolúveis, e a medida em que convivemos com as diferenças, começamos a enxergar certas questões de forma diferente, dando mais ênfase a solução do que ao problema, sem falar no simples fato de que eles são exemplo de vida real para qualquer um”, comenta Aquino.

Durante o Fórum Sou Capaz, realizado em março de 2014  pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, a empresa compartilhou um vídeo que representa bem o sentimento dos profissionais com deficiência intelectual em relação à companhia. Acesse aqui – http://migre.me/iMCYQ

VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

Artigo: Romper barreiras rumo à inclusão profissional das pessoas com deficiência

Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor.

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Por Grácia Fragalá*

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muito se tem dito a respeito das cotas para pessoas com deficiência nas empresas. Muitos consideram difícil ou até impossível o cumprimento da legislação em vigor, alegando falta de formação e qualificação para o trabalho ou impossibilidade de inclusão em empresas cujas atividades oferecem “riscos” ao trabalhador com deficiência.  Outros alegam que as pessoas não aceitam as propostas de trabalho por receio de perder o BPC – Beneficio de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS [1].

As pessoas que atuam na defesa da inclusão afirmam que as oportunidades oferecidas são para atividades de baixa complexidade, operacionais, pouco atrativas e que as pessoas mais qualificadas não têm oportunidades compatíveis com suas potencialidades. Além disso, alegam que as vagas são destinadas a pessoas com deficiências leves, para evitar investimento em acessibilidade ou tecnologias assistivas. Há razão ou verdade nessas afirmações?

Pode-se dizer que são “argumentos-armadilha” –  senão vejamos: quem tem o poder de contratar parte da premissa que as pessoas com deficiência não são qualificadas, desta forma, oferecem vagas de baixa complexidade e pouco atrativas, isso implica que pessoas com mais qualificação não se sentem atraídas para essas oportunidades. Essa prática faz com que os contratantes conheçam apenas o universo das pessoas com menor qualificação que se apresentam buscando as oportunidades oferecidas e não o universo total das pessoas com deficiência, reforçando o preconceito de que são despreparadas. Por sua vez, os mais qualificados ampliam sua convicção de que não há oportunidades para eles nesse mercado voltado para o cumprimento das cotas.

Como conduzir a situação para ter melhor desfecho?  De modo geral, o sistema de cotas é visto como medida afirmativa necessária para dar visibilidade à causa da inclusão e, em sua maioria, empregadores demonstram disponibilidade para contratar pessoas com deficiência em suas empresas. O que falta fazer, então, para que a inclusão se torne uma realidade?

Barreiras

Como afirma o presidente Paulo Skaf na cartilha Inclusão Social e Profissional – Valorização da Capacidade de pessoas com deficiência no mercado de trabalho lançada pela FIESP no evento que comemorou os 22 anos da Lei de cotas, “as barreiras presentes no cotidiano, sejam elas físicas ou comportamentais, desafiam a imaginação e apontam para a urgência de atitudes focadas na integração”. Colocar foco na questão das barreiras é tocar num ponto nevrálgico da questão. É sabido que a simples remoção das barreiras arquitetônicas nos locais de trabalho permitiria a integração social e profissional de muitas pessoas com deficiência, cuja limitação encontra-se na locomoção.

Há também que se ressaltar a falta de transporte acessível, a falta de acesso à escola de qualidade e aos equipamentos de habilitação e reabilitação em saúde, bem como a dificuldade para obtenção de ajudas técnicas. Esses fatores aprofundam a exclusão e afastam ainda mais as pessoas com deficiência das oportunidades de trabalho digno.

No entanto, há que se enfrentar a barreira comportamental, a que impede a aceitação e o convívio com a diferença. Encontra-se aí o fator que dificulta a remoção das outras barreiras pela negação, a priori, “da possibilidade de”, “da capacidade para”. Em sendo assim, não há inclusão possível, tudo será difícil, nada pode ser feito…

O último balanço do Sistema Nacional de Emprego (Sine) constatou que, “entre maio de 2012 e abril de 2013, quase 47 mil vagas foram oferecidas pelas empresas para pessoas com deficiência”. De acordo com os números registrados, mais de 119 mil vagas aceitavam a participação de todas as pessoas, inclusive as com deficiência. “Assim, 166.525 vagas foram captadas no total. Foram encaminhados para entrevista 78.526 trabalhadores com deficiência, dos quais 8.763 estão incluídos no mercado de trabalho.” Esses números mostram o tamanho do desafio!

Ações existem e merecem ser destacadas:

  • O projeto de Lei (nº 7.699/2006) que cria um Estatuto para a pessoa com deficiência, sob a relatoria da deputada Mara Gabrilli esteve em consulta pública até o dia 25/11 para receber a contribuição da sociedade e avançar na conquista de direitos. Saiba mais: www.maragabrilli.com.br/estatuto.
  • A criação da Câmara Paulista para a Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado Formal de Trabalho, pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP) para buscar maior participação de instituições da sociedade civil na luta pela inclusão e que tem por objetivo “estimular os estudos, promover o debate e a mobilização para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, bem como apoiar ações voltadas para a implementação e o aperfeiçoamento da Legislação relacionada ao tema”.
  • É necessário mencionar a relevante atuação da Indústria que, segundo dados da RAIS/2011, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) proporcionou 42.063 postos de emprego formal, 38% do total dos 110.605 empregos formais para pessoas com deficiência e reabilitados no Estado de São Paulo, e vai além, desenvolvendo ações de educação e conscientização dos atores do setor; proporcionando formação e desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência; implantando o Programa Sou Capaz; oferecendo curso para profissionais de RH das indústrias, com objetivo de oferecer condições para a implantação de programas de Inclusão estruturados e sustentáveis; o projeto cão-guia; as ações do SESI e SENAI, enfim uma gama de serviços para promover inclusão com ênfase na pessoa e seu desenvolvimento integral.

Seria possível elencar inúmeras outras boas práticas, que demonstram o muito que se tem realizado, porém sem perder de vista que há um longo caminho a percorrer na direção de uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária que respeite as diferenças individuais e valorize as potencialidades da pessoa humana, independente de uma ou outra limitação.


[1] BPC – Beneficio de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS,  é um benefício da assistência social, integrante do Sistema Único da Assistência Social – SUAS, pago pelo Governo Federal, cuja a operacionalização do reconhecimento do direito é do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e assegurado por lei, que permite o acesso de idosos e pessoas com deficiência às condições mínimas de uma vida digna.

 

* Grácia Elisabeth Fragalá é membro do Comitê de Responsabilidade Social (CORES) da FIESP e trabalha há mais de 20 anos na área de saúde e segurança do trabalho, gestão de saúde suplementar e ocupacional. Atualmente, é gerente da Divisão de Segurança no trabalho da empresa Telefônica/Vivo em São Paulo.

 

 

 

Senai-SP investiu R$ 8,2 milhões e mais que triplicou vagas para aprendizagem industrial em Itu desde 2007

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp, de Itu

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, apresentou, na manhã desta sexta (01/11), em Itu, os investimentos realizados na escola Ítalo Bologna – unidade que é referência no ensino e qualificação de pessoas com deficiência.

“O Senai-SP investiu nessa unidade R$ 8,2 milhões desde 2007”, afirmou Skaf.

Segundo o presidente das duas instituições, a escola ampliou a oferta para jovens aprendizes nos últimos três anos. “O número de vagas em aprendizagem industrial da escola passou de 292 para 977, ou seja, mais que triplicou nos últimos anos. Já o numero de cursos foi ampliado de três para oito”, afirmou.

Além disso, Skaf informou que, destes 977 alunos, apenas 17 estão desempregados. “Ou seja, 960 já estão inseridos no mercado de trabalho”, disse.

Skaf durante a visita à escola de Itu nesta sexta-feira (01/11): de 977 alunos, apenas 17 estão sem emprego. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf durante a visita à escola de Itu: de 977 alunos, apenas 17 estão sem emprego. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

De acordo com ele, nesse mesmo período, foram criados quatro cursos técnicos: técnico em mecânica, eletroeletrônica, eletromecânica e informática. “Somando tudo, temos 448 novas vagas, todas gratuitas. Já o total de horas de serviços técnicos e tecnológicos saltou de 8 mil para 22 mil horas”.

Novos laboratórios

Além disso, cinco novos laboratórios foram criados em áreas como eletrônica, informática e eletromecânica. “Enfim, todos os setores de atuação da escola receberam investimentos”.

Skaf ressaltou a necessidade de transformação da sociedade por meio da educação. “O Senai-SP dá oportunidade de desenvolvimento – e isso é muito especial”. Ele ainda afirmou que a unidade do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de Itu, que está em fase de conclusão, será inaugurada em dezembro deste ano.

O agradecimento a todos os colaboradores que fazem do Senai-SP uma instituição que é referência para todo o Brasil não ficou de fora. “O Senai é realizador, feito de guerreiros, de 18 mil batalhadores. Faz muito para São Paulo, para a educação, para a formação profissional, para a indústria, enfim, para toda nossa sociedade”, encerrou.

Em nome da inclusão

Fundado em 1947, o Senai de Itu é um dos mais antigos da rede e, desde novembro de 1996, desenvolve políticas específicas para o desenvolvimento e difusão de metodologias e tecnologias de inclusão de pessoas com deficiência.  Além de oferecer cursos de capacitação para a comunidade em geral, a unidade atende empresas que desejam desenvolver projetos de inserção de profissionais com esse perfil no mercado de trabalho.

O superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni,  afirmou que a ampliação das instalações e da capacidade de atendimento de alunos é o resultado da visão empreendedora de Paulo Skaf, ”que apoiou incondicionalmente as melhorias necessárias para a unidade”.

A escola Ítalo Bologna, em Itu: investimentos em cursos técnicos e novos laboratórios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A escola Ítalo Bologna, em Itu: investimentos em cursos técnicos e laboratórios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

De acordo com Vicioni, com as melhorias recebidas, a unidade de Itu passa a atender com ainda mais qualidade as grandes demandas da indústria da região.

Vicioni ressaltou ainda o trabalho que a escola faz na educação e na qualificação de pessoas com deficiência. “É desta escola que nascem todos os programas e iniciativas que atendem as escolas no estado”, explicou.

De acordo com José Rubens Nunes, secretário da Prefeitura de Itu que falou em nome do prefeito local, Antonio Luiz Carvalho Gomes, a parceria entre o município e as instituições, “faz com que a cidade tenha, ao longo dos últimos anos, se tornando um  polo atrativo de empresas, com alta criação de empregos”.

Presidente Dilma dá início às provas da Olimpíada do Conhecimento nesta quarta-feira, 14/11

Agência Indusnet Fiesp, com informações do Senai

A presidente Dilma Rousseff abre na manhã desta quarta-feira (14/11),  no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo, as provas da 7ª Olimpíada do Conhecimento.

Trata-se da maior competição entre estudantes de educação técnica e profissional das Américas, realizada até 18 de novembro, no local, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Durante a visita, Dilma tem na agenda a assinatura de um protocolo oficial ratificando São Paulo como cidade sede da competição WorldSkills International. Em 2015, o Brasil receberá estudantes de nível técnico de mais de 50 países de todos os continentes para provas semelhantes às que acontecem agora.

Até o fim desta semana, 640 estudantes de cursos técnicos e profissionalizantes competem em 50 ocupações industriais e quatro do setor de serviços. Entre eles, 36 estão inscritos em modalidades para pessoas com deficiência: nove disputam em costura para surdos; 10 em panificação para pessoas com síndrome de Down; sete em mecânica de automóveis para cadeirantes; e dez em tecnologia da informação para deficientes visuais.

Nas provas elaboradas com base nas qualificações exigidas pelo mercado de trabalho e nos avanços tecnológicos, os competidores precisam resolver situações semelhantes às que enfrentariam no ambiente real de trabalho. Todos são avaliados em diferentes quesitos e vencem o torneio os alunos que conseguem as melhores notas. Os vencedores que vão representar o Brasil no WorldSkills, maior torneio mundial de profissões que, em 2013,  será realizado em Leipzig, na Alemanha.

O desempenho dos alunos, todos com até 21 anos, forma um conjunto de indicadores que o Senai utiliza para orientar a atualização dos currículos nas suas escolas.

Eventos simultâneos destacam inovação

No mesmo período da realização das provas, o público visitante pode acompanhar uma série de atividades no Pavilhão do Anhembi que apresentam tecnologias adotadas pela indústria brasileira. Confira:

Inova Senai: mostra de 50 projetos inovadores com soluções para indústrias desenvolvidos por alunos, técnicos e professores do Senai. A exposição fica aberta à visitação pública nos dias 14, 15 e 16 de novembro. Entre os inventos, há soluções para manejo de resíduos da indústria, automação para aumentar a acessibilidade de pessoas com deficiência, uso de materiais recicláveis na construção civil e novos produtos alimentícios e cosméticos. A exposição fica aberta das 9h às 18h.

Torneio de Robótica: no desafio Senior Solutions, tema da temporada 2012/2013 da FIRST® LEGO® League (FLL), o objetivo dos times é propor soluções inovadoras para manter a qualidade de vida das pessoas na terceira idade. Nos dias 14, 15 e 16, acontecem competições das 10h às 17h. As finais serão no dia 16, a partir das 14h50.

Futebol de robôs: WRO Gen II Football é a mais nova competição internacional de futebol de robôs. Oito times do ensino médio do Sesi-SP, com três integrantes cada, disputam partidas de futebol com 10 minutos de duração. Cada time deve construir dois robôs autônomos (um goleiro e um atacante) utilizando apenas os kits de tecnologia LEGO® Mindstorms. As competições começam às 9h40 do dia 14 de novembro e seguem até as 12h20. No dia 15, a manhã está reservada para treinos livres. As partidas começam ao meio dia. Às 15h, haverá apresentação da equipe Sesi-SP, que esteve em Kiev, capital da Ucrânia, e garantiu, no gol de ouro, o 4º lugar na categoria para o Brasil. As finais e a premiação serão no dia 16 de novembro a partir das 13h30.

Desafio de Resgate: um robô simula o comportamento de um bombeiro no resgate de vítimas de um incêndio. Cabe a ele entrar no ambiente, e, de forma autônoma, desviar de escombros, transpor áreas obstruídas e ajudar a resgatar as vítimas. Dez times do ensino médio do Sesi-SP, com quatro integrantes cada, disputam as provas. As competições começam às 10h do dia 14 de novembro e seguem até as 14h40. No dia 15, haverá treinos livres pela manhã e provas a partir do meio dia. Às 14h do dia 16 de novembro será o desafio surpresa e, logo depois, a premiação.

Indústria do Futuro: exposição didática que apresenta ao público uma mostra das tecnologias utilizadas nas diversas fases do ciclo de vida do produto industrial. Numa área de mil metros quadrados estarão os cinco estágios da produção ao longo das últimas décadas: Desenvolvimento do Produto, Prototipagem, Linha de Produção, Robótica e Metrologia.  A cronologia das tecnologias considera como início a década de 1970, com base na produtividade, culminando com um espaço sobre o papel da indústria do futuro, com a busca de soluções em automação com mínima ou nenhuma interferência humana, a partir da montagem de uma aeronave. O projeto utiliza dois robôs que manipulam a fuselagem da aeronave, para alinhar as peças. A exposição fica aberta de 14 a 17 de novembro, das 9h às 18h.

Educação para o Futuro: o visitante vai embarcar em um trem cenográfico e vivenciar uma viagem pela história da educação profissional desde a década de 1940 até o futuro. Ao entrar no espaço, uma projeção mistura elementos de computação gráfica, animação, edição de vídeos históricos e montagens fotográficas. O trem viajará pelas sete décadas do Senai, a principal instituição de formação profissional para a indústria. Ao saírem do trem, os visitantes desembarcarão em uma mostra que apresentará ferramentas de ensino do futuro, com destaque para os equipamentos tecnológicos que ilustram a visão do Senai e Sesi para a educação profissional. Visitação aberta de 14 a 17 de novembro, das 9h às 18h.

Cyber Senai: espaço reservado a palestras e exposição do acervo do Senai. Nesse ambiente será possível interagir com tecnologias educacionais, como realidade aumentada e simuladores. Há programação de palestras: Biografia de Jorge Amado e imagem do Brasil na obra de Jorge Amado, no dia 14 às 15h30; Como a robótica mudou a minha vida, dia 15, às 16h; Projeto Nanomumdo, no dia 16, às 11h; Os cinco sentidos na gastronomia, no dia 16, às 14h30; Geração Y: os leitores do futuro, no dia 17, às 11h; apresentação cultural com músicos da Orquestra Filarmônica Senai-SP, no dia 17, às 16h.

Campeonato Mundial de Jovens Confeiteiros: 14 participantes (dois da Alemanha, dois da Áustria, dois do Brasil, dois da Hungria, dois da Polônia, dois da Suíça, um do Japão e um de Taiwan) irão demonstrar habilidades na arte da confeitaria, exibindo técnicas, tendências e produtos para marcar e transformar esse segmento no Brasil. As provas são práticas e individuais, com duração de 16 horas e realizadas durante os dias 13, 14 e 15 de novembro. Os componentes das receitas devem ser comestíveis e fabricados durante o campeonato. Dentre os quesitos a serem avaliados estão: sabor, aparência, acabamento, grau de dificuldade, inovação, método de trabalho, higiene e limpeza.

WorldSkills Americas: 216 jovens de 24 países irão competir entre 14 e 17 de novembro em provas de robótica móvel, confeitaria, sistema de transporte da informação, jardinagem e outras 30 profissões da WorldSkills Americas. Com 38 competidores, o Brasil terá a maior delegação entre todos os países e supera, também, a quantidade de estudantes que participaram da primeira edição em 2010 no Rio de Janeiro. O WorldSkills Americas traz uma série de benefícios. É uma forma de sensibilizar as autoridades políticas, empresários, líderes educacionais e a sociedade da importância da educação profissional, como um instrumento eficaz de transformação social e econômica da família e do país.

Fórum ‘Sou Capaz’: Estado de São Paulo já emprega 100 mil pessoas com deficiência; meta é chegar a 250 mil

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

A Lei nº 8.213/91, chamada “Lei de Cotas”, completa 21 anos no próximo dia 24 de julho – e com bons frutos, na avaliação do superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo José Roberto de Melo.

José Roberto de Melo, superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo

“Somente no Estado de São Paulo, há 100 mil pessoas [com algum tipo de deficiência] no mercado de trabalho; a meta é chegar 250 mil”, disse Melo ao participar do Fórum Setorial “Sou Capaz”, realizado nesta quarta-feira (27/06) na sede da Fiesp/Ciesp, com a presença de sindicatos, seus associados, diretores regionais e empresas associadas às duas entidades.

O evento teve como finalidade apresentar conceitos sobre a obrigatoriedade imposta pela Lei e esclarecer suas regras e aplicações para a contratação de profissionais com deficiência nas empresas brasileiras.

O último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE) revelou que 24,5% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. Segundo o gerente Regional do Trabalho e Emprego, Carlos Alberto de Oliveira, essa grande massa de deficientes encontra-se em casa, não tem acesso à educação e muitos são analfabetos.

“Este é o problema, porque o mercado procura aqueles mais preparados, com qualificação e educação. As empresas buscam pessoas com deficiência leve para preencher o quadro de cotas”, pontuou.

O debate também contou com a participação da coordenadora geral dos Serviços Previdenciários e Assistenciais do INSS, Renata de Sá.

Programa Sou Capaz

O “Sou Capaz” é parte do esforço da Fiesp no sentido de buscar equivalência de oportunidades para todos os cidadãos, ampliando cada vez mais sua participação na formação do capital humano no Estado de São Paulo. Foi criado, por meio do seu Departamento de Ação Regional (Depar), para atender uma real necessidade da Indústria relativa ao cumprimento da Lei nº 8213/91. Sua missão é buscar facilitadores para o cumprimento da Lei pela indústria e a efetiva e eficiente inclusão das pessoas com deficiência (PcD) no mercado de trabalho.

O programa contempla a consolidação de dados e informações socioeconômicos, legais e jurídicos, visando à integração entre a indústria, o poder público, as instituições de ensino e a sociedade, para que todos passem a participar do processo de “gestão do Capital Humano” de maneira estratégica, planejada e conjunta, bem como articular políticas públicas para a sua melhoria.

Saiba mais no site: http://www.fiesp.com.br/trabalhadores-com-deficiencia/programa-sou-capaz/

Indústria paulista é 2ª maior empregadora de pessoas com deficiência, diz estudo da Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/ dir.: Marcos Belizário, José Roberto Ramos Novaes e José Roberto de Melo

No terceiro e último dia da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho foi discutida durante o II Fórum Sou Capaz. Durante a exposição foi apresentado o relatório O Cenário do Trabalho da Pessoa com Deficiência no Estado de São Paulo, produzido pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp.

“Como muitas indústrias estavam com problemas com a fiscalização e sentiam dificuldades em cumprir a Lei nº 8.213/91, a Lei de Cotas, o Depar passou a trabalhar não só esta questão, mas também a valorização deste grupo do capital humano”, sublinhou Cristiane Gouveia, coordenadora do Programa Sou Capaz.

Realizado com base nos dados levantados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Organização Mundial da Saúde (OMS), o relatório tem como objetivo viabilizar uma inclusão eficiente e eficaz com a contratação das pessoas com deficiência, além de realizar um trabalho de retenção deste contingente pelas empresas.

Também faz parte da proposta identificar em quais áreas e que ocupações estas pessoas desempenham na indústria. “Alguns setores não têm essa possibilidade em razão da insalubridade e periculosidade, e o relatório permite a compreensão do cenário e sinaliza a existência de outras categorias de deficiências que são adaptáveis”, explicou Cristiane. Segundo ela, o relatório será realizado e aprofundado em sua totalidade a cada dois anos, com abordagem de um único setor a cada semestre.

Mercado de trabalho

O estado de São Paulo, conforme dados da Rais, em 2010, possui 12.873.605 empregos formais, dos quais 100.305 são de pessoas com deficiência, habilitadas, ou reabilitados.

Deste número, a indústria contratou 37,36%. De acordo com o estudo do Depar/Fiesp, a indústria ocupa a segunda colocação no ranking de contratações, atrás apenas do setor de serviços e administração pública (veja gráfico abaixo).

Com os impactos da crise financeira mundial de 2008 a 2009, o setor industrial adequou seu quadro de funcionários para atender a normas jurídicas que interferiram na inclusão das pessoas com deficiência, o que ocasionou uma pequena queda nas contratações.

Porém, mesmo com o panorama econômico atribulado, entre 2009 e 2010 houve um aumento significativo de crescimento de admissões e retenção de profissionais.

O gráfico aponta que pessoas com deficiência física e auditiva foram as mais absorvidas pelo mercado, devido à facilidade destas pessoas em se adaptarem às acessibilidades estrutural, comportamental e atitudinal.

Qualificação profissional

O relatório indica que a falta de capacitação tem sido um dos principais entraves para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Algumas ocupações exigem qualificação específica, o que não se limita ao setor industrial.

O emprego formal de analfabetos e formados até o 5º ano do ensino fundamental é inferior aos formados nos ensinos médio e superior, resultando na defasagem da educação fornecida pelas escolas públicas e privadas no Brasil.

A exigência do mercado de trabalho em relação à educação vem, desde 2008, alterando este cenário, no qual apresentou ascensão na contratação de pessoas com formação nos ensinos médio e superior, colaborando assim, para o aprimoramento da mão de obra qualificada.

Ainda com base nos dados da Rais entre 2008 a 2010, os profissionais da indústria com deficiências auditiva e física possuem as maiores remunerações médias em relação aos demais.

Eficiência

Para Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp, o Programa Sou Capaz dá subsídios à discussão do tema. “As pessoas capazes são as que buscamos para a indústria, e estamos trabalhando as diversidades”, afirmou.

Ela frisou ainda a importância das políticas estruturantes, pois as políticas compensatórias, embora significativas para o debate, não são permanentes. “As políticas estruturantes diminuem a vulnerabilidade social e aumentam a capacidade de geração de renda ao longo do tempo”, analisou a diretora.

PROJETO DO SESI-SP VISA A INCLUSÃO SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

No Brasil, de acordo com o Censo de 2000, existem cerca de 150 mil pessoas cegas e 2,4 milhões com grande dificuldade de enxergar.
Contudo, há menos de 100 cães-guias treinados no País.

Com o objetivo de ampliar o acesso a esse importante recurso de inclusão social, o Serviço Social da Indústria de São Paulo desenvolveu o Projeto Cão-Guia Sesi-SP que beneficiará trabalhadores da indústrias com deficiência visual.

Fiesp lança curso de inclusão das pessoas com deficiência

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

O Mercado de Trabalho e Pessoas com Deficiência foi tema de palestras na manhã de quarta-feira (6) na Fiesp, durante encontro organizado pelo Departamento de Ação Regional (Depar), no qual se oficializou o lançamento do curso Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.

Voltado a profissionais de Recursos Humanos e Gestores, a iniciativa tem como objetivo propiciar conhecimentos e conceitos sobre a obrigatoriedade imposta pela “Lei de Cotas”, além de esclarecer regras e aplicações legais para a contratação de profissionais com deficiência nas indústrias e empresas brasileiras.

O curso terá duração de 30 horas e será dividido em dois Módulos com matérias sobre: sociologia do trabalho, tipos e definições sobre deficiência, recursos humanos e dicas de convivência; tecnologia no mercado e a quem se destina, elaboração e gestão de projetos.

De acordo com o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo, José Roberto de Melo, existem hoje no estado mais de 2 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Dentre elas, 300 mil estão enquadradas na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e recebem o Beneficio de Prestação Continuada (um salário mínimo) do INSS, sendo que 100 mil já estão contratadas.

“Portanto, temos à disposição do mercado mais 200 mil trabalhadores nestas condições, o mesmo número de vagas disponíveis em todo o estado”, ressaltou Melo.

Ainda participaram do evento Cristiane Gouveia, da Equipe do Depar, que apresentou o Projeto Sou Capaz, e os palestrantes Adriano Bandini, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida; e Roberto Rios, jornalista, radialista e consultor da Campos Gestão pelos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Serviço
Curso “Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho”
Módulo I – 8 a 12 de novembro de 2010
Módulo II – 22 a 26 de novembro de 2010
Associados ao Ciesp e Sindicatos Filiados a Fiesp terão desconto.
Mais informações podem ser obtidas no Ciesp, pelos telefones (11) 3549-3258 / 3297 / 3202.

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