Indústria paulista fecha 11,5 mil postos de trabalho em junho, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

A indústria paulista apresenta pelo segundo mês consecutivo fechamento de vagas em seu quadro de funcionários. Em junho, foram encerrados 11,5 mil postos de trabalho, queda de 0,53% frente a maio, na série sem ajuste sazonal. No fechamento do primeiro semestre, o saldo ainda segue positivo, com 17 mil vagas (+0,79%). Com o ajuste sazonal, o resultado para o mês também ficou negativo, (-0,27%). Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta terça-feira (17/07) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Apesar de os meses de junho, desde 2011, apresentarem saldo negativo, o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, lembra que esta queda é a pior do período recente. “Esse junho foi pior, em termos de empregabilidade para a indústria paulista, do que o mês de junho do ano passado. Algumas variáveis políticas e econômicas estão influenciando fortemente alguns setores importantes, como o alimentício, por exemplo, que sofreu uma forte perda de postos de trabalho”, avalia Roriz.

Para reverter esse cenário negativo, Roriz observa que é preciso corrigir uma série de problemas que tiram a possibilidade de recuperação das empresas. “É preciso buscar alternativas de mercado como uma saída. Aproveitar esse câmbio para exportar mais. As empresas precisam buscar mais inovação. É importante saber que a situação é difícil e que a recuperação vai demorar. Com essa grande paralisação de maio e junho, decorrente da greve dos caminhoneiros, é preciso buscar alternativas para que as empresas possam operar com rentabilidade e voltar a gerar emprego. Além disso, as companhias precisam de mais ofertas e acesso às linhas de crédito para que recuperem seu capital de giro e voltem a investir”, completa.

Ouça o áudio sobre essa notícia:

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de junho, quatro ficaram positivos, dois, estáveis e 16, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de bebidas, com geração de 331 postos de trabalho, seguido por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (196) e impressão e reprodução de gravações (108).

No campo negativo ficaram, principalmente, produtos alimentícios (-2.910), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2.377) e produtos de borracha e de material plástico (-1.160).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou negativa em -0,53% no Estado de São Paulo, -0,49% na Grande São Paulo e -0,57% no Interior paulista.

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas três que apontaram altas, destaque por conta de Santos (0,47%), influenciada por produtos de metal (5,05%) e produtos de minerais não metálicos (1,87%); Mogi das Cruzes (0,23%), por produtos têxteis (0,86%) e produtos de metal (0,67%) e Marília (0,12%), por produtos de borracha e plástico (3,72%) e máquinas e equipamentos (0,65%).

Já das 31 negativas, destaque para Jaú (-4,43%), por artefatos de couro e calçados (-12,92%) e produtos alimentícios (-0,90%); Matão (-2,96%), por máquinas e equipamentos (-4,36%) e confecção e artigos do vestuário (-5,57%); Santa Bárbara D’Oeste (-2,29%), influenciado por produtos têxteis (-2,87%) e produtos de metal (-10,11%).

Indicador de Nível de Atividade da indústria apresenta alta moderada de 0,4% em abril, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista subiu 0,4% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Essa leve alta indica desaceleração do ritmo de crescimento da atividade manufatureira. Na série sem ajuste, o indicador mostrou alta de 5,8% na variação acumulada no ano e de 9,1% em relação a abril de 2017.

A variável de vendas reais recuou -2,5%, mas as horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiram 0,9% e 0,3 p.p., respectivamente com tratamento sazonal. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 04/06, pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Diante de um resultado de melhora ainda que pequeno do indicador, o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, argumenta que a recuperação veio a um ritmo mais lento do que o previsto. “Com essa greve de caminhoneiros das últimas semanas e com a copa do mundo em junho e julho, fica difícil avaliar o cenário para frente. É possível que tenhamos um segundo trimestre de crescimento menor do que o previsto. Vamos ter de fazer, com cautela, uma reavaliação geral do cenário para o fechamento do ano”, avalia Roriz.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de produtos químicos, cuja atividade subiu 1,4% em abril, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram -0,3% e o total de vendas reais e o NUCI avançaram 4,1% e 0,3p.p., respectivamente.

O INA do setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos avançou 2,6% no mês. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o NUCI subiram 2,7%, 3,0% e 0,4 p.p, respectivamente.

Sensor

A pesquisa Sensor de maio, também produzida pelas entidades, cedeu 1,3 ponto, para 51,8 pontos (53,1 pontos em abril), porém ainda mantém o Sensor acima dos 50 pontos pelo 16º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas teve forte queda de 7,3 pontos, para 54,5 pontos em maio. O indicador de estoques subiu 3,7 pontos ante abril (43,4 pontos), marcando 47,1 pontos no mês de maio, de tal forma, indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Houve leva queda de 0,8 ponto no indicador de emprego, que marcou 52,5 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 1,1 ponto, passando de 55 pontos em abril para os 53,9 pontos no mês de maio. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado.

Para conferir a pesquisa completa, é só clicar aqui.

Confira o boletim de áudio sobre essa notícia:

Indústria paulista gera 9,5 mil postos de trabalho em abril, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista encerrou abril com geração de 9,5 mil novos postos de trabalho, uma alta moderada de 0,44% em relação a março na série sem ajuste sazonal. No acumulado do ano, o resultado também sofreu variação positiva, com 32 mil novas vagas (+1,50%). Com ajuste sazonal, o índice apresentou recuo de -0,18% no mês. Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta quarta-feira (16/05) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o resultado mostra um viés de baixa para o emprego na indústria paulista. “Apesar de este ser o segundo ano consecutivo em que o emprego em abril apresenta um resultado positivo, os dados estão aquém do esperado, com o nível de emprego industrial exibindo uma recuperação bastante lenta. Por conta ainda de um ambiente de incertezas no cenário político, e os elevados níveis dos spreads bancários, percebemos que há uma perda de fôlego no processo de retomada da atividade econômica”, avalia Roriz.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de abril, 13 ficaram positivos, 3, estáveis e 6, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de produtos alimentícios, com geração de 5.817 postos de trabalho, seguido por coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (+1.435), produtos de metal (+1.397) e veículos automotores, reboques e carroceria (+810).

No campo negativo ficaram, principalmente, confecção de artigos do vestuário e acessórios (-941) e produtos têxteis (-380).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou positiva igualmente em 0,44% no Estado de São Paulo e no Interior paulista. Já na Grande São Paulo, houve queda (-0,07%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 27 que apontaram altas, destaque por conta de Franca (2,97%), influenciada pelo setor de artefatos de couro e calçados (4,10%) e produtos alimentícios (2,71%); Sertãozinho (2,58%), por produtos alimentícios (2,41%) e produtos de metal (1,46%) e Piracicaba (2,56%), por produtos alimentícios (9,94%) e veículos automotores e autopeças (1,87%).

Já das 8 negativas, destaque para Jaú (-2,22%), por artefatos de couro e calçados (-28,98%) e produtos de metal (-7,14%); Santos (-1,86%), por impressão e reprodução gravações (-13,82%) e confecção de artigos do vestuário (-13,33%); São Caetano do Sul (-1,37%), influenciado por produtos de metal (-2,65%) e produtos alimentícios (-0,79%).

Para conferir a pesquisa completa, é só clicar aqui.

Indústria paulista gera 2 mil postos de trabalho em fevereiro, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

A indústria paulista encerrou fevereiro com o melhor saldo de empregos para o mês desde 2014. Apesar de uma alta moderada de apenas 0,10% frente a janeiro, foram gerados 2 mil postos de trabalho na série sem ajuste sazonal. Em fevereiro daquele ano, a indústria havia contratado 7,5 mil profissionais e no mesmo mês do ano passado houve corte de 3.000 vagas. No acumulado do ano, o resultado também é o melhor para o período desde 2014, com a criação de 12,5 mil novas vagas (+0,59%). Com ajuste sazonal, o índice ficou estável (-0,03%) no mês. Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta quarta-feira (14/03) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

“Apesar de uma estabilidade na geração de empregos na indústria em fevereiro, esperamos aceleração desse saldo para os próximos meses estimulada pelo aumento da confiança empresarial e do consumo”, avaliou o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, lembrando que a entidade prevê a criação de 20 mil vagas no fechamento do ano.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de fevereiro, 10 ficaram positivos, 3, estáveis e 9, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de coque, derivado do petróleo e biocombustíveis, com geração de 1.030 postos de trabalho, seguido por confecção de artigos do vestuário e acessórios (1.019).

No campo negativo ficaram, principalmente, produtos de borracha e de material plástico (-1.408) e produtos diversos (-622).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,10%), e no Interior paulista (0,27%). Já na Grande São Paulo, houve queda (-0,35%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 21 que apontaram altas, destaque por conta de Franca (2,80%), influenciada pelo setor de artefatos de couro e calçados (5,13%) e coque, petróleo e biocombustíveis (2,27%); Mogi das Cruzes (2,03%), por produtos de minerais não metálicos (1,62%) e máquinas e equipamentos (1,72%) e Araraquara (1,35%), por produtos alimentícios (1,26%) e produtos de borracha e plástico (3,10%).

Já das 10 negativas, destaque para Matão (-2,65%), por produtos alimentícios (-3,99%) e máquinas e equipamentos (- 2,74%); Jaú (-2%), por artefato de couro e calçados (-10,10%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-0,34%); Santos (-1,53%), influenciado por produtos alimentícios (-2,56%), impressão e reprodução de gravações (-3,27%).

Para ler a pesquisa completa, é só clicar aqui.

Indústria paulista gera 10.500 empregos em janeiro de 2018

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista contratou 10.500 trabalhadores em janeiro de 2018, o equivalente à variação de 0,50% em relação a dezembro. Foi o melhor resultado para o mês desde janeiro de 2012, nessa base de comparação, segundo a Pesquisa de Nível de Emprego realizada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Para se ter uma ideia, a média de contratações no primeiro mês do ano é de 2.800 postos abertos entre 2005 e 2017. Considerando o ajuste sazonal, a variação mensal do emprego na manufatura de São Paulo foi de -0,04%, resultado considerado estável, mas ainda assim, o melhor para janeiro desde 2012 (quando registrou -0,37%).

“O desempenho de janeiro demonstra a consistência do processo de crescimento da economia. O emprego no setor manufatureiro tem mostrado resultados acima da média de forma consistente, seguindo o aumento de produção registrado pela indústria paulista no ano de 2017, que foi de 3,4%”, explica o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.

Na avaliação por setores, abriram vagas de trabalho no mês 16 dos 22 setores pesquisados. Os destaques ficaram com as seguintes áreas: veículos automotores, reboques e carrocerias (mais 2.939 postos), confecção de artigos do vestuário e acessórios (2.123) e produtos de minerais não metálicos (1.426).

Já os piores resultados em termos de emprego em janeiro ficaram com produtos químicos (694 demissões), produtos de madeira (-273) e impressão e reprodução de gravações (-155).

Na análise por região do estado, ficou em primeiro lugar com relação à abertura de vagas a região de São João da Boa Vista, com um crescimento de 3.01%, seguida de Mogi das Cruzes (2,42%) e Araraquara (2,07%).

Ouça o boletim de áudio desta notícia:

Tais resultados estão ligados aos produtos de minerais não metálicos e máquinas e equipamentos em São João da Boa Vista, produtos têxteis e veículos automotores e autopeças em Mogi das Cruzes e produtos têxteis e confecção de artigos do vestuário em Araraquara.

No final do ranking de empregos estão Jaú (-1,70%), Jacareí (-1,34%) e Limeira (-0,90%). Isso sob a influência dos setores de produtos diversos e produtos alimentícios em Jaú, produtos de metal e produtos de borracha e plástico em Jacareí e produtos diversos e produtos de minerais não metálicos em Limeira.

Para ler a pesquisa completa, é só clicar aqui.

Em 2017, indústria paulista tem menor fechamento de vagas desde 2011

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A indústria de São Paulo teve 35 mil postos de trabalho fechados em 2017. Foi o melhor resultado desde 2011 (quando registrou saldo de – 1.500), sendo consequência de um menor fechamento de postos em relação aos anos anteriores. Os números fazem parte da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, realizada pela Fiesp e pelo Ciesp. A variação acumulada do ano foi de – 1.62%, sem ajuste sazonal. Já a variação apontada para o mês de dezembro de 2017, quando foram fechadas 33 mil vagas, foi de -1,53 em relação a novembro, também sem ajuste sazonal.

Para entender o impacto dos números atuais no que se refere ao emprego na indústria paulista, basta dizer que, entre 2014 e 2016, foram fechadas, em média, 173 mil vagas por ano, ante os 35 mil postos perdidos em 2017. Um desempenho puxado pela retomada da produção industrial.

“Temos que ser cautelosos, o país ainda precisa da aprovação das reformas que estão em andamento, mas esperamos uma modesta recuperação do emprego na indústria em 2018”, afirma o  segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.

De acordo com Roriz Coelho, a expectativa é de geração de 20 mil postos de trabalho na manufatura no estado até o final deste ano. “Esperamos que a recuperação observada da economia em 2017 siga em 2018”, diz.

Ouça boletim sobre esta notícia

 

Desempenho por setores

Na análise por setores, a pesquisa apontou que, das 22 áreas avaliadas, 17 tiveram resultado negativo em relação ao emprego neste ano, quatro tiveram desempenho positivo e uma ficou estável.

A melhor performance foi a do setor de produtos de borracha e material plástico, com um saldo positivo de 4.152 vagas, seguido pelo de produtos químicos (281 vagas) e de metalurgia (273).

As áreas mais afetadas foram as de produtos de metal, com exceção de máquinas e equipamentos, com uma perda de 10.107 postos, produtos alimentícios (-4.550) e impressão e reprodução de gravações (-4.252).

Indicadores regionais

Das 36 regiões do estado consideradas na pesquisa, 8 tiveram desempenho positivo em relação ao emprego e 28 ficaram negativas.

Os destaques ficaram com Limeira, com uma alta de 7,51% no ano, Araraquara, com 3,09% de expansão e Mogi das Cruzes (1,93%). O resultado está relacionado a produtos diversos e veículos automotores e autopeças em Limeira, outros equipamentos de transporte e produtos de borracha e plástico em Araraquara e produtos têxteis e alimentícios em Mogi das Cruzes.

As piores performances ficaram com Botucatu, com uma perda de 15,72% de vagas, Araçatuba (-9,38%) e São João da Boa Vista (-8,29%). Isso em decorrência dos setores de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos e produtos minerais não metálicos em Botucatu, confecção de artigos de vestuário e acessórios e móveis em Araçatuba e produtos de minerais não metálicos e produtos de borracha e material plástico em São João da Boa Vista.

Para ler a pesquisa completa, só clicar aqui.

23º PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL – MENÇÕES HONROSAS

 

A edição 2017 do prêmio promovido pelo Departamento de Meio Ambiente da Fiesp recebeu 52 cases. Os finalistas premiados com Menção Honrosa receberam o diploma de Mérito Ambiental.

Saiba mais sobre os cases vencedores das menções honrosas nos links abaixo:

Empresas de médio e grande porte:

Ambev

CP KELCO Brasil

Eaton – Unidade Mogi Mirim

Novelis do Brasil

 

Empresas de micro e pequeno porte:

Commerciale Equipamentos Elétricos

* Eccaplan  Desenvolvimento Sustentável

GEDi – Desenvolvimento e Inovação

SP Pesquisa e Tecnologia

 

Indústria paulista gera 8,5 mil vagas de emprego em abril, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp 

Impulsionado pelo setor de açúcar e álcool, o nível de emprego na indústria paulista fechou mais um mês no positivo (em março, o saldo foi de 9,5 mil contratações). Em abril foram gerados 8,5 mil postos de trabalho, alta de 0,39% na comparação com o mês anterior, na série sem ajuste sazonal. Com ajuste, há recuo de 0,29% no mês. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgada nesta quarta-feira (17/5).

O segundo mês consecutivo de resultado positivo segue sob a forte influência do setor sucroalcooleiro, cujas contratações estão aquecidas por conta do período de safra agrícola. Neste mês de abril, as usinas contrataram 7.673 trabalhadores. No acumulado do ano, o nível de emprego na indústria paulista segue positivo, com a geração de 21 mil vagas, alta de 0,97%, ainda na série sem ajuste sazonal.

Apesar de os dados parecerem favoráveis, o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, observa que “não há otimismo e recuperação para o emprego na indústria. O resultado ainda segue embasado pela geração de postos de trabalho no setor de açúcar e álcool, que influenciou o saldo de março e mais fortemente abril”.
>> Ouça boletim sobre a geração de empregos na indústria paulista

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de abril, 9 ficaram positivos, 10 negativos e 3 permaneceram estáveis.

Entre os positivos, os destaques ficam por conta dos segmentos alimentício (6.627), coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (2.083), produtos de borracha e plástico (1.919) e confecções e artigos do vestuário (1.051). Do lado negativo, o segmento que mais demitiu foi o de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-1.455).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,39%) e no interior paulista (0,67%). Na Grande São Paulo, houve recuo de 0,09%.

O dado positivo foi percebido também em 22 diretorias regionais. Em Jaú (4,56%), o resultado foi influenciado pelo setor de e coque, petróleo e biocombustíveis (53,92%) e produtos alimentícios (4,79%); Santa Bárbara D’Oeste (4,50%), por produtos alimentícios (52,73%) e produtos de borracha e plástico (9,15%) e Sertãozinho (4,30%), por produtos alimentícios (6,22%).

Já as variações mais negativas foram registradas em São João da Boa Vista (-7,14%), influenciada por produtos de minerais não-metálicos (-5,12%) e produtos alimentícios (-0,25%); São Caetano do Sul (-2,10%), no rastro de veículos de autopeças (-5,56%) e de produtos de metal (-0,59%); Osasco (-1,94%), seguido por impressão e reprodução gravações (-12,30%) e produtos alimentícios (-5,45%).

Para ler a pesquisa, só clicar aqui.

 

Para 77% dos empresários, reforma trabalhista trará mais segurança jurídica

Solange Solón Borges, Agência Indusnet Fiesp 

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) realizou uma nova pesquisa Rumos da Indústria Paulista.  O foco agora foi a percepção empresarial a respeito da reforma trabalhista proposta pelo governo federal. Foram entrevistados representantes de 495 indústrias, sendo 312 micro e pequenas.

Entre os resultados, 77% avaliam que as mudanças propostas trarão maior segurança jurídica. Para 40,8% haverá melhora do ambiente de negócios. Entre os que acreditam que pode haver incentivo para a geração de empregos, é estimado um aumento de até 5% do quadro de pessoal para 24,2% dos entrevistados. Outros  33,4% apontam de 5 a 10% de aumento no quadro de pessoal, sendo que essa percepção é maior no universo das grandes empresas: 42,9% do total.

Para ler a pesquisa completa, só clicar aqui.

Maioria dos brasileiros conhece alguém que perdeu o emprego, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O cenário econômico ainda tem impactado fortemente a vida dos brasileiros. Em março, 72% das 1.200 pessoas ouvidas pela pesquisa Pulso Brasil afirmaram conhecer alguém que perdeu o emprego no último ano. O dado representa alta de 14 pontos porcentuais em relação a 2016, quando essa fatia representava 58% dos entrevistados. O número daqueles que conhecem pessoas que perderam o emprego e ainda não conseguiram recolocação também subiu, passando de 21% para 31%. A pesquisa foi encomendada pelo Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Ciesp junto ao Instituto Ipsos Public Affairs.

Entre os entrevistados que estão empregados e sentem medo de perder sua ocupação, houve aumento dos que desistiram de contrair novas dívidas ou estão tentando reduzir seu endividamento: de 44% em 2016 para 61% em 2017. Em paralelo a esta tentativa, há redução do número de pessoas que conseguiram mudar seus hábitos de consumo em favor da poupança, saindo de 25% para 13%, indicando que os brasileiros não conseguem reduzir ainda mais seu nível de consumo atual, que já está em patamar baixo por conta da crise econômica.

“Essa mudança de hábito de consumo das famílias é natural, apesar de ser ruim para a demanda. É um comportamento visto principalmente por quem passou por dificuldades. O consumidor está arredio a voltar a hábitos anteriores. É uma sociedade que está atemorizada quanto à ocupação”, analisa Paulo Francini, diretor do Depecon.

Entre os que estão sem emprego, por demissão ou saída voluntária, aumentou o número dos que têm procurado outra fonte de renda (24% para 35%). Destaque também para o recuo de pessoas sem emprego que conseguiram reduzir seus hábitos de consumo (27% para 9%).

Sobre a situação atual de emprego, 57% dos entrevistados declararam permanecer no emprego em que estavam no ano passado. Por outro lado, 12% da população permanece sem emprego e 5% foram demitidos no último ano e não conseguiram recolocação.

No grupo dos sem emprego estão também 1% das pessoas que pediram demissão e não conseguiram recolocação. Os que optaram por “outras condições” de emprego somaram 20% dos entrevistados.

Expectativa

Quanto ao futuro, 38% dos brasileiros acreditam que a situação do emprego em 2017 continuará ruim e 37% sustentam esperança de melhora.

Em caso de recuperação da economia ainda este ano, a pesquisa aponta uma retomada bastante lenta e gradual do consumo, com 25% dos brasileiros afirmando que não pretendem voltar aos hábitos de consumo que tinham antes da crise, 22% retomando apenas alguns hábitos e 21% retomando os antigos padrões de forma gradual.

Para ler a pesquisa na íntegra, só clicar aqui.

Indústria Paulista fecha 35,5 mil vagas de emprego em dezembro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Seguindo a tendência dos demais meses de 2016, dezembro registrou queda de 1,62% (sem ajuste sazonal) nos postos de trabalho da indústria paulista, o que resultou no fechamento de 35,5 mil vagas. Essa queda também é vista no acumulado do ano, que teve uma variação negativa de 6,58%, com o encerramento de 152,5 mil vagas. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, divulgada nesta quinta-feira (19/01).

A indústria carrega, no acumulado desde 2011, um saldo negativo de empregos. Ao longo desse período, foram encerradas 609 mil vagas, sendo 518 mil baixas registradas entre 2014 e 2016.

Em relação a 2016, esse resultado de trajetória ruim, com fechamento de vagas em 21 dos  22 setores acompanhados pela pesquisa, ainda é reflexo da crise econômica.  A boa notícia é que, para 2017, há uma tendência de estabilização. A análise é do gerente do Depecon, Guilherme Moreira.

“O emprego na indústria veio se ajustando à queda da produção. Acreditamos que o período agora seja de estabilização, com retomada mais intensa de vagas apenas  a partir de 2018”, observa Moreira.

Regiões 

Apenas duas das regiões acompanhadas pela pesquisa apresentaram variação positiva para os postos de trabalho. O estado de São Paulo registrou queda de 6,58%; a Grande São Paulo um recuo de 7,39% e, o interior do estado, uma baixa de 6,20%.

Quando avaliadas as diretorias regionais, há resultado positivo para São Carlos (+2,20%), influenciado por produtos de borracha e plástico (66,07%) e produtos diversos (9,63%); Marília (+2,13%), no rastro dos produtos alimentícios (10,82%) e dos de borracha e plástico (6,37%).

Já as variações negativas ficaram com Cubatão (-33,09%), influenciadas pelo setor de metalurgia (-54,94%) e produtos de metal (-14,93%); Santa Bárbara d’Oeste (-14,18%), setores de produtos alimentícios (-34,89%) e produtos de metal (-30,12%) e Santo André (-13,33%), setores de produtos alimentícios (-65,26%) e produtos de borracha e plástico (-35,86%).

Para conferir a pesquisa na íntegra, só clicar aqui.

Ouça o boletim de rádio da notícia:

86% das indústrias querem compartilhar informações sobre ataques cibernéticos

Bernadete de Aquino e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 86% das indústrias ouvidas em pesquisa do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp possuem interesse em absorver ou compartilhar informações sobre ataques cibernéticos. O estudo foi apresentado, na manhã desta segunda-feira (28/11), na sede da federação, no II Congresso Internacional de Segurança Cibernética. O estudo ouviu 328 empresas paulistas de todos os portes em novembro de 2016.

“Falta compartilhamento de informações sobre o tema, principalmente por medo de concorrência”, explicou o diretor do Deseg e coordenador do Grupo de Trabalho de Segurança Cibernética do departamento, Rony Vainzof. “Muitos países inclusive não conversam pela ausência de tratados internacionais em relação a ataques cibernéticos, a internet é um território sem fronteiras”.

Por isso a importância de debater o assunto. “Que as empresas falem mais sobre isso e que os países também consigam discutir o assunto”, disse Vainzof.

Nesse ponto, quando perguntadas se participariam de alguma iniciativa que noticiasse e fornecesse informações sobre ataques cibernéticos e formas de prevenção, 46,2% das micro empresas disseram que sim, para 49% das médias e 71,4% das grandes. Todas afirmaram querer compartilhar e absorver novos dados sobre a área.

Vainzof: que as empresas falem mais sobre segurança cibernética. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

A pesquisa apontou ainda que 92,1% das empresas avaliadas usam tecnologias contra ataques cibernéticos. “Entre as micro, apenas 35% investem em treinamento na área, percentual que sobe para 43,9% entre as médias e 71,4% entre as grandes”, explicou.

Outra constatação digna de análise: 60% dos ataques sofridos pelas indústrias entrevistadas tiveram o objetivo de causar danos a dados ou sistemas, como indisponibilidade de serviços e de acesso a documentos, dentre outros. Fraudes e desvios financeiros foram motivo de 44,8% dos ataques.

O levantamento destaca, também, que mesmo as empresas que não identificaram ataques cibernéticos tomaram alguma medida para aumentar a sua proteção (42%), assim como fizeram 69,2% das empresas que sofreram o mesmo nível de ataques do ano anterior. “É um sinal de maturidade da indústria, que percebeu a importância de se proteger, de forma preventiva”, afirmou Vainzof.

Clique aqui para ter acesso a todos os dados da pesquisa.

O II Congresso Internacional de Segurança Cibernética segue até o final desta segunda-feira (28/11), na sede da Fiesp, em São Paulo.

 

Mais uma vez, dinheiro do 13º vai para quitação de dívidas

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

Pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), aponta que 45% dos entrevistados que esperam receber o 13º salário pretendem utilizar o dinheiro para pagar dívidas. E 19% planejam poupar os recursos.

De acordo com o diretor do Depecon, Paulo Francini, a queda real do rendimento, o medo de perder o emprego e o maior endividamento, principalmente com o uso de cartão de crédito, são fatores que fazem com que as pessoas aproveitem a verba extra para quitar dívidas. “Quem entra na ciranda do pagamento do cartão de crédito em atraso, não consegue pagar a taxa absurda de 400% ao ano. Quando entra um dinheiro extra, a prioridade é liquidar a dívida mesmo”, explica.

Para Francini, o brasileiro é um “herói por conviver com a taxa de juros reais mais alta do mundo”.

Dados do levantamento indicam que o espírito natalino não foi o bastante para estimular gastos, e 86% dos entrevistados declararam estar menos dispostos ou sem condições de contrair novas dívidas. Resultado similar ao registrado no mesmo levantamento em 2015, quando o percentual foi de 89%.

A proporção de pessoas que pretendem manter a tradição da compra de presentes de natal (13%) é a menor desde a primeira edição da pesquisa, em 2009.

>> Ouça entrevista com Francini

Para 20% das pessoas que pretendem comprar presentes, seu valor será semelhante ao do ano passado, enquanto 19% garantem que será mais barato. “Qual é o pai ou a mãe que não quer comprar um presente para seu filho?  Mas, mais uma vez, vai comprar lembrancinha, gastar pouco.”

Pesquisa

Esta pesquisa foi encomendada por Fiesp e Ciesp à Ipsos Public Affairs, realizada em âmbito nacional, com amostra de 1.200 pessoas entre os dias 1º e 12 de outubro de 2016.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento.

Queda menor do nível de emprego em outubro faz Fiesp e Ciesp reverem projeção para o ano

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

A pesquisa de Nível de Emprego de outubro, divulgada nesta sexta-feira (18/11) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), indica que a indústria paulista perdeu 6.500 postos de trabalho, o que representa um recuo de 0,28%, em relação ao mês de setembro. Desde o início do ano, o total acumulado é de 92 mil demissões.

De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, o resultado da pesquisa levou à revisão da projeção, feita pelas entidades, de 165 mil postos de trabalho a menos na indústria paulista em 2016. “Continuamos perdendo, mas de forma atenuada e devemos chegar a, no máximo, 150 mil demissões”.

O diretor afirma, no entanto, que a situação da indústria é muito grave e que ser melhor do que 2015 – quando foram registrados 235 mil postos de trabalho a menos – é quase uma obrigação do setor. “Não conseguimos ver ainda a marca do que poderíamos chamar de recuperação e retorno do crescimento. Melancolicamente caminhamos para mais um final de ano negativo na economia brasileira e na indústria de transformação.”

>> Ouça a análise de Paulo Francini

Setores e regiões

Em outubro, dos 22 setores apurados pela pesquisa, 13 (59%) demitiram, cinco apresentaram estabilidade e quatro registraram contratações. Três setores se destacam no caso de perda de vagas: Outros Equipamentos de Transporte (-2.045 vagas); Veículos automotores (-1.522) e Produtos Alimentícios (-885).

Das 36 Diretorias Regionais do Ciesp incluídas na pesquisa, 18 (50%) registraram queda, com destaque para Limeira (-4,31%), Santa Bárbara d’Oeste (-3,46%) e São José dos Campos (-2,56%). A quantidade de Diretorias com índices negativos, no entanto, é menor do que a registrada pela pesquisa no mês de outubro dos três anos anteriores (20 negativas em 2013, 30 em 2014 e 31 em 2015).

Para 12 (33%) das regionais o saldo de postos de trabalho foi positivo, com destaque para Matão, que registra contratações pelo segundo mês consecutivo, (1,92%), Santos (1,75%) e Santo André (0,90%).

Para conferir a íntegra da pesquisa, só clicar aqui.

 

Fiesp faz pesquisa que Levy pediu sobre CPMF

Agência Indusnet Fiesp

No último dia 3 de novembro, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sugeriu que se fizesse uma enquete com os brasileiros para saber o que pensam da CPMF e por que seriam contra a recriação desse imposto, que o governo defende. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que vem lutando contra a criação da CPMF e de qualquer outro imposto, aceitou o desafio e encomendou não apenas uma enquete, mas uma pesquisa.

O ministro tem agora a sua resposta, que confirma o que já estava muito claro para nós: o brasileiro não apoia a criação de mais impostos. Segundo pesquisa telefônica do Ideia Inteligência com 20 mil pessoas em 122 cidades brasileiras, 56% dos entrevistados sabem o que é CPMF. Desse universo, 86% declaram não gostar desse imposto.

Apenas 11% das pessoas que sabem o que é a CPMF responderam que gostam do imposto. Entre os que rejeitam a contribuição, 78% apresentam uma justificativa simples: não gostam da CPMF “porque é mais um imposto”. Diante de outras características do imposto mencionadas por Levy na semana passada, 9% responderam não gostar da CPMF “porque ela alcança todo mundo”, outras 5% porque “é fácil de recolher” e 3% “porque é transparente”.

Os dados dessa pesquisa reforçam a certeza da Fiesp de estar no caminho certo, na defesa dos interesses do setor produtivo e de toda a sociedade, ao se colocar contra o aumento de impostos, inclusive da CPMF. A campanha “Não Vou Pagar o Pato” vem recebendo apoios em todo o país e já conta com quase um milhão de assinaturas.

Esperamos, portanto, que o Congresso Nacional, sempre sensível aos clamores da sociedade, respeite a vontade dessa maioria e não aprove a emenda que pretende recriar a CPMF, derrotada em 2007 após ampla campanha da Fiesp.

Mais uma vez, ficou provado que a população brasileira não quer pagar o pato!

Clique aqui para ver a íntegra da pesquisa.

>> Ouça boletim sobre a pesquisa

 

Indústria de SP demite 27,5 mil e registra pior patamar em 10 anos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O setor manufatureiro paulista demitiu 27,5 mil funcionários em junho, o equivalente a uma queda de 1% ante maio deste ano, na comparação com ajuste sazonal. Esse é o pior resultado para o mês de junho na série histórica da pesquisa, iniciada em 2005, aponta a equipe de economia da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

De acordo com o levantamento do Nível de Emprego do Estado de São Paulo, elaborado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), de janeiro a junho de 2015, a indústria paulista fechou 62,5 mil vagas, também o pior resultado em 10 anos, desde o início do trabalho.

“Há anos, a indústria vem perdendo postos de trabalho, porém a violência da perda deste ano de 2015 surpreende”, afirma o diretor do Depecon, Paulo Francini. “E a indústria não é o único setor surpreso, todos os setores também estão.”

Segundo Francini, a indústria de transformação paulista deve encerrar este ano com pelo menos 150 mil empregos a menos na comparação com 2014, quando já houve perda de cerca de 130 mil postos de trabalho.

“Estamos surpresos, perplexos e tristes com a redução que estamos sofrendo e não vemos o seu término. Não sentimos que o pé bateu no fundo do poço para, agora, tomarmos impulso para voltar a subir”, diz o diretor.

Se comparada com a situação em junho de 2014, a indústria paulista chegou a junho deste ano com um saldo negativo de 191 mil empregos. E de acordo com Francini, a pesquisa registrou recorde de perdas em praticamente todas as leituras e deve encerrar 2015 “superando todo e qualquer outro ano anterior” em termos de baixas.

Setores
Da perda de 27,5 mil postos em junho, 1.987 demissões são da parte do setor de açúcar e álcool, as usinas, enquanto os demais 25.513 foram demitidos pela restante da indústria de transformação.

O Depecon apura a situação de emprego em 22 setores. Em junho, 18 informaram demissões, três anotaram estabilidade em seu quadro de funcionários e apenas um contratou. Este também é o pior cenário para o mês de junho desde o início da pesquisa, em 2005.

A indústria de veículos automotores continua sendo um dos setores que mais demitem ao longo dos meses. Em junho, o setor desligou 4.691 funcionários. Na esteira, o segmento de máquinas e equipamentos também exibiu significativas baixas, com a demissão de 4.081 trabalhadores.

>>Ouça o boletim sobre a pesquisa do emprego

Regiões
Das 36 regiões avaliadas, 30 computaram baixa no mercado de trabalho de sua indústria, cinco ficaram positivas e uma ficou estável.

Entre as altas, destaque para Matão, com ganho de 0,48%, impulsionado pelo setor de produtos alimentícios (3,95%).

A região de Presidente Prudente também anotou alta, de 0,45% em junho, influenciada por contratações nos segmentos de minerais não-metálicos (7,14%) e de coque, petróleo e biocombustível (1,77%).  E Santos registrou ligeiro crescimento de 0,31%, puxado pelas indústrias de confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,29%) e de produtos alimentícios (1,02%).

No campo das baixas, a região de São Carlos se destacou, com queda de 4,56% no emprego industrial, em meio a perdas nos setores de máquinas e materiais elétricos (-1,06%) e de produtos alimentícios (-6,15%).

O mercado de trabalho da indústria de Bauru também registrou perdas significativas, de 3,30% no mês passado contra o mês anterior, abatido pelo desempenho negativo nos segmentos de máquinas e equipamentos (-13,70%) e de confecção de artigos do vestuário (-4,25%). E a região de Piracicaba computou baixa de 2,16%, influenciada pela queda em veículos automotores e autopeças (-6,94%) e produtos alimentícios (-4,31%). 

Propriedade Intelectual e Direito da Concorrência.

 

No dia 02 de julho/2015, aconteceu a Mesa de Debates do Grupo de Estudos de Direito Concorrencial da Fiesp/Ciesp. Na ocasião, foi discutido o tema “Propriedade Intelectual e Direito da Concorrência” que contou com as presenças dos seguintes expositores: Dr. Alberto Camelier, Sócio Fundador da Camelier Advogados Associados; e Paulo Eduardo Lilla, Head da Prática de Direito Concorrencial em Lefosse Advogados.

 

Apresentações:

Alberto Camelier, clique aqui.

Paulo Lilla, clique aqui.

Fapesp lança relatório mundial sobre bioenergia e sustentabilidade na Fiesp

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Nossa pesquisa mostra a necessidade de ter políticas integradas”, afirma a coordenadora do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen), Glaucia Mendes Souza, sobre o relatório Bioenergy & Sustainability: bridging the gaps, durante o Festival Internacional de Biotecnologia (Biofest), organizado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), durante a Semana de Meio Ambiente.

O encontro discutiu o potencial e o papel do Brasil na bioeconomia, tecnologias, parcerias inovadoras e políticas para uso e expansão de bioenergia definidas com base em conhecimento científico.

Glaucia explicou que o estudo foi produzido por 137 especialistas de 24 países ao longo de dois anos sobre as diversas questões relacionadas com produção e uso de bioenergia e sustentabilidade.

Glaucia Mendes Souza, coordenadora do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

“Com base em mais de 2.000 referências e estudos, o documento fornece uma análise abrangente de tecnologias e práticas atuais da bioenergia, incluindo produção, sistemas e mercados, e o potencial de expansão sustentável e de maior adoção da bioenergia, em paralelo com uma revisão crítica dos seus impactos”, disse.

O relatório foi coordenado por cientistas ligados a três programas da Fapesp: Bioen, Mudanças Climáticas Globais e Biota, de pesquisa sobre a biodiversidade, e teve apoio da Fundação e da Secretaria do Comitê Científico para Problemas do Ambiente (Scope, na sigla em inglês), agência intergovernamental associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), responsável pela iniciativa.

Destaques

O relatório Bioenergy & Sustainability: bridging the gaps confirma o valor da bioenergia como alternativa energética e para a redução dos impactos da queima de combustíveis fósseis. Destaca ainda as possibilidades de aumentar a segurança energética e a mitigação das mudanças climáticas pelo uso de tecnologias avançadas de conversão de biomassa, que também contribuiriam para compensar impactos ambientais negativos causados pelo desmatamento e degradação de florestas.

Outra conclusão é que sistemas de produção de bioenergia que adotam práticas sustentáveis podem compensar emissões de gases de efeito estufa resultantes de mudanças no uso da terra ou perda da biodiversidade. Essas tecnologias e procedimentos incluem a combinação de diferentes matérias-primas e outras práticas de gerenciamento do solo adaptadas a condições locais.

Quanto à questão da terra, a conclusão dos autores é que existem áreas suficientes no mundo para ampliação do cultivo de biomassa e que o uso dessas áreas não representa uma ameaça para a segurança alimentar e a biodiversidade. E confirmam evidências de que a adoção de tecnologias para melhoria do solo, a integração de cadeias produtivas e o uso de subprodutos da bioenergia em áreas rurais pobres podem melhorar o desempenho da economia, aumentar a qualidade dos alimentos e criar empregos.

Segurança ambiental

Também participaram da apresentação do relatório o presidente da Fapesp, Celso Lafer, e o diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz.

Celso Lafer, presidente da Fundação Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

A programação incluiu outros dois painéis: Cadeias de Abastecimento e Segurança Ambiental; e Desenvolvimento Sustentável e Inovação. Os temas foram Água, Emissões de Gases de Efeito Estufa, Segurança Climática e Ambiental, Segurança Alimentar e Tecnologias de Conversão de Motores, além de um estudo de caso. Os debates se concentraram no potencial do Brasil e as políticas brasileiras para a bioeconomia; tecnologias; parcerias inovadoras; integração de políticas para a agricultura, silvicultura, indústria e educação; e políticas para a expansão da bioenergia definidas com base no conhecimento científico, entre outros assuntos.

Participaram os pesquisadores Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês); Maria Victoria Ballester, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP); Isaias de Carvalho Macedo, do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Manoel Alves Leal, do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE); Luís Augusto Barbosa Cortez, da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp; e Francisco Nigro, da Escola Politécnica da USP.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Lançamento na Europa

No dia 17/6, o relatório também será lançado durante um workshop da Semana de Energia Sustentável da União Europeia (EU Sustainable Energy Week), em Bruxelas, na Bélgica. A reunião foi organizada pela Fapesp, Scope e BE-Basic, consórcio público-privado internacional voltado para soluções viáveis e seguras para a bioeconomia.

Mais informações em: www.eusew.eu/component/see_eventview/?view=see_eventdetail&mapType=hlpc&eventid=4514

A íntegra do relatório Bioenergy & Sustainability: bridging the gaps está publicada em: http://bioenfapesp.org/scopebioenergy

Mudança na desoneração provoca demissões em 54% das indústrias

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A adoção de alíquotas mais altas de contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento, proposta pelo governo, vai provocar demissões em 54% das indústrias, e 40% delas aumentarão seus preços, para compensar a elevação dos custos. Os dados são de pesquisa divulgada nesta terça-feira (2/6) pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Decomtec-Fiesp).

O levantamento mostra que 52% das pequenas empresas, 57% das médias e 54% das grandes terão que demitir, se houver perdas na desoneração. E a maioria das empresas que já analisaram as novas regras deve mudar a forma de calcular e recolher a contribuição previdenciária, passando a usar como base a folha de pagamentos (20% dos salários), em vez da receita bruta (2,5% do faturamento).

O diretor do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho, afirma que o fim da desoneração vai deteriorar ainda mais a competitividade e a economia brasileira. “A indústria não vai aceitar mudanças na lei de desoneração. Já estamos pagando um preço muito alto. Qualquer mudança significa perda de empregos e isso só agravará o quadro de crise pelo qual estamos passando”.

Segundo a pesquisa, 37% das empresas vão reduzir suas margens de lucro, em vez de aumentar preços. As duas opções terão efeitos negativos, como a redução das vendas (apontada por 30% das empresas), a redução dos investimentos (29% das empresas), a perda de participação no mercado doméstico (18%) e a redução das exportações (5% das empresas).

>>Ouça o boletim da pesquisa sobre desoneração

O que vai ser perdido

A desoneração da folha de pagamento do setor industrial teve impacto positivo no nível de emprego de 60% das empresas, reduziu o custo de produção e permitiu o aumento do investimento. Tudo isso deve se perder, caso o governo leve adiante sua proposta de mudar as regras.

Em 42% das empresas a desoneração evitou demissões, e em 18% permitiu novas contratações. Mesmo nas empresas em que a desoneração da folha não interferiu no emprego houve efeitos positivos, com 44% delas relatando redução dos custos de produção, e 19%, ampliação dos recursos para investimentos.

A pesquisa mostra que 70% das empresas têm mais de 75% da produção beneficiada pela desoneração da folha, medida que foi muito bem aceita pelo setor industrial: 78% das empresas a avaliaram como ótima ou boa.

A pesquisa foi realizada em março e ouviu 339 empresas da indústria de transformação (167 pequenas, 131 médias e 41 grandes).

Clique aqui para ter acesso ao estudo completo