Indústria paulista gera 2.000 vagas de emprego em setembro, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista gerou 2.000 vagas de emprego em setembro, variação positiva de 0,08% frente a agosto, na série sem ajuste sazonal. Esse é o primeiro setembro positivo desde 2013, quando a taxa foi de 0,03% e o saldo de profissionais contratados chegou a 1.000. Os dados com ajuste seguiram em alta (0,05%), resultado que também não era visto desde janeiro de 2015 (0,34%). No acumulado do ano, foram criados 7.000 postos de trabalho (0,32%). Os dados são da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgados nesta terça-feira (10 de outubro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de setembro, 5 ficaram positivos, 6 estáveis e 11 negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta da indústria de alimentos, com geração de 910 postos de trabalho, seguida de confecção de artigos do vestuário e acessórios (578).

No campo negativo ficaram, coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-560) e produtos diversos (-497).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,08%), na Grande São Paulo (0,01%) e também no interior paulista (0,10%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 16 que apontaram altas, destaque por conta de Santos (1,57%), influenciada pelo setor de confecção de artigos do vestuário (9,88%) e minerais não metálicos (3,95%); Santa Bárbara D’Oeste (1,09%), por produtos têxteis (2,08%) e confecção de artigos do vestuário (0,80%) e Matão (0,86%), por produtos alimentícios (2,20%) e máquinas e equipamentos (0,88%).

Já dos 15 negativos, destaque para Jáú (-3,18%), por coque, petróleo e biocombustíveis (-46,70%) e produtos alimentícios (- 0,77%); Jacareí (-2,38%), por confecção de artigos vestuários (- 37,50%) e outros equipamentos de transporte (- 2,82%); Araçatuba (-0,84%), influenciado por artefatos de couro e calçados (-1,25%), coque, petróleo e biocombustível (-1,08%).

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Indústria paulista fecha 2.000 vagas em julho, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista fechou o mês de julho com demissão de 2.000 trabalhadores, queda de 0,08% na comparação com o mês anterior, na série sem ajuste sazonal. Na análise com ajuste, cede 0,10%. O resultado representa estabilidade para o período, avalia Paulo Francini, diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), área responsável pela Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada nesta quarta-feira (16/8).

No acumulado do ano, o saldo apurado está positivo em 8.000 postos de trabalho (0,37%), sendo esse o melhor resultado desde 2013, quando foram contratados 55.500 trabalhadores. “Alguns setores, como máquinas e equipamentos, produtos de borracha e veículos automotores surpreenderam com contratações, influenciados pelas exportações, que têm ganhado fôlego”, destacou.

Francini argumenta ainda que “o equilíbrio é muito bom para quem vinha em sucessiva queda, mas para quem busca crescimento, ainda não é”.

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Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de julho, 9 ficaram positivos, com destaque para o de máquinas e equipamentos (1.426); produtos de borracha e de material plástico (1.142); veículos automotores, reboque e carrocerias (1.107).

Do outro lado, 11 ficaram no campo negativo, com destaque por conta de produtos alimentícios (fechamento de 2.070 vagas); produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-1.600) e couro e calçados (-1.080). Houve estabilidade em 2 setores.

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa, além do Estado de São Paulo (-0,08%), também no interior paulista (-0,11%) e na Grande São Paulo (-0,03%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 16 que apontaram altas, destaque por conta de Matão (1,50%), influenciada pelo setor de máquinas e equipamentos (2,23%) e pelo de produtos alimentícios (0,91%); Piracicaba (1,17%), por máquinas e equipamentos (3,40%) e produtos de metal (3,85%); e Cotia (0,79%), por máquinas e materiais elétricos (7,02%) e veículos automotores e autopeças (5,32%).

Já dos 16 negativos, destaque para São José do Rio Preto (-1,60%), por produtos alimentícios (-4,04%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-0,96%); Sertãozinho (-1,39%), influenciado por produtos alimentícios (-1,42%) e produtos de metal (-4,51%) e Araçatuba (-1,13%), por artefatos de couro e calçados (-1,72%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-1,25%).

Indústria paulista fecha 9,5 mil vagas de emprego em junho, aponta Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista fechou o mês de junho com demissão de 9,5 mil trabalhadores, queda de 0,44% na comparação com o mês anterior. Na série com ajuste, o recuo chegou a 0,18%. Já no 1º semestre, o resultado foi positivo em 10 mil novas vagas de trabalho, o melhor resultado desde 2013. Na comparação nos primeiros semestres dos últimos três anos, as demissões somaram 1 mil, 62,5 mil e 57,5 mil, respectivamente. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e divulgada nesta sexta-feira (14/7).

De acordo com a Fiesp, até dezembro de 2016 tivemos 21 meses seguidos de emprego negativo. “Neste 1º semestre tivemos três meses positivos e três negativos. Estamos em fase de transição. Esperamos uma retomada mais pronunciada do emprego na indústria no 2º semestre. A regulamentação da terceirização, a emenda constitucional do teto dos gastos públicos, a nova legislação da exploração do petróleo, e agora a aprovação da reforma trabalhista, são um conjunto de medidas que devem reativar a economia do país dando mais ânimo para as contratações”, avalia a federação.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de junho, apenas o de couro e calçados ficou positivo, com geração de 233 vagas. Seguindo, 17 ficaram negativos e 4 permaneceram estáveis.

Do lado negativo, o destaque ficou por conta de produtos alimentícios, fechamento de 2,3 mil vagas; impressão e reprodução de gravações (-1.332); bebidas (-1.302) e móveis (-1.118).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa, além do Estado de São Paulo (-0,44%), também no interior paulista (-0,40%) e na Grande São Paulo (-0,52%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação entre os resultados. Entre as 7 que apontaram altas, destaque por conta de Jaú (1,13%), influenciada pelo setor de produtos de metal (18,18%), produtos alimentícios (1,16%); São Caetano do Sul (0,59%), por móveis (3,19%) e produtos alimentícios (1,74%) e Limeira (0,48%), por veículos automotores e autopeças (1,64%) e produtos alimentícios (2,34%).

Já dos 27 negativos, destaque para Botucatu (-4,34%), por confecção de artigo do vestuário (-32,53%) e produtos alimentícios (-0,42%); Santos (-1,65%), influenciado por produtos de metal (-9,31%) e produtos minerais não metálicos (-1,90%) e Matão (-1,49%), por máquinas e equipamentos (-2,18%) e produtos alimentícios (-0,94%).

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Indústria paulista fecha 3.000 vagas em maio, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O setor manufatureiro paulista demitiu 3.000 funcionários em maio, o equivalente a uma queda de 0,13% em relação ao mês de abril, na série sem ajuste sazonal. Na série com ajuste, o recuo foi de 0,30%. O arrefecimento das contratações no setor de açúcar e álcool, que estavam aquecidas no mês de abril por conta do período de safra agrícola, foi determinante para o resultado. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgada nesta quarta-feira (14 de junho).

Com o fim do período de safra agrícola, as contratações começaram a perde força. Neste mês de maio, as usinas contrataram 1.077 trabalhadores, contra os 7.700 postos de trabalho gerados em abril. No acumulado do ano, o nível de emprego na indústria paulista segue positivo, com 19.500 vagas, alta de 0,90%, na série sem ajuste sazonal. Na comparação de maio deste ano com o mesmo mês do ano anterior, o resultado ainda é negativo (-4,07%), com fechamento de 92.500 vagas.

O diretor titular do Depecon, Paulo Francini, alerta que se não fossem as usinas de açúcar e álcool, as demissões passariam de 4.000. “Infelizmente, ainda não existe sinal de recuperação do emprego na indústria paulista, como se esperava. Excluindo as usinas de açúcar e álcool, teríamos um saldo de apenas 1.000 contratações ao longo dos cinco meses deste ano”, destaca.

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Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de maio, 8 ficaram positivos, 8 ficaram no negativo, e 6 permaneceram estáveis.

Entre os positivos, os destaques ficam por conta dos segmentos alimentício (878), produtos têxteis (736), produtos diversos (668) e móveis (462). Do lado negativo, o segmento que mais demitiu foi o de máquinas e equipamentos (-1.932), seguido por veículos automotores, reboques e carrocerias (-1.138).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do Estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa, além do Estado de São Paulo (-0,13%), também no interior paulista (-0,27%) e na Grande São Paulo (-0,04%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação entre os resultados. Entre as 13 que apontaram altas, destaque por conta de Americana (1,78%), influenciada pelo setor de produtos têxteis (4,72%), produtos de borracha e plástico (0,54%); Limeira (1,39%), por produtos diversos (13,51%) e produtos alimentícios (11,30%) e São Caetano (1,37%), por móveis (12,48%) e produtos de metal (0,88%).

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Indústria paulista gera 6,5 mil postos de trabalho em janeiro, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Depois de perder 518 mil postos de trabalho nos últimos três anos, a indústria paulista registrou saldo positivo de 6.500 vagas em janeiro, variação positiva de 0,31% na comparação com dezembro de 2016, sem ajuste sazonal. Na comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal, o valor foi -0,24%. O resultado positivo do mês é o primeiro registrado desde abril de 2015, quando foram feitas 6.000 contratações. Já na análise de janeiro deste ano contra o mesmo mês do ano anterior, a variação ficou negativa em 5,73%, com demissão de 132 mil trabalhadores. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgada nesta quinta-feira (16/2).

O diretor titular do Depecon, Paulo Francini, espera que esse seja um sinal de recuperação. “Esperamos que a indústria volto a gerar novos postos de trabalho neste ano, aponta Francini. Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, “embora os sinais ainda sejam tênues, temos que comemorar o primeiro mês com geração de emprego depois de 20 meses de movimento negativo”.

Entre os setores acompanhados pela pesquisa, 15 contrataram, 3 ficaram negativos e 4 permaneceram estáveis. “Ou seja, 68% dos setores acompanhados tiveram crescimento. Esse dado pode ser um sinal de que finalmente estamos num processo de retomada da geração dos empregos, de que o Brasil tanto precisa”, explica Skaf.

A criação de 6.500 empregos pela indústria paulista é boa para o consumo, lembrou o presidente da Fiesp e do Ciesp. “Quando começa a ir bem aqui e ali, a recuperação se espalha.”

O destaque setorial ficou por conta do segmento de produtos de borracha e de material plástico, com aumento de 1.969 vagas, e o de confecção de artigos de vestuários e acessórios, que gerou 1.742 postos.

Regiões

Por região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,31%), na grande São Paulo (0,14%) e no interior (0,43).

Quando avaliadas as diretorias regionais, há resultado positivo para São Carlos (+2,16%), influenciado por materiais elétricos (5,92%) e produtos alimentícios (3,02%); Araraquara (+1,89%), no rastro dos produtos têxteis (3,75%) e de confecções e vestuários (3,31%); Jacareí (+1,46%), seguido por confecções e vestuários (12,50%) e produtos têxteis (2,35%).

Já as variações negativas ficaram com São Caetano do Sul (-2,41%), influenciadas pelo setor de veículos automotores e autopeças (-5%) e produtos de borracha e plástico (-1,42%); Matão (-1,78%), setores de máquinas e equipamentos (-2,09%) e produtos alimentícios (-2,56%) e Franca (-1,61%), setor de artefatos de couro e calçados (-4,38%) e produtos de borracha e plástico (-0,62%).

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2016 começa com perda de 14.500 vagas na indústria paulista

Destaques da Pesquisa de Nível de Emprego de São Paulo da Fiesp e do Ciesp em janeiro de 2016

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O emprego na indústria paulista começou 2016 com perda de vagas. Foram 14.500 empregos a menos na passagem de dezembro de 2015 para janeiro deste ano, queda de 0,63% (sem ajuste sazonal). Somente em 2009, ano de forte crise mundial, a baixa num mês de janeiro foi maior (-1,38%) em toda a série histórica da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, levantamento feito desde 2006 pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

“Começamos com os dois pés esquerdos”, diz Paulo Francini, diretor do Depecon, ressaltando que janeiro, normalmente um mês de crescimento do emprego, teve redução do número de vagas. Na variação acumulada de 12 meses, a queda foi de 7,89%.

“O Brasil”, diz Francini, “vai ter que se acostumar em 2016 a ouvir ‘o pior da história’. Desde 1900 não temos crise tão grave, que vai produzir efeitos nunca antes vistos”.

Setores e regiões

Dos 22 setores pesquisados, 14 tiveram saldo negativo de vagas. Em 5 houve mais contratações que demissões, e 3 ficaram estáveis. Entre os positivos, destaque para Couro e Calçados, com saldo de 1.424 vagas. Francini alerta que esse número tem que ser visto com cautela. “É preciso esperar algum tempo para saber se não é algo efêmero.”
>> Ouça comentários de Paulo Francini sobre a pesquisa

Empresas de Açúcar e Álcool foram responsáveis por dois terços da redução no emprego (4.820 vagas a menos). Isso contribuiu para fazer do setor de Produtos Alimentícios o que mais demitiu (6.079 vagas eliminadas). Metalurgia (-2.223) vem a seguir, com demissões concentradas em Cubatão, dando a essa diretoria regional o pior desempenho no mês, com variação negativa de 8,85% no nível de emprego. Jacareí (-6,7%) fica em segundo.

Das 36 diretorias regionais, 24 tiveram variação negativa no índice de emprego em janeiro, 3 ficaram estáveis e 9 contrataram mais do que demitiram.

Comparação interanual

A variação interanual (janeiro de 2016 sobre o mesmo mês em 2015) do nível de emprego foi de -9,96%. Francini destaca o desempenho interanual negativo também em todos os setores e em todas as diretorias regionais.

Indústria de SP demite 30,5 mil em julho e deve encerrar 2015 com 200 mil empregos a menos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540111782O setor manufatureiro paulista fechou 30,5 mil postos de trabalho em julho, o equivalente a uma queda de 1,07% em relação ao quadro de funcionários em junho, na leitura com ajuste sazonal. Este é o pior julho desde 2006, início da Pesquisa de Nível de Emprego da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“É trágico. O final do ano talvez nos entregue 200 mil empregos a menos que no ano passado”, estima Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, responsável pelo levantamento.

De acordo com o diretor, “se somarmos os empregos perdidos em 2014 e 2015, são 10 estádios da Copa lotados”. Em 2014, a indústria paulista registrou o fechamento de 130 mil postos de trabalho.

Segundo a pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (13/8), de janeiro e julho deste ano a indústria já demitiu 92,5 mil funcionários, o pior resultado para o período na série histórica do levantamento, iniciado em 2006. E se comparado com julho de 2014, são 205,5 mil vagas a menos no setor, também o pior patamar da história.

Francini avalia que tanto a crise econômica quando a crise política são influências de igual peso na situação de emprego na indústria.

“É difícil dividir se é uma crise política ou econômica, é a junção de tudo que faz estarmos nessa situação gravíssima”, diz. “E alguns perguntam: Por que o empresário não pega o seu espírito animal e parte para investir? Mas como ele vai fazer isso se não tem uma visão de futuro? Numa situação de perda constante da economia, é muito difícil criar um ambiente de esperança”.

Setores

A indústria de açúcar e álcool foi responsável por 2.718 demissões em julho, enquanto o restante do setor de transformação fechou 27.782 postos de trabalho.

Dos 22 setores avaliados pela pesquisa do Depecon, 17 registraram baixa em seu quadro de funcionários, três registraram contratações e dois ficaram estáveis.

A indústria de veículos automotores demitiu 6.661 funcionários em julho, enquanto o setor de produtos de borracha e de material plástico fechou 3.970 vagas. E o segmento de produtos têxteis registrou 2.389 demissões.

O setor que mais contratou no mês passado foi o de produtos diversos, que criou 172 vagas no Estado.

No acumulado do ano, a indústria automotiva é que registra maiores perdas, com uma variação negativa de 9,4%.

Regiões

O Depecon sonda o emprego em 36 regiões paulistas. Em julho, 31 anotaram demissões, três contrataram e duas se mantiveram estáveis.

A região de São Bernardo foi destaque entre as perdas de emprego, com variação negativa de 3,48%, influenciada por baixas nas indústrias de veículos automotores e autopeças (6,85%) e de borracha e plástico (-3,18%).

São Caetano também amargou perdas em julho, de 3,02% em meio a demissões também nos setores de veículos automotores e autopeças (- 5,82%) e de borracha e plástico (-1,74%). E São João da Boa Vista registrou queda de 2,63%, pressionado pelos segmentos de produtos alimentícios (-3,50%) e máquinas e equipamentos (-4,83%).

Já entre os ganhos, destaque para a região de Osasco, com alta de 0,19%, influenciada por algumas contratações das indústrias de impressão e reprodução (6,37%) e produtos alimentícios (1,90%). Jacareí também registrou contratações. A região anotou crescimento de 0,17% no mercado de trabalho, motivado pelos setores de produtos de metal (3,36%) e de papel e celulose (1,55%). Matão subiu 0,12% em julho, impulsionado pelo segmento de produtos alimentícios (0,99%).

>>Ouça boletim sobre o emprego em SP

Indústria paulista demite 16,5 mil trabalhadores em junho de 2014

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista demitiu 16,5 mil empregados em junho, o que equivale a uma queda de 0,64% em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal. O resultado é da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, elaborada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Trata-se do pior resultado desde 2006, quando o levantamento começou a ser feito, num indicativo de que a situação do emprego no setor tende a se agravar até o final do ano.

De acordo com Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, responsável pela pesquisa, “ninguém esperava um desempenho tão ruim”. “Nem em junho de 2009, diante dos reflexos da crise econômica de 2008, a queda no número de empregos foi tão expressiva”, afirma.

Para se ter uma ideia, a queda no nível de emprego em junho de 2009 foi de 0,47% com ajuste sazonal, diante dos atuais 0,64% (também com ajuste).

No acumulado dos últimos 12 meses (entre junho de 2013 e junho de 2014), são 96.500 profissionais demitidos.

Diante desse cenário, explica Francini, eventualmente 2014 vai terminar com mais postos fechados que em 2012, quando foram demitidos 52 mil trabalhadores na indústria paulista. Em 2013, foram 36,5 mil profissionais dispensados. “É possível que fiquemos num número entre 2009, quando houve 112,5 mil cortes, e 2012, ou seja, variando entre  112,5 mil e 52 mil vagas eliminadas”.

Setores

Na análise por setores, a pesquisa apontou que o maior número de demissões ficou com a indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 3.661 vagas fechadas. Em segundo lugar, veio o setor de produtos alimentícios, com 2.566 postos a menos, seguido por confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2.562 empregos).

“Entre os 22 setores pesquisados, 70% apresentaram resultado negativo em junho”, diz Francini.

Regiões do estado

Quando consideradas as regiões do estado, Matão, Presidente Prudente e Limeira foram destaques positivos no que se refere ao emprego. Entre os piores desempenhos, Cotia, Jaú e São Bernardo do Campo.

Em Matão, foram gerados mais 4,63% empregos em junho, movimento estimulado principalmente pelos setores de produtos alimentícios e máquinas e equipamentos. Já em  Presidente Prudente, com 0,92% mais vagas no mês, os artefatos de couro e calçados, junto com coque, petróleo e biocombustíveis foram os motores. A alta de 0,9% em junho em Limeira é atribuída aos veículos automotores e autopeças e à celulose, papel e produtos de papel.

Entre as áreas que mais demitiram, foram menos 2,76% postos em Cotia, menos 2,13% em Jaú e menos 1,84% em São Bernardo do Campo. Em Cotia, o baixo desempenho foi puxado pelos móveis e produtos têxteis, com vagas fechadas sobretudo em artefatos de couro e calçados e alimentos em Jaú e veículos automotores e autopeças e produtos de borracha e de material plástico em São Bernardo do Campo.

“Das nossas 36 diretorias regionais consideradas para o estudo, 80% apresentaram resultado negativo no que se refere ao emprego em junho”, conclui Francini.

Para ler a pesquisa completa, acesse aqui. 

Nível de emprego mantém recuperação em dezembro, mas fecha 2009 com 98 mil postos a menos

Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista de transformação continuou a trajetória de retomada do nível de emprego no último mês de 2009. O índice com ajuste sazonal subiu 0,31% e sustentou a taxa de crescimento de 0,5% ao mês, média do último trimestre do ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (19) pela Fiesp e o Ciesp.

Sem ajuste, houve baixa de 3% em dezembro, ou 67 mil empregos perdidos – natural para o período, devido à sazonalidade do setor sucroalcooleiro, com o fim da colheita no campo. O resultado é semelhante ao obtido no último mês de 2007 (-3,25%), ano em que o emprego industrial cresceu 4,57%.

Em 2009, porém, carregando os efeitos da crise financeira, a indústria fechou 98 mil vagas – queda de 4,32% em relação ao ano anterior.

“A perda ocorrida em dezembro é normal para o mês, já isento de crise. Em 2010, para não dizer céu de brigadeiro, não vemos ameaças de nuvens no nosso horizonte”, afirmou Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp/Ciesp.


Nível pré-crise

A Fiesp e o Ciesp apostam em um desempenho positivo da economia brasileira em 2010: PIB em 6%, com uma taxa de crescimento trimestral de 1,4%; nível de atividade da indústria paulista em 12% – em compensação à forte queda ocorrida em 2009, que deverá ficar entre 7% e 8%.

“Apostamos no crescimento da demanda, que se apoiará no crescimento da renda, e na recuperação do crédito e dos bens de capital. O empresário tem faro sensível para a demanda futura”, sublinhou Francini.

Segundo o diretor, a atividade industrial em São Paulo só retomará o nível pré-crise no início do segundo trimestre. Já a projeção de recuperação do emprego é mais tardia, e deve se estender para o começo de 2011.

“Apesar de esperarmos um crescimento de 6,3% para o emprego [na indústria paulista] neste ano, ele não será suficiente para cobrir a perda de mais de 7% que contabilizamos desde o início da crise, em outubro de 2008”, apontou Francini. “Além disso, os empregos não voltarão em número igual aos que existiam anteriormente”, acrescentou.


Indicadores setoriais

Em dezembro, 16 atividades industriais tiveram desempenho negativo no índice de emprego, quatro registraram saldo positivo e duas ficaram estáveis. Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,1%), produtos de minerais não-metálicos e produtos de madeira, ambos com alta de 0,2%, apareceram no topo do ranking mensal.

Já os setores ligados à produção de açúcar e álcool vieram nos últimos lugares: coque, petróleo e biocombustíveis (-22,2%) e produtos alimentícios (-16,1%), seguidos de couro, artigos de viagem e calçados (-4,5%). O setor alimentício, principalmente a produção de açúcar, foi responsável pela perda de 51 mil vagas no mês.

No ano, foram cinco os setores que conseguiram neutralizar os efeitos da crise no saldo de empregos: vestuário e acessórios (1,5%), produtos diversos (1,3%), produtos alimentícios (0,7%), coque, petróleo e biocombustíveis (0,7%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (0,6%). A pior variação (-22,5%) ocorreu no setor de outros equipamentos de transporte, que engloba a indústria aeronáutica.


Regiões

Das 36 Diretorias Regionais do Ciesp pesquisadas, 27 apresentaram desempenho negativo no mês, cinco tiveram comportamento positivo e quatro ficaram estáveis no mês de dezembro. A Grande São Paulo contabilizou menor perda (-0,80%) em relação às indústrias do Interior, cuja variação atingiu -4,73%.

  • Jundiaí liderou as contratações no mês, com crescimento de 0,58%, influenciado por veículos automotores (5,61%) e produtos alimentícios (1,56%);
  • Bauru aparece na sequência, com alta de 0,49% no mês, puxada por produtos alimentícios (6,63%) e máquinas e equipamentos (1,86%);
  • Em terceiro lugar, Santo André, com expansão de 0,32%, devido à geração de empregos nos setores de borracha e plástico (1,71%) e metalurgia (1,16%).O nível de emprego industrial teve queda mais expressiva nas regiões de Sertãozinho (-18,61%), Jaú (-13,98%) e Araçatuba (-10,58%), todas ligadas à baixa sazonal no setor sucroalcooleiro.Poucas regiões conseguiram fechar o ano de 2009 com saldo positivo. Entre as variações mais expressivas aparecem Matão (12,1%), devido à produção de suco de laranja, e Araraquara (10,3%), Rio Claro (9,5%) e Presidente Prudente (7,5%), influenciadas pela produção de açúcar e álcool.Nas últimas posições do ranking anual estão as regiões de São José dos Campos (-11,9%), Mogi das Cruzes (-11,8%) e São José do Rio Preto (-10,4%).

    Ouça a entrevista do diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp/Ciesp, Paulo Francini, à Agência Radioweb