Seminário da Fiesp discute meios de financiamento para a indústria de pescado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Imai: investir em projetos por parte da indústria extrativa e esportiva da pesca podem ser alternativa para obter investimentos e financiamentos de instituições de fomento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A falta de comunicação e de projetos da indústria da pesca pode ser o principal entrave ao financiamento do setor por parte dos investidores, de acordo com Roberto Imai, coordenador titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca (Compesca) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Estou há 22 anos trabalhando na indústria de pesca e em todos os fóruns fala-se muito que faltam linhas de financiamento. Mas a gente tem de olhar para o nosso lado. O quê estamos fazendo para que as instituições que têm o dinheiro se interessem por quem precisa de dinheiro”, observou Imai nesta sexta-feira (15/08) na abertura do seminário “Meios de Financiamento para a Pesca e Aquicultura” .

O evento, destacou o coordenador do Compesca, tem como um de seus objetivos justamente chegar a uma conclusão do quê a indústria pode fazer para atrair investimentos para esse segmento.

Uma das possibilidades, segundo Imai, é a criação de projetos por parte da indústria extrativa e e do segmento da pesca esportiva.

“O próprio BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] solicitou uma reunião dentro da Fiesp porque ele tinha uma linha de financiamento, mas não havia projetos [inscritos]. Temos que nos preparar para isso”, completou.

Políticas

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Helcio Honda: Brasil precisa investir mais na pesca esportiva. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Presente na abertura do encontro, o coordenador adjunto do Compesca, Helcio Honda, chamou a atenção para a falta de políticas de incentivo à produção de pescado no país.

“Vemos a pesca extrativa, por falta de políticas adequadas, praticamente se extinguindo e o objetivo do Compesca é discutir e levar aos agentes públicos as demandas para que o Brasil possa crescer neste segmento”, afirmou Honda.

Pescador esportivo, Honda também defendeu a o crescimento da indústria de pesca esportiva, segmento que, de acordo com ele, ainda carece de atenção do país.

“Eu represento o outro elo da cadeia e sou consumidor da pesca esportiva. Há um grande mercado para isso. Nós temos a indústria de hotéis, pousadas e de material de pesca. E infelizmente o país dá pouca atenção para esse mercado que é bilionário em outros países”, disse.

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Marcos Pereira, superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura, sugeriu novo encontro com presença do Ibama e da Marinha do Brasil para discutir entraves ambientais à produção de pescado. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura, Marcos Alves Pereira, também participou da abertura do seminário e ouviu as primeiras reinvindicações e sugestões dos coordenadores do Compesca.

Pereira sugeriu a realização de um novo encontro com a presença de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e da Marinha para discutir os entraves ambientais à produção de pescado.

“Um evento como esse é importante para enxergar a dificuldade que o setor enfrenta e que precisa da ajuda e união dessas forças”, disse.

Caso de Rondônia

Outro objetivo do seminário do Compesca é apresentar casos de empresas bem sucedidas no segmento de pescado. Segundo o coordenador Roberto Imai, a intenção é procurar adotar e adequar práticas de empresas que deram certo em outros estados na produção de São Paulo.

“Estamos trazendo uma experiência de Rondônia para avaliar se podemos ou não ir por esse caminho”, disse.

A diretora de marketing e comércio exterior da Biofish Aquicultura, uma empresa de Rondônia, Janine Bezerra de Menezes, apresentou os ganhos da companhia com projetos de áreas de cultivo de peixe na região amazônica.

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Janine Bezerra de Menezes: caso de sucesso de empresa que utilizou linha de financiamento no Norte do país. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Um dos projetos apresentados por Janine é uma área de 110 hectares, considerada de médio porte pela companhia, com lâminas de água para produção primordial da espécie de tambaqui.

“Na Amazônia utilizamos a linha de crédito do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte). Foi um investimento de R$ 8,6 milhões para os 110 hectares entre construção e primeiro ano de custeio da produção”, explicou Janine.

De acordo com a diretora da Biofish, a produção de tambaqui na área pode chegar a 800 mil quilos por ano.

>> Veja a programação do evento


Governo de São Paulo lança Via Rápida Ambiental da Aquicultura

Agência Indusnet Fiesp, com informações da Secretaria do Meio Ambiente

Em cerimônia a ser realizada nesta terça-feira (13/11), no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, lançam o Via Rápida Ambiental da Aquicultura – sistema que inclui a assinatura, pelo governador, de decreto que facilita o processo de licenciamento de atividades aquícolas no Estado de São Paulo.

O lançamento representa um grande avanço para o setor produtivo e atende às políticas de desenvolvimento sustentável. O objetivo é intensificar a produção sustentável de um alimento saudável.

No mesmo ato, os secretários Bruno Covas (Meio Ambiente), Mônika Bergamaschi (Agricultura e Abastecimento) e Eloísa de Souza Arruda (Justiça e Defesa da Cidadania) assinam uma resolução conjunta que regulamenta o licenciamento ambiental da atividade no Estado de São Paulo.

“É uma importante conquista da aquicultura paulista, tendo em vista que a maioria das propostas encaminhadas por suas entidades representativas foram incorporadas às normas agora estabelecidas”, considera Eduardo San Martin, diretor-titular de Meio Ambiente do Ciesp e diretor-adjunto da Fiesp, que representará o presidente das entidades, Paulo Skaf, no evento.

Segundo San Martin, “o Via Rápida atende a um pleito da Fiesp/Ciesp e vai permitir que as empresas, que já estavam em operação e em franco crescimento, possam contar com  mecanismos claros e objetivos para a sua plena regularização e conformidade ambiental. “É uma vitória da indústria. A Fiesp, o Ciesp e os sindicatos e associações e empresas do setor tiveram uma atuação efetiva nas discussões com o poder público na elaboração e aprimoramento dos textos”, lembra o diretor.

San Martin avalia que a Via Rápida Ambiental da Aquicultura constitui um passo importante para regularização ambiental do Setor da Aquicultura no Estado de São Paulo. “Vai possibilitar melhor funcionamento e desempenho desta atividade, bem como contribuir para a maior competitividade do Estado na produção de pescados.”

Produção

O Brasil produz 1.264.764,9 toneladas de pescado ano, sendo 79.262,3 toneladas em São Paulo. As atividades ficarão dispensadas do licenciamento ambiental em razão de seu reduzido potencial poluidor/degradador. Os empreendimentos de aquicultura deverão utilizar sistema eletrônico disponibilizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) e acessível à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Aquicultura significa o cultivo ou criação de organismos cujo ciclo de vida, em condições naturais, ocorre total ou parcialmente em meio aquático. Os empreendimentos aquícolas envolvem uma série de atividades, dentre elas a piscicultura (criação de peixe), a ranicultura (criação de rã), a carcinicultura (criação de camarão) e malacocultura (criação de moluscos).

Serviço
Lançamento do Via Rápida Ambiental da Aquicultura
Data/ Horário: 13/11/2012, às 15h
Local: Salão dos Despachos, do Palácio dos Bandeirantes – Av. Morumbi, 5000, Morumbi, São Paulo, SP

Coordenador do Compesca pede ao governo apoio na regularização da pesca esportiva

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Coordenador-adjunto do Compesca, Hélcio Honda, durante reunião do comitê antes da abertura da Pesca Trade Show 2011

O coordenador-adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura (Compesca) da Fiesp, Helcio Honda, pediu na manhã desta quarta-feira (10) ao superintendente federal do Ministério da Pesca e Aquicultura, Carlos Alberto Diniz, mais colaboração do governo na regularização da pesca esportiva no Brasil.

Honda e Diniz participaram da reunião do Compesca que antecedeu a abertura da Pesca Trade Show 2011, em São Paulo.

“O segmento da pesca esportiva carece de uma regulamentação, da criação de um departamento próprio no âmbito do ministério. Leve como pedido nosso, Diniz, você vai ver como isso é de importância para o setor”, disse Honda ao representante do ministério no início do encontro.

Segundo a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), seis milhões de pessoas podem ser consideradas pescadoras que rejeitam as regulamentações da atividade amadora e esportiva. Deste número, apenas 250 mil são licenciados.

Mercado

Representantes da indústria, governo e especialistas debateram na quarta reunião do Compesca, criado em abril pelo Comitê de Cadeias Produtivas, os ganhos econômicos gerados ao setor pela pesca esportiva. De acordo com informações do Sebrae, a pesca esportiva movimenta cerca de R$ 1 bilhão no País por ano.

“O desenvolvimento da pesca esportiva no turismo do Brasil é fantástico. Nós temos turisitas, aqui no País, que hoje vêm mais para pescar”, afirmou Honda. Ele acrescentou que a missão do comitê é “olhar os setores em conjunto”, pensando soluções para segmento da cadeia produtiva da pesca.

Para incrementar os resultados econômicos da pesca esportiva, Honda reforçou a necessidade de políticas públicas de incentivo à cadeia produtiva do turismo da pesca. “A comunidade em geral tem um crescimento muito grande.”

O comitê de pesca da Fiesp e a Associação Nacional de Ecologia e Pesca
Esportiva (Anepe) ocupam um espaço na quinta edição da Pesca Trade Show 2011, importante vitrine na América Latina, para divulgar a atuação de cada organização no setor de pescado.

“O Compesca representa todos os setores, pensamos em soluções para toda a cadeia”, completou Honda.

Seis milhões de pescadores amadores brasileiros ignoram a regulamentação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Fernando Baracho Martinelli, da revista Pesca & Companhia e coordenador da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe)

No Brasil, seis milhões de pessoas podem ser consideradas pescadoras contumazes, ou seja, que rejeitam as regulamentações da atividade amadora e esportiva, de acordo com a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur).

Destes, 250 mil são licenciados, número ainda baixo para um negócio que mostra crescimento e já possui uma cadeia produtiva configurada, como reconhece o representante da revista Pesca & Companhia e coordenador da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), Fernando Baracho Martinelli.

Ele participou da reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura (Compesca) da Fiesp, na manhã desta sexta-feira (15), e apresentou a composição do sistema produtivo que atende aos pescadores amadores esportivos.

“O negócio está movimentado e crescendo bastante”, disse Martinelli ao citar setores como o de comércio, nas vendas de equipamentos e roupas adequadas para a pesca, a indústria de bens e consumo, no que diz respeito à construção de estaleiros e montagem de motores, e comunicação e eventos, como a realização de torneios além de publicações especializadas.

Martinelli ressaltou ainda que o setor de turismo, com pacotes de roteiros de pesca, tem papel fundamental na cadeia produtiva da pesca amadora esportiva, a qual, segundo o Sebrae, movimenta cerca de  R$ 1 bilhão anualmente no País. “Existe uma carência de profissionais especializados em vender o pacote de pesca”, observou.

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Leinad Ayer de Oliveira, superintendente federal da Pesca e Aquicultura do Estado de São Paulo

Na quarta-feira (13), os ministros da Pesca e Agricultura, Luiz Sérgio, e do Turismo, Pedro Novais, assinaram um termo de cooperação entre as duas pastas para promover o desenvolvimento da pesca esportiva no País.

A principal revista de pesca do Brasil fez uma reportagem com populações ribeirinhas para ilustrar uma edição comemorativa de 200 páginas e concluiu que “98% dos ribeirinhos entrevistados não vivem do pescado, mas da isca viva para os turistas que compram pacotes de pesca”, informou Martinelli. “É uma excelente oportunidade de desenvolvimento social.”

Regulamentação

Apesar de reconhcer o elevado número de pescadores amadores esportivos fora da regulamentação, Martinelli mostrou otimismo ao citar dados da Embratur que apontam um aumento de 8,85% do índice de licenciados entre os anos de 2009 e 2010.

Os progressos na regulamentação de pescadores nos últimos dois anos, no entanto, ainda são vistos como pouco expressivos para a superintendente federal da Pesca e Aquicultura do Estado de São Paulo, Leinad Ayer de Oliveira.

“Cada vez que vamos construindo uma cadeia do setor, conseguimos mais parcerias e acordos para legalizar as atividades. Mas o número de pescadores irregulares ainda é muito grande. Precisamos ver que cadeia produtiva estamos construindo”, alertou Oliveira.

“Não dá para estruturar essa cadeia com irresponsabilidade”, disse a superintendente sobre reforçar fiscalizações para impedir desequilíbrios ambientais e danos à pesca extrativa.

Compesca quer aumentar participação do setor no Plano-Safra 2011/2012

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura (Compesca) da Fiesp organizou um grupo de trabalho para estudar meios de aumentar a participação da atividade pesqueira nos financiamentos previstos pelo Plano-Safra 2011/2012. A iniciativa atende a uma demanda do setor por mais visibilidade.

“Existe o Plano-Safra. A pesca também é uma atitvidade rural, mas os atores não conhecem”, disse Roberto Kikuo Imai, coordenador-titular do Compesca/Fiesp. Segundo ele, o setor hoje é “extremamente desassistido desse financiamento. Precisamos começar a tirar as travas.”.

No dia 30 de junho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou de R$ 600 mil para R$ 650 mil o limite por tomador nas contratações de crédito para pesca e aquicultura. A medida também prevê o aumento de R$ 2 milhões para R$ 5 milhões o limite por beneficiário no crédito de comercialização envolvendo empresas produtoras de pescado, associações ou cooperativas de pescadores.

A atividade de pesca também trabalha por safra e possui um fluxo diferente da produção de outras fontes de proteína animal. “Há cultivos que duram dois anos. Diferente do frango, por exemplo, que é abatido no mínimo em 40 dias”, disse Imai.

São Paulo absorve 50% das importações brasileiras do pescado, revela estudo

Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Kikuo Imai, coordenador-titular do Compesca/Fiesp

O coordenador-titular do Comitê da Pesca e da Aquicultura (Compesca) da Fiesp, Roberto Kikuo Imai, alertou nesta sexta-feira (17), na segunda reunião do grupo, contra as robustas importações do pescado pelo mercado paulista.

Segundo informações do estudo O mercado do pescado da Região Metropolitana de São Paulo, lançado nesta sexta-feira durante encontro do Compesca, o estado absorveu 49% das importações brasileiras em 2009. Na região metropolitana, o percentual deste volume aumenta para 50%.

“O dado dessas importações é muito grande. Temos que tomar cuidado. Podemos estudar meios de distribuir de maneira mais forte”, disse Kikuo Imai, que é presidente do Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (Sipesp).

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Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva, pesquisadora científica do Instituto de Pesca e coordenadora do projeto

O estudo sobre o mercado de pescado em São Paulo foi produzido pelo Infopesca e pelo Fundo Comum de Produtos Básicos e tem como objetivo “evidenciar a necessidade de trabalhos mais aprofundados e fortalecer as parecerias com representantes do setor de pesca”, explicou Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva, pesquisadora científica do Instituto de Pesca e coordenadora do projeto.

Exportação e importação

O Brasil exportou 194,6 milhões de dólares de pescado em 2009. Em contrapartida, as importações brasileiras somaram 675,11 milhões de dólares no mesmo ano, gerando um déficit da balança comercial da cadeia do setor de pescado de 480,4 milhões de dólares, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, informou o estudo.

Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Fiesp realiza primeiro encontro

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura (Compesca) da Fiesp realizou nesta segunda-feira (30) sua primeira reunião, a fim de traçar estratégias setoriais.

Os participantes destacaram pontos convergentes das áreas ali representadas (pescas esportiva, comercial, aquicultura, comercialização e industrialização), especialmente a construção de políticas públicas para o setor e reforço da imagem do peixe como fonte alternativa de proteína.

Para isso, foram constituídos Grupos de Trabalho em torno de temas macros no intuito de debater questões ambientais e de licenciamento, tributárias, inovação e pesquisa e formação de mão de obra.

Oportunidades

O Brasil conta com cenário favorável: mais de oito mil quilômetros de costa marítima e 13% de toda água doce do planeta para a pesca. As regiões Sul e Sudeste concentram a maioria dos portos nacionais: em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De acordo com os debatedores, apesar de o País ser altamente competitivo nas Américas, é preciso avançar em questões como licenciamento ambiental e legalização de cultivos para que seu potencial não seja desperdiçado.

Estiveram presentes ao encontro representantes de inúmeras entidades setoriais: Instituto da Pesca, Sindicato dos Armadores da Pesca (Sapesp), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) e o deputado estadual Edson Ferrarini (PTB-SP), da Frente Parlamentar em Defesa da Pesca e Aquicultura.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enviou dois representantes. A entidade deverá contar com linhas de financiamento a fim de contemplar todos os elos da cadeia, desde a produção da ração até a comercialização do produto.

Histórico

A coordenação do Comitê está a cargo de Roberto Kikuo Imai, presidente do Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (Sipesp) e de Helcio Honda (adjunto), diretor do Departamento Jurídico da Fiesp (Dejur).

Criado no dia 14 de abril deste ano, o Comitê conta com a parceria do Ministério da Pesca e da Aquicultura. Após se reunir com empresários e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em São Paulo, a ministra Ideli Salvatti informou que a meta do Ministério é ampliar a produção industrial de pesca e aquicultura dos atuais 1,2 milhão para 7 milhões de tonelada/ano. Mesmo assim, a participação brasileira ainda é tímida frente aos grandes produtores mundiais de pescado, especialmente a China.

Confira as palestras na íntegra:

Fiesp cria Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura

Flávia Dias e Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

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Ideli Salvatti e Paulo Skaf durante encontro na Fiesp, em que foi anunciada a criação do Comitê

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) deu importante passo no sentido de organizar o setor de pesca e da aquicultura, com a criação de um comitê específico para a cadeia produtiva. A oficialização ocorreu nesta quinta-feira (14), durante encontro da

, Ideli Salvatti, com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e empresários do setor, na sede da entidade.

“Estamos sendo bem-sucedidos no Ministério em parcerias como esta que a Fiesp está fazendo conosco hoje. A criação do Comitê equivale a dobrar o orçamento do Ministério”, afirmou Ideli. Ela salientou ainda que a iniciativa da Fiesp sinaliza “sucesso” e o “enorme” potencial de crescimento do setor.

Com mais de oito mil quilômetros de costa marítima, o Brasil também é dono de 13% de toda água doce do planeta, conforme lembrou a ministra. “Temos água para desenvolver a pesca desportiva, pesca industrial e pesca amadora”, explicou. A meta do Ministério é ampliar a produção industrial de pesca e aquicultura, dos atuais 1,2 milhão de toneladas por ano para 7 milhões de toneladas por ano.

Industrialização

Outro tema discutido foram os investimentos na produção de equipamentos nacionais para industrialização do pescado e pesca amadora. “Nossa cadeia produtiva tem um grande potencial. Não falta nicho de mercado para os empreendedores colocar investimentos no setor de pesca”, analisou.

O presidente Paulo Skaf também destacou o potencial e a necessidade de construção de políticas públicas para o setor. “Precisamos olhar para questões ambientais, tributárias e de inovação”, acrescentou. De acordo com ele, existem muitas iniciativas que precisam ser ordenadas e que poderão ser concretizadas por meio do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e da Aquicultura da Fiesp.

Financiamento

A ministra Ideli Salvatti disse que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nunca tinha financiado um projeto de pesca e aquicultura. Entretanto, um recente estudo de negócios do banco revelou viabilidade econômica para planos do setor. “A grande novidade é que o BNDES está abrindo linhas de financiamento e o Ministério já encaminhou projetos para serem analisados”, comentou.

O auxilio contribuirá com o aumento da produção de pescado. Nos últimos anos, o cultivo nacional de pescado passou de 990 mil toneladas/ano para 1,241 milhão de toneladas, crescimento de 25%. Para atender a demanda interna, porém, a indústria pesqueira precisa ampliar a sua oferta em 16%.

“O financiamento deve contemplar todos os elos da cadeia, desde a produção da ração até a comercialização do produto”, analisou a ministra.