Integrado ao mundo, Peru apresenta na Fiesp razões para aproximação do Brasil

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, abriu nesta quarta-feira (26/10) workshop para destacar oportunidades de investimento no Peru, com destaque para projetos regionais.

A interlocução com o Peru tem sido muito extensa, lembrou Zanotto, ressaltando que um novo presidente, Pedro Pablo Kuczynski, assumiu o país (no final de julho). O Peru, explicou, é parte da Aliança do Pacífico e é muito arrojado em tratados de livre comércio.

O diretor do Derex destacou vantagens da integração regional, como a possível criação de um mercado comum de 400 milhões de habitantes, numa região sem conflitos de fronteira.

Interesse no Peru vai muito além da infraestrutura, disse Zanotto. “Temos que tentar avançar em diversas outras áreas, de modo a que quando as tarifas estejam zeradas sejamos uma região de livre comércio, mas também de livre investimento.” Fala-se há 15 anos em integração regional, lembrou, mas pouco saiu do papel.

Zanotto disse esperar que os investimentos cresçam e permitam o desenvolvimento dos 2 países.

Vicente Rojas, embaixador do Peru no Brasil, destacou que a ida de 7 governadores ao workshop na Fiesp mostra o interesse do país em fortalecer as regiões. Ele afirmou que o novo presidente definiu as relações com o país como único. Manifestou a intenção de atacar problemas como o da burocracia nas fronteiras, mencionado por Zanotto. Participação dos empresários é vista pelo Peru como fundamental. Projeto do governo é reduzir a 10% neste mandato o número de pobres. País oferece estabilidade política e ambiente em que se podem fazer investimentos.

Reavivar a economia é um dos temas centrais para o Peru. Nos últimos 20 a 22 anos o país tem crescido sem interrupção, e isso vai continuar, disse Rojas. Experiência mostra que sem investimento não é possível fazer nada.

A preocupação com o bem-estar envolve o saneamento. Peru tem 8 de seus 30 milhões de habitantes sem água potável e sem esgoto. Tema se vincula à saúde e à educação. Sem água potável na primeira infância as crianças não se desenvolvem.

Começando pelas fronteiras há um trabalho a ser feito de conectividade, ligando os peruanos aos brasileiros. País está de portas abertas, disse Rojas, e se esforça para ser um Estado muito mais eficiente. Peru busca a igualdade de oportunidades para todas as pessoas.

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Thomaz Zanotto abriu o workshop na Fiesp sobre oportunidades para investimento no Peru. Foto: Helcio Nagamine/Fiespe

Oportunidades

Os 14 governos regionais presentes apresentaram mais de 136 projetos, com necessidade de US$ 34 bilhões em investimentos.

O governador do Estado peruano do Amazonas (Norte do país), Gilmer Wilson Horna Corrales, foi o primeiro administrador regional a fazer sua apresentação.

Antonio Castillo Garay, conselheiro comercial do Peru no Brasil, fez a apresentação Megaprojetos de infraestrutura no Peru para o investimento privado.

No governo nacional são 25 megaprojetos para promoção em 2017 e 2018, com investimento previsto de US$ 4,6 bilhões. Nos 25 governos regionais, são mais de 44.000 oportunidades em diferentes projetos no mesmo período, que exigem US$ 12 bilhões em investimento.

Um dos nacionais, que busca conectar 12 regiões do Peru, é a Estrada Longitudinal da Serra, em sistema de parceria público-privada (PPP). Outro é a Hidrovia Amazônica, que terá 2.500 km em quatro rios e está em seu trecho final. Com investimento de US$ 70 milhões e concessão por 20 anos e terá licitação ainda este ano. Linhas 3 e 4 do metrô de Lima, com 32 km e 30 km, respectivamente, têm estudos prévios a cargo de empresa brasileira.

Peru trabalha em estrutura de transporte para se tornar hub regional, disse Garay. A projeção de novos investimentos em infraestrutura de transporte supera US$ 10 bilhões sendo US$ 2,8 bilhões em estradas e US$ 6,8 bilhões em trilhos.

Projetos da área de energia incluem térmicas, gás natural. Em saneamento, há projetos importantes em água, especialmente um de US$ 600 milhões para o abastecimento de Lima. E o Peru convocou empresas brasileiras para participar de projetos hospitalares, devido, disse Garay, à experiência com grandes centros hospitalares em São Paulo. Ideia é ter 11 hospitais nacionais, 23 regionais e 170 de menor porte, provinciais.

Negócios sem barreiras

O painel Perspectivas de investimentos no Peru teve apresentação de Edgar Vásquez Vela, vice-ministro de Comércio Exterior do Peru. Ele revelou que em 15 dias o governo divulgaria pacote para eliminar todas as barreiras aos negócios no Peru, com o fim da burocracia e outros fatores que dificultam o investimento. “Isso vai facilitar radicalmente a forma de fazer negócios no país.”

Destacou que o país está entre os 5 principais países da América Latina para investimentos. Disse que é chave para os investidores brasileiros porque é um país aberto. Já há muitos investimentos brasileiros em comércio exterior no Peru, e o país quer que isso se estenda a outros setores.

É integrado ao mundo de maneira sólida e tem grau de investimento, afirmou Vela, e tem teto muito alto de investimentos em diversas áreas, quando se compara o consumo local com o de países vizinhos. Peru está em seu melhor momento para o investimento, pelas perspectivas para o futuro, segundo a maioria das avaliações internacionais. FMI aponta para o Peru taxa de crescimento nos próximos anos acima da dos outros países da América Latina. E o Peru tem crescido a taxas acima das previstas. Este ano deve fechar em 4%, contra 3,7% estimados pelo FMI.

Reformas estruturais iniciadas nos anos 90 foram bem-sucedidas, disse Vela, permitindo excepcional desempenho de sua economia. E há estabilidade fiscal, além de marcos regulatórios que não discriminam o investimento estrangeiro. Há também livre circulação de capitais e a adoção de diversos mecanismos internacionais para resolução de disputas.

A ampla rede de acordos comerciais, 18, com 52 países do mundo, disse Garay, dá ao país a posição de um dos mais avançados globalmente na integração. Meta é 72 países e 98% do comércio sem barreiras. Acordo próximo com a Índia. Relações com Brasil são muito importantes em relação ao comércio de bens. Acordo de aprofundamento comercial estabelece benefícios por exemplo para serviços e investimentos e compras públicas. Destacou que mais de 70 empresas brasileiras estão instaladas no Peru.

Nos próximos dias deve ser modificada legislação sobre ingresso de veículos, o que deve beneficiar quem quiser entrar do Brasil via rodovia do Pacífico. Temos que facilitar também o melhor relacionamento entre pessoas, disse.

Como parte dos acordos de aprofundamento, Peru vai eliminar as tarifas sobre os veículos brasileiros, dando vantagem em relação aos que vem da China, Japão e EUA.

Disse que quando começou, três anos antes, na função, relacionamento entre Brasil e Peru era frio. Não há lógica que Peru vá à China e União Europeia e não tenha as mesmas condições com o Brasil.

Desenvolvimento Regional e a Aliança do Pacífico na Integração Peru-Brasil foi o tema da apresentação de Miguel Veja Alvear, presidente da Capebras (Câmara Binacional de Comércio e Integração Peru Brasil). Vinda de 15 dos 24 governadores ou seus representantes é inédita, destacou. Demonstra a confiança em relação a para onde se vai.

Unir as populações mais distantes do Brasil às do Peru permitiria o desenvolvimento de ambas, gravadas pelo maior custo para comprar e para vender produtos.

Destacou que desde 2003 a Fiesp tem sido a instituição mais ativa na tentativa de integração. Brasil representa 50% do território, 50% da população e 50% do PIB da América Latina. Peru, 7% nos mesmos indicadores. E a fronteira entre ambos é a maior no mundo. Integração é importante, e Aliança estratégica Brasil Peru já permitiu avanço significativo.

Alvear disse que as importações da Suframa teriam redução de 40% em seu frete com a chegada ao Peru e posterior distribuição multimodal. Destacou que por asfalto é possível chegar de São Paulo aos portos do Sul do Peru.

Ele mostrou rotas possíveis do trem Bioceânico Peru-Brasil, que exigiu estudos aprofundados, em razão da preocupação com a proteção da Amazônia. Acordo tripartite, incluindo a China, poderá permitir a construção de ferrovia ligando Santos a Porto Velho no Brasil e daí a Bayobár, no Norte do Peru, ou Matarani, no Sul (devido a interesse da Bolívia). “Teremos que falar de forma transparente para concluir se poderá ser feita na forma de concessão”, disse, argumentando que a ferrovia seria a artéria da América Latina.


Autoridades e empresários do Peru vem à Fiesp discutir investimento brasileiro

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Empresários e autoridades peruanas buscaram nesta quarta-feira (18/3) meios de ampliar os investimentos brasileiros no Peru. Em encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um dos representantes do país andino pediu aos empresários do Brasil que “continuem investindo” na economia peruana.

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Delegação peruana em encontro na Fiesp sobre oportunidades de investimento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O presidente da associação inPeru, José Antonio Blanco, deu informações sobre a atividade econômica daquele país, que cresce a um ritmo de 6 por cento ao ano, com a inflação média anual de 5,2 por cento. De acordo com Blanco a entrada de empresas brasileiras no país cresceu nos últimos anos.

“Valorizamos o incentivo do investimento público e privado, nacional e estrangeiro. E, por isso, pedimos que o Brasil continue investindo no Peru”, afirmou Blanco durante o seminário Oportunidades de Investimentos no Peru, organizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

Antonio Fernando Bessa, diretor titular adjunto do Derex, reforçou a relação harmoniosa entre o Brasil e o Peru. “Estamos muito otimistas para que hoje seja um novo marco para maior integração entre os dois países”.

Giancarlo Gasha Tamashiro, vice-ministro da Economia do Ministério de Economia e Finanças do Peru, afirmou que o Peru é um país totalmente integrado ao mundo, devido aos seus acordos econômicos e de livre comércio.

Como prova de que o cenário econômico no Peru é favorável, Tamashiro apresentou dados sobre o país, como população, renda Per Capita e PIB, além de projetos econômicos e de infraestrutura. Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) do Peru cresceu 2,4 por cento, apesar do ano ter sido de crise para grande parte dos países.

O Cônsul Geral do Peru no Brasil, Arturo Jarama, citou brevemente um panorama histórico, político e econômico sobre a trajetória que resultou na boa relação entre os dois países.

Alan Garcia, ex-presidente do Peru, fala na Fiesp sobre comércio e investimentos

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp 

Bitributação, acordos de promoção e proteção de investimentos. Estes são os temas do seminário “Comércio e Investimentos Brasil-Peru”, que acontece nesta sexta-feira (25/05), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a presença do ex-presidente do Peru, Alan Garcia.

Esta é sexta vez que Alan Garcia visita a Fiesp. Em 2008, a entidade, em parceria com o governo peruano, realizou a “Expo Peru”, evento que reuniu cerca de mil empresários e contou com a participação do então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2011, o Brasil recebeu cerca de US$ 141 milhões em investimentos diretos provenientes do Peru. Já os investimentos brasileiros em território peruano somaram US$ 60 milhões. Durante o seminário desta sexta-feira, serão apresentados cases de empresas brasileiras que tiveram sucesso em negociações com aquele país.

Confira aqui a programação. 

Sesi-SP estreia com vitória no campeonato Sul-Americano de vôlei masculino

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

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O meio Everton em lance de ataque

O time de vôlei masculino do Sesi-SP deu o primeiro passo rumo à conquista do 11º Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões. Nesta quarta-feira (3), a equipe da indústria venceu, sem muitas dificuldades, o Club Peerless, do Peru, por 3 sets a O. Parciais: 25 a 08; 25 a 18 e 25 a 07, em 50 minutos de jogo, no ginásio do Sesi Vila Leopoldina.

Satisfeito com o resultado, o técnico do Sesi-SP, Giovane Gávio, parabenizou a boa atuação do time. “Respeitamos a equipe adversária e saímos e conquistamos um resultado positivo graças à boa atuação dos nossos atletas”, analisou.

Durante a partida, os jogadores do Sesi-SP construíram belas jogadas de ataque. Neste fundamento, a equipe brasileira marcou 42 pontos. Além disso, o bloqueio eficiente inibiu as bolas de ataque do time peruano.

O oposto do time da indústria, Wallace, foi o maior pontuador da partida, com 12 pontos. Já o destaque da equipe peruana foi o capitão Hector Cancino.

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O oposto Walace fura bloqueio peruano

Para Marcio Rivas, técnico do Club Peerless, a disputa contra o Sesi-SP foi uma experiência importante para os jovens atletas peruanos. Além disso, ele acredita que esse encontro com os grandes astros do voleibol mundial, como o ponteiro Murilo, servirá de incentivo para os jogadores.

“Sabíamos da força do vôlei do brasileiro e da equipe do Sesi. Estava fora das nossas intenções vencer. Vamos continuar caminhando rumo ao nosso principal objetivo na competição, que é vencer as equipes da Bolívia e do Chile”, declarou Rivas.

Tietes

No final da partida, os atletas do Sesi-SP foram surpreendidos por fãs especiais. Com câmeras fotográficas e celulares, os jogadores do Club Peerless tiraram fotos com os atletas Murilo, Sidão, Serginho e Rodrigão, estrelas da seleção masculina de voleibol.

Já do lado de fora, os atletas tiraram fotos e autografaram camisetas dos estudantes e atletas da categoria de base do Sesi-SP

Nesta quinta-feira (4), a equipe da indústria enfrenta o Club Ingenieros, da Bolívia, às 18h, pela 2ª rodada do Campeonato Sul-Americano.

Para assistir à partida basta retirar um ingresso, a partir das 17h, na portaria do ginásio Sesi Vila Leopoldina.

Serviço
11º Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões – Vôlei Masculino
Sesi-SP 3 x 0 Club Peerless
Parciais: 25×08; 25×18 e 25×07, em 50 minutos de jogo
Local: Ginásio Sesi Vila Leopoldina
Endereço: Rua Carlos Weber, 835 – Vila Leopoldina, Capital

Ficha técnica

Sesi-SP: Everton, Léo Mineiro, Sandrinho, Murilo, Sidão e Wallace. Líbero: Serginho
Entraram: Leozão, Jotinha, Diogo e Japa.
Técnico: Giovane Gávio

Club Peerless: Mendez, Cancino, Maldonado, Nunez, Soto e Obeso. Líbero: Delado.
Entraram: Zayers e Tetamozo
Técnico: Mario Rivas

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Peru e Brasil lideram retomada do crescimento

Mariane Corazza, de Lima, Peru, para Agência Indusnet Fiesp

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Kênia Hernandes

Em seu discurso, Lula chamou a atenção do governante peruano sobre o fato de que muito foi feito mas ainda há muito por vir, já que os dois países passaram muito tempo “de costas um para o outro”, acreditando que a “solução dos problemas viriam todas do norte”.

“Por aquilo que eu e você, Alan García, ouvimos aqui do Skaf e do Brescia, nós conseguimos fazer mais nesses últimos oito anos do que fizemos em 180 anos”, disse o presidente do Brasil.

Apesar da crise que castigou a economia mundial em 2009, Brasil e Peru já apresentam recuperação satisfatória e acima da média mundial. Enquanto a economia brasileira deve fechar o ano com crescimento em torno de zero, estimativas apontam que o Peru pode crescer 1,2.

“Este ano será lembrado como um ano de incerteza e de temor no mundo. Mas na memória de brasileiros e de peruanos será lembrado como um ano de superação”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Os empresários também elogiaram as medidas dos dois governos para combater a crise e pediram agilidade na resolução de alguns dos pleitos do CEBP, como a ampliação de mecanismos para evitar a bitributação e facilitar o comércio entre os dois países.

Neste mesmo dia, em reunião no Palácio do Governo peruano, que também contou com a presença dos empresários brasileiros, os presidentes assinaram 17 acordos bilaterais de cooperação técnica e social, de integração fronteiriça e de desburocratização dos trâmites para o comércio exterior. Na reunião interministerial, o destaque ficou para a busca por meios para incentivar uma aliança energética entre os territórios vizinhos.

Os governantes devem se encontrar em março do ano que vem para discutir a construção de usinas hidrelétricas e de uma estrada que ligaria o Brasil ao oceano Pacífico, passando pelo Peru.

Empresas brasileiras investirão mais de US$ 7 bilhões no Peru

Mariane Corazza, de Lima, Peru, para Agência Indusnet Fiesp

Mais de 100 empresários brasileiros participaram na sexta-feira (11), na capital Lima, da criação do Conselho Empresarial Brasil-Peru (CEBP), que tem como objetivo ampliar a relação de negócios entre as duas nações.

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Paulo Skaf fala sobre aportes das empresas brasileiras no Peru Foto: Kênia Hernades


Durante a cerimônia, que aconteceu no encerramento do Seminário “Interoceânica: uma nova integração entre Brasil e Peru”, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ao lado dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Alan García, ressaltou as diversas missões empresariais feitas entre os dois países nos últimos anos.

As relações entre Peru e a Fiesp se iniciaram em 2006, com a visita do presidente peruano e de 250 empresas daquele país à entidade. De lá para cá, a corrente de comércio saiu de US$ 2,3 bilhões para US$ 3,3 bilhões, o que representou um aumento de 43,4%.

Ao mesmo tempo, os investimentos brasileiros naquele país saltaram de US$ 30 milhões, há dois anos, para entrar na casa dos bilhões de dólares neste ano. “Os aportes das empresas brasileiras no Peru vão passar de US$ 7 bilhões, de 2008 a 2012, e vão representar a geração de mais de 30 mil empregos”, afirmou Skaf.

Questionado por jornalistas brasileiros se a opção dos empresários de investir no Peru não tira empregos de nosso próprio país, o presidente da Fiesp reiterou: “Nós não investimos no Peru por caridade, mas porque é um bom negócio tanto para nós quanto para a região, e que gera empregos para ambos os lados”, disse.

O líder empresarial reforçou, ainda, que tudo isso faz parte do processo de internacionalização das empresas brasileiras e da liderança do Brasil na América do Sul, que vem acontecendo de forma integradora e não predatória.

Os números foram anunciados durante a primeira reunião do Conselho que, do lado do Brasil, é presidido pela Fiesp e conta com os seguintes grupos: Ambev, Braskem, OAS, CSN, Embraer, Andrade Gutierrez, Gerdau, Queiroz Galvão, Odebrecht, Petrobras, TAM, Vale e Votorantim Metais.

Pelo Peru, a presidência é do empresário Mario Brescia Caferatta e participam: Cámara Binacional de Comercio Integración Perú-Brasil (Capebras), SiderPeru, Grupo Brescia, Buenaventura, Graña y Montero, Petrobras Perú, Tacama e Grupo Brasil.

Integrar para Crescer

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Alan García, presidente do Peru. Foto: Kênia Hernandes

Entre a comitiva de empresários brasileiros na primeira reunião do Conselho Empresarial Brasil-Peru, que contou com presidentes de grandes companhias com negócios no Peru, como Roger Agnelli (Vale), José Sérgio Gabrielli (Petrobras) e Marcelo Odebrecht (Odebrecht), a palavra de ordem era integração.

E para que ela ocorra de forma efetiva, o consenso foi de que os dois países terão que se esforçar na busca por soluções conjuntas para transporte, saneamento e energia, por exemplo.

Para o próximo ano, a grande expectativa é pela finalização da estrada Interoceânica que liga os dois países e que deve ficar pronta ao final de 2010. Outro pleito, defendido por muitos executivos, é incentivar a entrada do Peru no Mercosul.

Neste sentido, o CEBP quer se firmar como um espaço de trabalho permanente pela integracão das duas economias. “O grupo é um reflexo da complementaridade de nossas economias e reafirma a importância de manter e incrementar estes vínculos para gerar mais riqueza aos dois povos”, concluiu Skaf.

Alan García também demonstrou apoio ao Conselho e aproveitou o evento para anunciar que em 2010 vai construir a Interoceânica do Centro, que ligará o porto de Callao até Pucallpa e depois à cidade brasileira Cruzeiro do Sul. A próxima reunião do Conselho ficou marcada para 9 de abril de 2010, em São Paulo.

Acesse aqui o Guia para Negócios e Investimento Brasil-Peru 2009/2010, elaborado em parceria pela Câmara Binacional de Comércio e Integración Peru-Brasil, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Ernest & Young.

Missão da Fiesp leva mais de 80 empresários ao Peru

Agência Indusnet Fiesp

Nesta sexta-feira (11), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, chefiará comitiva com cerca de oitenta empresários brasileiros, em Missão Empresarial ao Peru, a pedido do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em encontro com Lula e o presidente peruano, Alan García, Skaf retomará a discussão iniciada com o chefe peruano, que há um ano participou de missão empresarial na Fiesp, sobre a necessidade de reconstruir os instrumentos de integração continental, como o Pacto Andino e o Mercosul.

Além disso, Skaf quer fortalecer a presença de companhias brasileiras em terras peruanas, principalmente as dos setores de siderurgia, cimentos e fertilizantes. “As empresas brasileiras podem ampliar de forma significativa seus investimentos no País vizinho, que ficará ainda mais perto com o corredor interoceânico”, argumenta.

As relações entre Peru e a Fiesp se iniciaram em 2006, com a visita do presidente peruano e de 250 empresas daquele país à entidade. De lá para cá, foram realizados seminários, encontros e rodadas de negócios.

As ações de aproximação entre a entidade e o país de Alan Garcia já mostram alguns resultados. Desde 2006, a corrente de comércio saiu de US$ 2,3 bilhões para US$ 3,3 bilhões, o que representou um aumento de 43,4%.

Por que Peru?

País com economia em franca expansão, crescendo a taxas superiores a 6% ao ano e apresentando um volume de importações de quase US$ 30 bilhões em 2008, o Peru revela-se uma excelente oportunidade de negócios para exportadores brasileiros. O Brasil é o terceiro fornecedor de produtos para o mercado peruano e o sexto maior destino das exportações daquele país.

Somente de janeiro a setembro de 2009, as exportações brasileiras para o Peru cresceram cerca de 40%. A participação na missão empresarial a esse mercado promissor poderá significar novos e bons negócios às empresas participantes.

São oportunidades nas áreas de agronegócios, automobilístico, consultoria/engenharia, construção civil, infraestrutura, logística, mineração, produtos de segurança e defesa, telecomunicações, têxteis, turismo e serviços, para a interconexão entre Peru e Brasil.

Hoje a exportação brasileira para o Peru é mais concentrada em produtos industriais: veículos (17,2%), máquinas e aparelhos mecânicos (14,3%), combustíveis (13,6%) e máquinas e materiais elétricos (9,2%). Já nas importações brasileiras predominam cobre, pedras e metais preciosos e minérios, que, juntos, totalizam quase dois terços dos produtos comercializados.

Conselho Empresarial Brasil-Peru

Durante a manhã da sexta-feira (11), será criado o Conselho Empresarial Brasil-Peru (CEBP), que tem como objetivo estabelecer um espaço para debate, formação e implantação de políticas para impulsionar os negócios entre os dois países.

Do lado brasileiro, o Conselho será formado pela Fiesp e por um grupo de empresários de diversos setores. Pelo Peru, sete empresários de diversos setores integram o bloco: Mario Brescia Caferatta, Miguel Vega Alvear, Raúl Barrios Orbegoso, Roque Benavides Ganoza, José Graña Miro Quesada, Pedro Grijalba Vásquez, José Antonio Olaechea Alvarez Calderón.

A ideia do novo fórum é tratar de diversos temas que afetam diretamente o ambiente de negócios entre os países vizinhos e propor soluções práticas. Dentre as discussões para a primeira reunião do Conselho, está a busca por formas de aprofundamento do acordo comercial Brasil-Peru e da implantação da Convenção para evitar a bitributação e prevenir a evasão fiscal em relação ao Imposto sobre a Renda, ratificada em agosto deste ano.