Empreendedores disputam divulgação de projeto na revista PEGN em atividade do Festemp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Café servido como sachê de chá, aplicativo que denuncia lixões clandestinos, um programa com informações sobre a arcada dentária. Essas e outras ideias foram apresentadas durante o Festival de Empreendedorismo (Festemp), no Anhembi, em São Paulo. Isso porque inventores participantes do encontro estão à procura de investidores que comprem suas ideias. Assim, num período de três minutos eles batalharam para convencer uma banca de jornalistas da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN) a divulgar seu produto nesta quinta-feira (26/09).

O Festemp é realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-SP).

Integrante desse time de inventores, Patrick Marlon Palhano é um dentista de Itajaí, Santa Catarina, que participa pela primeira vez de um congresso em busca de parceiros para a sua ideia: o “Sorrisometro”, um aplicativo para smartphone que armazena informações sobre a arcada dentária. Ele acredita que a sua invenção vai ajudar em tratamentos odontológicos de longo prazo.

“Se você fez um tratamento há uns dois anos, por exemplo, é super comum não lembrar o que fez depois de tanto tempo. Assim, com o “Sorrisometro” você pode consultar essas informações”, explicou Palhano.

Segundo o dentista, as informações são armazenadas pelo próprio paciente em um aplicativo que pode ter como interface a foto do próprio sorriso. O investimento total do projeto deve chegar a R$ 600 mil.

“Tem um instituto de Santa de Catarina com 400 dentistas dispostos a usar esse aplicativo em seus pacientes”, disse Palhano. “Também tem uma empresa de transporte que já está colocando isso para os seus funcionários”, acrescentou.

Em nome da sustentabilidade

Enquanto isso, a empresa WiseWaste, de desenvolvimento de produtos com resíduos como matéria prima, também apresentou a sua ideia para contribuir com o  desenvolvimento sustentável da cidade.

Os representantes da organização apresentaram o aplicativo “Lixarada”, que permite que seus usuários divulguem lixos clandestinos, com as informações repassadas para as autoridades.

Minoria em uma competição praticamente de aplicativos, os criadores do Cafezinho Fresco também disputaram a divulgação na PEGN. A empresa foi criada em 2004 e desenvolve um pó de café que pode ser consumido como um sachê de chá.

Segundo informações da empresa, a versão orgânica do produto sai em outubro.

Leia ‘Vem aí mais um ano promissor’, texto de Skaf na revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, foi uma das sete personalidades de destaque da cena empreendedora brasileira convidadas a publicar um texto na reportagem ‘Adeus ano velho, feliz ano novo’, da revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios, em 12/12/12, com o intuito de refletir sobre os fatos que marcaram este ano e as perspectivas para 2013.

Leia abaixo o texto na íntegra.

Vem aí mais um ano promissor

As perspectivas positivas começam no contexto mais amplo da economia nacional, que deverá ter expansão maior em 2013

Paulo Skaf

As micro, pequenas e médias empresas têm boas perspectivas de conquistar resultados positivos em 2013. Elas são responsáveis, em grande parte, pelo baixo desempenho que temos hoje e por manter o bom desempenho do país na prolongada crise mundial. As perspectivas positivas começam no contexto mais amplo da economia nacional, que deverá ter expansão maior no próximo ano. Além disso, as pequenas e médias empresas têm ao seu alcance novas oportunidades, que deverão ser desencadeadas no ano novo, na esteira da exploração da província do pré-sal e dos grandes eventos previstos para o Brasil: a  Copa das Confederações, em 2013; a Copa do Mundo da Fifa, em 2014; e a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

Na área produtiva de petróleo e gás, por exemplo, as micro e pequenas têm espaço para atender às demandas de produtos e serviços do setor, por meio delas próprias e também nas cadeias de fornecedores. Elas podem atender com agilidade, flexibilidade, preços competitivos e eficiência uma série de atividades-meio e insumos fundamentais para o setor.

Reconhecimento crescente

No mercado atrelado aos grandes eventos esportivos, o segmento dos negócios de pequeno porte também será muito requisitado. Haverá toda uma procura pela produção de impressos, cartazes, turismo receptivo, confecção de roupas especiais e temáticas, além de bares e restaurantes, entre outras atividades. Deve-se considerar também a demanda aquecida do mercado interno – tanto na hora de atender o consumidor final como na de fornecer a empresas de maior porte. Essa demanda deriva do processo de inclusão e ascensão socioeconômica de milhões de brasileiros nos últimos anos. Existem numerosos nichos a serem prospectados.

Para aproveitar essas oportunidades e atender às novas exigências de competitividade e qualidade do Brasil e do mundo globalizado, as empresas precisam se manter atualizadas em gestão e aporte tecnológico, capacitação de recursos humanos e eficácia na prospecção dos mercados. Órgãos governamentais, universidades, institutos de treinamento e entidades de classe devem contribuir para o seu fomento. Um dos resultados mais visíveis dessa mobilização ocorreu há cinco anos: a aprovação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que beneficia hoje 6,5 milhões de firmas e microempreendedores individuais e para a qual a Fiesp contribuiu bastante, organizando um fórum e toda a agenda de debate para sua discussão e votação no Congresso Nacional.

É importante que os pequenos e microempreendedores tenham a mais absoluta consciência de que é crescente o reconhecimento ao seu grande significado para a economia do país. E que saibam que, no ano novo e sempre, jamais estarão sozinhos em seu empenho por mais acesso ao crédito, linhas especiais de financiamento com dinheiro mais barato, melhores condições de prospecção do mercado externo e remoção de entraves burocráticos. Estamos todos juntos nessa luta por um Brasil melhor e mais desenvolvido.

Vem aí mais um ano promissor

Paulo Skaf

As perspectivas positivas começam no contexto mais amplo da economia nacional, que deverá ter expansão maior em 2013

As micro, pequenas e médias empresas têm boas perspectivas de conquistar resultados positivos em 2013. Elas são responsáveis, em grande parte, pelo baixo desempenho que temos hoje e por manter o bom desempenho do país na prolongada crise mundial. As perspectivas positivas começam no contexto mais amplo da economia nacional, que deverá ter expansão maior no próximo ano. Além disso, as pequenas e médias empresas têm ao seu alcance novas oportunidades, que deverão ser desencadeadas no ano novo, na esteira da exploração da província do pré-sal e dos grandes eventos previstos para o Brasil: a  Copa das Confederações, em 2013; a Copa do Mundo da Fifa, em 2014; e a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

Na área produtiva de petróleo e gás, por exemplo, as micro e pequenas têm espaço para atender às demandas de produtos e serviços do setor, por meio delas próprias e também nas cadeias de fornecedores. Elas podem atender com agilidade, flexibilidade, preços competitivos e eficiência uma série de atividades-meio e insumos fundamentais para o setor.

Reconhecimento crescente

No mercado atrelado aos grandes eventos esportivos, o segmento dos negócios de pequeno porte também será muito requisitado. Haverá toda uma procura pela produção de impressos, cartazes, turismo receptivo, confecção de roupas especiais e temáticas, além de bares e restaurantes, entre outras atividades. Deve-se considerar também a demanda aquecida do mercado interno – tanto na hora de atender o consumidor final como na de fornecer a empresas de maior porte. Essa demanda deriva do processo de inclusão e ascensão socioeconômica de milhões de brasileiros nos últimos anos. Existem numerosos nichos a serem prospectados.

Para aproveitar essas oportunidades e atender às novas exigências de competitividade e qualidade do Brasil e do mundo globalizado, as empresas precisam se manter atualizadas em gestão e aporte tecnológico, capacitação de recursos humanos e eficácia na prospecção dos mercados. Órgãos governamentais, universidades, institutos de treinamento e entidades de classe devem contribuir para o seu fomento. Um dos resultados mais visíveis dessa mobilização ocorreu há cinco anos: a aprovação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que beneficia hoje 6,5 milhões de firmas e microempreendedores individuais e para a qual a Fiesp contribuiu bastante, organizando um fórum e toda a agenda de debate para sua discussão e votação no Congresso Nacional.

É importante que os pequenos e microempreendedores tenham a mais absoluta consciência de que é crescente o reconhecimento ao seu grande significado para a economia do país. E que saibam que, no ano novo e sempre, jamais estarão sozinhos em seu empenho por mais acesso ao crédito, linhas especiais de financiamento com dinheiro mais barato, melhores condições de prospecção do mercado externo e remoção de entraves burocráticos. Estamos todos juntos nessa luta por um Brasil melhor e mais desenvolvido.

Entre erros e acertos, empresários relatam suas experiências no VII Congresso da Micro e Pequena Indústria

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O último painel do VII Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado na quarta-feira (10/10) no hotel Renaissance, em São Paulo, reuniu empresários bem sucedidos de diferentes ramos em talk show mediado pela jornalista Sandra Boccia, diretora da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN).

Sérgio Gracia, diretor comercial da Kidy Calçados; Lito Rodriguez, fundador e presidente da Dry Wash; e Pierre Ziade, sócio-diretor da Eco-X (usina de processamento e reciclagem de resíduos) contaram um pouco de suas experiências no comando de seus negócios, com ênfase em erros e acertos. Responderam ainda a perguntas da plateia formada por empresários, estudantes e profissionais de diversos segmentos.

Da esquerda para a direita: Lito Rodriguez, fundador e presidente da Dry Wash; Sandra Boccia, diretora da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios; Sérgio Gracia, diretor comercial da Kidy Calçados; e Pierre Ziade, sócio-diretor da Eco-X. Foto: Julia Moraes

Participação ativa

Pierre Ziade lidera a empresa Eco-X, em Guarulhos (SP), onde há quatro anos revende entulho de construção civil como insumo para novas obras. Ele contou que os dois primeiros anos do negócio foram conturbados – assim como para a maioria do empresariado brasileiro que decide empreender.

A empresa conta com três sócios, mas é ele quem diz estar na “linha de frente” no dia a dia. “Aprendi a lidar com a ‘solidão’ e a não tomar decisões por impulso. Avalio a situação e busco algum empresário mais experiente para me orientar”, afirmou Ziade, que ressaltou também a necessidade de se adquirir formas próprias de lidar com problemas.

“Controlo o fluxo de caixa diariamente, participo da área administrativa. Tínhamos uma pessoa que cuidava disso, mas não deu certo”, contou, aconselhando os microempresários presentes a acompanhar os processos e não delegar tarefas logo de início. “Foi um aprendizado importante, acompanho o dia a dia financeiro da empresa e sei de todas as contas que são pagas. Nada mais passa sem meu conhecimento”, concluiu Pierre Ziade.

Vontade de vencer

Sergio Gracia, diretor comercial da Kidy Calçados, de Birigui (SP), contou que sentiu medo no começo do negócio, em 1990. “Mas não o suficiente para dominar nossa vontade de vencer”, pontuou. Ele, que cursou veterinária no Rio de Janeiro nesta época, chegou a vender o próprio sapato que calçava para um amigo, “pelo triplo do preço que paguei”, lembrou, rindo.

No segundo ano de empresa, um grande erro: a empresa triplicou a produção do fim do ano acreditando nas vendas sazonais aquecidas. “Recebemos um mês e meio de produção de volta, não vendeu conforme a expectativa”, disse. A grande lição, segundo Gracia, foi a de não querer evoluir sem planejamento.

“Crescer sem planejar não dá. Nunca me distanciei das finanças da empresa. Elas são fundamentais, principalmente para se ter mais coragem de expandir, investir e acertar nas decisões”, ressaltou o diretor da Kidy Calçados. Nos momentos cruciais, Gracia revelou que aprendeu a compartilhar as deliberações com o irmão, seu sócio na empresa, que hoje exporta para 40 países.

Empreender ‘a seco’ 

Quando teve a ideia de oferecer o serviço de lavagem de carros sem utilizar água, Lito Rodriguez criou a Dry Wash, empresa que começou em 1994 e hoje soma franqueados em várias partes do mundo.

Rodriguez, que é presidente da Dry Wash, citou experiências da empresa em países como Índia, Austrália e Portugal. “Na Índia, por exemplo, alguém se interessou pelo conceito da empresa: o indiano quer oferecer a mão de obra e o consumidor é interessado no produto e no serviço”, detalhou o fundador da Dry Wash, ao afirmar que foi preciso criar uma cultura e alinhar a expectativa.

Entre outras passagens, Lito Rodriguez revelou que o primeiro plano de negócios foi feito no 18º ano de empresa. “Foi um erro. Sempre houve o plano mas não o consolidamos”, revelou . O grande acerto, de acordo com ele, foi a criação de franquias, com cerca de 200 contratos assinados. “É e sempre será importante para abrir canal de venda e conceituar o negócio. Lide bem com os problemas: alivia o peso e facilita as coisas”, arrematou.