A importância da inovação para as PMEs é tema de seminário na Fiesp

Roseli Lopes, Agência Indusnet Fiesp

Independentemente do setor em que atuem, inovar, para as micro, pequenas e médias empresas é, hoje, quase uma obrigação para crescer no mercado, afirmou, nesta terça-feira, 03 de outubro, Cláudio Luiz Miquelin, diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Federação da Fiesp na abertura do seminário Movimento pela Inovação, idealizado pela Desenvolve SP e realizado pela Fiesp/Ciesp em sua sede. “A indústria 4.0 para a qual caminhamos ignora totalmente a crise e se não acompanharmos essa evolução seremos ainda mais impactados pela competitividade do resto do mundo. Por isso é fundamental apoiar as pequenas e médias indústrias a investirem para transformar ideias e conhecimentos em produtos e negócios de sucesso, geando crescimento, emprego e renda”, diz Miquelin.

Para que isso aconteça no entanto, segundo o diretor da Fiesp, é necessário que se tenha um ambiente propício, que se facilitem os processos criativos e, principalmente, que haja financiamento. “Nos últimos anos, a Fiesp tem atuado fortemente para melhorar o acesso ao crédito. Não adianta o governo apenas reduzir a Selic (a taxa básica de juros fixada pelo governo que serve como parâmetro para a fixação das taxas cobradas nas operações de crédito dos bancos). Se essa redução não chegar na ponta, não resolve absolutamente nada para as empresas”, disse Miquelin.

Com a finalidade de apoiar a economia do Estado de São Paulo por meio do suporte financeiro às micro, pequenas e médias empresas, surgiu, há oito anos, a Desenvolve SP, agência de fomento por si só já uma inovação uma vez que não tem espaço físico. “Nosso modelo de negócio é inovador porque trabalhamos sob uma plataforma tecnológica, o Portal Desenvolve SP, onde qualquer empreendedor no estado pode, usando essa ferramenta, acessar as linhas de financiamento e fazer a simulação pela internet”, diz, diz. O capital da agência é 100% integralizado pelo Tesouro do Estado de São Paulo. Segundo Santos, já são mais de R$ 2,6 bilhões financiados pela agência nos mais diversos negócios da economia. Apenas na área de inovação a Desenvolve SP já financiou mais de R$ 110 milhões com valor médio liberado variando de R$ 900 mil a R$ 1 milhão. Parte dos recursos, diz Santos, são da Finep, por meio do programa Inova Crédito.

Segundo o presidente da Desenvolve SP, São Paulo tem um ecossistema extremamente favorável. “Temos a Fapesp, quatro universidades, institutos de pesquisa de grande relevância, parques tecnológicos, grandes incubadoras, ou seja, tudo isso permite que trabalhemos com um número grande de pequenos empreendedores. Inovação de processos produtos, de gestão de recursos humanos ou inovação tecnológica, ou solução na área da biotecnologia. O momento é de enxergar as oportunidades tecnológicas nas diversas áreas. Este Movimento de Inovação que realizamos aqui em parceria com a Fiesp, já estivemos em várias cidades de São Paulo onde já atendemos mais de 1500 pessoas empreendedoras buscando algum tipo de orientação de financiamento.”, conta Santos.

O movimento pela Inovação está cada vez mais se espalhando pelo estado de São Paulo e além dos financiamento na área de inovação temos o investimento que fazemos em empresas. Hoje, já são mais de 40 empresas que a Desenvolve SP tem participação societária indiretamente por meio de fundos de investimento. São cinco fundos com patrimônio de mais de R$ 500 milhões prontos para serem direcionados a investimentos nas empresas que apresentarem um modelo de negócio inovador que mostre grande potencial competitivo. “Atuando com financiamento de um lado, com o crédito, ou com private equity e capital de risco na outra ponta, a Desenvolve SP tem procurado,  cada vez mais,que a economia do Estado de São Paulo possa  sair um pouco do modelo convencional e a partir dos financiamentos em inovação se torne mais competitiva”, afirmou o presidente da agência.

Indústria 4.0

Falando sobre a inovação nas PMEs e os impactos da Indústria 4.0, Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures, com foco em investimentos em venture capital, o executivo citou o Fundo de Inovação Paulista, idealizado e criado pela Desenvolve SP, do qual a SP Ventures é gestora. “Foi um consórcio que a Desenvolve SP juntou os principais agentes de financiamento em inovação das PMEs do país, todos capitalizaram esse fundo em R$ 65 milhões, trouxemos mais R$ 40 milhões da iniciativa privada e investidores internacionais e fechamos 2014 com R$ 105 milhões no fundo”, diz Jardim.

Jardim disse também por que o momento é o melhor para as PMEs inovarem e empreenderem, apesar da crise econômica. Diz que, para as pequenas e médias empresas, o momento para inovar é uma oportunidade para ocupar espaço. “Quando pensamos que a capacidade de processamento de um chip de computador dobra a cada 18 meses, que essa rapidez viabilizou toda a revolução computacional que a gente está vivendo hoje, impactando especialmente em setores com potencial de crescimento em tecnologia – inteligência artificial e robótica, biotecnologia, bioinformática, nanotecnologia e novos materiais e redes e sistemas computacionais – percebemos a importância do financiamento”, afirmou. “E o que financia hoje a inovação”, questiona.

Segundo Jardim, “são necessários, hoje, dois agentes fundamentais que até recentemente não se tinha no Brasil e que São Paulo é pioneiro e talvez o único na robustez que ele tem: primeiro financiando ideia e pesquisa de base, que hoje só a Fapesp consegue ter conhecimento, expertise de selecionar projetos de conhecimento cientifico de forma eficiente. Depois desse processo entra o capitalista de risco. Muitas empresas, nesse começo de projeto exigem predominantemente private equity na plataforma. Por isso a Desenvolve SP, da qual somos parceiros, que consegue ter um leque abrangente de produtos acaba suprindo toda a estrutura de capital que uma PME precisa para ir da ideia, concepção, validação de uma nova ideia até ir a mercado”, diz.

“Como isso vai impactar na manufatura 4.0?”, diz. Já impactou, segundo ele. “Em 2013, a quantidade de robôs na Amazon era de menos de 4 mil. No ano passado, chegou a 45 mil. A velocidade de robotização e inteligência artificial integrada a uma cadeia de suprimentos  que a indústria está adotando, barateando sensores, integrado com sistemas avançados de simulação,está colocando a indústria local onde ela nunca esteve”, fala Jardim. O executivo lembra que todos os pilares que sustentam a indústria 4.0 são alicerçados pela revolução das tecnologias exponenciais mostrando que a indústria 4.0 veio para ficar e quem quiser ficar vivo dentro do setor industrial tem de adotar alguns parâmetros. E rápido.

Ainda sobre financiamentos para a inovação, Eduardo Saggiorato, superintendente de Negócios da Desenvolve SP, diz que a agência de fomento tem três opções de fundos para financiar a inovação. Uma com recursos próprios da Desenvolve SP , outra com repasses da Finep, por meio da linha Inova Crédito e uma terceira com recursos do BNDES. As linhas de financiamento têm juros a partir de zero, com atualização apenas do IPCA e prazo de até 10 anos, com carência de 24 meses. “É o conceito do crédito sustentável”, conta.

Dentro da linha de financiamentos especiais, Guilherme Montoro, chefe de Departamento do BNDES, diz que o banco de fomento, dentro do financiamento à inovação, apoia operações associadas à formação de capacitações e ao desenvolvimento de ambientes inovadores com o intuito de gerar valor econômico ou social e melhorar o posicionamento competitivo das empresas, contribuindo para a criação de  empregos de melhor qualidade e sustentabilidade”.

Instituições debatem na Fiesp financiamento e apoio à inovação para as micro, pequenas e médias empresas paulistas. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp

Projetos

Quanto aos projetos de inovação, Eduardo Vaz da Costa , gerente executivo do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), falou do Inova Talentos, uma demanda, conta, que surgiu de uma mobilização empresarial pela inovação em São Paulo para trabalhar com recursos humanos que pudessem disseminar a cultura da inovação nas organizações. “Na prática, isso é uma grande necessidade, pois no Brasil muitos de seus pesquisadores ainda estão dentro das universidades e precisamos  transformar a pesquisa básica em receita”.

Ele conta que as empresas apresentam proposta de projeto de inovação que pode ser para melhoria de processos ou ganho de produtividade. O programa coloca recursos humanos dentro das  empresas trabalhando projetos de inovação. “A empresa submete um projeto de inovação e, se aprovado, ganha o direito de ter  um bolsista que tocará o projeto por 12 meses, podendo ser renovado  por mais 12.

“Para a empresa, a vantagem é que o bolsista não tem vínculo empregatício, não tendo portanto custo trabalhista para a empresa, que conta com um profissional altamente gabaritado”, diz Lodi. Hoje, muitas empresas aceitam pagar a bolsa para o bolsista uma vez que o CNPq, com a crise, suspendeu o pagamento. Hoje, são 500 bolsistas atuando nos diversos segmentos de empresas.

Fábio Kon, da Fapesp, diz que as oportunidades que a Fapesp tem para a pesquisa são imensas. Citou o programa PIPE – Pesquisa Inovadora para Pequenas Empresas. “Temos 62 instituições com missão de orientar atividades de pesquisa e quase 15 mil empresas no estado de São Paulo que fazem algum tipo de inovação”, diz, que usam esse programa. Os recursos da Fapesp são voltados à pesquisa que gera conhecimento novo. “Essa pesquisa tem de trazer um potencial de retorno comercial, trazer aumento da competitividade da empresa e estimular a cultura de inovação permanente dentro dessas empresas”. O programa existe há 20 anos. “Recebemos  pouco mais  de 800 projetos por ano e no último ano temos aprovado pouco mais de 200. Em 2016, foi o recorde  de R$ 60 milhões só no PIPE e neste ano temos chance de bater o recorde, só precisamos de bons projetos.”, fala

Bons projetos exigem bons profissionais, boas cabeças. Nanci Gardim, agente de inovação do Senai SP, diz que o Senai vai muito além das parte de formação profissional para as empresas. Temos um trabalho bastante amplo, voltado para as soluções tecnológicas. “Desde  2016 já participamos do movimento pela inovação junto com a Desenvolve SP. Visitamos várias cidades do estado, especialmente voltada para os pólos tecnológicos. Uma coisa importante é que a Desenvolve SP possibilita  às empresas uma solução financeira. Nós do Senai temos a capacidade fornecer a solução tecnologia para a empresa, ajudar a empresa no desenvolvimento  de seu P&D. Geralmente as pequenas e medias empresas não têm como internalizar uma infra-estrutura de P&D. O Senai auxilia nesse sentido.”, fala. Hoje, são 57 institutos Senai de tecnologia espalhados pelo Brasil afora.

Índice de Confiança do Empresário da Pequena e Média indústria

O Índice de Confiança do Empresário da Pequena e Média indústria é um indicador mensal antecedente utilizado para identificar mudanças na tendência da produção industrial e por conseguinte o Produto Interno Bruto (PIB).

O ICEI é composto por avaliações dos empresários industriais sobre as condições gerais da economia brasileira, do Estado de São Paulo e de sua empresa, avaliando o cenário atual e suas expectativas para os próximos seis meses.

A pesquisa é feita em colaboração com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mas a FIESP/CIESP é a responsável pela divulgação dos resultados para o Estado de São Paulo.

Para visualizar ou baixar o índice mais recente em seu computador, acesse o menu ao lado.

Periodicidade: Mensal

 

Internacionalização é um dos maiores desafios para as PMEs brasileiras

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Reinhold Festge, presidente da Latin America Initiative of German Business (LAI). Foto: Everton Amaro/Fiesp

As quase seis milhões de pequenas e médias empresas brasileiras representam 20% do Produto Interno do Brasil (PIB) e 60% da mão de obra empregada no país. No entanto, com relação à importação, apenas 9,5 mil delas exportam. No workshop PMEs, realizado nesta terça-feira (14/05), no 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, profissionais dos dois países discutiram as possíveis soluções para essa equação.

Presidente da Latin America Initiative of German Business (LAI) e empresário no Brasil desde 1977, Reinhold Festge destacou as diferenças entre os países, que podem justificar por que a Alemanha exporta mais. Entre as razões está o apoio dado pelo governo alemão às PMEs e o tamanho do mercado interno de cada país. Mas Festge disse acreditar que os empresários brasileiros podem superar os obstáculos nacionais.

Volker Treier, vice-presidente executivo da DIHK. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Quando cheguei ao Brasil, há mais de 30 anos, era mais vantajoso produzir no Brasil do que na Alemanha. Hoje tenho uma desvantagem com relação à produção alemã. Já vi muita coisa acontecer, ondas econômicas que sobem e descem. Mas acredito que estamos em um bom caminho”, afirmou ele. Festge destacou que é fundamental que os pequenos e médios empresários invistam em profissionais qualificados, qualidade dos produtos melhores e na buscar de mais vantagens no mercado.

Bodo Liesenfeld, presidente do conselho da Lateinamerika E.V., também afirmou acreditar no desenvolvimento das PMEs brasileiras, mas isso depende da força do empresariado. “Tanto os empresários brasileiros quanto alemães precisam de coragem para assumir riscos e investir.”

Qualificação profissional foi um assunto reforçado por Volker Treier, vice-presidente executivo da DIHK. “Mão de obra especializada é um fator decisivo para as PMEs. Na Alemanha, temos o sistema de formação dual, em que as empresas assumem a formação de pessoal, em parceria com instituições, fazendo com que a formação aconteça diretamente nas fábricas.

Gutember Uchoa, secretário de Estado para o Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal. Foto: Everton Amargo/Fiesp

Parceria entre Brasil e Alemanha

Tema central do encontro, a parceria entre os países também no caso das PMEs foi discutida. “Acredito que, para diminuir os riscos, a Alemanha busca diversificar e pulverizar seus destinos de exportação e investimentos, enquanto o Brasil precisa buscar novos mercados”, disse Gutember Uchoa, secretário de Estado para o Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal. “Portanto, se não existem mecanismos proativos que estimulem os negócios recíprocos, precisamos aproveitar encontros como esse para refletir sobre o que pode ser feito e estimular esses investimentos.”

Alex Figueiredo, gerente do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos do Brasil (Apex-Brasil) na Europa. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Do lado brasileiro, Alex Figueiredo, gerente do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos do Brasil (Apex-Brasil) na Europa, apresentou sua organização que, entre outras atividades, desenvolve projetos e produtos para que as PMEs possam dar o passo da internacionalização. “Enquanto na Alemanha a empresa é aberta já pensando internacionalmente, no Brasil o foco inicial é no mercado interno.”

Brasil deve aprender com modelo alemão que fortalece pequenas e médias empresas, afirma Skaf no EEBA 2013

Alice Assunção e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A modelagem alemã para as pequenas e médias empresas (PMEs) é um dos principais pontos da pauta do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA 2013), disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, na manhã desta segunda-feira (13/05), durante cerimônia de abertura.

Na abertura do EEBA 2013, presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que as relações comerciais bilaterais entre Brasil e Alemanha são intensas, mas podem ser ainda mais. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“O modelo alemão das pequenas e médias empresas é muito importante e devemos trazê-lo para o Brasil e aprender com ele”, afirmou Skaf. Segundo ele, as PMEs representam 66% do Produto Interno Bruto (PIB) alemão. “Estudos mostram que uma das razões para a resistência à crise da Alemanha é graças à política de pequena e média empresa”, completou.

De acordo com Skaf, o 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha é mais uma oportunidade para estudar formas de impulsionar as relações comerciais bilaterais. “A participação das empresas alemãs no Brasil ajudou muito o crescimento do nosso país. As relações são intensas, mas podem ser ainda mais. A corrente de comércio entre os nossos países ainda é pequena”, alertou Skaf.

Para o presidente da Fiesp, as relações comerciais entre Brasil e Alemanha podem ser ainda mais estreitas e o fluxo de exportação entre os dois países, mais equilibrado, já que em 2012 o Brasil exportou o equivalente a US$ 7,22 bilhões, enquanto as exportações alemãs chegaram a US$ 14,2 bilhões.

Comércio exterior

Ulrich Grillo, presidente da BDI, citou a inovação como uma chave para fortalecer a indústria. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI),  Ulrich Grillo, projetou um crescimento de 3,5% das exportações alemãs fora da zona do Euro neste ano.

Grillo alertou, no entanto, que a preocupação do empresariado alemão é o protecionismo adotado por alguns mercados estrangeiros. “O protecionismo é um perigo para a capacidade de crescimento de um país. Precisamos criar melhores caminhos multilaterais”, afirmou ao elogiar a nomeação do embaixador brasileiro Roberto Azêvedo para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Isso mostra que o poder econômico do Brasil ganhou importância. Esperamos que Azêvedo dê novos impulsos nas OMC”, acrescentou.

Infraestrutura na Copa

Segundo o presidente do BDI, a Copa do Mundo em 2014 representa o primeiro desafio logístico para o Brasil.

“Certamente há muito o que fazer. O governo brasileiro está atacando esse tema de forma intensa, mas [infraestrutura de transportes] é algo que sabemos fazer e gostaríamos de aplicar também ao Brasil”, disse Grillo ao elogiar as concessões de aeroportos e de portos brasileiros para a iniciativa privada.

O representante da indústria alemã citou a inovação como uma chave para fortalecer a indústria. Apesar de o Brasil ocupar posição de liderança em agronegócio e matérias-primas, “o futuro também necessita de uma indústria forte”, ponderou Grillo.

Em seu pronunciamento, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que o momento da indústria brasileira é de busca por capacitação e inovação. “Nosso principal objetivo é proporcionar a melhoria do ambiente de negócios entre ambos os países”, concluiu.

Presidente da Fiesp reforça importância da política de conteúdo local da Petrobras

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Ao encerrar o 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o presidente da entidade, Paulo Skaf, aproveitou para destacar trecho da palestra da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, momentos antes, que explicou ser uma decisão de estratégia competitiva a manutenção da política de compras da estatal, que impõe aos fornecedores a obrigação de oferecer produtos com uma porção mínima, de 62% a 65%, de conteúdo feito no Brasil.

Paulo Skaf, em encerramento do Encontro de Energia

Segundo Skaf, é importante que a Petrobras use seus investimentos como fomento de uma política industrial para o Brasil. “Não teria sentido o aumento da produção de petróleo e de gás, com o pré-sal. Tem que alimentar a cadeia produtiva brasileira, para que a gente possa vender serviços, vender produtos, gerando riquezas e empregos para o nosso país.”

Skaf afirmou que há muitas pequenas e médias empresas de qualidade, e detentoras de tecnologia, que passam por dificuldades, e que podem ser direta ou indiretamente fornecedoras da Petrobras.

O presidente da Fiesp aproveitou para elogiar novamente a parceria com o Sistema Firjan, mencionando algumas das realizações conjuntas, como o próprio 13º Encontro de Energia, o evento Humanidade 2012 e o MBA para Gestores de Escolas Públicas.

E convidou a todos para a edição 2013 com um voto: “Espero que no ano que vem, todos venham aqui com  uma grande economia nas suas contas de luz, tanto nas suas casas como nas suas empresas.”

 Leia mais: ‘Queremos energia a preço justo para toda a sociedade. Não abrimos mão disso’, afirma Skaf

Evento Fiesp/Ciesp facilita acesso de MPMEs a financiamentos bancários

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Presidente Prudente promovem no próximo dia 29 de agosto, a partir das 9h, a Sala de Crédito destinada a empresários e dirigentes das micro, pequenas e médias empresas do Estado.

A Sala de Crédito faz parte da série de eventos programados pela entidade da indústria para este ano. Em Presidente Prudente, os empresários terão a oportunidade de conhecer as facilidades para acesso ao crédito, com atendimento empresarial exclusivo, e as melhores e mais adequadas linhas de financiamento.

O participante poderá tirar dúvidas e ser atendido por técnicos da entidade e seus parceiros em relação a crédito para compras de máquinas e equipamentos, construções ou reformas de instalações, projetos de pesquisas e desenvolvimento, exportação, projetos de sustentabilidade, capital de giro, compra de matéria-prima e financiamento do 13º salário.

A Sala de Crédito é uma parceria da Fiesp e do Ciesp com grandes instituições financeiras como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e Nossa Caixa Desenvolvimento.

Dois Workshops serão realizados durante o período da manhã do dia 29 de agosto: um sobre como negociar com os bancos neste momento de redução de juros e outro sobre liderança e trabalho de equipe.

Serviço
Atendimento para Micro, Pequenas e Médias Empresas
Data/horário: 29 de agosto, das 9h às 17h
Local: Escola Senai ‘Santo Paschoal Crepaldi’
Endereço: Rua Rodrigo Mange, 151 – Jardim Marupiara – Presidente Prudente, SP
Informações e agendamento de horário: tel. (18) 3222-1488, e-mail ciesppte@stetnet.com.br

Visite o hotsite: www.fiesp.com.br/atendimento

Avaliando o clima organizacional nas pequenas e médias empresas


Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do seu Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) e da Universidade Cruzeiro do Sul, promove nesta quinta-feira (22) a palestra “Avaliando o Clima Organizacional nas Pequenas e Médias Empresas”.

O evento acontece na sede da Universidade Cruzeiro do Sul – Campus Anália Franco e destina-se a empresários, dirigentes, gerentes e técnicos de micro, pequenas e médias empresas e sindicatos filiados à entidade. A participação é gratuita e as vagas, limitadas.

O professor Valter Roberto Lopes Marcondes D’Angelo, diretor dos Núcleos de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul, ministrará a palestra na qual presentará pesquisa sobre o clima organizacional como um excelente instrumento para a gestão estratégica de pessoas em organizações de pequeno e médio porte.

O programa traz as bases conceituais e principais linhas teóricas; cultura organizacional; identificação de fatores de avaliação; elaboração e aplicação da pesquisa; e análise e interpretação dos resultados.

No final, haverá a apresentação do Núcleo de Psicologia da Universidade, que prestará serviço gratuito às micro, pequenas e médias empresas e será explicado como o Núcleo poderá ajudar nas necessidades de cada empresa.


Serviço:
Data/horário: 22 de março de 2012, das 9h às 11h30
Local: Universidade Cruzeiro do Sul – Campus Anália Franco
Endereço: Av. Regente Feijó, 1295, Auditório Prof. Dr. Fernando Henrique Cardoso (próximo ao Shopping Anália Franco), capital
Informações: Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp
Telefones: (11) 3549-4232 / 4453 / 4446
E-mail: cursos@fiesp.org.br

Fiesp realiza evento de incentivo às micro, pequenas e médias empresas

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp, por meio do seu Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), promove nesta quarta-feira (21), a partir das 9h, a primeira Sala de Crédito deste ano destinada a empresários e dirigentes das micro, pequenas e médias empresas do Estado.

A Sala de Crédito faz parte de série de eventos programados pela entidade da indústria para 2012. Em São Paulo, os empresários terão a oportunidade de conhecer as facilidades para acesso ao crédito, com atendimento empresarial exclusivo, e as melhores e mais adequadas linhas de financiamento.

O participante poderá tirar dúvidas e ser atendido por técnicos da entidade e seus parceiros, em relação a crédito para compras de máquinas e equipamentos, construções ou reformas de instalações, projetos de pesquisas e desenvolvimento, exportação, projetos de sustentabilidade, capital de giro, compra de matéria-prima e financiamento do 13º salário.

A Sala de Crédito é uma parceria da Fiesp com grandes instituições financeiras como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e Nossa Caixa Desenvolvimento.

Na última edição realizada no ano passado na capital, o evento consolidou volume de negócios da ordem de R$ 450 milhões. Para este ano, a previsão é realização empréstimos no valor de R$ 550 milhões.

Sondagem realizada em 2011 pelo Dempi/Fiesp entre os dois mil atendimentos realizados nas Salas de Créditos mostrou as principais dificuldades das empresas para acesso às linhas de financiamento. São elas:

  • Relacionamento com a gerência do banco (34%);
  • Taxa de juros da operação muito alta (10%);
  • Garantias oferecidas pela empresa insuficientes às solicitadas pelo banco (17%);
  • Apresentação de documentos exigidos pelo banco (7%);
  • Objetividade para conseguir informações solicitadas pelo banco (12%);
  • Restrições cadastrais (10%);
  • Outros tipos de dificuldades (10%).

 

Serviço:
Atendimento para Micro, Pequenas e Médias Empresas
Data/horário: 21 de março de 2012, das 9h às 17h
Local: Sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313, 11º andar
Informações e agendamento de horário: tel. (11) 3549-4499
Visite o hotsite: www.fiesp.com.br/atendimento

Feira Internacional de Meio Ambiente traz novas tecnologias e soluções

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mantém parceria constante com a Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (Fimai) desde suas primeiras edições. Considerada como a mais importante do setor, a 12ª Fimai acontece até esta quinta-feira (11), no Expo Center Norte.

O evento é dirigido a pequenas e médias empresas e oferece a oportunidade de contato com soluções e serviços ambientais, tratamentos de resíduos, água e solo, além de emissões atmosféricas e novas tecnologias.

“A sociedade está atenta e quer saber quanto um produto consome em termos de energia, quanto gera de resíduos. Essa conscientização é um processo irreversível, mas agrega retorno à imagem da empresa”, destaca Nelson Pereira dos Reis, à frente do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, cujos técnicos integram o quadro de palestrantes da feira.

Para a indústria, a simplificação do processo de licenciamento é um imperativo para o desenvolvimento. “O ônus ambiental se dá no processo de licenciamento de nossas atividades, em função da burocracia e dos questionamentos muitas vezes sem propósito. A Fiesp tem defendido fortemente essa facilitação”, explica o diretor do DMA.

Senai

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) participa da Fimail com dois estandes, um da representação estadual e outra da nacional.

O objetivo é divulgar os Projetos Inova, os serviços oferecidos às empresas e a Faculdade Senai de Tecnologia Ambiental, por meio do I Workshop Rede Senai Provedora de Soluções Ambientais Tecnológicas.

12ª edição

De acordo com o diretor-executivo da Fimai e editor da Revista Meio Ambiente Industrial, Julio Tocalino Neto, a primeira edição da feira foi realizada em 1999, devido à necessidade de se lidar com pautas específicas.

De lá para cá, registrou-se não só a evolução das empresas no trato das questões ambientais como o crescente interesse pelo tema. Tanto que o número de visitantes da feira aumentou exponencialmente: dos 700 registrados na primeira edição pulou para 30 mil no ano passado, segundo Tocalino Neto, que até o final desta edição espera superar a última marca.

A 12ª Fimai conta com a participação de 400 expositores, sendo 280 de empresas brasileiras e 120 internacionais de 16 diferentes países, como Japão, Itália, Grã-Bretanha e África do Sul.

Serviço
12ª Fimai e Simai – Feira e Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade
Data/horário: de 9 a 11 de novembro, às 21h
Local: Pavilhão Azul do Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, Capital
Mais informações: www.fimai.com.br

Concessão administrativa de vias e crédito são destaques de reunião na Fiesp

Entidades do asfalto, fabricantes de equipamentos, fornecedores de brita e areia e representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Ministério de Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), reuniram-se na última segunda-feira (3), na sede da Fiesp, com objetivo de debater os entraves e apresentar uma linha de crédito especial para as indústrias do setor.

“O combate aos entraves burocráticos é determinante para o desenvolvimento do setor e da infraestrutura do Brasil. Hoje, em determinadas tramitações os documentos chegam a passar três vezes no mesmo ponto do processo. Precisamos mudar isso”, ressaltou Manuel Rossito, diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp e coordenador do GT de Vias.

Segundo o diretor da Secretaria de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas da União (Secob/TCU), André Kresch, o grande problema que o setor da indústria de pavimentos enfrenta é a ausência de administração.

“O pagamento das obras deveria ser efetuado de acordo com o desempenho e não como é feito, por metro cúbito de areia ou preço unitário”, explicou. “O modelo atual acaba infringindo o direito ou a engenharia de certa forma”.

Para o diretor de competitividade do MDIC, Marcos Otávio Bezerra Prates, há muito que se fazer para agilizar o processo. Um ponto que merece destaque está na harmonização de especificações para facilitar a exportação de asfalto entre os países do Mercosul.


Concessão Administrativa

Para melhorar o sistema de concessão, o estudo apresentado por Rossito sugere, como ação reguladora, que a remuneração à empresa concessionária seja realizada por pagamento mensal com critério pré-fixado via recursos públicos.

Quanto ao prazo, este seria definido por rodovia e tipo de concessão, mas longo o suficiente para permitir a financiabilidade e amortização do investimento dentro de condições módicas.


Crédito

Na ocasião, o BNDES aproveitou para anunciar a disponibilização de linhas de capital de giro a taxas reduzidas. Os programas PEC e Progeren destinados à construção civil e micro, pequenas e médias empresas, respectivamente, serão os principais beneficiários, com taxas a partir 4,5% ao ano. Para mais informações de taxas e programas específicos, consultar o site www.bndes.gov.br.


Construbusiness

O diretor-titular do Deconcic, José Carlos de Oliveira Lima, destacou que o tema tratado na reunião integrará a pauta do Programa de Eficiência Institucional Pública e Privada, que será apresentado e debatido na oitava edição do Construbusiness, no próximo dia 31 de agosto, na Fiesp.