Olimpíada do Conhecimento cria círculo virtuoso em unidade do Senai-SP

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A Olimpíada do Conhecimento é uma das motivações que levaram a escola Suíço-Brasileira Paulo Ernesto Tolle – unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) no bairro de Santo Amaro – a tornar-se uma referência na área de tecnologia da informação.

Com boa participação nos últimos torneios, a escola está sempre atualizada com os equipamentos e conteúdos mais modernos, em nível internacional.

“Quando você tem um bom resultado na Olimpíada, ele aparece para os 1200 jovens que estudam na escola. Cria um exemplo a ser seguido”, diz o diretor da Suíço-brasileira, Pedro Teodoro de Faria, ex-aluno do Senai-SP que chegou a conquistar uma vaga no WorldSkills.

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Faria: Olimpíada traz valores para os alunos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“A Olimpíada traz alguns valores para os alunos. Um deles é o de buscar, sempre, resultados melhores. Para os professores, exige mais pesquisa e atenção a novos processos e materiais. Isso movimenta a escola e cria um círculo virtuoso”, completa o diretor.

Além de incentivar de alunos, professores e equipe, a Olimpíada abre a possibilidade de treinar e competir em equipamentos de última geração, por causa da WorldSkills, etapa mundial da Olimpíada. De acordo com os professores da Suíço-Brasileira, isso contribui com toda a escola.

“Os cursos do Senai-SP estão à frente no mercado, em especial na área de redes e infraestrutura, porque o que a gente aplica são tecnologias que tem no exterior. Temos à disposição os equipamentos usados no WorldSkills, que são os mais modernos”, diz o professor Carlos Harley Fernandes Leão.

Entre os equipamentos, Leão destaca as cinco máquinas de fusão de fibra, adquiridas recentemente pelo Senai-SP de Santo Amaro. “É a única escola que tem esses equipamentos, que fazem emenda de cabos de fibra óptica, setor que está crescendo por causa da telefonia e da TV a cabo. Com esses equipamentos, o aluno treina aqui, na prática, o que ele vai fazer lá fora. Só no Senai-SP as empresas encontram profissionais com esse conhecimento.”

Para o professor de redes Mauricio Bonabitacola de Almeida, professor de redes do Senai-SP, toda a estrutura da escola está adequada ao mercado de trabalho.

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Os professores Almeida, à esquerda, e Leão: adequação ao mercado de trabalho. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Em termos de estrutura e material, o Senai-SP sempre nos dá todo suporte. Os professores estão sempre atrás das novas tecnologias e o curso é completo. No caso de redes, o curso do Senai-SP é um dos únicos que forma profissionais tanto na área de serviços como de infraestrutura”, afirma.

Competidores

Os alunos da Suíço-brasileiro carregam as marcas que identificam quem estuda no Senai-SP: dedicação e amor pelo que fazem. Um dos exemplos é Thayná Silva Martins, de 18 anos, que vai competir na Olimpíada do Conhecimento na modalidade de redes de computadores.

Foi depois de conhecer uma Olimpíada que ela decidiu que queria fazer curso de redes. “Saí do Anhembi querendo saber mais e procurando onde tinha curso. E descobri o Suíço-brasileiro, que além de ser um curso reconhecido, era perto da minha casa”, conta a aluna que mora no bairro de Campo Limpo.

Ela diz que sempre enfrentou algumas barreiras por ser mulher, já que se identificou com um segmento que exige força física. Mas que isso a incentivou ainda mais. “Considero isso um desafio a mais, o que só me estimula a continuar. Meu interesse aumentou e a cada dia aumenta mais. Porque a gente já tem a experiência prática aqui e temos grandes referências, gente em que a gente se espelha, busca ser igual ou maior.”

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A aluna Thayná: autonomia e planejamento de futuro. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A estudante diz que o Senai-SP é mais do que um curso técnico. “No Senai-SP a gente aprende a teoria, mas também a aplicar a teoria na prática”, declara ela, que além do aprendizado, afirma que o curso trouxe uma mudança pessoa. “Mudou muita coisa em mim. Postura, organização, responsabilidade, comprometimento e maturidade. Também aprendemos a andar com as próprias pernas, ter autonomia, independência.”

Agora, Thayná se prepara para a etapa nacional da Olimpíada. E o objetivo é ir para o WorldSkilll. Depois das competições, o objetivo dela é continuar no Senai-SP como trainee dos próximos competidores.

Também treinando para o campeonato nacional, Matheus Prudente Santos, de 17 anos, vai competir na modalidade TI – administração de sistemas de rede. E recomenda que outros jovens sigam seus passos.

“Aconselho que as pessoas entrem em um curso técnico e invistam em algo que faça crescer tanto profissionalmente quanto como pessoa. Porque, querendo ou não, a gente muda depois de um curso do Senai-SP. O melhor é investir enquanto ainda é jovem e já planejar o futuro”, aconselha Matheus, que pretende fazer faculdade de engenharia da computação.

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Santos: “A gente muda depois de um curso do Senai-SP”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para ele, foi um desafio conciliar o curso técnico, o ensino médio e o treinamento da Olimpíada. Mas o esforço valeu a pena.

“O Senai-SP me ajudou bastante principalmente por causa das regras que temos que cumprir, porque simula um ambiente de empresa. A gente vai amadurecendo com isso. Sou um Matheus diferente do que entrou aqui. Não tinha tanto foco nas coisas que eu fazia e hoje tenho mais objetivos. Isso é importante para o mercado de trabalho e para a vida.”