Sesi-SP e Fiesp lançam o ‘Acelera Jovens em Ação’

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) e o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançaram uma competição para promover o empreendedorismo entre o público juvenil. O concurso “Acelera Jovens em Ação”, voltado para os alunos do ensino médio dos centros educacionais do Sesi-SP, pretende estimular a interação entre os jovens no desenvolvimento de projetos ligados ao esporte e gestão.

Um dos focos da iniciativa é contribuir para o legado social dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A ideia é que os alunos, por meio do desenvolvimento de um projeto esportivo, vivenciem diversas ações na área de educação física, criem gosto pelo esporte e que essa experiência possa auxiliá-los em sua formação e futuro profissional.

Os alunos terão o prazo de 12 de outubro a 6 de novembro para enviar seus projetos pelo link do concurso pela internet. O resultado final será divulgado no dia 10 de novembro. A premiação será realizada por região e as escolas sob jurisdição das unidades que compõem as regiões disputarão entre si.

Mais informações sobre o concurso, clique aqui e consulte o edital.

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Judocas do Sesi-SP levam oficinas do esporte para diversas cidades paulistas

Agência Indusnet Fiesp

Visando construir uma ponte entre a formação esportiva e as equipes de rendimento, o Sesi-SP levou atletas profissionais de várias modalidades para oficinas em escolas da rede no interior e litoral de São Paulo e prefeituras parceiras no programa Atleta do Futuro. A ação faz parte do projeto Sesi-SP Pedagogia do Exemplo, que coloca os atletas como divulgadores dos valores do esporte.

Com base neste princípio, mais de 60 atletas e técnicos das equipes de rendimento esportivo de Judô do Sesi-SP, das cidades de Cubatão e Bauru, realizaram 35 oficinas esportivas em 31 cidades do estado de São Paulo atendendo mais de 4700 crianças, até setembro deste ano.

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Atletas do rendimento do Sesi-SP estiveram em diversas cidades do interior realizando oficinas de Judô. Foto: Divulgação

Nas cidades atendidas pela equipe de Judô, o Sesi-SP mantem um convênio de cooperação técnica no Programa Atleta do Futuro (PAF) com prefeituras e indústrias “madrinhas” que apoiam o desenvolvimento dessa atividade. Por meio do PAF, são oferecidas atividades esportivas com a orientação e suporte metodológico do Sesi-SP.

Com o apoio da indústria paulista, o Sesi-SP desenvolve um trabalho diferenciado de formação esportiva, fortalecendo não só o desenvolvimento do esporte nacional e a educação das crianças, mas também colaborando para a formação dos cidadãos.

Confira quais foram as cidades que receberam as oficinas de judô e as prefeituras e indústrias que apoiaram a iniciativa:

  • Prefeitura de Igaraçu do Tietê e Nair Aparecida Bonoto
  • Prefeitura de Agudos e Duratex
  • Sesi-SP Bauru e Acumuladores Ajax
  • Sesi-SP Ourinhos e Industrial e Comercial Marvi e RLM Indústria e Comércio de Toldos
  • Prefeitura de Macatuba e Buckminster Química
  • Prefeitura de Penápolis e Tiptoe Indústria e Comércio de Calçados
  • Prefeitura de Mirassol e Metalúrgica Ramassol Imperial
  • Sesi-SP Rio Claro e Owens Corning Fiberglass A.S.
  • Prefeitura de Guararapes
  • Sesi-SP Jaú e Incontraza Indústria E Comércio e Transformadores Zago
  • Sesi-SP Ribeirão Preto e Pedra Agroindustrial
  • Prefeitura de Junqueirópolis e Fruteza Sucos Naturais
  • Prefeitura de Presidente Venceslau e Indústria e Comércio de Bebidas Funada
  • Prefeitura de Pereira Barreto
  • Prefeitura de Itapira
  • Prefeitura de Paranapanema – Usina Conquista Do Pontal
  • Prefeitura de Birigui e Kidy Birigui Calçados Indústria e Comércio, Tiptoe Indústria e Comércio de Calçados, Pampili Produtos Para Meninas e Markriz Indústria e Comércio de Calçados
  • Sesi-SP Cubatão e Crimontec Construção Civil e Manutenção EPD e Terravam Construtora
  • Sesi-SP Limeira e Bertolo e Grotta
  • Sesi-SP Indaiatuba e Celulose Irani
  • Sesi-SP Cruzeiro e Iochpe – Maxion e Bonali Alimentos
  • Prefeitura de São Vicente e Sorvetes Suplés Indústria e Comércio
  • Prefeitura de Peruíbe e Puzzi Engenharia
  • Prefeitura de Pariquera-Açu e Puzzi Engenharia
  • Sesi-SP Diadema e Novemp
  • Prefeitura de Itapeva
  • Sesi-SP Votorantim e Splice Indústria e Comércio
  • Prefeitura de São Sebastiao e Sabesp e Muriaé Transportes e Serviços

Por meio do esporte, crianças mudam o dia a dia das escolas do Sesi-SP

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Programa Embaixadores do Esporte: professores e alunos de 22 escolas do Sesi-SP têm a missão de difundir os valores do esporte. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Lançado em junho, o programa Embaixadores do esporte começa a trazer os primeiros resultados. Professores e alunos de 22 escolas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) têm a missão de difundir os valores do esporte, em especial os que fazem parte do movimento olímpico: prazer pela prática esportiva, fair play (jogo limpo), respeito pelos outros, busca pela excelência e equilíbrio entre corpo, mente e espírito.

Para isso, cada escola tem desenvolvido projetos interdisciplinares, indo além do esporte. Na unidade do Catumbi (zona leste da capital), por exemplo, os embaixadores criaram um mural que traz os temas da semana, relacionando com esporte.

Segundo a professora Paula de Souza Lima Chernicharo, tutora do projeto, o trabalho com os embaixadores começou com uma pesquisa sobre quais eram as necessidades da escola no esporte. Como perceberam que muitos alunos não conheciam as modalidades, começaram a realizar oficinas. A primeira foi com a equipe de rendimento do basquete e a próxima será de vôlei, modalidade da atleta-símbolo de Catumbi, a ponteira Pri Daroit.

Além das oficinas e do mural, os alunos também estão envolvidos na organização dos eventos esportivos como o Torneio Infantil. “Os embaixadores trabalham ajudando cada sala a buscar seu mascote e criar o grito de garra, buscando também inserir o tema cooperação”, explicou Paula.

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Bianca Miyazatu, embaixadora da escola em Santo André: objetivo está sendo cumprido. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Professora de ciências, ela diz que acredita muito no trabalho e por isso se candidatou a ser tutora. “É muito gratificante. Temos alunos que eram taxados de alunos-problema e mudaram muito depois que se tornaram embaixadores. E, consequentemente, as turmas mudaram também. Os alunos perceberam que são referências dentro da sala de aula e agora pedem a atenção dos outros, lideram atividades, só têm notas azuis no boletim.”

O embaixador Gabriel Augusto Dutra Fantes, de 14 anos, é um exemplo dessa transformação. “Eu mudei depois que assumi como embaixador. Antes eu bagunçava mais nas aulas. Minhas notas também melhoraram”, declara.

Entre as propostas de Gabriel, está um novo formato para as escolhas dos juízes das competições. “Quando tem campeonato e uma equipe perde, os alunos costumam culpar o professor que apitou e acaba saindo briga. Minha ideia é que o juiz seja escolhido pelas equipes que vão competir. Assim se mantém a competitividade do jogo e aumenta o fair play.”

Mural da gentileza

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Kathia Regina Asolini, tutora da escola de Santo André, diz que, conforme pesquisa, alunos pediram mais opções de lazer na hora dos intervalos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Outra escola que tem dado bons exemplos no projeto dos embaixadores é Santo André. Uma das ideias em desenvolvimento é a realização de oficinas durante os intervalos, programadas pelos próprios alunos.

“A primeira ação dos embaixadores foi fazer uma pesquisa entre os alunos, que pediram mais opções de lazer na hora dos intervalos. Daí surgiu a ideia de trazer uma série de atividades orientadas, como show de talentos dos alunos e oficinas de instrumentos musicais e mangás”, explica a tutora da escola, Kathia Regina Asolini.

Buscando desenvolver o respeito e a disciplina, a turma de Santo André criou o Mural da Gentileza, em que colocaram 10 gentilezas, consideradas básicas para o relacionamento. “Como os alunos ficam em período integral, acabam deixando certas regras de lado e tentamos resgatar isso com o projeto”, conta a professora, que informa haver ainda um trabalho feito em sala de aula.

“Cada sala tem uma tabela e os professores avaliam as classes todos os dias nos quesitos organização, limpeza, redução de palavrões, uso inadequado de telefone celular , entre outros.”

Dentro do projeto, os alunos também estão trabalhando na arrecadação de brinquedos e roupas, novas ou em bom estado, que serão doadas para uma instituição.

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Bárbara Matheus Lima:“Esporte é importante tanto para a saúde quanto para o bem estar psicológico. O esporte ajuda no corpo e na mente”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Uma das embaixadoras, Bárbara Matheus Lima, de 13 anos, diz que notou algumas mudanças nos colegas, mas a sala ainda precisa melhorar. “Somos uma das salas mais bagunceiras, mas já estamos começando a deixar a sala mais limpa e a se comportar nas aulas. Mas vou precisar continuar trabalhando nisso”, afirma.

Animada com o projeto dos embaixadores, Bárbara conta que já conseguiu colocar em prática uma das suas propostas. “Logo depois da posso, pensamos em desenvolver mais o handebol, modalidade que não era muito forte na escola. Agora, temos aulas de handebol aqui e nas outras unidades do Sesi-SP em Santo André”, conta, orgulhosa.

“Esporte é importante tanto para a saúde quanto para o bem estar psicológico. O esporte ajuda no corpo e na mente”, ressalta Bárbara.

Para a embaixadora da escola, Bianca de Farias Sigi Miyazatu, de 13 anos, o objetivo do projeto está sendo cumprido. “A gente quer que o esporte entre na vida dos alunos, que eles conheçam as modalidades e os atletas e acho que a gente está conseguindo. Estamos no caminho certo.”

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No mês das crianças, escolas recebem o Super Sesi

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Outubro é o mês das crianças. E aos alunos que frequentam a rede escolar do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) acabam de ganhar um presente: o jogo Super Sesi.

Baseado no Super Trunfo, o baralho traz todas as modalidades esportivas do rendimento do Sesi-SP. Elas estão classificadas de acordo com a popularidade, a dificuldade, o número de atletas do Sesi-SP, as convocações para a seleções e as medalhas, olímpicas e paralímpicas, para o Brasil. A iniciativa faz parte do programa Pedagogia do Exemplo, que promove, por meio dos atletas, os valores do esporte.

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Baralho traz todas as modalidades esportivas do rendimento do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Na unidade de Santo André, foi realizado um evento de lançamento nesta sexta (10/10) com a participação dos atletas da equipe de rendimento do atletismo paralímpico. Entre eles, a atleta-símbolo da escola, Verônica Hipólito, que ilustra a carta da modalidade. “Fico feliz em ver a empolgação de vocês e espero que vocês se divirtam muito com os desafios do Super Sesi”, disse a atleta para os alunos.

Depois da apresentação do projeto, os alunos se dividiram em grupos de quatro e, com a orientação dos embaixadores do esporte da escola, disputaram algumas partidas de Super Sesi. Não demorou para que os alunos aprendessem a jogar e começassem a se divertir com a novidade.

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Campeã do atletismo, Verônica Hipólito joga com crianças em escola do Sesi-SP em Santo André. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Alice Alves de Castro, de 9 anos, foi uma das crianças que aprovou o jogo. “Achei o Super Sesi muito legal e interessante, porque parece Trunfo, que é um jogo que eu gosto muito”, disse a menina, que pratica rúgbi em Santo André.

Fã de esportes, Pedro Faria Coimbra, de 9 anos, 3º ano, faz aulas de futebol e rúgbi e conta que se pudesse ainda faria basquete e vôlei. E ficou feliz por ter reconhecido os atletas nas cartas do Super Sesi. “Já assisti a um jogo de vôlei do Sesi-SP quando eles jogaram em Santo André. Então conheço o Lucarelli e o Murilo. Também conheço a Verônica, do atletismo, que treina na pista do lado de onde eu faço futebol”, diz, empolgado.

Catumbi

Na escola do Sesi-SP do Catumbi, na capital, o novo jogo também chegou fazendo sucesso entre os alunos. “O jogo é muito legal, porque é em grupo e a forma de jogar é muito divertida”, opinou Eduardo Augusto de Paula, de 14 anos, que tem o vôlei como esporte preferido.

Também da turma do vôlei, Emanuela Ravagnani Dantas, 13 anos, gostou de ver as jogadoras de vôlei Fabiana Claudino e Pri Daroit, atleta-símbolo do Catumbi, nas cartas do Super Sesi. “Gosto de jogar vôlei, mas achei o jogo interessante porque a gente pode conhecer outros esportes que eu nunca tinha ouvido falar.”

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Em Sandro André, alunos se dividiram em grupos de quatro e, com a orientação dos embaixadores do esporte da escola, disputaram algumas partidas de Super Sesi. Foto: Everton Amaro/Fiesp

‘Medalha mostra que estou no caminho certo’, diz Aline Silva, da luta olímpica do Sesi-SP

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Dia 10 de setembro ficou marcado na história do esporte brasileiro com a conquista inédita da atleta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) Aline Silva, medalha de prata no Mundial de Luta Olímpica, no Uzbequistão. Foi o melhor resultado do Brasil na modalidade esportiva.

Assim como a conquista inédita, a manhã desta sexta-feira (19/09) também ficará gravada na memória de Aline. Emocionada, a lutadora foi recebida com muita festa pelos alunos do Sesi-SP do Centro de Atividades (CAT) Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, em Osasco, onde treina a equipe de luta olímpica. Ganhou buquês de flores, abraços, beijos e posou para muitas fotos.

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Dia de festa no Sesi-SP de Osasco, com a presença da medalhista mundial, Aline Silva. Foto: Tâmna Waqued

“Maior que a medalha é esse momento de reconhecimento.  Geralmente eu falo muito, mas hoje eu estou sem palavras” disse, chorando de emoção com a calorosa recepção.“Essa medalha mostra que estou no caminho certo, que tenho que me aperfeiçoar e seguir treinando forte”.

Durante a celebração, a atleta relembrou as dificuldades que precisou superar para a conquista inédita no Uzbequistão. “Depois de 2006, tive uma lesão na coluna, problemas financeiros, cheguei a passar fome quando morei em Curitiba, fui diagnosticada com um problema na tireoide”.

Para a atleta, o Sesi-SP foi “essencial” para a conquista inédita. “O Sesi-SP me resgatou, em 2009 e foi fundamental para eu conquistar essa medalha”.

Com a medalha de prata no pescoço, Aline começa a pensar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. “Apesar de buscar uma vaga nas Olímpiadas, penso com cautela. Irei trabalhar campeonato por campeonato até lá”, conta.

Aline ainda ressaltou o papel que o atleta profissional tem na formação de uma nova geração de esportistas. “Todo atleta tem a responsabilidade de ser exemplo para essas crianças. Treinamos aqui e os alunos nos observam e se espalham em nós. É ótimo”.

Sesi-SP promove capacitação de professores do ‘Atleta do Futuro’ na região de Rio Claro

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Rio Claro

O Programa Atleta do Futuro (PAF), promovido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), chegou a mais de 250 cidades no estado de São Paulo. Por meio dele, cerca de 110 mil crianças e jovens de 6 a 17 anos têm acesso à prática esportiva em diversas modalidades.

Para colocar o PAF em prática, são feitas parcerias com as prefeituras – que oferecem os locais de treinamento – e com a iniciativa privada. Cabe ao Sesi-SP treinar e capacitar os professores, para que eles desenvolvam não só a parte técnica do esporte, mas também valores como o trabalho em equipe, a disciplina e a dedicação.

Nos dias 13 e 14 de agosto, profissionais das cidades da região de Rio Claro receberam a capacitação, com carga horária de 16 horas. O treinamento envolveu desde o plano de aulas até as formas de usar o esporte como ferramenta educacional. Na quarta-feira (14/08), o Sesi-SP realizou ainda a entrega de uniformes para os alunos das cidades de Ipeuna e Tirapina, na mesma região.

Dedicação e responsabilidade

No segundo dia de treinamento, eles assistiram a uma apresentação do gestor do vôlei do Sesi-SP e medalhista olímpico de prata no Jogos de Los Angeles (84), José Montanaro Júnior. O objetivo da palestra foi passar conceitos e valores que devem estar presentes nas aulas do PAF, como espírito de equipe, excelência, dedicação e responsabilidade.

“O grande recado que eu espero ter passado para eles é a importância da escola e dos professores. Eles são os agentes transformadores, são eles que vão fazer acontecer”, afirma Montanaro, que destacou o trabalho feito pelo Sesi-SP no esporte e na educação.

Montanaro: “Todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Montanaro: “Todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“O contato com o esporte logo na infância, que é a proposta do PAF, ajuda muito em vários aspectos. Nem todos vão seguir carreira no esporte, se tornar atletas olímpicos, mas todos vão se envolver com valores que vão levar para o resto da vida”, completa o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei.

Para os professores que participaram da capacitação, a experiência está sendo muito positiva. “Essa capacitação trouxe um novo conceito de trabalho de educação física. Espero que a gente consiga levar tudo isso para as crianças e ajudar a formar cidadãos mais completos”, diz Cleber Luis Teixeira de Miranda, professor de Ipeuna.

Para Luiz Paulo Franco, de Araras, é grande a expectativa de iniciar o projeto e fazer um grande trabalho. “Por meio do esporte, conseguimos criar cidadãos mais capacitados para enfrentar o dia a dia. Esse é o trabalho do educador”, declara. “Hoje em dia, a concorrência é muito grande com a internet, videogame e telefone. O esporte tem que ter um atrativo, como as aulas diferenciadas e a qualidade de ensino que teremos no PAF.”

Pedagogia do exemplo

A pedagogia do exemplo é outro diferencial do Sesi-SP, como destacou a professora de Rio Claro, Priscila Matheus Encinas. “Ter atletas de alto rendimento no Sesi-SP ajuda porque o esporte aparece mais em época de Copa ou Olimpíada. Ver várias modalidades sendo trabalhadas sempre faz com que as crianças tenham os atletas como espelho e vejam que podem chegar lá também”, diz ela, que foi atleta de judô.

“Na minha época, não tinha nenhum tipo de apoio. O PAF dá a estrutura, como materiais e locais de prática adequados, aproxima a família, traz as condições de competição, essencial para quem quer ser atleta”, afirma. “O esporte também ajuda na formação de qualquer pessoa, colabora para que tenhamos cidadãos críticos e participantes.”

Alunos

Na cidade de Ipeuna, os alunos participaram da cerimônia de entrega dos uniformes. Todos animados com o começo das atividades na modalidade futebol de campo. Entre eles, apenas uma menina, Vanessa Rodrigues do Reis, de 12 anos. “Sou zagueira e quero ser jogadora de futebol profissional”, conta ela, que é fã dos goleiros Cassio e Julio Cesar e do atacante Neymar.

Crianças durante a entrega dos uniformes do PAF em Ipeuna. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Crianças durante a entrega dos uniformes do PAF em Ipeuna. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Os amigos Luis Otávio Palavan, de 12 anos, e Espedito Bezerra da Silva, de 13 anos, também sonham em chegar a um time profissional e aproveitam as horas vagas no campo. “As aulas de futebol são às terças e quintas, antes da escola. Mas às segundas, quartas e sextas a gente também aproveita para jogar futebol em um campo perto de casa”, diz Luis.

Ambos destacam os benefícios que o esporte traz. “O futebol dá mais habilidade e também ajuda a ter mais amigos”, declara Luis. “Jogar bola traz alegria para a gente”, diz Espedito.

Alunos do Sesi-SP apoiam paratletas da Bocha em competição

Agência Indusnet Fiesp

De 5 a 8 de agosto, atletas da Bocha Paralímpica do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) participaram do Campeonato Regional Sudeste da modalidade, na cidade de Águas de Lindóia, interior de São Paulo. A equipe conquistou o tetracampeonato na competição.

Conquistaram medalhas de ouro os atletas Guilherme (classe BC1) e Anderson (classe BC3). Jonathan (classe BC1) e Jorge (classe BC4) ganharam medalhas de prata e Evelyn (classe BCe3) trouxe um bronze. Também pontuaram e colaboraram para a conquista os atletas Jorge Junior (4º lugar na BC1), Vladimir (5º lugar na BC2), Edyvaldo (7º lugar na BC3, Jarbas (5º lugar na BC4), Alcides (6º lugar na BC4) e Josiane (7º lugar na BC4).

O próximo desafio é o Campeonato Brasileiro de Bocha Paralímpica, que acontece em outubro, em Foz do Iguaçu. Dos 20 atletas convocados para a seleção da região Sudeste, 10 são do Sesi-SP.

Pedagogia do exemplo

Além de dar exemplo pelo talento dos seus atletas, o Sesi-SP também mostrou como o esporte contribui para o projeto educacional da instituição. Os alunos do Sesi-SP, Thabata Santana das Neves (ensino médio em Ferraz de Vasconcelos) e Talles de Almeida da Silva (técnico em lazer na unidade Jardim Monte Cristo), ambos de 17 anos, trabalharam de forma voluntária como staff da equipe Paralímpica de Bocha durante o campeonato.

Como parte do projeto Pedagogia do Exemplo, eles exercitaram o protagonismo juvenil, atuando como ajudantes dos paratletas cadeirantes, servindo as refeições ou auxiliando durante os jogos. Os jovens puderam conviver com os atletas, conhecer as histórias de vida de cada um e conhecer a dinâmica e as possibilidades que eles encontram no esporte paraolímpico.


Em Santo André, embaixadores tomam posse e garantem incentivar o esporte na escola

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Na escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) de Santo André, na Grande São Paulo, 23 alunos tomaram posse, na manhã desta terça-feira (03/06), como embaixadores do esporte. Agora, eles têm como missão incentivar a prática esportiva entre os colegas e disseminar os valores da atividade esportiva. Ao todo, serão 417 embaixadores em 22 unidades do Sesi-SP.

A iniciativa faz parte do Projeto Pedagogia do Exemplo, conceito que serve de base para o desenvolvimento do esporte no Sesi-SP. “Não adianta só falar, no conceito ‘faça o que eu digo e não o que eu faço’. Precisa mostrar e dar o exemplo”, acredita Kathia Regina Asolini, orientadora de estudos da unidade de Santo André e tutora dos embaixadores do esporte.

Para ela, os educadores e os atletas de alto rendimento do Sesi-SP podem contribuir muito para a formação das crianças e jovens. “O esporte desperta nos alunos valores como disciplina, trabalho em equipe, auto-respeito e respeito entre si”, defende.

Os embaixadores do esporte em Santo André: disciplina, trabalho em equipe e respeito. Foto: Caio Lopes/Fiesp

Os embaixadores do esporte em Santo André: disciplina, trabalho em equipe e respeito. Foto: Caio Lopes/Fiesp


Cada escola conta também com um atleta-símbolo. No caso de Santo André, esse papel é de Verônica Hipólito, do Atletismo Paralímpico. Disputando o Meeting Paris, a atleta mandou um recado aos embaixadores.

“Sei que teremos um trabalho árduo. Mas todos juntos, líderes de sala, de ano e a embaixadora da escola, vamos dar nosso melhor para disseminar os valores do esporte e incentivar a prática”, declarou Verônica. “No que precisarem, vou estar disponível para ajudar e aconselhar. Vai, Brasil e vai, Sesi!”

Participaram da solenidade outros atletas de rendimento do Sesi-SP, das equipes de vôlei e de atletismo de Santo André. Entre eles, Marco Aurélio da Silva, do arremesso de peso paralímpico, que é atleta-símbolo da unidade de Guarulhos.

“É fantástica essa iniciativa de criar os embaixadores e os atletas-símbolo”, disse Marcão. “Muitas crianças conhecem apenas futebol e vôlei e acabam com a falsa sensação que não são aptas para o esporte. Quando mostrarmos outras modalidades, mais adequadas ao tipo físico deles e que eles gostem mais, vão gostar”.

Em Guarulhos, Marcão pretende ajudar a desenvolver o atletismo, que já começou a ser praticado na unidade. “Se não formarmos grandes atletas, formaremos grandes cidadãos.”

Embaixadores

Entre os embaixadores, foram selecionados representantes de sala, representantes de ano e um representante da escola. Todos foram escolhidos pelos alunos em uma eleição. Eleita embaixadora da unidade de Santo André, Bianca de Farias Sigi Miyazatu, de 13 anos, quer que os colegas troquem algumas horas de computador pela quadra de esportes.

“É importante que as pessoas conheçam outros esportes”, diz a menina, que pratica handebol e rúgby. “Também quero passar para os alunos que o esporte não é importante só por causa do físico, mas também é saúde. Hoje, as pessoas da minha idade são muito sedentárias, por causa do computador e do celular.”

Representante do 7º ano, Gabriela Garcia Ribeiro, de 12 anos, quer mostrar a diversidade das modalidades esportivas. “Um dos principais objetivos é divulgar o esporte, mas não só os mais conhecidos, como futebol e vôlei, mas o atletismo, o polo aquático, a natação, que estão disponíveis para praticar no Sesi-SP, mas as pessoas acabam não experimentando”, afirma a aluna, que gosta de correr e jogar vôlei, mas já praticou ginástica.

Embaixador eleito pela 8º ano B, Brian Andrade Nunes, de 13 anos, diz que há espaço para todos no esporte. “Quero mostrar para as pessoas que não gostam de esporte ou se acham ruins em alguma modalidade podem melhorar. Se você focar e se esforçar, consegue se sair bem”, disse o adolescente, que não se achava bom quando começou a praticar vôlei, mas hoje, depois de muito treino, tem nesse o seu esporte preferido.


Atletas olímpicos e técnicos do vôlei participam de evento sobre a Pedagogia do Exemplo

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Dedicação, garra, perseverança, espírito de equipe, responsabilidade, disciplina. São todos valores relacionados com o esporte e, com base neles, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) criou a Pedagogia do Exemplo. Por meio dela, atletas de alto rendimento vestem a camisa do Sesi-SP e se transformam em modelo para as crianças e jovens.

No evento de lançamento, duas palestras reforçaram a importância da Pedagogia do Exemplo. No bate-papo olímpico, mediado pelo gestor do vôlei do Sesi-SP e medalhista olímpico em 1984, José Montanaro Junior, quatro atletas do Sesi-SP que já participaram de Jogos Olímpicos falaram sobre suas experiências no esporte e na vida.

O primeiro conselho veio do próprio Montanaro, que defendeu a seleção brasileira em 304 jogos. “Quando a gente ama aquilo que faz, a gente não desiste, a gente corre atrás. A sorte é muito subjetiva. Mas quando você se dedica, você consegue se capacitar e buscar uma oportunidade e vai encontrar”, declarou. “Não desista nunca. Vá atrás dos seus sonhos.”

Ex-aluno do Sesi-SP de Descalvado, sua cidade natal, o triatleta Reinaldo Colucci, contou que seu primeiro esporte foi a natação. Mesmo não tendo bons resultados, ele continuou praticando, até ser convidado para participar de uma prova que juntava natação e corrida. Na prova de natação, ele não se saiu muito bem, mas quando passou para a corrida, superou todos os competidores e acabou em primeiro.

Depois dessa prova, ele não parou mais. Com 18 anos venceu a primeira prova na categoria elite e aos 22 participou da primeira Olimpíada. “Representar uma nação em um evento tão grandioso foi a realização de um sonho. Quando você veste o uniforme e vê, no meio de um monte de bandeiras, um torcedor brasileiro com a bandeira do Brasil, é um orgulho muito grande”, disse.

“Melhor ainda é poder estar hoje transmitindo as experiências positivas que o esporte trouxe para minha vida aos jovens.”

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Os olímpicos (da esquerda para direita): Colucci, Marcão, Montanaro, Murilo e Tony Azevedo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Do Atletismo Paralímpico, Marco Aurélio, conhecido como Marcão, falou sobre a mudança de trajetória que ele teve que fazer depois de perder uma perna em um acidente de moto.

“Sempre soube que o esporte ia me abrir oportunidades. Por meio dele, me formei em dois cursos universitários, fui a diversos países. Daqui a um mês, vou pra Tunísia e poderei dizer que já competi em todos os continentes do mundo”, contou ele, que disputou a Paralímpiada de Pequim, em 2008. “Meu objetivo era aproveitar tudo que o esporte podia me oferecer, principalmente a educação, por meio das bolsas de estudos.”

Nascido no Brasil, Tony Azevedo foi muito cedo para os Estados Unidos. E foi lá que ele começou a praticar polo aquático. “Lembro dos Jogos Olímpicos de 1996, vi a final do polo aquático entre Croácia e Espanha e, quando a Espanha venceu, eu disse para o meu pai que eu queria jogar uma Olimpíada. Ele me ajudou muito e disse que eu tinha que começar com objetivos pequenos e ir conquistando até chegar ao maior.”

E Tony chegou. Em 2000, foi o atleta mais jovem de polo aquático a chegar em uma Olimpíada. Ele participou de mais três Jogos Olímpicos. “Espero jogar minha quinta olimpíada no Rio de Janeiro”, afirmou.

Irmão mais novo de Gustavo, outro grande jogador de vôlei, Murilo contou que, desde cedo, eles sempre foram incentivados no esporte pelos pais e pelos tios. “Tudo que eu conquistei foi uma consequência do que eu comecei quando eu era criança. Quando eu assisti a geração de 92 ganhando uma medalha olímpica e tive o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira de vôlei”, lembrou Murilo, que já disputou duas olimpíadas e ainda busca a medalha de ouro.

“Daqui a 10 anos talvez vocês sejam os profissionais que estejam sentados aqui, falando sobre a carreira de vocês”, disse Murilo para as crianças. “Querendo ser um profissional do esporte ou não, a atividade física é fundamental para que a gente seja uma pessoa saudável e um cidadão de valor.”


Técnicos

A segunda palestra do dia juntou no palco dois técnicos campeões: Talmo de Oliveira, da equipe feminina, e Marcos Pacheco, da equipe masculina, ambos do Sesi-SP. Com o tema “Em busca do sonho”, eles lembraram o caminho que os levou à posição que ocupam hoje.

“Meu sonho era participar de uma seleção, como jogador de vôlei. Mas não deu, tive minhas limitações, minha realidade”, contou Pacheco. “Hoje eu sei que os sonhos podem ser alcançados de maneira diferente. Mesmo não sendo um grande atleta, tenho a oportunidade de estar aqui hoje, como técnico, convivendo com jogadores de alta qualidade.”

O técnico da equipe masculina do Sesi-SP também comentou a felicidade por trabalhar pela entidade. “Quantos clubes tem essa gama de modalidades, de atletas, de possibilidades? Quantos sonhos e quantos exemplos as crianças e jovens do Sesi-SP têm estando em um lugar como esse?”

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Pacheco (à esq.) e Talmo: em busca dos sonhos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Já Talmo fez parte da equipe olímpica que conquistou a medalha de ouro em 1992, mas também compartilhou as dificuldades que atravessou nessa trajetória. “Só nós sabemos o quão difícil é ser a gente mesmo.”

Depois de muitas tentativas de tentar ser jogador profissional, Talmo, aos 19 anos, pensou em desistir e chegou a se inscrever para trabalhar na mesma empresa em que o pai dele trabalhava. “Foi quando meu pai me chamou e perguntou: ‘filho, qual é o seu sonho?’. Eu olhei pra ele e falei que meu sonho era ser jogador de vôlei”, lembrou.

“Ele me disse, então, para lembrar sempre de duas coisas: fazer sempre o meu melhor e nunca passar por cima de ninguém. ‘Se você fizer essas duas coisas eu tenho certeza que você vai conquistar seus sonhos’. Foi ali que eu comecei minha caminhada”, contou Talmo, emocionado, que aproveitou para deixar um recado aos pais.

“Muitas vezes queremos que nossos filhos sejam perfeitos. Mas nem sempre plantamos essa sementinha, para que eles sejam o que desejamos”, aconselhou. “Faça sempre o melhor para o seu filho, queira sempre o melhor para ele.”

Sesi-SP lança projeto Pedagogia do Exemplo e apresenta Embaixadores do Esporte

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Mais do que incentivar a prática de atividades físicas nas crianças, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) busca, por meio da pedagogia do exemplo, levar aos alunos todos os valores que envolvem o esporte. O lançamento oficial do projeto aconteceu nesta segunda-feira (19/05), no Teatro do Sesi-SP, com a presença dos atletas e técnicos das equipes de alto rendimento, além de pais e alunos da instituição.

Também foram nomeados os atletas-símbolo de 22 unidades do Sesi-SP e a equipe de embaixadores do esporte, eleitos em cada escola. Esses alunos terão como objetivo incentivar a prática esportiva entre os colegas e disseminar os valores do esporte, como a dedicação, o trabalho em equipe e o saber ganhar e perder.

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Atletas-símbolo e alunos do Sesi-SP serão responsáveis pelo incentivo à prática de esportes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, abriu o evento, falando sobre a influência da prática esportiva na educação. “A gente entende que a educação não pode ficar restrita à escola. Há uma educação muito importante que acontece fora do muro da escola, com a família, a religião e também com o esporte. As pessoas precisam de bons exemplos e o exemplo do atleta vencedor é insubstituível. É uma inspiração para nós.”

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"As pessoas precisam de bons exemplos e o exemplo do atleta vencedor é insubstituível", afirmou o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Um vídeo do projeto mostrou as ações de incentivo ao esporte realizadas pelo Sesi-SP, como o Atleta do Futuro, e trouxe o depoimentos de diversos esportistas. “Um atleta não é feito de sorte. É feito de trabalho duro”, afirmou Verônica Hipolito, atleta paralímpica do Sesi-SP. “Se eu não me dedicar, não vou conseguir bons resultados. E eu quero ser boa naquilo que eu amo.”

Eduardo Carrero, gerente executivo de esportes do Sesi-SP, deu mais detalhes sobre o Projeto Pedagogia do Exemplo e contou como foi a eleição dos embaixadores do esporte. “Os embaixadores poderão aproveitar quatro dimensões do Sesi-SP: a infraestrutura, a dimensão esportiva, a educacional e a das pessoas”, disse o gerente.

Carrero destacou que o esporte do Sesi-SP, no ano passado, alcançou 1.300 conquistas, 325 convocações para seleções e movimentação de mais de 18 mil crianças, segundo ele, “o que dá sustentação ao projeto da Pedagogia do Exemplo”. Ele também apresentou as boas práticas do projeto Try Rugby e homenageou as atletas que participaram do programa Londres 2014, um intercâmbio com atletas de equipes de ligas inglesas.

Ainda durante o lançamento do projeto, o técnico Talmo de Oliveira e a jogadora Suelle, da equipe de vôlei do Sesi-SP, foram homenageados pelas conquistas recentes. Também foi realizada uma apresentação da equipe de rendimento de ginástica artística e palestras com atletas olímpicos e com os técnicos das equipes masculina e feminina de vôlei.

Atletas-símbolo por escola:

. A. E. Carvalho (São Paulo) – Thiago Pereira (natação)
. Catumbi – Pri Daroit (vôlei)
. Cotia – Rafael de Jesus (luta olímpica)
. Cruzeiro – Gustavo Grummy (polo aquático)
. Cubatão – Daniel Plácido (judô)
. Diadema – Bruno Mendonça (judô)
. Guarulhos – Marco Aurélio (atletismo paraolímpico)
. Jacareí – Daynara de Paula (natação)
. Jundiaí – Rudá (polo aquático)
. Mauá – Lucão (vôlei)
. Mogi das Cruzes – Ricardo Pedrosa (goalball)
. Osasco – Aline Ferreira (luta olímpica)
. Santana de Parnaíba – Suelle (vôlei)
. Santo André – Veronica Hipólito (atletismo paraolímpico)
. Santos – Ana Marcela Cunha (natação)
. São Bernardo do Campo – Etiene Medeiros (natação)
. São Caetano do Sul – Tony Azevedo (polo aquático)
. São José dos Campos – Reinaldo Colucci (triatlo)
. Suzano – Daniel Yoshizawa (vôlei sentado)
. Taubaté – Lucarelli (vôlei)
. Vila Leopoldina (São Paulo) – Serginho e Fabiana (vôlei)
. Vila das Mercês (São Paulo) – Murilo (vôlei)

Retrospectiva 2013 – Estímulo à prática de atividade física e pedagogia do exemplo são destaques na área de esportes

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

No Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), a atuação na área de esportes contempla três vertentes:  participação ativa, onde todos os alunos e funcionários da indústria paulista são incentivados a praticar atividade física; formação e treinamento esportivo popularizando as modalidades, aumentando o número de praticantes e revelando novos talentos, e o rendimento esportivo com o viés do desempenho e, principalmente, a excelência por meio da pedagogia do exemplo.

Em 2013, as ações na área foram focadas nesses objetivos.

Três novas modalidades esportivas foram lançadas: badminton, na região de Presidente Prudente; hóquei na grama, nas unidades de Mogi das Cruzes e Suzano – ambas esportes olímpicos –, além do karatê, em Santos.

Badminton em Presidente Prudente: novas modalidades esportivas na rede. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Badminton em Presidente Prudente: novas modalidades esportivas na rede. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Também foi implantada a modalidade capoeira, com a contratação de 28 instrutores que farão o atendimento em 28 escolas da Rede Sesi-SP distribuídas pelo estado, atingindo 3.360 alunos.

Ainda em 2013, outros dois esportes paralímpicos também começaram a ser praticados no Sesi-SP: o Goalball, em Mogi das Cruzes, e o Futebol PC, em Suzano.

Try Rugby, Academia e Dança

Outro esporte que teve destaque nas ações do Sesi-SP em 2013 foi o rugby, que foi ampliado para mais sete unidades do estado, chegando a 19, além da realização de oficinas da modalidade. Hoje, são mais de 9 mil alunos em atividades permanentes do esporte de mais de 60 mil em eventos especiais.

O trabalho realizado pelo Sesi-SP nesse esporte rendeu a premiação da Liga Inglesa de Rugby, que indicou o Sesi-SP como melhor projeto comunitário da modalidade.

Outra atividade que cresceu muito em 2013 foi a dança, com mais de 5 mil alunos, tendo também como destaque o Encontro Estadual de dança: 630 alunos participaram das duas etapas do Encontro Estadual de Dança em novembro nas unidades de São Bernardo e São José do Rio Preto.

As academias do Sesi-SP receberam 40.564 alunos em 2013, o maior número dos últimos anos.

Princípio Acidente Zero

O Princípio Acidade Zero (PAZ) atrela os cuidados com os milhares de crianças, jovens e adultos que transitam todos os dias nos Centros de Atividades do Sesi-SP, atuando com educação para prevenção de acidentes. Entre as diversas ações, destacou-se em 2013 o Bombeiro Mirim.

Depois da tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foi iniciado um treinamento com grupos de 20 alunos em cada escola da rede, formando brigadas de incêndio e mostrando a importância da segurança nas escolas e dentro das casas.

Contratações

Com foco na pedagogia do exemplo, o Sesi-SP buscou atletas exemplares em suas modalidades para integrar as equipes adultas. Para o time de polo aquático, foi repatriado o brasileiro Tony Azevedo, que chegou a integrar a equipe olímpica americana.

Tony Azevedo durante partida contra a equipe do Fluminense. Foto:Beto Moussalli

Tony Azevedo: exemplo para os jovens e referência no polo aquático. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Os times de vôlei masculino  e feminino  também foram reformulados e ambos hoje mantém jogadores experientes, com nível de seleção brasileira, com atletas formados na base do Sesi-SP. A meta é que as equipes do Sesi-SP sigam competitivas, disputando os primeiros lugares, mas sempre trazendo atletas da base.

No vôlei, atualmente, o Sesi-SP é a única equipe que têm times em todas as categorias do vôlei, masculino e feminino, disputando os campeonatos oficiais.

O reforço das equipes reflete, de forma direta, na participação de crianças e jovens do Sesi-SP nos esportes. No Programa Atleta do Futuro, considerando os esportes de rendimento desenvolvidos desde 2009, o número de crianças participantes aumentou de 5466 quando foi criado, para 23.382 em 2013. O mesmo crescimento foi visto no Treinamento Esportivo, que passou de 617 atletas em 2009 para 1344 em 2013.

Conquistas importantes

Cumprindo a missão de colaborar com o esporte nacional, não faltaram conquistas e participações de atletas do Sesi-SP em seleções brasileiras.

Uma das vitórias mais importantes foi de Verônica Hipólito, do Atletismo Paralímpico. Aos 17 anos de idade, ela foi para o primeiro Mundial, em Lyon, na França, e trouxe duas medalhas: ouro nos 200m, tornando-se recordista da prova e prata nos 100m.

A atleta teve outras conquistas importantes durante o ano, o que rendeu a ela o prêmio de Atleta Revelação dado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CBP).

No vôlei, o Sesi-SP foi a instituição que mais cedeu atletas para a seleção brasileira. Craques como Lucão, Lucarelli, Renan, Evandro e Sidão no masculino, e Fabiana, Suellen e Pri Daroit no feminino contribuíram para conquistas da seleção e também do Sesi-SP. Além disso, o Sesi-SP contribuiu com a seleção de novos destaques no vôlei masculino, composta com jogadores de até 24 anos, com as convocação de Ari, Lucarelli, Battagin, Aracaju e Thiaguinho.

As meninas foram bicampeãs da Copa São Paulo e vices no Paulista, enquanto os homens venceram o Campeonato Paulista, conquistando o tetracampeonato para o Sesi-SP.

O pólo aquático do Sesi-SP ganhou dois títulos inéditos: campeão paulista  e vice-campeão da Liga Nacional. O esporte terminou o ano em primeiro lugar no ranking masculino da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

Na natação, três atletas tiveram resultados excelentes em competições internacionais. Thiago Pereira ganhou duas medalhas de bronze no Mundial de Barcelona, o melhor resultado na sua carreira. Na mesma competição, Etiene Medeiros obteve uma marca história para a natação brasileira, com o 4º lugar nos 50m costas.

Ainda no Mundial, Ana Marcela Cunha fez bonito na maratona aquática e ganhou medalha de bronze nos 5km e prata nos 10km. Além disso, a nadadora integrou a equipe bicampeã brasileira de maratona aquática.

O esporte paralímpico do Sesi-SP também obteve títulos expressivos em 2013. A equipe feminina de voleibol sentado sagrou-se pentacampeã paulista e brasileira. Na bocha, o Sesi-SP foi tetracampeão paulista, tricampeão brasileiro e tricampeão no regional sudeste.

A equipe de golbol conquistou o campeonato brasileiro da modalidade. Os resultados colocam o Sesi-SP como uma das instituições que mais contribuiu com o esporte paralímpico nacional.

Educação pelo esporte

O programa de formação esportiva gratuito de inclusão social Atleta do Futuro chegou a 173 municípios, 73.959 alunos (já inclusos 20 mil alunos da rede escolar SESI-SP) e 147 empresas madrinhas. A prática esportiva também foi estimulada para todos os alunos da rede escolar do Sesi-SP por meio dos Jogos Estudantis do Sesi-SP, realizados ao longo de 2013, atendendo 97 mil alunos de 6 a 17 anos.

Na área educativa, o Sesi-SP realizou outras ações importantes como a implantação de quatro aulas de educação física em toda a rede Sesi-SP para alunos do 1º ao 5º ano, algo inédito nas redes de ensino brasileiras, atendendo 38.368 alunos

Para a difusão de conhecimento, o Departamento de Esportes produziu publicações, como o Caderno de treinamento esportivo, feito com depoimentos de todos os técnicos e preparadores das equipes de competição, a Proposta Curricular da Educação Física, a Metodologia Sesi-SP de Dança, os Cadernos Didáticos do PAF e o lançamento mais recente, Caderno do Paradesporto.

Ainda como forma de divulgar o esporte, foram produzidas em 2013 as exposições “Olhar a toda a prova” e “Jogos Olímpicos”, que ficaram expostas no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, de maio a junho. Depois, tornaram-se exposições itinerantes, passando por várias unidades do Sesi-SP.

Em junho, o Departamento de Esportes inaugurou, no Centro de Atividades de Votorantim, o Circuito Educativo Dinossauros do Brasil. Em pouco tempo, o projeto tornou-se um sucesso de público, recebendo mais de 5 mil visitantes.

Paulo Skaf na inauguração do Circuito Educativo Dinossauros do Brasil, em Votorantim. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Paulo Skaf na abertura do Circuito Educativo Dinossauros do Brasil, em Votorantim. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Centro de Referência em Ciência do Esporte

Em 2013, foi criado o Centro de Referência em Ciências do Esporte, localizado no Sesi Vila Leopoldina, na capital paulista. Ele conta com uma experiente equipe multidisciplinar com médicos, fisioterapeutas,  nutricionistas, psicólogas, terapeutas ocupacionais além de profissionais de educação física que atuam como técnicos e preparadores físicos.

O Centro atua em três pilares principais: atendimento aos atletas, estudo e pesquisa, parceria e inovação, onde a Unifesp/Departamento de Biofísica, se tornou a primeira parceira em um convênio de cooperação técnica.


Edição 2013 do Esporte e Cidadania reuniu mais de 6.000 pessoas em unidade do Sesi-SP em Mogi das Cruzes

Agência Indusnet Fiesp

Em parceria com a Rede Globo, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) promoveu no sábado (26/10), em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, a edição 2013 do Esporte Cidadania. O evento reuniu mais de 6.000 pessoas e realizou cerca de 13.000 atendimentos.

Com a presença de 85 atletas profissionais do Sesi-SP, a iniciativa proporcionou um conjunto de atividades físicas e de atendimentos esportivos, visando elevar a qualidade de vida dos trabalhadores e de seus dependentes.

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Sesi-SP Esporte e Cidadania. Murilo Endres joga com alunos


O evento, promovido anualmente, tem a finalidade de promover o esporte, a cidadania e o desenvolvimento humano. Tudo por meio da adoção de estilos de vida mais ativos e saudáveis.

A edição deste ano – a nona desde que a iniciativa foi criada – teve como tema “Esporte: mais que competição, qualidade de vida”.

Com esse objetivo, atletas de diversos times de alto rendimento do Sesi-SP realizaram oficinas esportivas e interagiram com todos os participantes do evento. Entre eles, dois medalhistas olímpicos: os jogadores Murilo (vôlei) e Tony Azevedo (polo aquático).

Da bocha ao atletismo, todas as atividades estavam ligadas a um dos principais pilares da rede Sesi-SP de ensino, a Pedagogia do Exemplo – além das dicas técnicas, os atletas profissionais procuram trocar experiências e divulgar as possibilidades que o esporte, por meio de seus verdadeiros valores, oferece como ferramenta para inclusão social.