Senhor das Moscas: um risco que vale a pena correr no Teatro do Sesi-SP

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ainda ofegante minutos depois do primeiro ensaio aberto, Bruno Fagundes deu uma das melhores definições que um ator poderia dar para o seu mais novo trabalho: “uma peça de risco”. Do ponto de vista da plateia ou de quem está no palco, é exatamente isso que Senhor das Moscas provoca: tensão, reflexão sobre as reações humanas em situações-limite. Um impacto que hão de sentir, a partir desta quinta-feira (04/05), todos aqueles que forem ao Teatro do Sesi-SP assistir ao espetáculo escrito por William Golding e dirigido por Zé Henrique de Paula. No elenco, 13 atores com idades entre 22 e 35 anos que interpretam crianças que ficam presas numa ilha deserta após a queda de um avião.

Com sessões às 15h de quinta a sábado e às 14h30 aos domingos, a temporada segue até 3 de dezembro, sempre com apresentações gratuitas.

“É um trabalho muito completo”, disse Fagundes. “O meu personagem passa por uma vida, vê tudo acontecer na frente dele”, explicou. “É a peça mais desafiadora que eu já fiz, uma peça de risco”.

Também no elenco, Ghilherme Lobo destacou a intensidade da encenação. “Foi feito um preparo físico muito forte, trabalhamos a voz e o corpo ao mesmo tempo, tudo junto com a interpretação”.

Interpretar uma criança foi outro desafio. “Tivemos que resgatar uma inocência que não carregamos mais com a gente”.

Diretora musical da peça e preparadora vocal da trupe, Fernanda Maia confirmou o esforço. “A maioria do elenco nunca tinha cantado em cena”, disse. “Eles se prepararam desde o final do ano passado. Em fevereiro desse ano, começamos a fazer ensaios diários, de até seis horas por dia”, contou. “Como era exaustivo, não conseguíamos ir além disso. A peça demanda uma resistência física muito grande”.

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Senhor das Moscas: preparação física e vocal além da interpretação em si. Foto: Giovana Cirne


Mexido pelo trabalho como os seus companheiros, Felipe Hintze contou que saía dos ensaios “dilacerado” muitas vezes. Mas que, acima de tudo, para ele, fazer parte do projeto e trabalhar com a estrutura oferecida pelo Sesi-SP é uma oportunidade única. “Nunca trabalhei no Sesi-SP, mas sempre frequentei muito o teatro. Vi O Homem de La Mancha e Tróilo e Créssida aqui”, disse. “Pensava que queria estar nesse palco, para mim é a realização de um sonho”.

Senhor das Moscas é um clássico da literatura inglesa escrito em 1954 e que rendeu a William Golding um Nobel de literatura.

Muito atual, a obra influenciou trabalhos contemporâneos de muita repercussão, como a série norte-americana para a TV Lost.

Na trama, o conflito se dá quando um grupo de crianças inglesas se vê sozinho numa ilha deserta após um acidente aéreo. A partir daí, começa uma disputa pela liderança da turma, entre muitas outras situações tensas. Como definiu Bruno Fagundes, “um risco” para quem está no palco ou na plateia. Mas daqueles que vale a pena correr.

Serviço:

Senhor das Moscas

Temporada: 4 de maio a 3 de dezembro de 2017

Horários: quinta a sábado, às 15h, e domingos, às 14h30

Local: Teatro do Sesi-SP (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Duração: 90 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Grátis. Reservas antecipadas online pelo sistema MEU SESI (www.sesisp.org.br/meu-sesi). Para as sessões que acontecem entre os dias 1° e 15, as reservas são liberadas a partir do dia 25 do mês anterior. Para as sessões realizadas entre os dias 16 e 31, as reservas têm início no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8h. Os ingressos remanescentes são distribuídos nos dias do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria (quinta a sábado, das 13h às 20h30, e no domingo, das 11h às 19h30).

Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br.

Refluxo: tensão dentro de prédio é tema de peça no Mezanino do Centro Cultural Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

Tem espetáculo novo no Mezanino do Centro Cultural Fiesp.  Texto inédito de Angela Ribeiro desenvolvido durante a 7ª turma do Núcleo de Dramaturgia do Sesi– British Council (vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação), Refluxo exibe um olhar incomodado sobre a sociedade contemporânea. A peça tem direção de Eric Lenate e fica em cartaz no Centro Cultural Fiesp de 12 de abril a 2 de julho, de quarta a sábado, às 20h30 e domingo, às 19h30. A entrada é gratuita.

O Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council promoveu leituras dos textos da 7ª turma dirigidas por diretores convidados e na ocasião Eric Lenate assistiu a leitura de Refluxo. No dia seguinte Lenate escreveu para a autora dizendo que tinha interesse em transformar o texto em espetáculo. “Enquanto assistia a leitura, apareciam na minha cabeça as imagens de uma possível encenação, com o texto me solicitando um tipo de realismo muito particular. Uma espécie de ‘realismo cubista’”, conta o diretor.

Meses depois, o texto de Angela foi escolhido pelo Sesi-SP para ganhar uma temporada no Mezanino do Centro Cultural Fiesp. A coordenadora do Núcleo de Dramaturgia, Marici Salomão, entrou em contato com Lenate convidando-o para conversar sobre uma possível parceria e, para surpresa do diretor, era a direção de Refluxo.

A encenação

Eric Lenate é um diretor-cenógrafo, que utiliza a arquitetura cênica como grande aliada de suas encenações e assina essa parte da criação também. Em Refluxo não será diferente. O diretor optou por transformar o Mezanino do Centro Cultural Fiesp, espaço gerenciado pelo SESI-SP, em uma espécie de instalação que convida a plateia a imergir nas dependências do edifício residencial onde se desenvolve a história. Depois de percorrer a entrada do prédio, o corredor e entrar no elevador, o público encontra sua arquibancada e é convidado a se sentar, em uma tentativa de induzir a sensação de entrar e permanecer dentro do elevador durante todo o espetáculo, participando do ponto de vista de Dário, o Ascensorista, personagem protagonista da peça. Cada vez que a porta do elevador se fecha, a cena se concentrará no espaço que delineia o elevador. E cada vez que a porta do elevador se abre, o público terá acesso visual ao saguão do prédio e aos outros andares que compõem a instalação cenográfica. A manipulação do cenário será realizada pelo próprios atores e atrizes.

“As personas da peça podem ser consideradas como que “destituídas de superego. É um texto forte, violento, cheio de quinas, curvas fechadas, o que nos encaminhou para um trabalho de composição de personagens com feições cubistas, para conseguirmos dar conta de todas as características que existem em cada personagem e que coexistem, às vezes, em uma única fala. Tudo no espetáculo tem contornos dilatados. Não existem meios tons. As personas receberam um desenho hiperbólico. A fala é partiturizada. Elementos cuidadosamente combinados para fornecer ao público o que chamo de ‘efeito estilingue’: estranhamento de imediato, seguido de uma violenta imersão e envolvência com o espetáculo. Apesar dessa saturação, penso que o público pode conseguir enxergar o cotidiano ali no palco”, completa Lenate.

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Cena de Refluxo: o cotidiano no palco, com todos os seus dilemas. Foto: Divulgação


Sobre o Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council

Criado em 2007, o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação, é voltado para descoberta e formação de novos autores teatrais através do incentivo a discussão e reflexão sobre o cenário contemporâneo. Sob a coordenação da dramaturga e jornalista Marici Salomão e assistência do diretor César Baptista, o programa oferece exercício de técnicas, estudo de teorias, atendimento individual e coletivo, leituras comentadas de peças, atividades práticas de escrita e sistema narrativo.

Serviço:

Refluxo

Temporada: 12 de abril a 2 de julho de 2017

Horários: quarta a sábado, às 20h30; domingo, às 19h30

Local: Mezanino do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do metrô)

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 80 minutos

Gênero: Suspense cômico-dramático

Grátis. Reservas antecipadas de ingressos para as sessões realizadas entre os dias 1º e 15 de cada mês devem ser realizadas pelo portal Meu SESI (www.sesisp.org.br/meu-sesi) a partir do dia 25 do mês anterior. Para as sessões realizadas entre os dias 16 e 31, as reservas têm início no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8h. Os ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, de acordo com o horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30; domingos, das 11h às 20h).

Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br.


Peer Gynt estreia nesta quinta-feira (29/9) no Teatro do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp

Está tudo pronto para a estreia, nesta quinta-feira, no Teatro do Sesi-SP, do espetáculo Peer Gynt. A peça, escrita pelo norueguês Henrik Ibsen, tem direção de Gabriel Villela e traz nomes como Chico Carvalho, que interpreta o protagonista, e Mel Lisboa no elenco.

No palco, muita cor e muitas canções daquelas que todo mundo adora ouvir. Não faltam Beatles no repertório, por exemplo.

A peça teve ensaio aberto na tarde desta terça-feira (27/9), com muitos lugares ocupados no Teatro do Sesi-SP, que foi totalmente reformado e abre as portas ao público com a montagem.

>> Público comenta a peça

A temporada vai até o dia 18 de dezembro, com sessões de quarta a sexta, às 15h, para agendamentos de escolas e grupos,  e aos sábados e domingos, às 15h30, para o público em geral. O Teatro do Sesi-SP fica no prédio da Fiesp e do Sesi-SP, na Avenida Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô.  A classificação indicativa é de 14 anos.

O espetáculo é grátis, com reservas antecipadas pelo sistema Meu Sesi (http://www.sesisp.org.br/meu-sesi). Ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, de acordo com o horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30 e domingo, das 11h às 20h).

Bom espetáculo!

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Cena de Peer Gynt: muita cor nos figurinos e muita música em cena. Foto: Everton Amaro/Fiesp





Tiros em Osasco: Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso abre espaço para o teatro que encara os problemas

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A cena está aberta ao debate. Aos assuntos que simplesmente não dá para evitar. Com essa temática, estreia, em 18 de agosto, no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista, a peça Tiros em Osasco. O título é uma referência à chacina que deixou 19 mortos e cinco feridos nas cidades de Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, em agosto de 2015.

Escrito por Cássio Pires e dirigido por Yara de Novaes, o espetáculo tem no elenco doze atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP.

“O que está em jogo em Tiros em Osasco é o teatro que enfrenta problemas”, diz Pires. “Não estamos fazendo apenas entretenimento: queremos que o teatro seja essa cena aberta da discussão de um tempo no país”.

Para o dramaturgo, a peça fala de assuntos “que a gente não pode mais evitar”.

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Cena de Tiros em Osasco: assuntos que a sociedade não pode mais evitar. Foto: Leekyung Kim/Divulgação


Na trama, são apresentadas cenas curtas divididas em cinco apartamentos similares onde homens e mulheres de classe média vivem, pensam, opinam, entram em conflito. Um único personagem sai de sua moradia e vai até Osasco, costurando a trama.

A cenografia ajuda a compor esse clima de tensão. “O mais marcante do cenário é a repetição, a reprodução desses espaços pré-fabricados em que a gente vive hoje”, explica o cenógrafo de Tiros em Osasco, André Cortez. “O que só reforça essa sensação de opressão”.

A voz do artista

Nessa linha de debate e reflexão, a diretora do espetáculo, Yara de Novaes, destaca que a violência urbana é um assunto que diz respeito a todos. “Não podemos ver a periferia como algo distante”, afirma.

Impressionada com a dedicação dos atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP, Yara sugere que eles se organizem para “montar uma companhia”. “São todos muito disciplinados e talentosos”, diz.

Para ela, a voz do artista precisa ir além dos palcos, como é o caso daqueles que estão no elenco de Tiros em Osasco. “A voz do artista precisa reverberar além da cena”, afirma. “É preciso ter consciência do que é ser artista”.

Serviço

Tiros em Osasco

Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso

Espaço Mezanino

50 lugares – Entrada Gratuita

Temporada de 18 de agosto a 6 de novembro

De quartas a sábados, às 20h30. Domingos às 19h30.

Os ingressos são distribuídos nos dias do espetáculo, de

acordo com o horário de funcionamento da bilheteria.


Fiesp reúne indústria de alimentos, cosméticos e fármacos com produtores de nozes e castanhas

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Doces, bolos, pães, sorvetes, brigadeiros, granola e produtos saudáveis como farinhas sem glúten, pastas energéticas, barras de cerais e azeites. Mas também cremes para o corpo, cabelo, óleos hidratantes e para ingestão que auxiliam e promovem a saúde. São inúmeras as formas de utilização e consumo das nozes e castanhas produzidas no Brasil e, por isso, o Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro), por meio da sua divisão que representa o setor, realizou nesta quarta-feira (18/5) um café da manhã para promover a divulgação e aproximação entre produtores e sindicatos variados.

Na ocasião, representantes das castanhas de baru, do-pará, macadâmia e pecã apresentaram seus produtos, formas de utilização e consumo e, principalmente, as propriedades nutricionais que tanto fazem das oleaginosas uma opção de alimentação saudável.

Presente no encontro, Michelle Martins Bedolini, especialista em nutrição da Gerência de Promoção da Saúde do Sesi-SP, explicou que esse grupo de alimentos é capaz de fornecer energia, combater radicais livres (que promovem o envelhecimento) e também é fonte de proteínas, vitaminas e minerais. “Além disso, já há estudos que indicam que o consumo de nozes e castanhas pode combater o diabetes e até auxiliar a prevenção de Alzheimer”, comenta. “Esse grupo de alimentos é utilizado até em tratamentos para fumantes que querem abandonar o hábito, uma vez que a sensação de saciedade promovida pela ingestão ajuda a combater a ansiedade.”

Contudo, os benefícios dessas culturas não se limitam à saúde. Financeiramente, tornar-se um produtor de macadâmia, por exemplo, pode trazer rentabilidade para o agricultor.

O presidente da Divisão de Nozes e Castanhas do Deagro, José Eduardo Camargo, conta que os produtores de cana que não poderão mais cultivar a planta devido à declividade de seus terrenos podem substituí-la pelas árvores de macadâmia. Apesar da demora para a primeira colheita – que pode demorar de 5 a 7 anos – o produto tem uma demanda futura promissora.

“Tomamos como o exemplo nosso vizinho Chile. Em dez anos eles aumentaram sua produção em mais de 15 vezes”, exemplifica. “Hoje conseguimos exportar US$ 135 milhões em nozes. Se fizermos o mesmo, esse número passa para US$ 2 bilhões, e nosso produto passará a figurar na lista dos ’10 mais’ da pauta exportadora. É muito significante.”

Para criar uma pasta de baru, semelhante ao creme de amendoim popular nos Estados unidos, Peter Oliveira, representante do babaçu e do baru, conta que sua empresa fez uma pesquisa e descobriu que toda a produção brasileira anual não seria capaz de suprir um único dia de consumo dos norte-americanos. “Há muito potencial para crescer. E além de economicamente viável a produção envolve todo um trabalho social e ambiental. Praticidade e sustentabilidade são pontos fortes para o crescimento de desenvolvimento das nozes no Brasil.”

A produção de nozes e castanhas no Brasil é dividida, praticamente, desta maneira: castanha-do-pará no Norte, de caju no Nordeste, baru no Centro-Oeste, macadâmia no Sudeste e pecã no Sul.  Porém, de acordo com os especialistas, o produtor precisa de mais estímulos para poder atender a demanda, que não para de crescer.

Como o estímulo à exportação é necessário para o máximo aproveitamento do mercado, o evento contou ainda com a participação do gerente do escritório paulista da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Gustavo Bueno Norberto, que explicou quais os meios e exigências para inserir um produto no mercado internacional, além de apresentar as plataformas da agência que podem auxiliar as empresas nessas questões.

Conheça as nozes e castanhas apresentadas

Pecã

Originária do Sul dos Estados Unidos, a noz pecã possui baixo conteúdo de ácido graxos e alto nível de vitaminas e moléculas bioativas. É geralmente consumida in natura, barras de cereais, doces e pães. Cleiton Afonso Wallauer, representante da cultura, conta que a empresa já está fazendo testes para o encapsulamento do óleo da noz. “Dessa forma é possível que o consumidor tenha mais comodidade para levar para academia ou o escritório todos os benefícios do produto.”

Ele também conta que hoje, no Brasil, é possível plantar cerca de cem árvores por hectare, que podem render de 1.500 a 2.000 quilos do produto final.

Castanha-do-pará

É um fruto com alto teor calórico e proteico. Além disso, contém o elemento selênio, que combate os radicais livres e que muitos estudos recomendam para a prevenção do câncer. Como o próprio nome diz, é proveniente do Norte do Brasil e, apesar da comercialização ser predominantemente proveniente da cultura extrativista, já há fazendas que adotam o cultivo da árvore.

É o que diz a produtora Ana Luiza Vergueiro. “Reconstruímos totalmente a área de pasto da empresa para poder abrigar as castanheiras.” Além da benesse ambiental, ter uma área de produção fixa, ela diz, é importante para controlar o nível de selênio do fruto, uma vez que “seus índices são influenciados pelas características do solo”.

Macadâmia

Esta noz foi descoberta pelos aborígenes da Austrália e levada ao Havaí pelos exploradores europeus. Hoje, o país de origem continua sendo o maior produtor, junto com a África do Sul, que promoveu a produção da cultura ao longo das décadas. O Brasil é o sétimo maior produtor mundial, e quase toda sua produção é utilizada pelas indústrias de alimentos e cosméticos.

A representante do setor, Beatriz Camargo, explica que há “estilos” do produto que são utilizados de acordo com a função que irá ter no alimento. “Para se comer pura ou coberta de chocolate, por exemplo, usamos a noz inteira, maior e arredondada. As menores e em filetes são geralmente utilizadas em cookies e bolachas. Daí temos moída para pastas e cremes, para a indústrias de sorvetes, por exemplo, ou em óleo, para cosméticos.”

Dentre as propriedades funcionais da macadâmia estão o poder antioxidante e o aumento do “bom” colesterol (HDL).

Baru/babaçu

Menos conhecido entre as castanhas, o baru tem experimentado uma ascensão exponencial. Edson Cunha, representante do setor, viu sua produção aumentar 60 vezes em apenas quatro anos. “Nossa capacidade inicial era de uma tonelada por ano. Hoje, conseguimos atingir a marca de 60 toneladas/ano.”

Matéria-prima de bolos, brigadeiros, pastas cremosas e até mesmo farinhas que auxiliam a redução da gordura abdominal o Baru é encontrado predominante em Goiás, mas também é possível cultivá-lo em outras áreas de cerrado, como Minas Gerais.

“Ficamos surpresos com tamanha aceitação dos produtos em tão pouco tempo”, alegra-se Cunha, que destaca ainda os efeitos da castanha na saúde. “Pudemos constatar que uma única barra de cereal com baru é suficiente para evitar a anemia em crianças. Além de ser deliciosa.”

Em agosto, a Fiesp vai sediar o I Encontro Latino-Americano de Nozes e Castanhas.

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Reunião na Fiesp entre produtores de nozes e castanhas e sindicatos dos setores de alimentos, fármacos e cosméticos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Bruto estreia nesta quinta-feira (16/04) no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso

Isabela Barros

O que sobra em opinião, falta em diálogo. Dessa impossibilidade de comunicação surge a brutalidade que explode no encontro de 11 personagens. E isso tendo o vai e vem da Avenida Paulista ao fundo. Com esse enredo e esse cenário, estreia, nesta quinta-feira (16/04), no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, em São Paulo, a peça Bruto, de Alexandre Dal Farra. O espetáculo, que tem direção de Luiz Fernando Marques, fica em cartaz até 26 de julho e tem no elenco atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

“O ‘bruto’ da encenação está na linguagem, nas emoções não lapidadas, no conflito”, explica Farra. “As pessoas não sabem dialogar, mesmo que tenham opinião para tudo”.

Tendo como base o encontro de 11 jovens com idades entre 20 e 30 anos, “mais para 20 do que para 30”, a peça tem como pano de fundo as manifestações de junho de 2013. “É uma oportunidade de refletir sobre a situação atual, vivemos um tempo de ânimos muito extremados”, diz o autor.

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Cena da peça Bruto: impossibilidade de diálogo e as manifestações de junho de 2013 em debate. Foto: Reprodução Vídeo


Outro destaque é o cenário, que aproveita o Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Cardoso, no prédio da Fiesp e do Sesi-SP, em sua totalidade, com a visão da Paulista. O endereço, um dos mais famosos da maior metrópole brasileira, acaba sendo incorporado ao cenário. “Brincamos que as sessões das sextas-feiras, quando a avenida ferve, serão as mais animadas”, afirma o diretor Luiz Fernando Marques.

Segundo Marques, o local da encenação foi esvaziado para permitir seu melhor uso, com todas as atenções voltadas para os diálogos, para os conflitos dos personagens. “Tiramos tudo e deixamos o espaço o mais próximo possível do projeto do Paulo Mendes da Rocha”, disse ele numa alusão ao arquiteto responsável pela área, que ganhou o formato atual em reforma na década de 1990.

Espontaneidade  

O desempenho dos atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP foi elogiado pelo autor de Bruto. “Essa é a primeira peça que eu monto com a estrutura do Sesi”, diz Farra. “A aceitação do trabalho pelo elenco, que veio todo o Núcleo, foi muito boa”.

Para ele, a espontaneidade desses profissionais do palco é um dos destaques do espetáculo. “Não são pessoas amarradas à técnica tradicional”, afirma.

Criado em 2001, o Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP é um programa de aprimoramento artístico para jovens atores. As atividades do projeto, coordenado pela atriz Miriam Rinaldi, envolvem aulas, encontros e oficinas.

Serviço

Bruto

Local: Espaço Mezanino – Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso – Avenida Paulista 1313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô

Quando: De 16 de abril a 26 de julho (Quinta a sábado, às 20h30. Domingo, às 19h30)

Classificação Indicativa: 16 anos

Duração: 100 minutos

Capacidade: 44 lugares

Peça ‘Maldito Benefício’, encenada na rede Sesi-SP, concorre ao Prêmio Shell

Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (22/07), foram anunciados os espetáculos teatrais indicados à 27ª edição do Prêmio Shell, um dos mais importantes do teatro nacional, no primeiro semestre. Entre eles, está a peça Maldito Benefício, encenada em diversas unidades do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) na capital e no interior. O espetáculo concorrerá nas categorias melhor autor, com Leonardo Cortez, e melhor cenário, de Zé Valdir e Marcelo Lazzaratto.

As peças anunciadas vão disputar o prêmio juntamente com os nomeados do segundo semestre, que serão anunciados em dezembro.

Unindo comédia e crítica social, Maldito Benefício traz como protagonista um ex-jogador de futebol (interpretado pelo autor) que ganha a vida como motorista de táxi, alugado do cunhado. A chance de sair da lama surge com o possível pagamento de uma aposentadoria atrasado de seu pai, que lhe prometeu repassar o dinheiro assim que a quantia cair na conta. O problema é que a saúde do idoso dá sinais de que ele não resistirá por muito tempo.

Lucélia Santos estreia, neste sábado (08/09), obra de Nelson Rodrigues

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Lucélia Santos protagoniza "A Falecida", de Nelson Rodrigues, no teatro do Sesi São Paulo. Foto: Divulgação

Considerada uma das grandes divas da teledramaturgia brasileira, a atriz Lucélia Santos dará vida, a partir deste sábado (08/09), à protagonista da peça A Falecida, obra-prima do escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, em cartaz no Teatro do Sesi São Paulo.

Lucélia substituirá a atriz Maria Luiza Cardoso no papel de Zulmira, uma mulher de classe média baixa, tuberculosa, que sonha com um enterro de luxo. A montagem, dirigida por Marco Antônio Braz, tem a morte como tema central, uma das obsessões do autor.

Centenário

A montagem teatral faz parte do projeto “Nelson Rodrigues 100 anos”, do Sesi-SP, em comemoração ao centenário do escritor. Com curadoria de Ruy Castro (biógrafo do dramaturgo) e direção artística de Marco Antônio Braz (especialista na obra de Nelson Rodrigues), o projeto inclui espetáculos itinerantes, leituras dramáticas e ações pedagógicas com os mais de 400 alunos de iniciação teatral dos Núcleos de Artes Cênicas do Sesi-SP.

Até o mês de dezembro, o público poderá conferir espetáculos teatrais inéditos, debates, leituras dramáticas, uma exposição e oficinas sobre a vida e a obra de Nelson Rodrigues. Os eventos têm entrada franca e serão realizados na capital paulista e nos 19 teatros do Sesi-SP localizados na Grande São Paulo e no interior do Estado.

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