Diretores regionais da Fiesp falam da importância do programa Sou Capaz

Dulce Moraes e Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

São Paulo, Jundiaí, Sorocaba, Marília, Campinas, Bauru, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, Piracicaba, Araçatuba, Matão, São José dos Campos e Tatuí. Ao longo do ano de 2014, essas treze cidades receberam o “Fórum Sou Capaz pela Inclusão”, uma iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A iniciativa tem o objetivo de conscientizar empresários sobre o cumprimento das exigências da chamada Lei de Cotas, que estabelece a obrigatoriedade de as empresas com 100 ou mais empregados preencherem uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência.

Mais do que simplesmente informar, as edições regionais do Fórum contribuíram para que as indústrias vencessem os desafios da contratação de Pessoas com Deficiência e Aprendizes, seja pelo curso “Inclusão de Pessoas com Deficiência e Aprendizes no Mercado de Trabalho – Diretrizes Legais, Melhores Práticas e Cases de Inclusão” dirigido aos profissionais de Recursos Humanos, seja pela troca de ideias que inspiraram e promoveram a inclusão eficiente desses profissionais.

A experiência itinerante do Fórum Sou Capaz foi recebida com entusiasmo por diretores regionais da Fiesp e empresários.

Veja a seguir a opinião de três deles e quais os reflexos dessa iniciativa para as indústrias locais.

Piracicaba

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540212475

Moacir Beltrame, diretor regional do Depar/Fiesp em Piracicaba. Foto: Divulgação

Para Moacir Beltrame, diretor de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Ambipar e proprietário da empresa de biotecnologia Bioland, de Piracicaba, o Sou Capaz tem sido de grande importância pois, segundo ele, nas indústrias há uma carência de informações sobre o processo e a gestão da inclusão das pessoas com deficiência e aprendizes.

Beltrame, que também é  diretor regional titular do Depar/Fiesp em Piracicaba, comentou que, no mês de agosto, o Fórum Sou Capaz reuniu na cidade 290 pessoas para tratar do tema da inclusão, indo além dos aspectos da legislação em si. “Falou-se da qualificação profissional com a atenção às práticas de segurança e saúde dos trabalhadores, com foco na qualidade da inclusão e retenção dos profissionais”, destacou.

Segundo o empresário, um dos diferenciais desse novo modelo itinerante do Fórum Sou Capaz, foi permitir que as indústrias locais conhecessem o processo de inclusão de empresas que possuem expertises na área e que são referências nas boas práticas. “Isso contribuiu muito para desmistificar alguns entraves da inclusão”, afirmou.

A região de Piracicaba já se beneficia das ações do programa Sou Capaz, há 4 anos. Segundo ele, esse trabalho contínuo conseguiu-se criar e manter uma sinergia com as empresas, entidades e órgãos públicos e avançar na inclusão destas pessoas na sociedade e no trabalho.

“O programa Sou Capaz é de grande valia para sociedade, pois transcende os muros das indústrias, trazendo em suas ações o processo de aculturamento das pessoas, das corporações e dos próprios órgãos públicos, para que tenhamos de fato a equivalência de oportunidade de todos os cidadãos na sociedade e no trabalho”, ressaltou.

O empresário também elogiou a sinergia estimulada pelo programa Sou Capaz entre as entidades da indústria e com o próprio Ministério do Trabalho na busca de soluções. “A constante interação com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego vem trazendo alternativas de inclusão e flexibilização de prazos para o cumprimento da Lei”, destacou.


Jundiaí

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540212475

Vandermir Francesconi Junior, diretor titular do Depar/Fiesp em Jundiaí. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para o empresário Vandermir Francesconi Junior, da cidade de Jundiaí, o Fórum Sou Capaz vai ao encontro da necessidade das indústrias em um momento em que se intensifica a fiscalização para o cumprimento de cotas de pessoas com deficiência. “As empresas enfrentam dificuldades para fazer contratações por não terem expertise no assunto e não encontrarem esses profissionais na quantidade necessária”, destacou.

O empresário, que também é diretor regional titular do Depar/Fiesp em Jundiaí e diretor secretário do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), acredita que o modelo dos fóruns regionais também ajudou a quebrar paradigmas. “Em Jundiaí, o Fórum Sou Capaz teve um conteúdo programático muito adequado e elucidativo, onde se pode fazer uma reflexão da temática baseado na legislação e de maneira a facilitar o cumprimento de cotas por parte das empresas.”

Na opinião de Francesconi, o programa ajudou os empresários diante dos vários desafios que encontram para inclusão de PcD’s e dos esforços que as indústrias precisam fazer. “Há falta de qualificação mínima da mão de obra e o empresário também precisa readequar as instalações da indústria para receber esses profissionais, pois para cada tipo de deficiência exige uma certa adequação. E, além disso, precisa preparar a equipe interna, como os gestores e funcionários, para recebê-los.”

Segundo Francesconi, além de ajudar os empresários nessas etapas, o Fórum Sou Capaz trouxe outro ganho para as indústrias locais: a sinergia. “O Sou Capaz conseguiu agregar esforços nesse processo de inclusão, o que evoluiu para várias outras ações, tanto de articulação como de orientação e formação profissional, contando com os recursos das entidades indústria (Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP), para que as empresas consigam cumprir suas cotas.”

Sorocaba

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540212475

Antônio Beldi, diretor titular regional do Depar/Fiesp em Sorocaba. Foto: Divulgação

Para Antônio Beldi, diretor presidente do Grupo Splice e  diretor regional titular do Depar/Fiesp em Sorocaba, o programa Sou Capaz ampliou o alcance ao conhecimento. “O projeto conscientizou toda a população, os empresários e, principalmente, os familiares das pessoas que possuem alguma deficiência. E isso foi muito importante, pois muitas dessas famílias ainda têm certa resistência em permitir que a pessoa com algum tipo de necessidade especial trabalhe e tenha uma independência financeira.”

Segundo ele, empresas de todos os portes (incluindo multinacionais) na região metropolitana de Sorocaba foram beneficiadas pelas edições do Fórum Sou Capaz realizadas nas cidades de Sorocaba e Tatuí.

“As indústrias de nossa região tiveram a oportunidade de conhecer como funciona o trâmite para a contratação de pessoas com deficiências e aprendizes, como se adequar à lei e como receber esses profissionais da melhor forma para que se sintam acolhidos por todos os colaboradores e o corpo técnico da organização”, explicou.

Outro detalhe que destacou dos encontros foi que os empresários puderam se aproximar desse público (PCDs e aprendizes), a fim de entender e conhecer melhor a realidade das pessoas com necessidades especiais e oferecer melhores condições de futuro profissional a eles.

Beldi elogiou os esforços conjuntos das entidades das indústrias (Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP) em torno do tema inclusão, destacando o projeto “Meu Novo Mundo”, que tem o objetivo de viabilizar ações conjuntas para a inclusão profissional para pessoas com deficiência na condição de aprendiz, em indústrias paulistas. “Os projetos educacionais desenvolvidos por essas entidades proporcionam mais qualidade de vida a esse público, para que sejam motivados a buscar qualificação profissional e colocação no mercado de trabalho.”

Se, por um lado, o programa Sou Capaz abriu oportunidade de qualificação profissional a pessoas com necessidades especiais e, consequentemente, sua colocação no mercado de trabalho e a conquista de sua independência pessoal e profissional, por outro lado, trouxe benefícios ás indústrias: “ajudou as empresas a efetivar a contratação desse público e promover a inclusão, a diversidade e a cidadania”.


INFOGRÁFICO:

Conheça os números, resultados e depoimentos sobre o Fórum Sou Capaz:

Leia também: