Universidades e empresas precisam interagir mais, afirma diretor presidente da Embrapii em reunião na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Para o diretor presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), José Fernando de Oliveira, o mundo acadêmico precisa interagir e criar maior sinergia com o mundo empresarial. O dirigente foi o convidado principal da reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que aconteceu na manhã desta sexta-feira (08/11), na sede da instituição.

“É preciso fortalecer as formas de conectar essa duas esferas”, avaliou.

Para Oliveira, o aumento da inovação na indústria brasileira é fundamental para vencer o cenário desfavorável atual.  “Precisamos criar um ambiente saudável para as empresas, além de condições para o aumento da atividade inovadora”, afirmou.

A reunião do Conic: universidades, empresas e cultura empreendedora em debate. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A reunião do Conic: universidades, empresas e cultura empreendedora em debate. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Rodrigo Costa da Rocha Loures, presidente do Conic, concordou com a questão levantada pelo palestrante e ressaltou a importância da mudança no ambiente universitário brasileiro. Para ele, o desafio é fazer com que as universidades se transformem em centros promotores da visão empreendedora.

“O sistema universitário está configurado para formar apenas empregados. Mas os alunos não querem mais ser apenas empregados”, opinou.

A reunião contou também com a participação de Piero Venturi e Paulo Lopes.

Inovation Horizon 2020

A reunião contou também com a participação de Piero Venturi, conselheiro de ciência e inovação da Delegação da União Europeia. Ele falou sobre as atividades da área de inovação no contexto do novo Programa de Pesquisa da União Europeia.

Segundo Venturi, o programa Inovation Horizon 2020, que entra em prática a partir de 2014, tem como objetivo fazer com que a União Europeia passe a destinar, até o fim desta década, 3% de seu Produto Interno Bruto para pesquisa e desenvolvimento.

Venturi afirmou que um dos focos principais da UE atualmente é investir em inovação. “O foco do projeto Inovation Horizon 2020 é levar resultados de pesquisa ao mercado, buscando ações fortes e parcerias com indústrias”, explicou. Segundo ele, o programa receberá um aporte de US$ 55 bilhões em sete anos.

Venturi também chamou atenção para o atraso do Brasil em relação a países como os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão.

Euraxess

Paulo Lopes, representante da Euraxess, foi outro convidado do encontro. Ele abordou as ações recentes da rede internacional de pesquisadores, além das oportunidades de colaboração com a Fiesp.

“A Euraxess fomenta a mobilização de pesquisadores ao redor do mundo e os ajuda a desenvolver suas carreiras”, explicou. Além disso, a rede, “dá assistência aos pesquisadores aderentes”.