Diretores da Fiesp e da BIO destacam importância de Inovação em Biotecnologia

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

No primeiro dos dois dias do Workshop de Inovação em Biotecnologia, na manhã de terça-feira (29/04), os coordenadores-adjuntos do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (BioBrasil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Eduardo Giacomazzi e Paulo Henrique Fraccaro, ressaltaram a importância desse encontro promovido pela entidade em parceria com a organização internacional BIO (Biotecnology Industries Organization).

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Workshop de Inovação em Tecnologia da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Ambos ressaltaram que as discussões servirão de base para apresentar propostas que ajudem no desenvolvimento da competitividade da indústria brasileira.

Giacomazzi relembrou que nesta semana estão sendo realizados eventos importantes ligados ao tema, tanto em Brasília como em São Paulo, e que essas iniciativas são importantes para ampliar a visibilidade na mídia, da importância da biotecnologia para o futuro do país.

Fraccaro destacou a necessidade de redução do gap existente entre os Brasil e as nações mais avançadas na área de biotecnologia. “Um momento como esse é de extrema importância pois podemos trocar experiências e entender quais os fatos poderemos planejar para que esse gap seja diminuído”.

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Meredith Fensom, interlocutora da BIO para o Brasil e América Latina. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Meredith Fensom, diretora de assuntos internacionais da BIO, elogiou o fato de mais empresas e instituições brasileiras estarem ampliando sua atuação junto à BIO nos últimos anos.

“Sabemos que as políticas de inovação são críticas. Mas o Brasil tem uma economia robusta para se desenvolver nas áreas voltadas à inovação. E tem destacado a biotecnologia como fator para isso”, disse Meredith.

Evento na Fiesp apresenta planos de investimentos para hospitais universitários

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião promovida pela Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos e Hospitalares (Abimo), na manhã desta sexta-feira (14/03), foram apresentados os planos de investimentos disponíveis para os hospitais universitários brasileiros.

Na ocasião, o coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil) e presidente executivo da Abimo, Paulo Henrique Fraccaro, destacou a importância da aproximação das indústrias do setor com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). “É um parceiro importante sob o ponto de vista de agregação de tecnologia, sob o ponto de acesso e inclusão de mercado e, sobretudo para nós da indústria, um importante parceiro comercial”.

Também presente no encontro, o deputado federal Newton Lima (SP), que preside a Frente Parlamentar da Defesa da Indústria Nacional, disse que os dois lados dessa equação têm o mesmo objetivo. “Por um lado, a empresa brasileira quer dotar os nossos hospitais com a melhor infraestrutura possível, para que as atividades de ensino, pesquisas e assistência à saúde se desenvolvam nos hospitais universitários federais”, explicou.

“E do outro lado”, acrescentou Lima, “tanto na Fiesp como na Abimo, existe a preocupação cada vez maior de ver os produtos fabricados por seus associados ganharem mercado e competitividade na disputa com os produtos estrangeiros, que essa já não é uma disputa leal, na medida em que não existe isonomia tributária.”

Lima: mercado para os produtos fabricados no Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Deputado Newton Lima: mercado para os produtos fabricados no Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Incentivo à inovação

Segundo ele, a troca do ministro da Ciência e Tecnologia, com Clelio Campolina Diniz assumindo a pasta no lugar de Marco Antônio Raupp, não deve alterar a política de incentivos à inovação defendida pelo governo nos últimos anos. “Na próxima quarta-feira (19/03) teremos o primeiro turno da votação PEC que introduz a Inovação na Constituição Brasileira”, disse. “Ou seja, isso modifica a Constituição de modo a agregarmos a pesquisa, as ações de Ciência e Tecnologia e a inovação como uma direção que a Constituição vai dar para todas as leis que virão daí.”

Fazendo um breve retrospecto sobre as origens da Ebserh, o presidente da instituição, José Rubens Rebelatto esclareceu que a empresa, criada ainda no governo Lula, hoje está vinculada ao Ministério da Educação.

Rebelatto: necessidades centralizadas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

José Rubens Rebelatto: necessidades centralizadas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com o executivo, durante mais de 25 anos o sistema de hospitais universitários brasileiros veio se deteriorando por diversos motivos, entre eles o fato de serem geridos por dois ministérios: o da Saúde e o da Educação. “Não tinha um organismo que centralizasse todas as necessidades e encaminhasse as soluções para esses problemas”, afirmou.

Rebelatto relembrou que os hospitais universitários federais são mantidos integralmente com recursos públicos e declarou: “Temos todo o interesse que esses recursos advindos da tributação e dos impostos da população brasileira se revertam para a indústria brasileira. Sempre foi essa a nossa intenção”.

Para coordenador-adjunto do Comsaude da Fiesp, falta de competitividade da indústria brasileira é um agravante

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo) e coordenador-adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Henrique Fraccaro, apresentou um questionamento importante no evento de assinatura de uma parceria com a GE Healthcare para a criação de uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) voltada para a área de saúde.

Segundo Fraccaro, é preciso discutir “como melhorar e o que fazer para que a saúde brasileira deixe de ser um questionamento recorrente da população”.

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Paulo Henrique Fraccaro, presidente executivo da Abimo, e coordenador-adjunto do Comsaude. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Para ele, a principal luta é fazer com que empresas tenham consciência das vantagens de se produzir no Brasil. “O fortalecimento da empresa local e a inovação caminham juntos em prol do caráter social, que é reduzir o custo da saúde brasileira”, explicou.

De acordo com Fraccaro, “saúde não é só um gasto”. “Saúde é um negócio que representa 10% do PIB do Brasil e gera mais de 100 mil empregos”, destacou. Ele afirmou ainda que, em 2012, o setor movimentou R$ 14,7 bilhões, sem incluir a área de remédios. “O problema é que a produção nacional só representou 38% desse total”, disse. “Como podemos manter essa dependência de 62% de produtos importados?”, questionou.

O coordenador-adjunto do Comsaude afirmou que não faz sentido pensar num produto de inovação que só vai agregar custos. E que deixa os benefícios para a população aquém do esperado, seja pelo alto custo ou pela falta de conhecimento e manutenção. “Um produto inovador, sem uma assistência técnica condizente, morre. Equipamentos parados, danificados, encaixotados não servem para nada quando se tem uma população precisando deles”, afirmou.

Para Fraccaro, essa parceria do Senai-SP com a GE Healthcare é muito importante. “É muito raro uma empresa entender que precisa formar técnicos para que o investimento que faz dê retorno. E o Senai-SP está abrindo portas para  consolidar o mercado nacional nesse sentido”, concluiu.