Indústria paulista perde 10.500 vagas em novembro, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista perdeu 10.500 postos de trabalho em novembro, queda de 0,49% em relação ao mês anterior, na série sem ajuste sazonal. Apesar do saldo negativo, esse resultado para o mês é o melhor apresentado nos últimos quatro anos. Em novembro de 2014, o recuo chegou a 1,44%, com a demissão de 37.000 trabalhadores. No acumulado do ano, o saldo ficou negativo, com o corte de 2 mil empregos (-0,10%). Já com ajuste para o mês, o saldo fica positivo (0,04%). Os dados são da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgados nesta terça-feira (12/12) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, esse resultado está dentro do esperado para o período, mas com o diferencial de apresentar uma queda menos agressiva quando comparado ao mesmo período de anos anteriores. “É relativamente normal esse esgotamento de emprego em novembro. Os meses de novembro e dezembro refletem as perdas causadas pela sazonalidade da indústria”, avalia Francini.

A indústria paulista deve fechar o ano com saldo negativo, segundo projeções do Depecon. A expectativa para dezembro é de demissão de 23.000 trabalhadores, e para 2017 o fechamento de 25.000 postos de trabalho. “O saldo a ser apresentado em dezembro deverá ser também um dos menores para os últimos 10 anos. Em dezembro de 2005, foram fechadas 33.000 vagas de emprego. Esse resultado sinaliza recuperação em curso. O ano de 2018 deve ser positivo na geração de emprego”, completa Francini.

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Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de novembro, 6 ficaram positivos, 12, negativos e 4, estáveis.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta do setor de produtos de minerais não metálicos, com geração de 624 postos de trabalho, seguido de veículos automotores, reboques e carrocerias (554).

No campo negativo ficaram, produtos alimentícios (-4.669) e coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-3.857).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa no Estado de São Paulo (-0,49%), na Grande São Paulo (-0,04%) e também no interior paulista (-0,64%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 9 que apontaram altas, destaque por conta de Matão (2,22%), influenciada pelo setor de máquinas e equipamentos (1,69%) e confecção de artigos do vestuário (8,74%); São João da Boa Vista (1,10%), por produtos de minerais não metálicos (6,42%) e produtos de metal (0,55%) e Santo André (0,87%), por produtos alimentícios (15,94%) e veículos automotores e autopeças (0,85%).

Já dos 19 negativos, destaque para Presidente Prudente (-3,87%), por coque, petróleo e biocombustíveis (-18,39%) e produtos alimentícios (- 0,52%); Franca (-2,71%), por produtos alimentícios (-4,64%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-16,89%); Sertãozinho (-2,06%), influenciado por produtos alimentícios (-3,13%), máquinas e equipamentos (-2,66%).

Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista tem 7ª alta consecutiva e avança 0,3% em outubro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista apresentou a sétima alta consecutiva ao marcar variação positiva de 0,3% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, os resultados para o mês e na comparação anual também oscilaram positivamente, 0,8% e 3%, respectivamente. No acumulado em 12 meses, o INA subiu 1,8%, mostrando o melhor resultado desde fevereiro de 2014 (0,3%). O fator vendas reais foi o principal influenciador do avanço do mês, ao subir 3,2% em outubro. Enquanto que a variável das horas trabalhadas na produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuaram 0,7% e 0,2 p.p, respectivamente. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30 de novembro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Segundo Paulo Francini, diretor titular do Depecon, com o passar dos meses, consolidou-se o movimento de recuperação na indústria paulista. “Apesar de ainda existir alguma indefinição, principalmente em relação à reforma da previdência, a situação é favorável. Esperamos que o INA feche 2017 com alta de 3,5%”, apontou.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de produtos farmacêuticos, com alta de 3,6% em outubro, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção e o total de vendas reais avançaram 0,2% e 8%, respectivamente. Já o NUCI recuou 0,3 p.p.

O INA de máquinas, aparelhos e materiais elétricos avançou 1,5% no mês. As horas trabalhadas na produção ficaram estáveis (0,0%). Já o total de vendas reais e o NUCI subiram 4,1% e 0,3 p.p, respectivamente. Por outro lado, o setor de veículos automotores teve variação negativa em outubro (-0,6%). As horas trabalhadas na produção caíram 2,9%, enquanto que o total de vendas reais subiu 2,1% e o NUCI cedeu 0,3 p.p.

Sensor

A pesquisa Sensor de novembro, também produzida pelo Depecon, segue pelo décimo mês consecutivo acima dos 50 pontos, marcando 52,9 pontos, avanço de 1,0 p.p ante outubro, quando chegou a 51,9 pontos. O resultado para novembro é o melhor desde dezembro de 2013. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas também avançou, saindo de 53,9 pontos para 57,1 pontos, acumulando a melhor pontuação desde maio de 2010. O indicador de estoque subiu 1,6 pontos ante outubro, marcando 49,9 pontos. Pontuação abaixo de 50 pontos indicam que os estoques estão acima do nível desejado. Já a variável que que capta as condições de mercado recuou para 54,1 pontos em novembro, ante os 55,0 pontos de outubro. Acima dos 50,0 pontos indica melhora das condições de mercado.

O indicador de emprego também teve variação negativa, ao cair 0,3 p.p, para 51,6 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Indústria paulista gera empregos pelo 2º mês consecutivo, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Outubro é o segundo mês consecutivo a apresentar saldo positivo na geração de empregos na indústria paulista, com a criação de 2.500 vagas, alta de 0,11% frente a setembro, na série sem ajuste sazonal. Esse resultado para o mês não era visto desde 2010, quando a variação para o período subiu 0,02% e somou 500 postos de trabalho.

No acumulado do ano, o saldo segue positivo e soma 9.000 empregos gerados (0,42%). Já os dados com ajustes para o mês ficaram estáveis (-0,02%). As informações são da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada nesta sexta-feira (10 de novembro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, as duas altas consecutivas sinalizam uma recuperação da atividade industrial no Estado. “Apesar de ainda estar em baixa intensidade, essa recuperação é persistente”, avalia Francini.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de outubro, 8 ficaram positivos, 3, estáveis, e 11, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta do setor de máquinas e equipamentos, com geração de 2.000 postos de trabalho, seguido de confecção de artigos do vestuário e acessórios (969).

No campo negativo ficaram, couro e calçados (-778) e produtos têxteis (-492).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,11%), na Grande São Paulo (0,33%) e também no interior paulista (0,03%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 16 que apontaram altas, destaque por conta de Matão (1,91%), influenciada pelo setor de máquinas e equipamentos (3,96%) e confecção de artigos do vestuário (4,57%); Piracicaba (1,74%), por máquinas e equipamentos (7,17%) e veículos automotores e autopeças (0,87%) e Osasco (0,55%), por produtos de borracha e plástico (1,31%) e confecção de artigos do vestuário (3,10%).

Já dos 17 negativos, destaque para Santa Bárbara D’Oeste (-2,62%), por produtos alimentícios (-37,80%) e produtos de metal (- 5,94%); Jacareí (-1,68%), por confecção de artigos vestuários (-40%) e produtos químicos (-0,26%); Jaú (-1,58%), influenciado por artefatos de couro e calçados (-6,29%), papel e celulose (-14,89%).

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Indicador de Nível de Atividade da indústria avança 0,2% em setembro, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista avançou 0,2% em setembro ante agosto. Também ficaram positivos os resultados para os trimestres de 2017, na série com ajuste sazonal. No terceiro trimestre, houve elevação de 2,1%. Já na série sem ajuste, o resultado para o mês e o no acumulado em 12 meses ficaram no campo negativo, -2,9% e -0,1%, respectivamente. Porém na comparação anual houve alta de 6,7%.

O resultado positivo para o INA em setembro teve forte influência do total das vendas reais, que subiram 3,4% no período, seguida pelo Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), que avançou 0,3 ponto percentual (p.p) e recuo de 0,2% na variável das horas trabalhadas na produção. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (31 de outubro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), responsável pelo levantamento.

Segundo Paulo Francini, diretor titular do Depecon, a recuperação da indústria paulista segue em ritmo lento, porém persistente, com o 3º trimestre apresentando destaque positivo. “Não é um mês de grandes surpresas, mas diante desse cenário elevamos a projeção do INA para o fechamento de 2017, saindo de uma alta de 2,5% para 3%”, afirma Francini.

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de produtos químicos, com alta de 0,6% em setembro, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o Nuci subiram 0,5%, 0,7% e 0,3 p.p, respectivamente.

O INA de metalurgia básica avançou 3,6% no mês, após ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção, vendas reais e o Nuci também subiram 1,8%, 7,1% e 1,8 p.p, respectivamente. O mesmo cenário otimista também foi verificado no setor de máquinas e equipamentos, com alta de 0,7% em setembro. As horas trabalhadas na produção subiram 2,4%, enquanto o total de vendas reais cedeu 2,3%. Já o Nuci avançou 0,2 p.p.

Sensor

A pesquisa Sensor de outubro, também realizada pelo Depecon, segue pelo nono mês consecutivo acima dos 50 pontos, marcando 51,7 pontos, avanço de 0,6 p.p ante setembro, quando chegou a 51,1 pontos. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado subiu para 55 pontos em outubro, ante os 53,6 pontos de setembro. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

A variável de vendas também avançou, saindo de 52 pontos para 53 pontos. O indicador de estoque apresentou elevação, marcando 48 pontos, ante os 45,7 pontos do mês anterior, indicando que os estoques estão acima do nível desejado.

Já o indicador de emprego teve variação negativa de 0,4 p.p, para 52 pontos, ante os 52,4 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Indicador de Nível de Atividade da indústria recua 0,6% em agosto, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista recuou em agosto 0,6% em relação a julho, na série com ajuste sazonal, interrompendo uma sequência de quatro altas consecutivas. Já na série sem ajuste, o resultado para o mês e o na comparação anual ficam no campo positivo, 3,3% e 1,5%, respectivamente. No acumulado em 12 meses há queda de 1,6%.

O resultado negativo para o INA em agosto teve forte influência de todas as variáveis de conjuntura, que declinaram no período. O total de vendas reais cedeu 1,7%, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu 0,5 ponto percentual (p.p.), e as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis (0,0%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28 de setembro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Segundo Paulo Francini, diretor titular do Depecon, a queda de agosto mostra uma oscilação pontual em torno de uma recuperação ainda lenta da indústria. “Esse resultado negativo não é preocupante. Não significa que a tendência de crescimento não será mantida. Apesar de ainda lenta, a economia está em recuperação”, afirma Francini.

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Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de produtos farmacêuticos, com alta de 1,5% em agosto, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção ficaram estáveis (0,0%), o total de vendas reais subiu 7,8%, e o NUCI recuou 0,1 p.p.

O INA de veículos automotores também avançou no mês (3,6%). As horas trabalhadas na produção subiram 4,7%, vendas reais, 6,6%, e o NUCI cedeu 0,3 p.p. Já para o setor de celulose, papel e produtos de papel houve retração do INA de 2,1% em agosto. As vendas reais cederam 2,4%, as horas trabalhadas na produção recuaram 1,6%, e o NUCI caiu 0,7 p.p.

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Sensor

A pesquisa Sensor de setembro, também realizada pelo Depecon, seguiu acima dos 50 pontos, marcando 51,0, avanço de 0,4 ponto ante agosto, quando chegou a 50,6 pontos. Leituras acima de 50,0 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado subiu para 53,3 pontos em setembro, ante os 52,9 pontos de agosto. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

O avanço também foi verificado no indicador de emprego, que teve variação positiva de 2,1 pontos, para 52,2 pontos, ante os 50,1 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês. A variável de vendas também avançou, saindo de 50,4 pontos para 51,8 pontos.

Apenas o indicador de estoque apresentou queda, marcando 45,4 pontos, ante os 48,3 pontos do mês anterior, indicando que os estoques estão acima do nível desejado.

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PIB cresce 2,4% em 2018, diz economista do Sicredi no I Seminário da Média Indústria

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Economista do Sicredi, banco cooperativo conhecido pelo acerto em suas previsões econômica, Pedro Ramos fez nesta quarta-feira (20 de setembro) a apresentação de encerramento do I Seminário da Média Indústria, realizado pela Fiesp e pelo Ciesp. O crescimento do PIB, afirmou, deve ser de 0,8% este ano e de 2,4% em 2018. A taxa de juros segue em processo de queda, podendo chegar a 6,75% em fevereiro de 2018, disse.

Antes não se conseguia usar a queda da taxa de juros como instrumento para auxiliar a economia, mas agora isso deve funcionar, estimulando o consumo. Os pilares – renda, emprego e crédito – para o consumo mostram recuperação, explicou Ramos.

O processo de redução do custo do crédito deve continuar, com impacto cada vez maior no consumo das famílias. Além da queda da taxa básica e da inadimplência, há redução também dos spreads bancários. Ramos disse ainda que o mercado de trabalho reagiu mais rapidamente do que se esperava.

Também se vê melhora nas condições de financiamento das empresas brasileiras para 2018, apesar das dificuldades para as de médio porte. Por vários problemas a média empresa brasileira pode ser considerada uma sobrevivente, disse Ramos.

Moderador da palestra, o diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, disse que considera uma boa mensagem a fala de Ramos, mas lembrou que é impossível prever o futuro. “Para onde nós vamos?” Para quem estava vivendo a aflição de cair, é um alívio o cenário futuro, disse Francini. As empresas aprenderam a produzir com menos pessoas e temem novas contratações, e isso impede uma retomada mais veloz do emprego.

“Sabemos que o Brasil passou por uma desindustrialização precoce”, afirmou. A queda de participação da indústria no PIB é terrível, especialmente devido à renda brasileira. O preço dos produtos da indústria caiu, e isso influiu. E os países asiáticos, especialmente a China, absorveram parte importante da produção industrial do mundo. Além disso, o Brasil teve hiperinflação, grande período de câmbio supervalorizado, juros altos, a questão tributária, com forte taxação da indústria e, mais recentemente, a recessão.

Para encerrar, Francini declarou seu amor pela atividade industrial. “É isso que me faz ter confiança, nos empresários e nos trabalhadores, e ter esperança de um futuro melhor.”

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Paulo Francini e Pedro Ramos no I Seminário da Média Indústria da Fiesp e do Ciesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Os fatores do crescimento

O crescimento brasileiro, explicou o economista do Sicredi, vem sendo retomado graças ao cenário internacional, com crescimento das economias desenvolvidas e das emergentes e ao mesmo inflação muito baixa nesses países, como EUA e China. Foram se frustrando ao longo do tempo as expectativas de aumento das taxas de juros.

Aumentam as exportações de produtos básicos e de manufaturados, enquanto há liquidez. A condição é bastante favorável, avaliou.

Outra grande mudança deriva da política econômica brasileira, alterada em 2016. Apesar da dificuldade fiscal, há confiança na melhora. Ramos disse que as reformas aprovadas ou em curso destacam o Brasil entre os emergentes.

O efeito do câmbio foi positivo na queda da inflação. Não ter pressão cambial sobre o cenário econômico permitiu que a inflação ficasse baixa.

O crescimento da economia não é maior devido aos investimentos e gastos governamentais, na avaliação de Ramos. Há dúvidas quanto à capacidade de investimento do governo. E a eleição de 2018 pode mudar a política econômica, e isso é fator limitante da capacidade de investimento na economia brasileira.

Indústria paulista fecha 2.500 vagas em agosto, aponta pesquisa da Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O emprego na indústria paulista apresentou em agosto mais um mês de estabilidade, ao apresentar pequena variação negativa de 0,11%, fechamento de 2.500 postos de trabalho, na série sem ajuste sazonal. Na análise com ajuste, a oscilação também ficou no campo estável, -0,01%. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, há leve queda, de 3,27%. No acumulado do ano, o saldo apurado segue positivo em 5.500 postos de trabalho (0,26%), melhor resultado para o período de janeiro a agosto desde 2013, quando foram contratados 40.500 trabalhadores (1,55%). Os dados são da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada nesta segunda-feira (11 de setembro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

“A produção industrial mostra recuperação. Apesar de ainda não ser vigorosa, é contínua, refletindo na manutenção dos postos de trabalho. A geração de novos empregos é a última variável a reagir. Ainda temos muita capacidade ociosa, o que deve levar as empresas a resistir a novas contratações por um tempo”, afirma Paulo Francini, diretor titular do Depecon.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de agosto, 4 ficaram positivos, 4 ficaram estáveis e 14, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta da indústria de alimentos, com geração de 1.060 postos de trabalho, seguida pela de máquinas e equipamentos (947).

No campo negativo ficaram veículos automotores, reboque e carroceria (-1.171) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-708)

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa, além do Estado de São Paulo (-0,11%), também no interior paulista (-0,07%) e na Grande São Paulo (-0,12%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 14 que apontaram altas, destaque para Santo André (1,38%), influenciada pelo setor de produtos alimentícios (11,40%) e produtos de borracha e plástico (0,94%); Marília (1,10%), por produtos alimentícios (1,48%) e produtos de borracha e plástico (5,51%) e Jaú (0,97%), por artefatos de couro e calçados (2,82%) e papel e celulose (7,32%).

Já dos 18 negativos, destaque para São Bernardo do Campo (-2,49%), por veículos automotores e autopeças (-2,61%) e produtos de metal (- 3,18%); Jacareí (-1,80), por outros equipamentos de transporte (- 20,84%) e bebidas (- 1,39%); Botucatu (-1,45%), influenciado por veículos automotores e autopeças (-6,11%), coque, petróleo e biocombustível (-5,79%).

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Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista, da Fiesp, avança 1% em julho

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista avançou 1% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, o resultado também é positivo para o mês (3,2%) e na comparação anual (0,4%). Porém no acumulado em 12 meses há queda de 3,1%.

Esse avanço registrado para o INA em julho teve forte influência da variável de vendas reais, que subiu 4,3%, seguida por número de horas trabalhadas na produção (0,7%) e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), com avanço de 0,6 ponto percentual (pp), na série com ajuste. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31 de agosto) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Segundo Paulo Francini, diretor titular do Depecon, o consumo é um dos principais fatores a colaborar para esse resultado. “Para isso, temos uma inflação em queda, o efeito da liberação dos recursos de contas inativas do FGTS, os juros menores, a demanda externa aquecida, que influencia as exportações. Esse conjunto de fatores sinaliza – apesar de pequena e lenta – recuperação da atividade industrial”, argumenta Francini.

O diretor do Depecon lembrou ainda que entre abril e julho a média de crescimento do INA foi de 1%, o que leva a superar a projeção de fechamento do ano, de 1,7% para próximo de 2,5% a 3%.

Dos 20 setores pesquisados, 70% cresceram em julho, resultado que não ocorria desde maio de 2009. Os destaques ficaram por conta de produtos químicos, com alta de 2,2% em julho, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção avançaram 2,3%, o total de vendas reais 4,7%, e o NUCI, 0,2 p.p.

O INA de minerais não metálicos avançou 0,4% no mês. As horas trabalhadas na produção subiram 0,2%, vendas reais, 1,9%, e o NUCI, 0,1 p.p. Já para o setor de artigos de borracha e plástico houve elevação do INA de 1,2% em julho. As vendas reais avançaram 5,9%, horas trabalhadas na produção 2,2%, e o NUCI, 0,3 p.p.

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Sensor

A pesquisa Sensor de agosto, também produzida pelo Depecon, avançou para 50,5 pontos, ante os 49,8 pontos de julho, mantendo-se estável para o mês. Leituras acima de 50,0 pontos sinalizam aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado subiu para 52,5 pontos em agosto, ante os 50,1 pontos de julho. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

O avanço também foi verificado no indicador de estoque, que subiu 2 p.p, marcando 48,7 pontos, ante os 46,7 pontos do mês anterior, indicando que os estoques estão acima do nível desejado.

Já o emprego teve variação positiva de 1,0 p.p, para 49,7 pontos. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês. Apenas a variável de vendas cedeu, saindo de 53,9 pontos para 50,6 pontos.

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Indústria paulista fecha 2.000 vagas em julho, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista fechou o mês de julho com demissão de 2.000 trabalhadores, queda de 0,08% na comparação com o mês anterior, na série sem ajuste sazonal. Na análise com ajuste, cede 0,10%. O resultado representa estabilidade para o período, avalia Paulo Francini, diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), área responsável pela Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada nesta quarta-feira (16/8).

No acumulado do ano, o saldo apurado está positivo em 8.000 postos de trabalho (0,37%), sendo esse o melhor resultado desde 2013, quando foram contratados 55.500 trabalhadores. “Alguns setores, como máquinas e equipamentos, produtos de borracha e veículos automotores surpreenderam com contratações, influenciados pelas exportações, que têm ganhado fôlego”, destacou.

Francini argumenta ainda que “o equilíbrio é muito bom para quem vinha em sucessiva queda, mas para quem busca crescimento, ainda não é”.

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Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de julho, 9 ficaram positivos, com destaque para o de máquinas e equipamentos (1.426); produtos de borracha e de material plástico (1.142); veículos automotores, reboque e carrocerias (1.107).

Do outro lado, 11 ficaram no campo negativo, com destaque por conta de produtos alimentícios (fechamento de 2.070 vagas); produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-1.600) e couro e calçados (-1.080). Houve estabilidade em 2 setores.

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa, além do Estado de São Paulo (-0,08%), também no interior paulista (-0,11%) e na Grande São Paulo (-0,03%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 16 que apontaram altas, destaque por conta de Matão (1,50%), influenciada pelo setor de máquinas e equipamentos (2,23%) e pelo de produtos alimentícios (0,91%); Piracicaba (1,17%), por máquinas e equipamentos (3,40%) e produtos de metal (3,85%); e Cotia (0,79%), por máquinas e materiais elétricos (7,02%) e veículos automotores e autopeças (5,32%).

Já dos 16 negativos, destaque para São José do Rio Preto (-1,60%), por produtos alimentícios (-4,04%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-0,96%); Sertãozinho (-1,39%), influenciado por produtos alimentícios (-1,42%) e produtos de metal (-4,51%) e Araçatuba (-1,13%), por artefatos de couro e calçados (-1,72%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-1,25%).

Indicador de Nível de Atividade da indústria avança 0,6% em maio, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou avanço de 0,6% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. O resultado teve forte influência do total de vendas reais, que subiu 2,4%. Entre as demais variáveis de conjuntura que compõem o INA, houve aumento no número de horas trabalhadas na produção (0,2%) e estabilidade no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci). O resultado positivo do INA também é mostrado na série sem ajuste, que marcou elevação de 10,4% no mês. Neste ano a queda foi de 1,6%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29 de junho) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp.

Segundo Paulo Francini, diretor do Depecon, a atividade da indústria paulista está andando de lado. “A recuperação da atividade industrial segue lenta, hesitante e com viés de baixa”, aponta.

Dos 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de bebidas registrou elevação de 0,3% em maio, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção avançaram 0,5%, o total de vendas reais caiu -0,6% e o Nuci ficou estável.

O INA de artigos de borracha e plástico avançou 2%. As horas trabalhadas na produção, vendas reais e o Nuci avançaram 2,3%, 3,2 e 0,4 ponto percentual (p.p.), respectivamente. Já para o setor de móveis houve elevação de 3,5%. As vendas reais e o total de horas trabalhadas na produção subiram 6,6% e 5,3%, respectivamente. Já o Nuci recuou 0,3 p.p.

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Sensor

A pesquisa Sensor de junho, também realizada pelo Depecon, mostrou recuo de 1 p.p., para 50,9 pontos, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado caiu 3 p.p. e passou para 51,9 pontos em junho, ante os 54,9 pontos de maio. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

A queda também foi verificada no indicador de emprego, que cedeu 2,8 p.p., marcando 48,7 pontos, antes os 51,5 pontos do mês anterior. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês. Já o estoque cedeu 0,4 p.p., marcando 48,4 pontos, ante os 48,8 de maio, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

O único destaque positivo foi o componente vendas, que avançou para 54,7 pontos, ante os 53,9 pontos de maio, sendo este o melhor resultado desde junho de 2009.

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Indústria paulista fecha 3.000 vagas em maio, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O setor manufatureiro paulista demitiu 3.000 funcionários em maio, o equivalente a uma queda de 0,13% em relação ao mês de abril, na série sem ajuste sazonal. Na série com ajuste, o recuo foi de 0,30%. O arrefecimento das contratações no setor de açúcar e álcool, que estavam aquecidas no mês de abril por conta do período de safra agrícola, foi determinante para o resultado. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgada nesta quarta-feira (14 de junho).

Com o fim do período de safra agrícola, as contratações começaram a perde força. Neste mês de maio, as usinas contrataram 1.077 trabalhadores, contra os 7.700 postos de trabalho gerados em abril. No acumulado do ano, o nível de emprego na indústria paulista segue positivo, com 19.500 vagas, alta de 0,90%, na série sem ajuste sazonal. Na comparação de maio deste ano com o mesmo mês do ano anterior, o resultado ainda é negativo (-4,07%), com fechamento de 92.500 vagas.

O diretor titular do Depecon, Paulo Francini, alerta que se não fossem as usinas de açúcar e álcool, as demissões passariam de 4.000. “Infelizmente, ainda não existe sinal de recuperação do emprego na indústria paulista, como se esperava. Excluindo as usinas de açúcar e álcool, teríamos um saldo de apenas 1.000 contratações ao longo dos cinco meses deste ano”, destaca.

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Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de maio, 8 ficaram positivos, 8 ficaram no negativo, e 6 permaneceram estáveis.

Entre os positivos, os destaques ficam por conta dos segmentos alimentício (878), produtos têxteis (736), produtos diversos (668) e móveis (462). Do lado negativo, o segmento que mais demitiu foi o de máquinas e equipamentos (-1.932), seguido por veículos automotores, reboques e carrocerias (-1.138).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do Estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa, além do Estado de São Paulo (-0,13%), também no interior paulista (-0,27%) e na Grande São Paulo (-0,04%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação entre os resultados. Entre as 13 que apontaram altas, destaque por conta de Americana (1,78%), influenciada pelo setor de produtos têxteis (4,72%), produtos de borracha e plástico (0,54%); Limeira (1,39%), por produtos diversos (13,51%) e produtos alimentícios (11,30%) e São Caetano (1,37%), por móveis (12,48%) e produtos de metal (0,88%).

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Indicador de Nível de Atividade da indústria avança 1,9% no 1º trimestre

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou avanço de 1,9% no primeiro trimestre de 2017, encerrando uma série consecutiva de 7 trimestres de queda, na série com ajuste sazonal. No mesmo período do ano anterior, o recuo foi de 2,4%. No resultado apurado em março, houve queda de 0,9%. Já no acumulado em 12 meses, na série sem ajuste sazonal, a retração foi de 6,6%. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (27 de abril) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

De todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA em março, a variável das horas trabalhadas na produção (-1,6%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo no mês apresentado. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu 0,6 ponto percentual (p.p). No sentido contrário, o total de vendas reais subiu 1,7%.

Para Paulo Francini, diretor do Depecon, o resultado negativo de março não invalida a tendência de recuperação já avaliada pela entidade, tendo como base para isso este primeiro trimestre positivo do indicador. “Mês passado falamos em uma tendência de recuperação lenta, gradual e turbulenta para a indústria. Hoje, acrescentamos que ela se manterá assim, porém com fragilidade e, claro, carregando um olhar também político das reformas, que, de certa maneira, vai moldar o ânimo da economia”, detalha Francini.

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Dos 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de veículos automotores registrou contração de 5,6% em março, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 8,0%, as vendas reais caíram 7,6%, e o NUCI cedeu 2,7 p.p.

O INA de máquinas e equipamentos ficou praticamente estável (-0,1%). As horas trabalhadas na produção recuaram 1,5%, as vendas reais subiram 1,0%, e o NUCI avançou 0,2 p.p. Já nos produtos farmacêuticos, o avanço foi de 4,0%, com destaque para vendas reais, que subiram 9,8%. O total de horas trabalhadas na produção avançou 1,0%, e o NUCI, 0,8 p.p.

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Sensor

A pesquisa Sensor do mês de abril, também realizada pelo Depecon, manteve-se estável, acima dos 50 pontos pelo terceiro mês consecutivo: 50,4 pontos, ante os 50,7 pontos de março, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o estoque se destacou, com 49,2, pontos, avanço de 2,2 p.p ante os 47,0 de março, indicando ter havido diminuição da percepção de estoques excessivos.

O indicador de vendas avançou de 50,1 para 52,8 pontos. Já o indicador de mercado passou para 51,5 pontos (de 52,8 pontos). Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

O resultado para o indicador de emprego foi de 50,1 pontos, recuo de 3,2p.p quando registrava no mês anterior 53,3 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista cai 0,5% em fevereiro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou em fevereiro queda de 0,5%, na série livre de influências sazonais. Na comparação com o mesmo mês de 2016 (ano bissexto), o indicador contraiu 5,1%, resultado influenciado pelo menor número de dias úteis deste ano. Em janeiro, o dado havia também ficado no negativo, mas com a revisão passou de -0,7% para alta de 0,1%. Já no acumulado em 12 meses até fevereiro, o indicador recuou 7,8%, na série sem ajuste sazonal. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (30 de março) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

Todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA apresentaram queda em fevereiro. A exemplo dos outros meses, a variável total de vendas reais (-0,8%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo de fevereiro, seguida por horas trabalhadas na produção e pelo Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), que recuaram 0,5% e 0,5p.p., respectivamente.

“Os dados de fevereiro não anulam os saldos de dezembro e janeiro, que apresentaram altas de 3,5% e 0,1%, respectivamente. Porém, a recuperação ainda será lenta, gradual e turbulenta. Não devemos nos surpreender com solavancos”, destaca Paulo Francini, diretor do Depecon, apostando em um crescimento da atividade industrial de 1,2% para 2017.

Em 18 setores divulgados, 7 apresentaram resultado positivo em fevereiro. Destaque para o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que apresentou variação positiva (1,9%) para o mês, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção subiram 6,6%, vendas reais caíram 1,6% e o NUCI cedeu 0,2p.p.

O INA de móveis sofreu queda de 2,8%, com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 2,9%, vendas reais caíram 3,5% e o NUCI manteve-se estável (0,1p.p.). Já nos produtos químicos, a queda foi de 4,2%. O total de horas trabalhadas na produção, total de vendas reais e NUCI tiveram queda de 1,4%, 4,4% e 2,8p.p., respectivamente.

Clique aqui para ter acesso a todos os dados do INA.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de março se manteve acima de 50 pontos pelo segundo mês consecutivo: 50,5 pontos, ante os 50,6 pontos de fevereiro, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o emprego se destacou, registrando o maior nível desde novembro de 2010: 53,7 pontos, com avanço de 1,3 ante os 52,4 de fevereiro. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O indicador de vendas apresentou queda de 5,7 na pontuação, passando de 55,0 pontos para 49,3 pontos. Já o indicador de mercado passou para 52,9 pontos, ante os 51,7 pontos. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

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Nível de emprego na indústria paulista recua 0,14% em fevereiro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O nível de emprego da indústria paulista apresentou queda de 0,14% em fevereiro, com fechamento de 3.000 postos de trabalho no mês, sem ajuste sazonal. Com ajuste, o recuo apurado chega a 0,40%. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e divulgada nesta quinta-feira (16/3).

Apesar da baixa para fevereiro, o saldo no acumulado do ano segue positivo em 3.500 postos de trabalho (0,16%), já que em janeiro o setor manufatureiro paulista havia contratado 6.500 funcionários. O segmento de açúcar e álcool foi responsável por gerar 1.050 vagas em fevereiro.

Na comparação de fevereiro deste ano com o mesmo mês de 2016, o resultado segue ainda negativo (-5,32%). No acumulado desse período, foram demitidos 122 mil trabalhadores das indústrias do Estado.

De acordo com o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, os resultados do mês mostram que o emprego industrial tende a passar por períodos de oscilação até uma recuperação consistente. “A atividade da indústria está hesitante, próxima do aumento. Nós estamos em um período de transição. Enquanto a produção física não apontar claramente para cima, o emprego, que é o último a se recuperar, ainda viverá esse período de altos e baixos”, aponta.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de fevereiro, 15 ficaram negativos, 4 no campo positivo e 3 permaneceram estáveis. Entre os positivos, o destaque foi o segmento de artefatos de couro, calçados e artigos para viagem (3,94%). Do lado negativo, o segmento que mais demitiu foi o de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,83%).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do Estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa no Estado de São Paulo (-0,14%), na Grande São Paulo (-0,33%) e no interior paulista (-0,06%).

O recuo foi percebido também em 25 diretorias regionais das 36 avaliadas. Em Botucatu (-3,29%), a queda foi influenciada pelo setor de minerais não-metálicos (-53,80%) e produtos de metal (-14,81%); Jaú (-2,95%), por artefatos de couro e calçados (-7,95%) e produtos de metal (-13,33%) e Araçatuba (-1,30%), por móveis (-2,58%).

Já as variações mais positivas foram registradas em Franca (6,08%), influenciada por artefato de couro e calçados (12,35%) e coque e biocombustíveis (2,71%); Bauru (1,51%), no rastro de máquinas e equipamentos (8,86%) e de artefato de couro e calçados (10,14%); Sertãozinho (0,81%).

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Mais uma vez, dinheiro do 13º vai para quitação de dívidas

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

Pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), aponta que 45% dos entrevistados que esperam receber o 13º salário pretendem utilizar o dinheiro para pagar dívidas. E 19% planejam poupar os recursos.

De acordo com o diretor do Depecon, Paulo Francini, a queda real do rendimento, o medo de perder o emprego e o maior endividamento, principalmente com o uso de cartão de crédito, são fatores que fazem com que as pessoas aproveitem a verba extra para quitar dívidas. “Quem entra na ciranda do pagamento do cartão de crédito em atraso, não consegue pagar a taxa absurda de 400% ao ano. Quando entra um dinheiro extra, a prioridade é liquidar a dívida mesmo”, explica.

Para Francini, o brasileiro é um “herói por conviver com a taxa de juros reais mais alta do mundo”.

Dados do levantamento indicam que o espírito natalino não foi o bastante para estimular gastos, e 86% dos entrevistados declararam estar menos dispostos ou sem condições de contrair novas dívidas. Resultado similar ao registrado no mesmo levantamento em 2015, quando o percentual foi de 89%.

A proporção de pessoas que pretendem manter a tradição da compra de presentes de natal (13%) é a menor desde a primeira edição da pesquisa, em 2009.

>> Ouça entrevista com Francini

Para 20% das pessoas que pretendem comprar presentes, seu valor será semelhante ao do ano passado, enquanto 19% garantem que será mais barato. “Qual é o pai ou a mãe que não quer comprar um presente para seu filho?  Mas, mais uma vez, vai comprar lembrancinha, gastar pouco.”

Pesquisa

Esta pesquisa foi encomendada por Fiesp e Ciesp à Ipsos Public Affairs, realizada em âmbito nacional, com amostra de 1.200 pessoas entre os dias 1º e 12 de outubro de 2016.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento.

Queda menor do nível de emprego em outubro faz Fiesp e Ciesp reverem projeção para o ano

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

A pesquisa de Nível de Emprego de outubro, divulgada nesta sexta-feira (18/11) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), indica que a indústria paulista perdeu 6.500 postos de trabalho, o que representa um recuo de 0,28%, em relação ao mês de setembro. Desde o início do ano, o total acumulado é de 92 mil demissões.

De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, o resultado da pesquisa levou à revisão da projeção, feita pelas entidades, de 165 mil postos de trabalho a menos na indústria paulista em 2016. “Continuamos perdendo, mas de forma atenuada e devemos chegar a, no máximo, 150 mil demissões”.

O diretor afirma, no entanto, que a situação da indústria é muito grave e que ser melhor do que 2015 – quando foram registrados 235 mil postos de trabalho a menos – é quase uma obrigação do setor. “Não conseguimos ver ainda a marca do que poderíamos chamar de recuperação e retorno do crescimento. Melancolicamente caminhamos para mais um final de ano negativo na economia brasileira e na indústria de transformação.”

>> Ouça a análise de Paulo Francini

Setores e regiões

Em outubro, dos 22 setores apurados pela pesquisa, 13 (59%) demitiram, cinco apresentaram estabilidade e quatro registraram contratações. Três setores se destacam no caso de perda de vagas: Outros Equipamentos de Transporte (-2.045 vagas); Veículos automotores (-1.522) e Produtos Alimentícios (-885).

Das 36 Diretorias Regionais do Ciesp incluídas na pesquisa, 18 (50%) registraram queda, com destaque para Limeira (-4,31%), Santa Bárbara d’Oeste (-3,46%) e São José dos Campos (-2,56%). A quantidade de Diretorias com índices negativos, no entanto, é menor do que a registrada pela pesquisa no mês de outubro dos três anos anteriores (20 negativas em 2013, 30 em 2014 e 31 em 2015).

Para 12 (33%) das regionais o saldo de postos de trabalho foi positivo, com destaque para Matão, que registra contratações pelo segundo mês consecutivo, (1,92%), Santos (1,75%) e Santo André (0,90%).

Para conferir a íntegra da pesquisa, só clicar aqui.


Atividade da indústria paulista fecha o trimestre com queda de 2,3%

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545149038O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista fechou o terceiro trimestre do ano em queda de 2,3%, sem os efeito sazonais,  em relação ao trimestre anterior. Em setembro, a redução foi de 0,2%, se comparada ao resultado de agosto. Os dados são da pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) divulgada nesta sexta-feira (28/10).

Segundo o diretor do Depecon, Paulo Francini, a manutenção do  fraco desempenho do setor altera a projeção do INA para o ano de 2016,  de 6,4% para 9,0% negativos.  “O ano vai terminar pior para a indústria do que 2015. Talvez o PIB não caia tanto quanto no ano passado, mas o comportamento da indústria vai ser pior em 2016”, diz.

Ao lembrar que o INA registrou quedas significativas em  2014 (-6%) e 2015 (-6,2%), Francini afirma que o quadro da atual economia  é recessivo e devastador, comum em países em guerra ou que sofreram por catástrofes naturais.   “Dois anos de queda na economia só encontramos em 1930,  não há situação paralela depois disto.”

Sobre expectativas para 2017, o diretor de Depecon afirma que não enxerga recuperação e lembra que  fatores que estimulariam a demanda, como emprego, e renda também estão em baixa, além do crédito, cada vez mais restritivo. “A economia  brasileira está em uma trajetória difícil. Para nós, 2016 terminou. Agora é torcer para o final do ano chegar logo, criar novas esperanças e ir em frente”, conclui.

>> Ouça boletim sobre o INA

Setores

Em setembro, o INA do setor de máquinas e materiais elétricos apresentou retração de 2,0%, se comparado ao mês anterior sem os efeitos sazonais. No Total de Vendas Reais a queda foi de 2,5%, enquanto nas Horas Trabalhadas na Produção o registro negativo foi de 2,3%. O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) apresentou ligeira alta de 0,3 p.p.

O setor têxtil também apresentou queda, desta vez de 1,0%, na passagem de agosto para setembro, na série sazonalmente ajustada. Houve retração no Total Vendas Reais (-1,9%) e nas Horas Trabalhadas na Produção (-1,4%). Com resultado estável, a variação do Nuci ficou em 0,1 p.p.

Sensor

A pesquisa Sensor de outubro fechou em 48,1 pontos, na série livre de influências sazonais, número inferior ao de setembro, quando atingiu 48,9 pontos. Como está abaixo dos 50,0 pontos, o sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

No mês, os únicos avanços foram das variáveis emprego, que passou de 47,7 pontos no mês anterior para 48,8 pontos, e mercado, que passou de 46,9 para 48,8 pontos, mas os resultados abaixo dos 50,0 pontos ainda indicam expectativas pessimistas para o mês.

Depois de três meses de estoque ajustado, o indicador passou de 52,8 para 48,9 em outubro e, por ser inferior a 50,0 pontos indica que está em nível acima do desejável.

As variáveis vendas e investimentos também registraram queda de pontos no Sensor.

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Indústria paulista demite 11.500 em setembro e fecha trimestre com perda de 29.000 vagas

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545149038O nível de emprego da indústria paulista em setembro recuou 0,51% em relação a agosto, com a perda do equivalente a 11.500 vagas de trabalho. No terceiro trimestre de 2016, a perda acumulada é de 29.000 postos, e no ano, de 86.000. Os dados, divulgados nesta terça-feira (18/10), são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Paulo Francini, diretor titular do Depecon, explica que o ritmo de queda diminuiu, mas ainda continua a haver cortes. “O que se quer é que não haja demissões.” Francini lembra que a previsão do Depecon é fechar 2016 com o saldo negativo de 165.000 vagas. Somando as 235.000 demissões de 2015, a perda total atingirá 400.000 vagas em dois anos. “É uma tragédia”, diz Francini. “E é uma tragédia que não chegou ao final.”

A perda de postos de trabalho deste ano para o mês de setembro só é menor, na série histórica iniciada em 2006, que a de 2015.

Setores

Dos 22 setores pesquisados, houve queda do nível de emprego em 13 (59%). Quatro permaneceram estáveis, e cinco apresentaram comportamento positivo. Esta distribuição é diferente da observada no ano de 2015, quando os setores negativos foram 19, os positivos, 2, e 1 apresentou estabilidade.

Não há, explica Francini, nenhum setor que se destaque. A queda acumulada do PIB brasileiro, de cerca de 8% entre 2015 e 2016, é semelhante à que ocorre em países em guerra, diz o diretor do Depecon. “E num país em guerra, quem mais sofre é a sociedade.”

>> Ouça a análise de Paulo Francini

Em valores absolutos, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias foi o que mais demitiu em setembro (saldo negativo de 3.108 vagas). Em máquinas e equipamentos, o corte foi de 2.714 postos de trabalho. Entre os setores que tiveram mais contratações que demissões, o primeiro é o de produtos minerais não metálicos (174 vagas).

Das 36 diretorias regionais em que se divide a pesquisa, 25 (70%) tiveram desempenho negativo em setembro, em 10 ele foi positivo, e 1 ficou estável. A maior variação negativa (de -4,14%) ocorreu em Santo André. Matão teve a maior alta (2,6%).

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‘Não é só a retomada da confiança que vai resolver’, diz economista sobre a crise brasileira em reunião na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A crise econômica brasileira e a nossa fragilidade financeira estiveram na pauta da reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp, na manhã desta segunda-feira (10/12), na sede da federação, na capital paulista. O professor do Departamento de Economia da Hobart and William Smith Colleges de Nova Iorque, nos Estados Unidos, Felipe Rezende, foi o convidado para falar sobre os temas. O encontro foi coordenado pelo diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e vice-presidente do Cosec, Paulo Francini.

Para Rezende, os elementos de fragilidade da economia brasileira são visíveis desde 2007. E que, desde 2011, foram observadas mais flutuações do investimento e do PIB, com o fim de um ciclo de alta nas nossas commodities.

“Tivemos uma transferência negativa líquida de recursos, com lucros saindo da economia brasileira e indo para o exterior”, disse Rezende. “As empresas se endividaram muito, houve uma queda nos lucros líquidos e nos lucros retidos das empresas desde 2010”.

Segundo o economista, houve uma queda de 49% no retorno das empresas abertas entre 2010 e 2016. “Com isso foi observado um comprometimento dos lucros operacionais, a geração de caixa das empresas não dá para pagar as despesas financeiras”.

Diante disso, a política econômica brasileira foi “desenhada para reduzir somente o custo de capital”. “Isso é só uma parte da equação:  a parte mais importante deve ser o lado do retorno do investimento”.

Como reagir diante desse cenário? “Não é só a retomada da confiança que vai resolver”, destacou Rezende. “A crise brasileira não é de base fiscal, mas financeira”.

De acordo com Rezende, o Brasil reagiu à crise do setor privado como se essa fosse uma crise de investimento externo. “Houve uma falha de diagnóstico, como se houvesse um paciente na UTI e alguém fosse lá e desligasse os aparelhos”, explicou. “Foi forte a contração fiscal em 2015, o choque de preços administrados. Com isso, as empresas sentiram o choque de preços e de despesas financeiras”.

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Rezende: “A crise brasileira não é de base fiscal, mas financeira”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Como consequência, 21 de um conjunto de 24 atividades econômicas pesquisadas pelo IBGE apontaram redução da produção em agosto de 2016. “Foi o pior agosto desde 2012, com uma forte contração da demanda e queda no emprego e na renda”.

Diante disso tudo, para Rezende, é preciso pensar numa estratégia de desenvolvimento sustentável baseada na demanda doméstica. “Isso tendo como objetivo atingir o pleno emprego e a estabilidade de preços, a reforma do arcabouço institucional do Banco Central e redução da dependência de capitais externos”.

Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista recua 2,3% em agosto

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista em agosto, sem efeitos sazonais, recuou 2,3% em comparação ao mês anterior. A principal influência negativa foi a variável Total de Vendas Reais, com -4,9%, mas Horas Trabalhadas na Produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) também caíram 1,0% e 0,3 p.p, respectivamente.

Os dados são da pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) divulgada nesta quinta-feira (29/9).

“Este resultado é uma indicação clara de que a recuperação pretendida e anunciada ainda não chegou para a indústria paulista. Não vemos sinais de retomada efetiva”, afirma o diretor do Depecon, Paulo Francini.

>> Ouça a análise de Paulo Francini

A projeção para o INA é fechar 2016 com retração de cerca de 6,4%, depois de ter registrado -6,2% em 2015 e -6,0% em 2014, mas com o resultado de agosto, Francini afirma que isto pode mudar.

“Começamos a duvidar deste número, a queda pode ser bastante acentuada. Nos últimos oito meses já registramos queda de -9,6% em relação ao mesmo período de 2015”.

Setores

No resultado do INA de agosto, sem influência sazonal, dois setores se destacaram negativamente, entre eles o de veículos automotores, que registrou queda de 5,9%, em comparação ao mês anterior. A queda mais expressiva foi do Total de Horas Trabalhadas na Produção (-6,9%), seguido por Total de Vendas Reais (-5,4%) e pelo NUCI (-0,1 p.p).

O INA do setor de celulose e papel também apresentou queda (-1,6%) em relação ao mês de julho, puxada pela redução nas Horas Trabalhadas na Produção (-2,5%) e pelo NUCI (-0,9 p.p.). Neste caso, o Total de Vendas Reais cresceu 0,8%.

Destaque positivo do INA ficou para o setor de metalurgia, que registrou crescimento de 1,1% na passagem de julho para agosto, já dessazonalizado. Todas as variáveis consideradas na formação do resultado apresentaram alta:   Total de Vendas Reais, com 5,0%; Horas Trabalhadas na Produção com 1,0%; e o NUCI, com aumento de 2,8 p.p.

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Sensor

A pesquisa Sensor de setembro fechou em 49,1 pontos, na série livre de influências sazonais, número inferior ao de agosto, quando atingiu 49,4 pontos. Como está abaixo dos 50,0 pontos sinaliza queda da atividade industrial para o mês. Dos cinco indicadores analisados, Mercado, Vendas e Emprego registraram redução de pontos em agosto, enquanto Nível de Estoque e Investimentos indicam melhores perspectivas (já que o indicador de estoques passou de 50,2 para 52,9 pontos, e o de investimentos, de 51,0 para 50,2 pontos em agosto, permanecendo em terreno otimista).

Há exatos 30 meses a indústria paulista demonstra que não está otimista com relação à atividade industrial, com resultados abaixo dos 50 pontos na pesquisa Sensor. “A percepção do empresário paulista não estava equivocada. O fato é que continuamos não encontrando a retomada em curso ou motivos que a inspirem”, diz Francini.

O diretor explica que o cenário econômico continua difícil, com falta de crédito, taxa básica de juros (Selic) alta e variáveis do INA que demonstram que houve redução de salário do empregado.

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