Diretores da Fiesp apontam perspectivas para 2014 em coletiva de imprensa da entidade

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Além do balanço de 2013 para a indústria e a economia brasileiras, apresentado pelo presidente da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, a coletiva de imprensa de final de ano das entidades contou com a participação de diretores de várias áreas de atuação da indústria paulista.

Um desses participantes foi o superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Walter Vicioni Gonçalves.

Segundo Vicioni Gonçalves, o Sesi-SP e o Senai-SP se empenham e seguirão empenhados na oferta de educação de qualidade, o que também é uma forma de “estimular o desenvolvimento econômico”. “Em 2015, teremos 90 mil alunos na educação fundamental em regime integral no Sesi-SP”, disse.

Ele lembrou ainda que o Sesi-SP fez intervenções no currículo para estimular as áreas de ciência e tecnologia na rede. “E isso para os alunos desde os seis anos de idade”, explicou. “Temos laboratórios de química e física, por exemplo”.

Vicioni na coletiva de imprensa: educação de qualidade para “estimular o desenvolvimento econômico”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Vicioni: educação de qualidade para “estimular o desenvolvimento econômico”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Projetos como o Teatro Musical, de formação de atores na área, ligado ao setor de Cultura do Sesi-SP, também foram lembrados.

Assim como as unidades móveis do Senai-SP sobre áreas como nanotecnologia, robótica aquática e aviônicos. “Para a Fiesp a educação é uma ferramenta de desenvolvimento econômico”, disse Vicioni Gonçalves.

Meio ambiente

Também presente à coletiva de imprensa, o diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, explicou que existe no estado de São Paulo um “arcabouço com mais de 800 normas ambientais”. “Isso gera uma enorme dificuldade de licenciamento e de processos de renovação de licenças”, disse.

Assim, o DMA está fazendo um ordenamento da legislação estadual a partir de um conjunto de 700 normas. “Estamos desenvolvendo uma proposta de código ambiental para facilitar a vida dos empresários”, afirmou. “É mais uma contribuição da Fiesp para ajudar São Paulo e o Brasil a serem mais competitivos”.

Reis: “Estamos desenvolvendo uma proposta de código ambiental para facilitar a vida dos empresários”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Reis: proposta de código ambiental para facilitar a vida dos empresários. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Pequena e média indústria

Diretor-titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), Milton Bogus destacou a atuação da entidade no sentido de ajudar empreendedores de todos os portes. “Fechamos uma parceria com 20 universidades para atendimento, consultoria e palestras para mais de 6 mil empresas”, explicou.

Ele lembrou ainda que as salas de crédito realizadas na federação sempre contam com a participação dos seis principais bancos do país, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De olho na Copa

No Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, as atenções já estão voltadas para a Copa do Mundo de 2014. “Estamos focados na segurança privada no Brasil até por conta da Copa”, disse o diretor-titular do Deseg, Ricardo Lerner.

Nesse sentido, a federação deve receber, em sua sede na Avenida Paulista, em São Paulo, em 25 de fevereiro de 2014, um evento para discutir a segurança em cada uma das cidades que vão sediar o evento no Brasil no próximo ano.

Construindo oportunidades

Para o diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, o “destravamento do setor nos diversos aspectos que têm atrapalhado a construção” é uma prioridade do departamento para 2014.

Nacionais x importados

Coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil) na Fiesp, Paulo Fraccaro, é preciso estimular a discussão, em 2014, de temas como a dificuldade de concorrência entre produtos nacionais e importados na área da saúde.

“Hospitais e órgãos públicos importam artigos na área com isenção de tributos”, disse. “Precisamos de isonomia na área, de igualdade de competição”.

O debate também vale para o setor de defesa. “A nossa busca maior é buscar a equiparação da indústria nacional com a estrangeira”, afirmou o diretor-titular do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo Cândido.

Reunindo cadeias produtivas

Para o diretor-titular do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira, uma das principais missões da área em 2014 será continuar “reunindo cadeias produtivas”.

“Vamos sofisticar o nosso estudo Outlook com a inclusão de projeções de análise de cenários”, disse. “Por exemplo, se continuarem a existir restrições ao etanol, o que vai acontecer?”, afirmou.