Paulistanos apoiam iniciativa da Fiesp de entrar com ação contra o aumento do IPTU

Giovanna Maradei e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Nas ruas, os paulistanos são só elogios à iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para barrar o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) anunciado pela Prefeitura de São Paulo. O reajuste, que chega a 35% e se estende para os próximos anos, foi aprovado pela Câmara em duas votações, sancionado pelo prefeito Fernando Haddad e pode entrar em vigor em 2014, valendo para imóveis comerciais e residenciais.

A ação, com pedido de liminar para imediata suspensão da lei, está sendo proposta em conjunto pela Fiesp,  Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), sindicatos filiados à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) e pela Associação Comercial de São Paulo.

Para o analista de sistemas Leandro Fernandes da Rocha, de 35 anos, a cidade precisaria oferecer mais “infraestrutura” à população diante do que está sendo cobrado. “Seria preciso dar mais recursos para a população para depois se pensar em um aumento desses”, afirma. “É duro ver tantos buracos na rua, pagar IPTU caro e nada ser feito. Apoio totalmente a iniciativa da Fiesp, esse reajuste não cabe no bolso de jeito nenhum”.

O corretor de seguros Fernando Berton,  de 33 anos, lembra que a inflação também não acompanha o aumento previsto para o IPTU em São Paulo. “Na verdade, nenhuma aplicação na Bolsa ia render tudo isso”, diz. “Muito boa a ideia da Fiesp de entrar com uma ação na Justiça”.

Fernando: “Muito boa a ideia de Fiesp de entrar com uma ação contra isso na Justiça”. Foto: Fiesp

Fernando: “Muito boa a ideia de Fiesp de entrar com uma ação contra isso na Justiça”. Foto: Fiesp

 

Segundo a analista financeira Juliana Tintino Ferraz, de 25 anos, o reajuste de até 35% no imposto é “ridículo”. “Se você pega um ônibus de manhã é um horror, nunca dá para pegar o primeiro”, afirma. “Os hospitais públicos são uma vergonha, enfim, os serviços prestados pela Prefeitura são muito ruins”. Para ela, é “justo” que a Fiesp, em parceria com outras entidades, se mobilize diante do assunto.

Totalmente inviável

Na opinião da contadora Liliane Camargo de Souza, de 36 anos, os brasileiros já pagam “muitos impostos”, sendo a elevação do IPTU em São Paulo “totalmente inviável”. “A gente não tem nem infraestrutura básica necessária, não dá”. Por isso mesmo, segundo ela, a atitude da Fiesp diante do assunto é tão importante. “Eu acho uma ideia muito boa, alguém tinha que tomar a iniciativa, já é um começo”.

Liliane: “A gente não tem nem infraestrutura básica necessária, não dá”. Foto: Fiesp

Liliane: “A gente não tem nem a infraestrutura básica necessária, não dá”. Foto: Fiesp

 

O casal Angelina da Silva Onório, de 71 anos, e Sebastião Onório, de 76, ambos aposentados, também não economiza críticas ao reajuste. “Estão exagerando, atropelando o cidadão brasileiro. Exageram nos impostos e oferecem poucos serviços para a sociedade, muito abaixo daquilo que estão cobrando”, diz Onório. “A gente paga imposto até para respirar”, concorda Angelina. “Apoio a Fiesp, alguém precisa entender as necessidades da sociedade”, afirma Osório.

Compartilhando das mesmas ideias do casal, o motorista Genebaldo Silva Santos, de 74 anos, não tem outra palavra além de “absurdo” para classificar o reajuste do IPTU em São Paulo. “Isso para mim é um absurdo, um absurdo, um absurdo, um absurdo”, diz. “Que a Fiesp consiga evitar isso na Justiça”.