Nota oficial: Fiesp defende o Acordo de Paris e lamenta a decisão norte-americana de se retirar do pacto global de combate à mudança climática

Agência Indusnet Fiesp 

A mudança do clima afeta todos os países. O consenso obtido no Acordo de Paris, em 2015, marco nas discussões globais, demonstra a importância de se manter o esforço multilateral para o estabelecimento de uma economia de baixo carbono que garanta a sustentabilidade do planeta, a segurança alimentar, as conquistas ambientais e sociais, além da manutenção da competitividade dos sistemas produtivos.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo participa oficialmente das Conferências do Clima desde 2009, como integrante da delegação brasileira, e apoiou o Acordo obtido na COP21. O Brasil apresentou metas absolutas de reduções das emissões, o que o posiciona como um dos países emergentes de maior ambição nos esforços de mitigação à mudança do clima. Esse patamar só pode ser obtido com o apoio de todos os setores da sociedade, inclusive da indústria.

Por isso, a Fiesp avalia como preocupante o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país do Acordo do Clima. A indústria permanece comprometida em seus esforços de aprimoramento dos processos produtivos e da tecnologia utilizada a fim de preservar os bens naturais e contribuir de modo decisivo para o combate à mudança climática, um processo irreversível.

 

Acordo de Paris: nova revolução industrial passa pela menor emissão de carbono

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O debate sobre o Acordo de Paris, que prevê ações para a redução das emissões de carbono, encerrou a 18ª Semana do Meio Ambiente, realizada desde a terça-feira (07/06), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em São Paulo. Participaram do workshop a presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBA), Elizabeth de Carvalhaes, o ambientalista Fábio Feldman, o engenheiro e professor da USP Luis Gylvan Meira Filho e o diplomata Everton Lucero.

O Acordo de Paris foi estabelecido na 21ª Conferência das Partes (COP21), em Paris, em 2015, com o objetivo de dar uma resposta global às mudanças no clima, principalmente no que se refere ao aumento da temperatura. A iniciativa foi aprovada por 195 países e visa reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

“Temos aqui na Fiesp um comitê interno de mudanças do clima”, explicou Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da federação e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação. “O Acordo de Paris estabelece que os países signatários possuem a mesma responsabilidade sobre a emissão de carbono”, disse. “Uma responsabilidade vinculada às capacidades nacionais nesse momento de tomada de decisões”.

Moderador do debate, o diretor executivo de Projetos da Fiesp e tenente brigadeiro do Ar Aprígio de Moura Azevedo, destacou que o tema “entrou de forma definitiva na agenda”. “O mundo passou a dar atenção à mudança do clima”.

Segundo Meira Filho, as implicações da assinatura do Acordo de Paris é que são importantes. “Vamos precisar de mudanças mais profundas do que aquelas a que estamos acostumados”, afirmou. “Temos que reduzir em mais de 70% as emissões de dióxido de carbono, é necessário que a indústria se prepare”.

O workshop sobre o Acordo de Paris que encerrou a 18ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Feldman, a mudança na discussão representada pelo Acordo de Paris traz o desafio de colocar na agenda de cada país uma nova governança de clima. “Nem sempre esse foi um tema prioritário no Brasil”, disse. “Precisamos pensar em como isso vai repercutir aqui, em como estabelecer políticas públicas nesse sentido”.

O envolvimento nesse sentido, para viabilizar uma “nova revolução industrial”, deve incluir o “presidente da república” e esferas como o “Itamaraty e ministérios variados, como o de Ciência e Tecnologia”, entre outros. “Que modelo de governança nós vamos ter para cumprir as nossas metas, para viabilizar essa nova revolução industrial feita com baixa emissão de carbono?”, questionou.

Uma única árvore

A implementação imediata do Código Florestal no Brasil também foi citada no workshop. “Isso é fundamental para o cumprimento das metas no Acordo de Paris”, disse Elizabeth. “O Código trata da agricultura, da energia”, afirmou. “É o maior benefício para essa nação dentro do que foi estabelecido pela Conferência do Clima, o Código seria um reforço importante para a recuperação de áreas”.

Conforme Elizabeth, a indústria precisa de políticas de longo prazo para se preparar para esse cenário novo, de novos mercados. “Precisamos migrar todos para esse conceito de indústria sustentável, que só vai se desenvolver se houver demanda”, explicou. “O consumidor tem que querer consumir dessa forma, dizer que não paga por aquilo que pode atrapalhar o meio ambiente”.

Entre as formas de chegar lá, ela citou opções como o investimento em nanotecnologia, que é aquela que trabalha em escala manométrica, produzindo dispositivos com as dimensões de átomos ou moléculas, entre outras opções. “Acredita-se que uma árvore pode oferecer ao homem mais de 5 mil usos pelo simples fato de existir”, disse. “Esse é um desafio maior do que reduzir em dois graus celsius a temperatura no planeta”.

Nessa linha de preparação, Lucero destacou que o momento é de “facilitação” para a implementação das medidas que vão garantir o cumprimento do Acordo de Paris, em 2020. “Muitos aspectos do acordo ainda precisam ser regulamentados”.

Entre os destaques do Acordo, Lucero citou o artigo 6º, que prevê “mecanismos de mercado, de desenvolvimento sustentável”. “Isso envolve definir regras, modalidades de crescimento dos países”, afirmou.

Para isso, “regras de transparência são relevantes para a implantação de mecanismos de mercado”. “Precisamos de uma conjunção de esforços, ouvir representantes dos governos e da sociedade civil”.

Clube C6 de Comércio Internacional se reúne para discutir desenvolvimento urbano

Alice Assunção,  Agência Indusnet Fiesp

Desde quinta-feira (26/06), o Clube C6, formado pelas Câmaras de Comércio e Indústria de Londres, Paris, Berlim e Moscou, tem se reunido na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. No encontro deste ano, o principal tema do grupo é o desenvolvimento urbano das grandes cidades do mundo.

A primeira parte da reunião desta sexta-feira (27/06) foi conduzida pelo diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto. Até o fim do dia, o grupo deve apresentar um projeto que demonstre como o setor privado tem contribuído e pode continuar contribuindo para superar os desafios econômicos, sociais e ambientais das cidades.

Anfitrião, Zanotto explicou aos membros do C6 que a Fiesp não lida apenas com os problemas conjunturais que afetam a indústria, mas milita em causas como a redução da elevada de taxa de juros, o que repercute em todas as atividades da economia brasileira.

Os representantes do C6 com Zanotto (ao centro): superação de desafios econômicos e sociais. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Os representantes do C6 com Zanotto (ao centro): superação de desafios econômicos e sociais. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

“Nós temos confrontado o governo contra as elevas taxas de juros também”, disse Zanotto. Ele acrescentou ainda que a federação possui dois objetivos primordiais: “um é ser um representante independente dos negócios, mas, por outro lado, somos responsáveis pelo maior sistema de ensino financiado pelo setor privado”, disse ao citar as ações do Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria de São Paulo (Senai-SP) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Problemas, problemas

Segundo Zanotto, os maiores problemas de conjuntura econômica e social estão nas metrópoles. Em sua avaliação, não há consenso “para resolver os grandes problemas das cidades, por isso a Fiesp acredita que reuniões como essas são muito importantes”.

Representante britânico, o CEO da Câmara de Comércio e Indústria de Londres, Colin Stanbridge, afirmou na reunião que, para superar gargalos como o de transporte público, principal pauta de reclamações em cidades desenvolvidas, é necessário integrar todos os responsáveis pelos diferentes modais do sistema em uma única discussão.

“Integrar todas as chefias do transporte público, juntar esses chefes e discutir para o bem estar nas cidades. É ótimo fazer isso”, garantiu Stanbridge.

O chefe de Comércio de Londres também afirmou que a economia do Reino Unido, e de Londres, vai bem, “mas há temores de superaquecimento, sobretudo do mercado imobiliário”.

Ainda na lista dos desafios, Stanbridge citou a expansão das malhas metroviária e ferroviária de Londres.

“Transporte sempre é um problema. Temos um bom sistema, mas precisamos de mais linhas [de metrô]. Temos as ferrovias, que também precisamos expandir, mas é um assunto muito delicado por conta de questões como poluição, barulho e custo”, explicou.

Metas para o Brasil

No caso do Brasil, o coordenador de mobilidade urbana do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), Renato Boareto destacou que os desafios para melhorar a mobilidade urbana de cidades como São Paulo está na definição de metas e planos para linhas de trem e metrô. Segundo ele, essas medidas incluem questões ambientais, redução do consumo de energia e de emissão de gases poluentes e aspectos de segurança de seus operadores.

Durante a sua apresentação para o grupo, Boareto avaliou ainda que o transporte da região metropolitana é “muito confuso, sem coordenação”.

Nesta tarde, os membros do C6 devem apresentar soluções para desenvolvimento urbano de suas cidades.

Também participaram da reunião na manhã desta sexta-feira (27/06), o presidente da Associação das Câmaras de Comércio e Indústria da Alemanha, Eric Schweitzer, Jan Eder, CEO da Associação das Câmaras de Comércio e Indústria da Alemanha, Sergei Shimakov, vice-presiednte da Câmara de Comércio e Indústria de Moscou, Wang Chaoyang, diretor-geral do Sub-Conselho para a Promoção do Comércio Internacional de Pequim e Yuan Xiaokun, gerente de projetos do Sub-Conselho.

 

 

Senai-SP é premiado na França por formação profissional e inovação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) recebeu o prêmio internacional Hermès de l’Innovation 2014  pelo Instituto Europeu de Estratégias Criativas e de Inovação e pelo Clube de Paris de Diretores de Inovação na França.

A entidade foi contemplada na categoria “Melhoria nas Relações entre Pessoas e Trabalho” por seu trabalho de formação profissional. Dos  4 milhões de profissionais capacitados no Brasil em um ano, ao menos 1 milhão foram treinados pelo Senai de São Paulo.

O professor Osvaldo Maia, gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, recebeu o prêmio. Segundo ele, o trabalho do Senai  ficou conhecido entre os franceses por conta de  uma apresentação feita por ele na Casa Brasil-França no ano passado, em São Paulo. “É uma ação importante de reconhecimento do trabalho que as escolas estão fazendo pela inovação”, diz Maia.

A cerimônia de premiação em Paris: trabalho de formação reconhecido. Foto: Divulgação

A cerimônia de premiação em Paris: trabalho de formação reconhecido. Foto: Divulgação

 

Para ele, o reconhecimento internacional “é muito mais que uma questão de quantidade de matrículas, mas de qualidade de formação profissional que leva em conta aspectos inovadores”.

Há uma semana, o Senai recebeu o prêmio Hermès em um auditório com ao menos 400 especialistas em inovação de importantes grupos e instituições da Europa, dos Estados Unidos e da Ásia.

Em sua quinta edição, o prêmio Hermès destacou iniciativas inovadoras em oito categorias, entre elas a “Melhoria da Condição Humana”, “Melhoria das Relações Humanas”, “Melhoria da Vida na Cidade” e “Melhoria da Relação Sustentável entre Humanos e Natureza”.

A Prefeitura de Curitiba venceu a categoria “Melhoria da Vida na Cidade” por seus projetos de inovação em urbanismo.

Departamento da Construção da Fiesp promove missão na França

Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza nesta semana, entre segunda-feira (02/06) e sexta (06/06), uma missão estratégica na França.

Contando com o apoio da Embaixada do Brasil em Paris, a missão tem a finalidade de conhecer as estratégias e os mecanismos adotados pelos agentes franceses, bem como os incentivos e as contrapartidas do setor empresarial que levaram alcançar os elevados índices de sustentabilidade, utilizando a metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção), na ocasião estão previstas visitas a empresas e órgãos do governo francês.

A iniciativa é coordenada pelos diretores titulares adjuntos do Deconcic, Mario William e Maria Luiza Salomé, e conta com o apoio do gerente do Departamento, Filemon Lima.

Também participam da missão o diretor das Indústrias Intensivas em Mão de Obra e Recursos Naturais do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Otávio Bezerra Prates; o diretor da escola “Orlando Laviero Ferraiuolo”, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Abilio Weber, e um técnico de ensino dessa unidade, Márcio de Oliveira Cruz; além do diretor operacional da empresa Leonardi Construção Industrializada, Carlos Alberto Gennari.

Fiesp organiza missão empresarial para Salão Internacional da Construção em Paris, na França

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por intermédio do seu  Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) e com apoio do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil em Paris, da Cátedra “Globalização e Mundo Emergente Fiesp-Sorbonne” – convênio com a Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, e da Fundação Carlos Alberto Vanzolini, participará, mais uma vez, do Salão Internacional da Construção – Batimat 2013.

Evento tradicional do setor, o salão é reconhecido por apresentar uma série de produtos e serviços inovadores, estimulando a troca de experiências sobre tecnologias em prol da construção. Nesta edição, serão abordados desafios para o desenvolvimento setorial, como gestão do consumo de energia e recursos, acessibilidade e conforto em edificações, entre outros.

A Fiesp organiza missões para o Batimat desde 2007, com delegações de empresários, representantes de entidades, investidores e profissionais da área, proporcionando a oportunidade de renovar conhecimentos e trazer o que há de mais atual para os negócios no Brasil.

Nesse ano, durante a programação, integrantes da Missão Empresarial Fiesp Batimat 2013 participarão do curso no âmbito da Cátedra “Globalização e Mundo Emergente Fiesp-Sorbonne”, convênio recém lançado entre a entidade e a universidade francesa. O curso apresentará aos participantes conceitos inovadores sobre gestão empresarial.

Serviço

Local: Paris Nord Exhibition Centre, Paris, França
Data:  Entre os dias 4 e 8 de novembro
Mais informações: www.batimat.com

Foto: Paulo Skaf visita ‘Cidade das Crianças’, em Paris, na França

Agência Indusnet Fiesp

Em sua passagem pela capital francesa, onde reforçou o apoio à candidatura de São Paulo para sediar a Expo 2020, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, visitou na tarde de quarta-feira (12/06) a “Cidade das Crianças”, na Cité des Sciences, no parque La Villette, juntamente ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin.

 

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, durante visita à Cidade das Crianças, na Cité des Sciences, no parque La Villette. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Fiesp acompanha, em Paris, defesa de candidatura de São Paulo à Expo 2020

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, desembarcou nesta segunda-feira (10/06) em  Paris, na França, para acompanhar a defesa da candidatura de São Paulo à sede da Exposição Universal em 2020, a Expo 2020.

Da esquerda para a direita: Skaf, Temer e Alckmin: apoio à candidatura de São Paulo. Prefeito Fernando Haddad também compareceu ao evento. Imagem: Junior Ruiz/Fiesp

Da esquerda para a direita: Skaf, Temer e Alckmin: apoio à candidatura de São Paulo. Prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, também compareceu ao evento. Imagem: Junior Ruiz/Fiesp

Skaf participou de coquetel oferecido por São Paulo aos delegados do Bureau Internacional de Exposições (BIE), organismo que irá escolher a cidade-sede. O compromisso aconteceu no Palácio de Chaillot, às 19h (hora local), com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer; do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; do prefeito da capital paulista, Fernando Haddad; e do embaixador do Brasil na França, José Maurício Bustani, entre outras autoridades. O encontro teve um show da cantora Daniela Mercury.

Nesta terça (11/06), o presidente da Fiesp participa, novamente ao lado de Temer, Alckmin e Haddad, de um jantar oferecido pelo embaixador Bustani. Na quarta (12/06), às 11h05 (hora local), Skaf acompanha a apresentação da candidatura paulistana à sede da Expo 2020.

Concorrem com São Paulo as cidades de Dubai (Emirados Árabes Unidos); Ecaterimburgo (Rússia) e Izmir (Turquia). O anúncio com o nome da cidade-sede está programado para novembro deste ano.

A Expo 2020 é o terceiro maior evento internacional em termos de impacto cultural e econômico, atrás apenas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

“Caso São Paulo seja a escolhida, será a primeira cidade da América Latina a sediar o evento”, reforça Skaf em artigo publicado nesta segunda-feira (10/06) no Diário de São Paulo e nos jornais da Rede Bom Dia.

Em março, a Fiesp recebeu, em sua sede, a missão do comitê do BIE com o objetivo de inspecionar a candidatura de São Paulo em uma série de encontros que tiveram representantes do poder público municipal, estadual e federal. Na ocasião, o espanhol Vicente Loscertales, secretário-geral do BIE, disse que a realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 no Brasil credenciam São Paulo como potencial sede da Expo 2020.

Skaf e Loscertales: apoio da Fiesp à Expo 2020 em São Paulo. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Skaf e Loscertales: apoio da Fiesp à Expo 2020 em São Paulo. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

O apoio da Fiesp vem de 2012. Em maio, o presidente da entidade, Paulo Skaf, recebeu o secretário-geral do BIE, Vicente Loscertales, e o acompanhou em visita à Brasília para um encontro com o vice-presidente da República, Michel Temer.

No início de outubro de 2012, a Fiesp assinou acordo de cooperação técnica com a prefeitura de São Paulo para a Expo 2020.

A candidatura
Com o tema “Força da Diversidade, Harmonia para o Crescimento”, a candidatura de São Paulo será apresentada pela diretora e atriz portuguesa Maria de Madeiros – conhecida por filmes como “Pulp Fiction” e “Xangô de Baker Street”, entre outros.

A proposta brasileira defende a promoção de um espírito de amor, tolerância e generosidade que inspira a cultura brasileira e a criação de novas alianças, entendimentos e parcerias em busca de uma globalização mais igualitária com bem estar e segurança para todos.

Se vencer a disputa, São Paulo pode receber mais de 30 milhões de visitantes de todo o mundo entre os dias 15 de maio a 15 de novembro de 2020, período de realização da exposição.

Para isso, um terreno de cinco quilômetros quadrados localizado no bairro de Pirituba receberá um projeto que transformará a região noroeste da cidade no maior pólo cultural e de atração de feiras e eventos na América Latina.

O terreno do futuro Centro de Exposições já foi declarado de utilidade pública para desapropriação. O local compreenderá uma extensão equivalente a quatro vezes o tamanho do Anhembi, atualmente o maior centro de exposições da cidade.

A proposta é que o projeto tenha como legado para a cidade um parque municipal com equipamentos de esportes, cultura e lazer, além de uma reserva ambiental natural. Para facilitar a mobilidade ao local, serão construídas novas estações do Metrô e da CPTM, além de alças de acesso rodoviário.

Por se tratar de um evento nacional, a oficialização da candidatura foi feita por meio da entrega de carta assinada pela presidente Dilma Rousseff, em 28 de outubro de 2011, ao BIE, órgão regulamentador dessas exposições. A delegação do BIE realizou a visita de inspeção a São Paulo entre os dias 11 e 14 de março.

Sobre a Expo

As Exposições Universais surgiram no século 19, na Europa, para estimular a inovação, a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico, tão importante para o progresso humano. São realizados a cada cinco anos com seis meses de duração.

Além de divulgar e promover ciência, técnica, arte e cultura, as Expo eram um encontro de negócios que visava fomentar a indústria e promover apresentações públicas de novas invenções. Entre as importantes invenções que esses eventos já apresentaram ao público estão o telefone, de Graham Bell, o elevador de Otis e a máquina de escrever Remington.

As Expo também deixaram um importante legado arquitetônico que se tornaram símbolos para as cidades-sede como a Torre Eiffel (Paris), o Space Needle (Seatle) e o Unisphere (Nova York).

Para a maior metrópole brasileira, a previsão é de que seja construída uma torre de observação e de geração de energia renovável, projetada especialmente para o evento e instalada no ponto mais elevado da parte montanhosa da região, ao norte da área da Expo de São Paulo.

 

Fiesp assina acordo de cooperação com Universidade Sorbonne de Paris

Agência Indusnet Fiesp

Na imagem, da esquerda para a direita, o professor Jean-Marc Bonnisseau; o presidente da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, Philippe Boutry, e 2º diretor secretário da Fiesp, Mario Eugenio Frugiuele. Foto: Divulgação/ Sorbonne

A Federação das Industrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do 2º diretor secretário, Mario Eugenio Frugiuele, assinou nesta quarta-feira (21/11), em Paris, na França, um acordo de cooperação com a Universidade Paris 1 – Panthéon-Sorbonne. O acordo cria a cátedra intitulada “Globalização e Mundo Emergente”.

A parceria inclui a capacitação e treinamento de pessoas; cooperação científica, técnica e consultiva; e atividades de grande visibilidade institucional.

Entre os objetivos da cátedra estão a criação de cursos de formação, que poderão ser realizados nos dois países; a interação para a troca de experiências e de expertise; e a realização de atividades de grande visibilidade institucional em São Paulo e em Paris, como workshops e seminários.

Em Paris, Skaf defende candidatura de São Paulo à Expo 2020 ao lado de autoridades

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, integra comitiva brasileira que defende nesta quinta-feira (22/11), em Paris, a candidatura da cidade de São Paulo para sediar a Expo 2020, terceiro maior evento mundial em termos de capacidade de fomento do desenvolvimento social e econômico – atrás apenas dos Jogos Olímpicos e Copa do Mundo.

Os projetos finais serão apresentados para membros do Bureau Internacional de Exposições (BIE) por delegações das cinco candidatas – concorrem, além da capital paulista, as cidades de Ayutthaya, na Tailândia; Izmir, na Turquia; Dubai, nos Emirados Árabes; e Ekaterimburgo, na Rússia.

A feira internacional, que tem duração de seis meses e acontece a cada cinco anos, é considerada referência na troca de experiências em temas como urbanismo e sustentabilidade.

Na terça-feira (20/11), Skaf participou de um coquetel de boas vindas realizado na Embaixada do Brasil, na capital francesa, ao lado do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, do prefeito Gilberto Kassab e do prefeito eleito, Fernando Haddad, e dos secretários estaduais Sidney Beraldo (Casa Civil) e Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), que integram a comitiva brasileira disposta a trazer o evento para o país.

A decisão da cidade-sede da Expo 2020 será anunciada em novembro de 2013, em Paris. No total, 161 delegados membros da organização vão votar.

No início de outubro, Skaf assina termo de cooperação com a Prefeitura de São Paulo. Foto de arquivo

“O Brasil está em um momento muito positivo. Daqui até 2020, grandes eventos terão sido realizados e essa grande exposição vai criar uma sinergia em todos esses bons momentos pelos quais o país irá passar”, afirmou Skaf no início de outubro, durante assinatura de acordo de cooperação técnica com a Prefeitura de São Paulo para a Expo 2020.

Em maio, o presidente da Fiesp e do Ciesp recebeu o secretário-geral do Comitê Internacional de Exposições, Vicente Loscertales, e o acompanhou em encontros com o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

O dinamismo multicultural e a pujança econômica da capital paulista inspiraram a escolha do tema da exposição paulistana: “Força na diversidade; harmonia de seu crescimento”.

Paulo Skaf reforça campanha para São Paulo sediar Expo 2020

Em maio, Skaf recebe o secretário-geral do Comitê Internacional de Exposições, Vicente Loscertales. Foto de arquivo

A candidatura de São Paulo definiu o local da exibição caso seja eleita: um terreno de aproximadamente cinco quilômetros quadrados (três vezes maior que o parque Ibirapuera), entre o bairro de Pirituba e o parque estadual do Jaraguá, na zona norte.

Durante seis meses, a Expo, com vários pavilhões, mostra o que a cidade e o país têm para vender ao mundo, inclusive em termos de inovação tecnológica, projetos sustentáveis e cultura.

As exposições mundiais ocorrem desde o século XIX e deixam importantes legados em diferentes áreas do conhecimento. A última edição foi realizada em Xangai, em 2010, alcançando 73 milhões de visitantes e a participação de 190 países.

Presidente da Fiesp anuncia acordo de cooperação com universidade Sorbonne de Paris

Agência Indusnet Fiesp

Em seu discurso de agradecimento pela premiação “Personalidade do Ano 2012”, concedida pela Câmara de Comercio Brasil na França (CCBF) em jantar de gala em Paris, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, anunciou a criação de um acordo de cooperação visando a criação de uma cátedra intitulada “Globalização e mundo emergente Fiesp – Sorbonne”.

Pulo Skaf disse que reconhecimento é estímulo a ampliar ainda mais o intercâmbio bilateral entre Brasil e França. Foto: Junior Ruiz

“Neste acordo estamos criando um mecanismo de cooperação em três pilares : atividades de treinamento e capacitação de pessoas; cooperação científica, técnica e consultiva; e atividades de grande visibilidade institucional”, explicou Skaf depois de mencionar a instituição francesa como “ícone do conhecimento, da ciência e do pensamento universal.”

Entre os objetivos da parceria estão a criação de módulos de formação de curta duração, que poderão ser realizados nos dois países; a interação para a troca de experiências e de expertise; e a realização de duas atividades por ano, ora em São Paulo, ora em Paris, como workshops e seminários, por exemplo, ou mesmo estudos e projetos.

O presidente das entidades, e também do Sesi-SP e e Senai-SP, disse ainda que o amplo e sólido entendimento entre Brasil e França é marcado por congruências quanto aos ideais democráticos e a importantes fatos, citando a influência francesa no modelo educacional e brasileiro, na criação da Universidade de São Paulo e no reconhecimento francês da paternidade da aviação (Alberto Santos Dumont).

 

Jornal O Globo: Fiesp terá Cátedra com a Universidade Sorbonne

Agência Indusnet Fiesp

A coluna Negócios & Cia, do jornal O Globo, publicou a nota En français, na sexta-feira (02/11), na qual afirma que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) terá cátedra com a Sorbonne, universidade de Paris, França.

O presidente Paulo Skaf anunciará o acordo nesta terça-feira (06/11), em Paris. As aulas de “Globalização e mundo emergente” terão início em janeiro de 2013.

Missão da Fiesp participa de homenagem ao Brasil na maior feira mundial da construção

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil ganha cada vez mais relevância no cenário internacional de negócios. E o setor da construção é um dos mais importantes, principalmente pelas oportunidades de investimento nas áreas de habitação e infraestrutura, com ênfase para as obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Diante desse horizonte promissor, o país será homenageado na 28ª Batimat 2011, considerada a maior feira mundial do setor da construção civil, que acontece em Paris, França, entre 7 e 12 de novembro. Pela segunda vez, a Fiesp organiza uma missão à feira, formada por mais de 130 dirigentes de entidades de classe (sindicatos e associações).

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na Batimat 2011, em Paris

“Queremos proporcionar aos representantes brasileiros a oportunidade de conhecer as novidades tecnológicas da indústria mundial da construção. Ao mesmo tempo, a missão empresarial trazida pela Fiesp também vem apresentar aos empreendedores estrangeiros, as oportunidades de negócios existentes no Brasil”, afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na recepção à delegação brasileira, neste sábado (5), em Paris. “Até 2022, o país pretende investir R$ 5 trilhões de reais no segmento, sendo R$ 3 trilhões em habitação e R$ 2 trilhões em infraestrutura”, destacou.

O presidente da Fiesp e o presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic/Fiesp), José Carlos de Oliveira Lima, recepcionaram a delegação que é formada por um grupo de 150 empresários brasileiros, ao lado de autoridades como a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior.  “Estamos mostrando ao mundo todas as oportunidades de negócios existentes no Brasil, que vão muito além dos eventos esportivos”, ressaltou Oliveria Lima.

Programação

A Missão Empresarial Fiesp – Batimat 2011 terá programação diversificada. Nesta segunda-feira (7), a federação promove na capital francesa o Seminário Internacional Construbusiness – Brasil Rumo a 2022 – Planejar, Construir, Crescer, no qual José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da entidade, apresentará dados sobre a cadeia produtiva da indústria da construção, com informações do estudo feito por seu Departamento da Indústria da Construção, que traz um diagnóstico completo sobre o setor no país.

No mesmo dia, a Fiesp realizará uma Rodada de Negócios com informações sobre joint venture, fusões, aquisições, entre outros assuntos ligados às oportunidades de negócios do país.

Os integrantes da missão brasileira também poderão fazer cursos na Universidade Sorbonne Paris 1 – Panthéon. Os assuntos abordados vão desde gestão à história da arte, passando por arquitetura sustentável e direito internacional.

No espaço de exposições da Batimat, a Fiesp tem estande em conjunto com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon/SP), o que permite dar continuidade à troca de informações sobre o setor da construção. O estande, representando o Brasil, está localizado no Pavilhão – Hall 4, Rua C – 181.

Brasil será convidado de honra na Batimat 2011 em Paris

Claudinei Florêncio, Agência Indusnet Fiesp

José Carlos de Oliveira Lima (3° à esq.), durante reunião na Embaixada do Brasil em Paris

O vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da entidade, José Carlos de Oliveira Lima, esteve em reunião na Embaixada do Brasil em Paris, na última sexta-feira (21).

Participaram do encontro a chefe do Setor de Promoção Comercial (Secom), Bertha Gadelha, e a nova diretora da Divisão da Construção Reed Expositions, Stéphanie Auxenfants, para apresentar e definir o plano de ação brasileiro do Projeto Batimat 2011, que será realizado em novembro, na França.

No encontro, definiu-se uma parceria entre a Fiesp, por meio do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), e o Secom, para coordenar a participação dos empresários brasileiros que desejam buscar novas tecnologias, parcerias, fusões e joint-ventures.

Como ação imediata, já está em andamento o planejamento da realização conjunta de um Seminário Internacional, que ocorrerá no período da Batimat 2011, em Paris, com a participação do setor público e privado, para tratar das oportunidades de negócios entre os dois países.

Investimentos no Brasil

De olho nos grandes eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos, Oliveira Lima ressaltou que o País tem se projetado mundialmente como uma das nações com maior estabilidade econômica, financeira e política, para receber investimentos internacionais.

“Na edição de 2009, a Fiesp liderou um grupo de 100 empresários, com extensa programação de atividades durante o período da feira, o que permitiu um avanço de conhecimento para todos eles”, explicou.

Como o Brasil será o convidado de honra, há planos para uma grande área brasileira no evento. “Queremos contar com a

Da esq. p/ dir.: José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Consic e Stéphanie Auxenfants, diretora da Divisão da Construção Reed Expositions

Fiesp para viabilizar esse grande acontecimento”, disse a nova diretora, reforçando o apoio da Embaixada Brasileira na elaboração e execução do projeto.

Neste ano, a feira contará com mais de 2.000 expositores para receber os 400 mil visitantes esperados. De acordo com Stéphanie Auxenfants, a previsão de brasileiros deverá ultrapassar facilmente o número de 2009, que foi de 1,3 mil visitantes.

“Estamos muito otimistas. A exemplo do que foi realizado em 2009, queremos ampliar os negócios entre os dois países, e este evento é uma grande oportunidade para viabilizar esses negócios”, afirmou Auxenfants.

A exemplo da Espanha, França também busca parceria com Brasil no setor da Construção

Agência Indusnet Fiesp

Em Paris, o diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), José Carlos de Oliveira Lima, se reuniu nesta sexta-feira (24) com o delegado geral da Federação da Construção da França, Bertrand Sablier, e com o conselheiro comercial, Pedro Scalisse, onde firmaram parceria com vistas ao fomento do setor.

José Carlos de Oliveira Lima, Bertrand Sablier e Pedro Scalisse

Na ocasião, Oliveira Lima apresentou as propostas brasileiras para o setor que, segundo ele, com o suporte do governo em oferecer alívio nos impostos, tornou a indústria da Construção o carro-chefe na luta contra os efeitos nocivos da crise.

O trabalho conjunto iniciará em novembro com rodadas de negócios entre empresas dos dois países, em Paris, durante a feira Batimat. Já em março de 2010, será a vez do Brasil receber empresários franceses, durante a Feira Internacional da Construção (Feicon).

“O setor está unido e apoiaremos todo o trabalho para impulsionar a indústria da construção com investimentos no Brasil e no exterior”, explica Oliveira Lima.