Fiesp recebe vice-presidente da Costa do Marfim

Agência Indusnet Fiesp

Como parte da visita da delegação da Costa do Marfim ao Brasil, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp recebeu nesta terça-feira (12 de dezembro) o vice-presidente marfinense, Daniel Kablan, em São Paulo.

Também participaram da reunião executiva para apresentação de oportunidades de negócios e parcerias com empresas brasileiras o ministro da Indústria e das Minas da Costa do Marfim, Jean Claude Brou, o ministro do Emprego e da Proteção Social, Jean Claude Kouassi, a ministra da Saúde e da Higiene Pública, Raymonde Goudou Coffie, e a ministra da Educação Nacional, do Ensino Técnico e da Formação Profissional, Kandia Camara.

De acordo com Kablan, seu país vem trabalhando para conquistar importantes reformas a fim de garantir a consolidação de sua economia. Segundo o vice-presidente, a Costa do Marfim quer acelerar seus acordos da área de agronegócios, principal gerador de empregos do país, com destaque para produtos como cacau, café, palmito e algodão

“Queremos a implementação de zonas industriais modernas e mais parcerias com os setores privado nacional e internacional”, afirmou Kablan. “Do Brasil, também temos muito interesse pela capacidade de inovação das empresas”, completou

Na ocasião, o assessor de Assuntos Estratégicos da Fiesp, André Rebelo, apresentou um painel sobre a conjuntura econômica brasileira, assim como as principais oportunidades de cooperação e investimentos entre os dois países

Já o diretor de Relações Exteriores do Senai-SP, Roberto Monteiro Spada, detalhou como o projeto de formação técnica e profissional realizado pelo Senai tem sido transformador para a indústria brasileira e um fator essencial para sua constante atualização.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

Vice-presidente da Costa do Marfim e delegação participam de reunião na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Iniciativas Sustentáveis: Microsoft – Unindo esforços pela Educação

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

Por Karen Pegorari Silveira

De acordo com o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, as empresas são parceiras vitais no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e elas podem contribuir através das suas atividades principais.

Neste sentido e em concordância com a meta 17 dos ODS, que visa incentivar e promover parcerias públicas, público-privadas e com a sociedade civil, a Microsoft e a Prefeitura de São Paulo firmaram um acordo que une educação e inovação.

O compromisso surgiu a partir de uma demanda identificada pela administração pública por aprimoramento de estrutura e capacitação de professores. Ao tomar conhecimento de parcerias similares em outros estados e municípios, a Secretaria Municipal de Educação iniciou tratativas com a Microsoft para selar um Acordo de Cooperação. A iniciativa tem o objetivo de oferecer a alunos e professores acesso às plataformas educacionais da empresa, além de ofertas de capacitação e doação de softwares. O termo de cooperação tem vigência de 60 meses e os investimentos em programas são equivalentes a R$ 15 milhões.

Segundo o diretor de Educação da Microsoft Brasil, Antonio Morais, o grande objetivo da parceria é fazer com que a tecnologia seja um fator que contribua significativamente para a educação. “Um dos eixos mais importante é a capacitação de professores para que utilizem os recursos tecnológicos de maneira inovadora em sala de aula. É um trabalho que terá um impacto a médio e longo prazo. Na medida em que surgirem histórias de sucesso e que as instituições incorporarem a tecnologia na gestão administrativa e na produção de conhecimento, saberemos que fizemos um trabalho consistente”, diz o executivo.

A parceria prevê a implementação da plataforma Office 365 Educacional com programas de editor de textos, planilha de cálculos, apresentação de slides, bloco de notas colaborativo e armazenamento de arquivos na nuvem.  Além dessas ferramentas, estão previstos treinamentos formais para os agentes replicadores e funcionários da Secretaria de Educação.

Como benefício dessa parceria, a empresa cita a democratização do acesso à tecnologia. “Alunos de toda rede terão acesso às mais modernas ferramentas de comunicação, colaboração e produtividade. O aumento da produtividade dos professores e maior engajamento dos alunos são também benefícios esperados. Com esse tipo de parceria também acreditamos que estamos contribuindo para preparar os jovens para as necessidades do mercado de trabalho do futuro”, acredita Antonio Morais.

Sobre a Microsoft Brasil

A Microsoft está no Brasil há 28 anos e é uma das 110 subsidiárias da Microsoft Corporation, fundada em 1975. Com a missão de empoderar cada pessoa e cada organização no planeta a conquistar mais por meio da tecnologia, a companhia quer promover a transformação digital. Desde 2003 investiram mais de R$ 560 milhões em tecnologia gratuita para cerca de 2.800 ONGs no Brasil, beneficiando vários projetos sociais. As áreas de educação e empreendedorismo são os pilares do impacto social da Microsoft no país.

Iniciativas Sustentáveis: Sandvik – Parceria na Integração de Procedimentos

Nesta indústria de equipamentos de usinagem todos os fornecedores contam com programa de orientação e supervisão que preserva os colaboradores e o meio ambiente

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

Com colaboração de Amanda Alves de Melo

Com a globalização e a disseminação das informações, os consumidores passaram a ser mais exigentes ao comprar e adquirir produtos e serviços de qualidade. Visando o aumento da competitividade, as organizações compreenderam a influência recíproca entre os clientes e seus fornecedores e começaram a integrar a Sustentabilidade na cadeia de fornecimento.

Visto a grande relevância do tema nos negócios atuais a Sandvik, grupo global de engenharia e alta tecnologia, especializada em produção de equipamentos destinados à mineração e construção, atuante em todo o Brasil, tem uma equipe especializada em Sustentabilidade e Responsabilidade Social para desenvolver e colocar em prática o conceito de gestão sustentável da cadeia de fornecedores. O objetivo é garantir a integração dos procedimentos de parcerias e gerenciamento de desempenho em toda a organização.

Preocupada com sua cadeia a Sandvik criou e desenvolveu o programa “Gestão de Fornecedores Sustentáveis”, que atua em temas como Conduta do Fornecedor; Capacitação e Treinamento; Monitoramento e Identificação de Riscos e Envolvimento com a Comunidade. Os fornecedores da companhia precisam seguir o código de conduta com princípios fundamentais de direitos humanos, direitos trabalhistas e meio ambiente. Os treinamentos visam aumentar a conscientização das políticas de compras sustentáveis e o engajamento na relação entre os stakeholders. Para monitorar e identificar os altos riscos, eles supervisionam a saúde e segurança dos colaboradores, os salários e benefícios e as condições de trabalho, além de coibir o trabalho infantil com auditoria anual. Para ser uma comunidade fornecedora é preciso possuir políticas que condizem com o código de ética da Sandvik e ter ações consideradas seguras para a saúde e ou para o ambiente.

A gerente regional da empresa na área de Gestão Sustentável de Fornecedores, Lovisa Curman, explica que a ideia é de parceria para ajudar a melhorar o ambiente e a gestão dos fornecedores. “Não temos a intenção de punir, pois nossa equipe de especialistas dá todo suporte para adequação”, conta a executiva. Lovisa destaca ainda que esta preocupação com a cadeia evita, por exemplo, que a empresa compre um mineral de área de conflito.

Para Nibu Borr, cliente de perfuração de poços de água e energia, “a Sandvik é totalmente comprometida com o cliente e cria valor por meio da prestação de serviço superior, liderança tecnológica e soluções inovadoras”.

Em 2017, entrará em vigor a ISO 20400, Norma de Compras Sustentáveis que orientará e padronizará os processos de aquisição de forma sustentável às organizações que desejam integrar a sustentabilidade, esta Norma complementará a ISO 26000 de Responsabilidade Social (baseados nos princípios: responsabilidade, transparência, comportamento ético, legalidade, direitos humanos) e iniciativas de cadeia de fornecedores.

Sobre a Sandvik

O grupo Sandvik possui mais de 45 mil colaboradores mundialmente no segmento de engenharia e alta tecnologia. Tem o conceito baseado na inovação, na liderança tecnológica e no relacionamento duradouro com os seus clientes. A empresa participa ainda do projeto Inspirewater (abordagem sobre a gestão da água na indústria para aumentar a água e a eficiência dos recursos na indústria de processo) da UE (União Europeia), que tem por objetivo reduzir o consumo de água e energia nos processos industriais.

Senai-SP e BioBrasil fazem parceria para apoio à indústria de biotecnologia

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e o Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria da Fiesp (BioBrasil) fecharam uma parceria para atender às necessidades da indústria de biotecnologia. Estão previstas ações como a oferta de cursos na área nas escolas da rede, o compartilhamento de laboratórios e até a criação de um centro de pesquisa em São Paulo.

“Vamos prestar serviços para a indústria: oferecer cursos de formação na área, consultorias e pesquisas”, explica o gerente de Inovação e de Tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Maia. “Estamos voltados para trabalhar com a chamada bioeconomia, com a economia sustentável: São Paulo concentra 40% da indústria de biotecnologia do Brasil”.

Nessa linha, está programada ainda uma parceria com o Instituto Butantan para a formação de profissionais e uso dos laboratórios pelos estudantes do Senai-SP.

Dentro do acordo com o BioBrasil, o Senai-SP vai criar um grupo de trabalho com membros da indústria, da sociedade e de universidades no sentido de definir “o perfil do profissional técnico em biotecnologia”.

Coordenador adjunto do BioBrasil, Eduardo Giacomazzi destaca que é preciso dar uma resposta à carência de recursos humanos, de formação especializada na área. “Precisamos investir numa indústria que está se formando rapidamente e que precisa de profissionais qualificados”, diz. “O apoio do Senai-SP é o melhor caminho para chegarmos a essa nova era”.

Segundo Giacomazzi, também há demanda por trabalhadores que entendam de processos regulatórios. “Alguns segmentos são mais regulados que os outros”.

Para o coordenador do BioBrasil, Ruy Baumer, é preciso levar a ciência aplicada até a indústria. “É o que vamos fazer a partir dessa parceria com o Senai-SP”.

Serviços especializados  

Já o centro de biotecnologia previsto será construído na capital paulista, no bairro do Bom Retiro, na região central, numa área de 8 mil metros quadrados. No local, serão oferecidos serviços especializados de pesquisa, além de formação profissional.


Senai-SP e UFSCar elaboram propostas para parcerias

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão cada vez mais próximos. E reforçaram essa parceria em workshop realizado, nesta terça-feira (01/09), no Instituto Senai de Inovação de Materiais Avançados, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Na ocasião, foram feitas apresentações das duas instituições, com a elaboração de propostas para trabalhos conjuntos em projetos de pesquisa e inovação.

Entre essas possibilidades, estão a oferta de estágios técnicos e interinstitucionais para alunos, docentes, pesquisadores e especialistas da UFSCar e do Senai-SP, capacitação de profissionais do Senai-SP em nível de pós-graduação na UFSCar, prospecção de demandas do setor industrial, participação conjunta em projetos com instituições privadas e a oferta de mestrado profissional conjunto em 2017.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

Representantes do Senai-SP e da UFSCar em workshop sobre parcerias em São Bernardo do Campo. Foto: Ana Mitiko/Fiesp


“O Senai-SP está no meio do caminho entre a universidade e as empresas”, afirmou o vice-reitor da UFSCar, Adilson de Oliveira. “Com a credibilidade que as duas instituições têm, é importante estabelecer essa sinergia”.

De acordo com o supervisor de Inovação do Senai-SP, Carlos Alberto Coelho, as novas parcerias podem fazer com que “mais empresas tenham acesso às tecnologias desenvolvidas pela UFSCar”.

Parceria entre empresas e governo é instrumento econômico, mas deve ter enquadramento jurídico, diz Arnoldo Wald

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Na análise do jurista Arnoldo Wald, integrante do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), há muito a se fazer quando o tema são os aspectos da parceria entre governo e empresas privadas na infraestrutura no Brasil. Wald participou da reunião do Conjur nesta segunda-feira (24/09), na sede da federação.

Reuni‹ão do Conjur/Fiesp: Jurista Arnoldo Wald. Foto: Julia Moraes

O jurista Arnoldo Wald fala durante reunião do Conjur da Fiesp

A parceria é um instrumento econômico, mas que deve ter um enquadramento jurídico. O especialista aponta uma solução para os casos de concessões: a arbitragem tem papel importante. Em sua avaliação, essa medida pode evitar acúmulo de problemas com valores elevados, levando a ações judiciais complexas e demoradas, com valores impagáveis.

“Isto não é solução nem para a União nem para o concessionário. Então, há um papel mais ativo que pode ser assumido no planejamento e na política de concessões, a fim de atender a interesses superiores de toda a sociedade civil, evitando-se influências e interesses político-partidários”, refletiu.

Na opinião do especialista, a questão portuária ainda é básica para o Brasil. “Temos de rever nossa legislação nesta matéria”, sinalizou, ao lembrar que a lei do setor comemorou vinte anos. Neste tempo, o comércio exterior do Brasil mudou tanto que, na realidade, são necessárias regras próprias e adequadas, em sua avaliação.

Para ele, é preciso repensar a área portuária porque ela pode ser uma das alavancas para o desenvolvimento sustentável do Brasil. “Não é só um problema técnico, mas também econômico, jurídico e até ético, que precisa ser examinado para se encontrar soluções.”

O especialista afirmou que um dos entraves do setor é a insegurança jurídica e, nesse sentido, a iniciativa privada pode contribuir com sugestões. “A legislação já permite que projetos da iniciativa privada sejam levados ao governo para servir de modelo às licitações”, pontuou.

Em relação aos aeroportos, são necessárias grandes obras e investimentos para sanar os problemas existentes, o que envolve também tecnologia e capital estrangeiro, segundo Wald. “É só avisar que se quer um sócio para uma empresa como a Infraero e encontra-se. Mas do ponto de vista real não é uma solução. Parece que o governo já evoluiu para a ideia de admitir que sejam sociedades privadas”, disse.

Rodovias

No setor de rodovias, houve várias concessões, mas “afinal de contas, se comprovou a inviabilidade de se manter certas propostas que foram feitas, além de existirem problemas jurídicos de toda espécie que merecem ser resolvidos”, opinou o professor.

Mas em sua análise o setor mais complexo atualmente talvez seja o ferroviário, abandonado há tempos, em sua análise: “Já tivemos boas ferrovias no Estado de São Paulo e, hoje, elas estão sucateadas por completo. O setor enfrenta um problema maior que é a dificuldade de amortização, que requer muito tempo”.

Para o jurista, não e fácil encontrar eventualmente uma concessão de longa ação – cabendo à União ou a uma entidade pública a construção de trilhos e fórmulas mistas para completar todo o sistema.

Wald fez críticas ao se inaugurar uma obra no início, antes de ser realizada efetivamente: “Vimos, no passado, que algumas obras públicas ultrapassaram todos os prazos. Lembro-me de algumas hidrelétricas que levavam mais de 20 anos para serem amortizadas e ficaram onerosas em função das linhas de crédito e das paralisações nas obras”.

Jurista Arnoldo Wald ressalta atuação da Fiesp em questões relevantes para o Brasil

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Reunião do Conjur/Fiesp: Jurista Arnoldo Wald. Foto: Julia Moraes

Da esq. p/ dir.: jurista Arnoldo Wald, embaixador Adhemar Bahadian, ministro Sydney Sanches e Ruy Altenfelder


A reunião do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), recebeu nesta segunda-feira (24/09) Arnoldo Wald, experiente jurista membro da Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional e autor de vários livros nas áreas de Direito Civil, Comercial, Bancário e Administrativo.

O encontro contou com a participação de Ruy Altenfelder, à frente do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da entidade, na ocasião, nomeado novo integrante do Conjur.

Arnoldo Wald abordou a questão da parceria entre as empresas privadas e o governo com foco no desenvolvimento nas áreas de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. Para ele, não basta acompanhar apenas os problemas surgidos em infraestrutura, mas também pensar no planejamento futuro.

“Neste novo momento, a Fiesp e a sociedade civil que ela representa têm uma grande importância na colaboração que podem dar, como na questão da energia elétrica. Basta dizer que, na decisão do conselho e na palavra do presidente Paulo Skaf, tivemos logo em seguida uma decisão da presidência da República, o que mostra nossa eficiência no particular”, ressaltou.

Segundo Wald, esta é a primeira vez nos últimos sete ou oito anos que a ideia de parceria com a iniciativa privada é decisão do Estado. A concessão é o contrato que tem como finalidade manter o equilíbrio econômico-financeiro de conciliação do espírito público com as necessidades da empresa privada.

“Daí a necessidade de encontrarmos uma economia consensual, negociada na sua elaboração e, em seguida, contratual na sua execução. E passa o Estado a ser o indutor, e não o operador”, ressaltou o jurista, acrescentando que foi feliz o discurso recente da presidente Dilma Rousseff ao afirmar de modo taxativo que o país será o indutor do desenvolvimento e não necessariamente o realizador.

Apex aponta mercados não tradicionais como oportunidade de negócios para exportadores brasileiros

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Ana Repezza, gerente geral da Apex, durante reunião do Coscex/Fiesp. Foto: Everton Amaro

Ana Repezza, gerente geral de negócios da Apex, durante reunião do Coscex/Fiesp. Foto: Everton Amaro

O crescimento das exportações para os mercados não tradicionais – formados pelos países da América Latina, Oriente Médio, África, China e Índia – pode ser uma excelente oportunidade de negócios para empresários brasileiros, na avaliação da gerente geral de negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Ana Repezza.

Segundo ela, com as restrições dos produtos brasileiros nos mercados tradicionais – Estados Unidos e países da Europa –, a Apex adotou uma estratégia de explorar os mercados não tradicionais, que possibilitam o aumento do volume de vendas dos exportadores nacionais.

“Nós temos tido um sucesso muito grande com a chegada das empresas brasileiras [nos mercados não tradicionais], porque eles são pouco explorados e permitem que as nossas empresas entrem com uma posição mais competitiva”, disse Ana Repezza, durante a reunião mensal do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada nesta terça-feira (18/09).

A gerente geral Apex-Brasil deixou claro, porém, que Apex não abandonou os mercados tradicionais, que, no seu entendimento, têm um forte poder de compra. “Estamos buscando estratégias de diluir o risco com novas oportunidades”, explicou.

De acordo com Ana Repezza, atualmente o Brasil conta com 22 mil empresas exportadoras, dentre as quais 13 mil são atendidas pela Apex. Em 2011, informou, a instituição teve participação de 21,24% no índice de exportações indústrias do país – resultado dos 977 eventos realizados pela instituição que beneficiaram 81 setores produtivos. “Nós temos um desafio muito forte de sensibilizar os empresários para as oportunidades do mercado internacional”, enfatizou a gerente geral.

Parcerias comerciais com o Paraguai

Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex da Fiesp. Foto: Everton Amaro

Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex da Fiesp. Foto: Everton Amaro

O presidente do Coscex/Fiesp, embaixador Rubens Barbosa, aproveitou a oportunidade para relatar aos conselheiros sua visita ao Paraguai, onde conversou com empresários locais e concluiu que o país vizinho pode ser “um excelente parceiro comercial do Brasil”.

Algumas das vantagens apontadas pelo embaixador são os incentivos fiscais e “impostos baixíssimos” oferecidos pelo país. “Se fizermos isso, estaremos beneficiando a economia brasileira e ajudando um parceiro pequeno que, por uma série de questões políticas e ideológicas, sofreu uma violência muito grande”, salientou, referindo-se aos últimos conflitos políticos que desencadearam o impeachment do presidente Fernando Lugo.

Barbosa defendeu, por exemplo, a criação do corredor ferroviário interoceânico entre a cidade de Paranaguá (Brasil) até o município de Antofagasta (Chile): “Para o Paraguai é importante porque abre mais um canal para o Pacífico e Atlântico”, afirmou.

Opinião compartilhada pelo diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto: “Nos precisamos enxergar o Paraguai como um instrumento da competitividade da indústria brasileira”, disse.

Educativo Bienal e Sesi-SP firmam parceria e estreiam ciclo de encontros de formação em arte contemporânea

Agência Indusnet Fiesp

Parceria inédita firmada entre o Educativo Bienal e o Sesi-SP levará, a partir de 6 de agosto, gratuitamente, a arte contemporânea e obras da 30ª Bienal de São Paulo a 53 unidades do Sesi em São Paulo. Encontros de Formação e exibições de videoarte envolverão um público de mais de 40 mil pessoas nos próximos cinco anos.

Na primeira etapa do projeto, serão realizados Encontros de Formação em Arte Contemporânea nos 20 Centros de Atividades do Sesi-SP. Nesses encontros, com três horas de duração cada, serão discutidos os conceitos curatoriais, artistas e obras da “30ª Bienal – A Iminência das Poéticas”, que acontecerá no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, na capital paulista, a partir do dia 7 de setembro. O objetivo é oferecer ao público em geral uma aproximação com as obras desta edição da mostra e um aprofundamento dos conceitos da arte contemporânea.

Nos encontros, coordenados pelos educadores do Educativo Bienal, o público em geral (a partir de 15 anos) poderá refletir sobre aspectos conceituais da arte contemporânea e obras da 30ª Bienal. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela internet: www.sesisp.org.br/cultura/bienal.htm

Os Encontros de Formação em Arte Contemporânea serão realizados nos Centros de Atividades das unidades do Sesi de São José dos Campos, Birigui, Campinas (Amoreiras), Piracicaba, Rio Claro, Mogi das Cruzes, Itapetininga, Marília, Mauá, Santos, Sorocaba, Franca, Araraquara, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Na capital e na Grande São Paulo, o curso será oferecido em Santo André, Osasco, Vila Leopoldina, Vila das Mercês e A.E. Carvalho.

A parceria Educativo Bienal e Sesi-SP também contempla uma Mostra Itinerante de Videoarte, que pretende levar ao público em geral obras da “30ª Bienal – A Iminência das Poéticas”. De setembro deste ano até 2016, uma série de obras de videoarte será exibida em 53 unidades do Sesi-SP no Estado de São Paulo e na Unidade Móvel de Artes e Cultura.

Repercussão mundial

A Bienal de São Paulo é considerada um dos três principais eventos do circuito artístico internacional das artes visuais, juntamente com a Bienal de Veneza, na Itália, e a Documenta de Kassel, na Alemanha.

O evento tem repercussão mundial por projetar novos artistas e refletir as tendências mais marcantes no cenário artístico contemporâneo. A “30ª Bienal – A Iminência das Poéticas” contará com 111 artistas e mais de 2.900 obras e acontecerá no Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera, em São Paulo, de setembro a dezembro de 2012.

Acesso à cultura

O Sesi São Paulo tem como uma de suas principais missões a democratização do acesso à cultura. Há mais de 40 anos, a instituição oferece ao público apresentações gratuitas. Na capital e em todo o Estado de São Paulo, os Centros Culturais, os Centros de Atividades e os 22 teatros da entidade promovem exposições, espetáculos teatrais e musicais, exibições de filmes e encontros literários. Atuando efetivamente na formação de público para as diferentes linguagens artísticas, o Sesi-SP atende cerca de 2 milhões de espectadores anualmente.

Serviço
Encontros de Formação em Arte Contemporânea
Local: em 20 unidades do Sesi-SP e na Unidade Móvel de Artes e Cultura
A inscrição e o curso são gratuitos
Inscrições: www.sesisp.org.br/cultura/bienal.htm

Eduardo Eugenio Gouvêa homenageia Paulo Skaf pela parceria no Humanidade 2012

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Durante a coletiva de encerramento do Humanidade 2012, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rio de Janeiro (Sistema Firjan), comemorou o sucesso do evento que em 11 dias atraiu mais de 210 mil pessoas ao Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

Gouvêa Vieira homenageia Skaf em agradecimento à parceria entre Fiesp e Firjan

O presidente do Sistema Firjan entregou a Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma placa em agradecimento pelo esforço na realização do Humanidade 2012.

“Agradeço à Fiesp por ter construído conosco esta parceria inusitada. E o legado que fica é o exemplo das indústrias reunidas ajudando o planeta. Fizemos o Humanidade 2012 com muito esforço, nos abrindo à sociedade de forma democrática e mostrando que estamos envolvidos na ânsia de manter o planeta de uma forma sustentável”, discursou Gouvêa Vieira.

O presidente da Firjan afirmou que, em conjunto com a Fiesp, a federação fluminense quer procurar as lideranças industriais internacionais para replicar o pensamento do Humanidade 2012 em países como Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Portugal, Índia e Argentina.

Frisou também que os movimentos sociais e as indústrias estão buscando entendimento para produzir de forma mais limpa. “É possível alcançar o equilíbrio, e assim vamos mudando o mundo.”

O líder industrial fluminense informou ainda que, durante os 11 dias de atividades do Humanidade 2012, passaram mais de 210 mil pessoas, sem nenhuma ocorrência negativa. “Por exemplo, o posto médico atendeu apenas casos leves como hipertensão arterial.”

Veja a cobertura da Rio+20 no site da Fiesp: http://www.fiesp.com.br/rio20

Fiesp, Ciesp e Senai anunciam parceria com a USP com foco em inovação

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp (em pé), ressalta a importância desta parceria

Mais uma parceria da indústria paulista com a Universidade São Paulo (USP) – o acordo tem a chancela da Federação das Indústrias do São Paulo (Fiesp), do Centro das Indústrias do São Paulo (Ciesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP).

Em evento na manhã desta quinta-feira (31/05), na sede da Fiesp, o vice-presidente da entidade, João Guilherme Sabino Ometto; o presidente em exercício do Ciesp, Rafael Cervone; e o pró-reitor de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago, anunciaram o Programa de Extensão Tecnológica Fiesp-Ciesp-Senai e o Curso de Aperfeiçoamento em Gestão da Inovação nas Empresas, da Agência USP de Inovação Tecnológica.

A iniciativa tem por objetivo fomentar o tema dentro das empresas, por meio do desenvolvimento de núcleos locais de inovação tecnológica. Esses núcleos têm o desafio de apoiar e capacitar empresários na busca por informações, financiamentos, análise e estruturação de projetos, até a implantação.

De acordo com o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, é importante que o Brasil esteja preparado para aproveitar as oportunidades que se abrem com a crise nos países ricos e, por meio da inovação tecnológica, consiga atrair os investimentos e o conhecimento que hoje procuram novos mercados para se desenvolver.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

O pró-reitor de pesquisa da USP, Marco Antonio Zago

O pró-reitor de pesquisa da USP, Marco Antonio Zago, ressaltou a importância da aproximação entre a universidade e as empresas. “É um dia para comemorarmos. A universidade é chamada para o importante desafio de trabalhar junto com o setor produtivo, exercendo aquela que é sua função central, a de formar profissionais de qualidade e em quantidade suficiente para atender às novas demandas que existem no país.”

A parceria anunciada cria três programas: o primeiro vai atender a 240 empresas de diversos setores em seis regiões do estado. O segundo é voltado para o setor de petróleo e gás, beneficiando 400 empresas em dez regiões. Por fim, o terceiro é o Curso de Aperfeiçoamento em Gestão da Inovação, ministrado pela Agência USP de Inovação Tecnológica. Empresários de todas as áreas formam o público-alvo do curso, que oferecerá 500 vagas e terá duração de 204 horas (oito meses).


Senai-SP e GE selam parceria para manutenção de equipamentos biomédicos

 Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

Da esq. p/a dir.: Walter Vicioni, Luiz Verzegnassi, Paulo Skaf, Mike Hanley, Rogério Patrus e Ruy Baumer, durante a assinatura do convênio

Senai-SP e a GE Healthcare assinaram hoje (12), às 10h, na sede da Fiesp, convênio de cooperação técnica para estimular a capacitação profissional na área de manutenção de equipamentos biomédicos.

Com a parceria, a GE realizará a atualização tecnológica do Núcleo Odonto-Médico-Hospitalar, instalado na Escola Senai Mariano Ferraz, na Vila Leopoldina, beneficiando a comunidade interessada em ingressar nesse segmento profissional. O aporte significará a instalação de 56 equipamentos hospitalares como ultrassons, monitores de sinais vitais e vários aparelhos voltados ao suporte à vida, como respiradores de UTI, incubadoras e aparelhos de anestesia, representando cerca de R$ 4 milhões.

O acordo também prevê a capacitação técnica do corpo docente do Senai-SP e o desenvolvimento de programas de qualificação profissional sob medida para atender as demandas de recursos humanos da GE. O Senai-SP oferece o único curso técnico em Manutenção de Equipamentos Biomédicos do Brasil.

Segundo Rogerio Patrus, CEO da GE Healthcare para a América Latina, o convênio permitirá à empresa o desenvolvimento do programa Genext, específico para a contratação e formação de profissionais para a GE e a criação do primeiro centro técnico da empresa na América Latina, instalado nas dependências da Escola Senai Mariano Ferraz, na capital. De acordo com Mike Hanley, presidente Global de Recursos Humanos da GE Healthcare, a América Latina é uma região muito importante para a companhia.

Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Senai-SP, a parceria consolida um trabalho realizado pela entidade desde 2006 e agrega novas tecnologias aos programas de formação profissional para o segmento. “A área da saúde é fundamental quando falamos em oportunidades. Desejo que esse convênio seja um divisor de águas nas relações educacionais e de treinamento entre o Senai-SP e a GE.”

O coordenador titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaúde), Ruy Baumer, destacou que os treinamentos garantem diagnósticos mais precisos, custo menores para as empresas e melhora da qualidade da saúde dos brasileiros. “Só posso elogiar a parceria selada hoje”, declarou.

Para Walter Vicioni, diretor regional do Senai-SP, os alunos da área de manutenção biomédica terão acesso a tecnologias bem avançadas, o que contribuirá para a valorização desse profissional no mercado de trabalho.

Formação profissional

O Senai-SP atua institucionalmente na área de capacitação profissional para o segmento de manutenção de equipamentos biomédicos desde junho de 2006, quando foi inaugurado o Núcleo Odonto-Médico-Hospitalar na Escola Senai Mariano Ferraz, instalada no bairro de Vila Leopoldina, na Capital. A área dotada com 1,2 mil metros quadrados foi projetada com seis laboratórios, uma oficina de prática profissional e mini auditório e recebeu o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo) e do Sindicato das indústrias de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado de São Paulo (Sinaemo).

Desde a criação do Núcleo, a Escola Senai Mariano Ferraz vem proporcionando às indústrias e à comunidade oportunidades de formação técnica, inicial e continuada, desenvolvendo projetos em parceria com indústrias parceiras, entidades de classe e órgãos regulamentadores, como a Anvisa.

O resultado desse trabalho foi a criação de 18 turmas no curso técnico, com 543 alunos certificados, a capacitação profissional de 982 alunos em cursos de formação inicial e continuada e o atendimento de 48 empresas para a implantação da RDC59 – Boas Práticas de Fabricação, por meio do Sistema Sebraetec. Segundo pesquisa realizada pelo Senai-SP, o índice de empregabilidade dos estudantes formados é de 86%.

Dados coletados pela Abimo mostram que o setor fatura R$ 8.429.987.000 e é responsável por 103.840 empregos diretos e indiretos. O total de exportações corresponde a US$ 633.056.620 e as importações chegam a US$ 3.667.075.340.

Firjan e Fiesp lançam quinta-feira (1º/12) parceria para melhorar competitividade

Agência Indusnet Fiesp

Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apresentam nesta quinta-feira (1º/12) um conjunto de propostas que envolvem ações nos segmentos de energia, educação, banda larga e logística. O objetivo é reduzir custos e aumentar a produtividade das empresas brasileiras, avançando, assim, na competitividade.

No encontro, que vai reunir 300 empresários do eixo Rio-São Paulo em um almoço aberto à Imprensa, os presidentes Paulo Skaf (da Fiesp) e Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (da Firjan) darão detalhes sobre a parceria.

Serviço
Evento: Parceria entre Firjan e Fiesp
Data/horário: 1º de dezembro de 2011, quinta-feira, às 12h30
Local: Firjan – Av. Graça Aranha, 1, 4º andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ

“Brasil tem possibilidade de ser um grande parceiro de Cuba”, diz Paulo Skaf

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

Da esq. p/ dir.: Alessandro Teixeira, Rodrigo Malmierca Díaz, Paulo Skaf, Ricardo Coutinho e Carlos Rafael Zamora, durante encontro na Fiesp



Ao visitar Cuba, recentemente, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, se deparou com um cenário econômico que, embora ainda esteja em transformação, oferece diversas oportunidades de investimentos para as empresas brasileiras.

Pensando nisso, Skaf convidou o ministro de Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros da República de Cuba, Rodrigo Malmierca Díaz, para explicar ao empresariado brasileiro onde e como é possível investir no país com segurança e confiabilidade.

“Nós percebemos que havia um grande potencial para desenvolver o relacionamento econômico entre Brasil e Cuba”, explicou Díaz. “Este primeiro passo aqui na Fiesp não será o último, e com isso esperamos que o conhecimento entre os empresários contribua para o desenvolvimento dos negócios.”

“Senti as possibilidades que existem, realmente, de haver uma aproximação maior entre Brasil e Cuba. É uma visão arrojada que pode fazer bem aos dois países”, afirmou Paulo Skaf.

O encontro aconteceu na sede da Federação das Indústrias na tarde de segunda-feira (12) e contou com a presença de mais de 30 empresários dos setores de transportes, construção, saúde, automobilístico e turismo, além de representantes dos governos estadual e federal.

Na abertura, Díaz apresentou números sobre a relação comercial entre Brasil e Cuba. Segundo dados do ministério de Comércio Exterior, a balança comercial entre os dois países girou em torno de US$ 347,6 milhões no primeiro semestre deste ano, o que garantiu ao Brasil o quinto lugar no ranking de parceiros comerciais cubanos. O país também desponta como o segundo maior exportador de alimentos e segundo maior parceiro latino-americano.

Adversidades contornadas

Apesar das oportunidades, alguns investidores ainda acham arriscado investir em Cuba devido aos bloqueios comerciais que envolvem o país e o regime econômico, que destoa da maioria mundial. Quanto a isso, Díaz garante que não haverá problemas com os investimentos brasileiros.

“O país está trabalhando na adequação de seu modelo econômico, não estamos empreendendo uma transformação radical, mas estamos tentando incluir mudanças que vão contribuir para que a eficiência da econômica seja maior.”

Para Paulo Skaf, as experiências de empresas brasileiras que já atuam no país – tais como Odebrecht e Souza Cruz – mostram que não há adversidades e que os resultados têm sido positivos. “A nossa visão é que Cuba está se transformando e que será, sem dúvida, uma boa oportunidade de investimento nos próximos anos. As empresas presentes lá não estão achando ruim”, revelou. “Eu acho que o Brasil tem possibilidade de ser um grande parceiro de Cuba, e Cuba um grande parceiro do Brasil.”

Entre os setores com mais oportunidades de investimentos para os empresários brasileiros estão o de sucroalcoleiro, turismo, saúde e energia e mineração.

Ciesp fecha parceria com Agência de Fomento Paulista

Mariana Ribeiro, Agência Ciesp de Notícias

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

Alberto Goldman, governador de São Paulo. Foto: Pedro Ferrarezzi

O Ciesp assinou nesta terça-feira (28), em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, um convênio com a Nossa Caixa Desenvolvimento para integrar a rede de distribuição dos recursos da Agência de Fomento Paulista.

A parceria beneficia as 9 mil empresas associadas à entidade no repasse das linhas de financiamento a taxas de juros competitivas, que privilegiam projetos de inovação e sustentabilidade.

Desde sua criação, em março de 2009, a Agência de Fomento já realizou mais de mil operações com pequenas e médias empresas e ultrapassou os R$ 170 milhões em desembolsos. Mas, segundo o governador Alberto Goldman, a utilização dos recursos ainda está aquém do desejado. O capital disponível, segundo ele, pode alavancar R$ 8 bilhões em operações de crédito.

“A Agência já capitalizou R$ 600 milhões e pode atingir a sua meta, de R$ 1 bilhão. Mas esses R$ 400 milhões restantes, já empenhados no orçamento, ainda não chegaram porque não temos para quem emprestar. Precisamos do esforço dos parceiros para fazer o recurso chegar na ponta”, afirmou o governador. “É o nosso BNDES. Mas o objetivo é atingir as pequenas e médias empresas, que faturam entre R$ 240 mil e até R$ 100 milhões anualmente”.

Capilaridade

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127636

Rafael Cervone, no exercício da presidência do Ciesp. Foto: Kenia Hernandes

A Nossa Caixa Desenvolvimento conta com 40 instituições parceiras e acaba de fechar novos convênios com outras quatro entidades representativas do empresariado, dentre elas o Ciesp, que acionará a sua rede de 43 diretorias no estado para intermediar o acesso das pequenas e médias indústrias ao crédito.

Para Rafael Cervone, no exercício da presidência do Ciesp, a missão da entidade agora é trabalhar a capilaridade no interior paulista e ser um facilitador do processo. “É uma parceria estratégica para nós, que pode ser utilizada de várias formas. Primeiro, disponibilizaremos aos nossos associados um grande volume de recursos a taxas competitivas, que vêm em um momento importante de retomada de investimentos na economia”, sublinhou Cervone.

“Além disso, estabelecemos a inovação como elemento estratégico para os próximos dois anos, e muitos projetos podem ser suportados com financiamentos da Nossa Caixa, que também é agente repassador de recursos do BNDES”, disse o dirigente.

Os empréstimos estão alocados em 37 municípios paulistas, e o segmento de máquinas e equipamentos detém 81% das operações, seguido do comércio (13%) e serviços (6%). Porém, segundo o presidente da Nossa Caixa Desenvolvimento, Milton Luiz de Melo Santos, com os novos convênios a Agência espera ampliar consideravelmente o alcance dos recursos no interior paulista, que concentra os Arranjos Produtivos Locais (APLs).

“A nossa capilaridade se realiza por meio das entidades parceiras, que são a ligação rápida e sem burocracia com as empresas que precisam do dinheiro para investir, mas encontram dificuldades na obtenção de crédito no sistema convencional. Queremos que os pequenos negócios consigam crescer e gerar emprego e renda”, resumiu Milton Santos.