Rio+20 foi importante passo para garantir amplo diálogo global, diz embaixador dos EUA

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Para o embaixador norte-americano Thomas A. Shannon, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) foi o início concreto de um amplo diálogo global sobre sustentabilidade.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540174221

O embaixador norte-americano Thomas A. Shannon, durante Fórum Brasil-EUA, na Fiesp

O embaixador norte-americano Thomas A. Shannon, durante Fórum Brasil-EUA, na Fiesp “Se você ler na mídia, a conferência fracassou. Isso me surpreende, a imprensa está enganada. A Rio+20 não falhou. Ela foi um importante passo para garantir um amplo diálogo global sobre a estrutura do desenvolvimento sustentável”, afirmou Shannon, nesta terça-feira (27/06), durante a abertura do Fórum Brasil-Estados-Unidos, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O evento reuniu empresários, autoridades e acadêmicos brasileiros e norte-americanos para repensar a relação comercial entre os dois países e estabelecer uma parceria estratégica.

Também estava presente o economista-chefe da área de Integração e Comércio Exterior do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Mauricio Mesquita Moreira, que insistiu sobre a diversificação de mercados como principal estímulo ao crescimento da indústria nacional.

“Se a gente quer evitar o futuro de produzir e exportar minério de ferro e soja, precisa ter acesso a mercados que demandem produtos distintos desses”, reiterou.

Skaf recebe presidente da Ucrânia e propõe rodadas de negócios setorizadas

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540174221

Viktor Yanukovytch, presidente da Ucrânia (esq.) e Paulo Skaf, presidente da Fiesp


Paulo Skaf, presidente da Fiesp, recebeu nesta segunda-feira (24), o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovytch. Acompanhado por uma comitiva de empresários ucranianos, a reunião foi pautada pelo interesse de se fortalecer a relação comercial entre os países.

O chefe de Estado frisou que a Ucrânia tem projetos focados em geração de energia alternativa e na construção de um terminal marítimo, e convidou os empresários brasileiros a estabelecer uma parceria estratégica.

“O volume de comércio entre Brasil e Ucrânia aumentou três vezes nos últimos nove meses, em relação ao mesmo período do ano passado, e pode aumentar ainda mais. No campo tecnológico, nosso país é mais flexível que o restante da Europa e Estados Unidos”, afirmou Yanukovytch. Ele ainda se mostrou disposto a constituir diálogo com as empresas brasileiras de todos os portes.

Rodada de negócios em 2012

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, se mostrou receptivo perante as oportunidades comerciais existentes entre os países também em outros setores. “Vejo que a Ucrânia tem tecnologia para trens de alta velocidade. Precisamos organizar uma missão focada em áreas interessantes para empresas brasileiras e ucranianas, com visitas recíprocas entre os países”, antecipou.

Skaf sugeriu que as rodadas de negócios sejam realizadas ano que vem nos dois países; no Brasil em março e na Ucrânia em junho.

Viktor Yanukovytch aceitou a proposta e retribuiu o convite. “Este trabalho vai trazer sinergia para ambos os países, desta maneira podemos aperfeiçoar nossas relações”, completou o presidentre ucraniano.

Parcerias setorizadas

Embaixador da Ucrânia no Brasil, Ihor Hrusko, salientou que a relação cresceu significativamente com a realização de um acordo operacional de Defesa e o desenvolvimento de projetos na área de fármacos e medicamentos (produção de insulina), com possibilidade de instalação de fábricas.

“Temos um enorme potencial de outras oportunidades a serem exploradas nas áreas de tecnologia, defesa e outros segmentos como metalmecânica e metalurgia, e expressamos a grata satisfação ao ver que as iniciativas que temos trabalhado vêm dando resultado”, garantiu Hrusko.

O embaixador destacou o acordo operacional entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco de Investimentos da Ucrânia, que permitirá o financiamento das operações comerciais.

Além disso, sublinhou a construção em andamento de um cosmódromo na região de Alcântara, no Estado do Maranhão, com lançamento de satélites a partir de 2013, marcando o desenvolvimento de tecnologia conjunta das nações no setor aeroespacial.

Agrobusiness

Representantes da Fiesp nos setores de agronegócio e saúde afirmaram que o comércio com a Ucrânia tem crescido, mas está aquém das possibilidades de intercâmbio.

“Estamos partindo para a terceira geração de tecnologia no setor sucroalcooleiro. Começamos produzindo açúcar, depois etanol e energia elétrica a partir da biomassa, e hoje estamos com agroquímicos, produzindo plástico a partir da cana de açúcar, lubrificantes, querosene de aviação e fertilizantes”, explicou João de Almeida Sampaio Filho, presidente do Conselho de Agronegócio da Fiesp (Cosag).