Skaf quer incrementar parceria comercial entre o Brasil e o Qatar

Ricardo Amorim, Agência Indusnet Fiesp 

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Ao lado de Ánuar Nahes, embaixador do Brasil em Doha, Skaf fala sobre a economia brasileira para Ahmed Al Sayed, presidente da Qatar Holding



O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou nesta quarta-feira (12), em Doha, que o Brasil está de portas abertas para receber investimentos do Qatar. Em reunião com Ahmed Al Sayed, presidente da Qatar Holding, braço executivo do fundo soberano para investimentos no exterior, Skaf citou uma série de oportunidades comerciais para as duas nações.

“O Brasil vive um momento muito positivo, com grande potencial para atrair investidores, principalmente nos setores de infraestrutura, habitação e alimentação”, afirmou o presidente da Fiesp. O embaixador brasileiro em Doha, Ánuar Nahes, que também participou do encontro, classificou a visita de Skaf como “muito positiva”.

“A Fiesp tem uma grande capacidade de articulação nacional e de mobilização dos setores produtivos. Isso faz com que reuniões como essa sejam bastante produtivas e tragam boas perspectivas de negócios”, resumiu.

Al Sayed, por sua vez, destacou o “excelente relacionamento” entre os dois países e aceitou convite de Skaf para visitar São Paulo até o final do ano. “Temos boas informações sobre o Brasil e contamos a ajuda da Fiesp para organizar reuniões com empresários dos principais setores. Estou certo de que temos muitos interesses em comum”, declarou. O executivo catarense lembrou ainda que a economia brasileira tem se mantido forte apesar da crise global, e que isso reforça o seu potencial de atração de investimentos.

Agenda esportiva

Paulo Skaf está no Qatar para acompanhar os jogos do Mundial de Clubes de Vôlei, onde o time do Sesi-SP disputa o título inédito para o Brasil. Nesta quinta-feira (13), o presidente da entidade acompanha a classificação da equipe brasileira para as semifinais.

Empresários discutem parcerias para fortalecer presença em mercados

Mariana Ribeiro, de Mendoza, Argentina, para a Agência Ciesp de Notícias

Os empresários brasileiros que foram a Mendoza, na Argentina, em busca de negócios nos setores de petróleo e gás, mineração e energia fizeram cerca de 200 reuniões com representantes de empresas locais, em dois dias de rodadas.

A missão empresarial, organizada pelo Ciesp e pela Fundação ProMendoza, entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro, contou com o apoio do governo da província.

Julio Diaz, diretor de Infraestrutura do Ciesp e proprietário da Laelc Reativos, fabricante de capacitores elétricos, também participou das sessões de negócios. Segundo ele, todas as reuniões foram bem direcionadas e deixaram links para negócios à frente. Após este primeiro passo, serão feitos novos contatos para fechar possíveis parcerias com empresas mendocinas.

“A intenção é que as empresas montem alguma base de produção no Brasil, associadas com brasileiros ou não. O governo de Mendoza também tem uma motivação muito grande em fazer o intercâmbio entre os dois estados. Dos empresários com quem conversei, pode dar negócios muito grandes”, resumiu o diretor, que fez 12 contatos em dois dias de agenda.

Unindo forças

Com o claro objetivo de integrar cadeias produtivas das empresas paulistas e mendocinas no intuito de adquirir tecnologia para aumentar a capacidade de fornecimento à Petrobras, a delegação brasileira cumpriu uma agenda de reuniões com dirigentes de empresas locais dos setores de máquinas, equipamentos e serviços voltados à indústria de gás e petróleo, mineração e energia.

Na avaliação do ministro de Produção, Tecnologia e Inovação de Mendoza, Raúl Mercau, Brasil e Argentina, juntos, têm um potencial muito grande para conseguir emplacar seus produtos de forma competitiva em terceiros mercados.

Segundo ele, as intervenções comerciais de cada um dos países para proteger suas economias – como a preferência para compras de equipamentos e serviços nacionais – pode se transformar em uma vantagem quando há integração das cadeias produtivas.

“Estamos falando da integração internacional de um cluster [concentração de empresas] que excede os limites geográficos da província. Isso nos permitirá fortalecer nossa presença em mercados e aproveitar as vantagens legais que existem em cada lado”, definiu o ministro Raúl Mercau. “Nesse caso, os favorecimentos para empresas nacionais podem se tornar vantagem se houver relação bilateral”, frisou.

Negócio fechado

Os empresários argentinos se motivaram com a disposição do Brasil em organizar a missão a Mendoza e garantiram que os contatos devem evoluir para parcerias comerciais, com as oportunidades que se abrem no mercado brasileiro para a cadeia petrolífera.

“Creio que há muita oportunidade, tanto para a Argentina como para o Brasil, de formarmos um bom vínculo entre os países. Particularmente, pela possibilidade que as empresas locais tiveram, com esta missão, de poderem se mostrar ao mercado internacional”, afirmou Ariel Chavez, gerente da Denersa, empresa que promove a expansão de projetos de energia renovável.

Sergio Fabrizi, gerente-geral da Aldo Fabrizi & Cia., procurava uma oportunidade para posicionar seus produtos no mercado brasileiro e buscar alianças com empresas que queiram se associar à companhia, fabricante de válvulas borboletas para diversos setores industriais, inclusive o petroquímico.

“É necessária a complementação com empresários locais para poder chegar aos clientes e ampliar nosso mercado. A Petrobras, por exemplo, é um potencial importante de consumo, e sabemos que precisamos ter algum aliado no Brasil para chegar até ela. Esse foi um dos motivos que nos trouxe para cá”, revelou Fabrizi.