Alunos do Sesi-SP apoiam paratletas da Bocha em competição

Agência Indusnet Fiesp

De 5 a 8 de agosto, atletas da Bocha Paralímpica do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) participaram do Campeonato Regional Sudeste da modalidade, na cidade de Águas de Lindóia, interior de São Paulo. A equipe conquistou o tetracampeonato na competição.

Conquistaram medalhas de ouro os atletas Guilherme (classe BC1) e Anderson (classe BC3). Jonathan (classe BC1) e Jorge (classe BC4) ganharam medalhas de prata e Evelyn (classe BCe3) trouxe um bronze. Também pontuaram e colaboraram para a conquista os atletas Jorge Junior (4º lugar na BC1), Vladimir (5º lugar na BC2), Edyvaldo (7º lugar na BC3, Jarbas (5º lugar na BC4), Alcides (6º lugar na BC4) e Josiane (7º lugar na BC4).

O próximo desafio é o Campeonato Brasileiro de Bocha Paralímpica, que acontece em outubro, em Foz do Iguaçu. Dos 20 atletas convocados para a seleção da região Sudeste, 10 são do Sesi-SP.

Pedagogia do exemplo

Além de dar exemplo pelo talento dos seus atletas, o Sesi-SP também mostrou como o esporte contribui para o projeto educacional da instituição. Os alunos do Sesi-SP, Thabata Santana das Neves (ensino médio em Ferraz de Vasconcelos) e Talles de Almeida da Silva (técnico em lazer na unidade Jardim Monte Cristo), ambos de 17 anos, trabalharam de forma voluntária como staff da equipe Paralímpica de Bocha durante o campeonato.

Como parte do projeto Pedagogia do Exemplo, eles exercitaram o protagonismo juvenil, atuando como ajudantes dos paratletas cadeirantes, servindo as refeições ou auxiliando durante os jogos. Os jovens puderam conviver com os atletas, conhecer as histórias de vida de cada um e conhecer a dinâmica e as possibilidades que eles encontram no esporte paraolímpico.

 

Atleta paraolímpica do Sesi-SP, Janaína Petit encontra no vôlei sentado caminho para as quadras

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Janaína Petit começou a jogar vôlei com 14 anos, em Varginha (MG), e logo foi convocada para integrar a seleção brasileira infantil e, mais tarde, passou para a categoria juvenil. O talento projetou Janaína e ela foi convidada para representar o Esporte Clube Pinheiros. Aos 17 anos, mudou-se para São Paulo e começou uma nova fase de sua promissora carreira, interrompida por um acidente que comprometeu os movimentos de sua perna.

“Fui atravessar uma avenida e fui atropelada por um ônibus. Tive um problema vascular sério. Quase tive que amputar. Perdi uma parte da panturrilha, tive de fazer enxerto na perna toda”, lembra a jogadora, hoje com 36 anos.

Janaína é atleta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Com o time de vôlei sentado da entidade, ela participou da conquista de quatro campeonatos brasileiros. Os títulos em quadra foram um prêmio depois de todos os obstáculos que Janaína e outras atletas da equipe tiveram de superar.

“Eu fiquei chateada por não poder jogar mais em pé, até porque eu era uma promessa na época e isso tudo mexeu com a minha cabeça. Também fiquei com a perna cheia de cicatrizes. Mas hoje isso está superado e, em relação ao vôlei paraolímpico, não existem limitações porque a coisa está se profissionalizando”, diz Janaína.

Janaína (ao centro, com a camisa número dois): superação e novo caminho no vôlei. Foto: Arquivo Pessoal

Janaína (ao centro, com a camisa número dois): superação e novo caminho no vôlei. Foto: Arquivo Pessoal

 

A atleta lembra que após se recuperar por um ano e meio das sequelas do acidente voltou a jogar vôlei pelo São Caetano, mas teve uma ruptura nos ligamentos do joelho. “Perdi muito músculo que sustenta o joelho.”

Janaína continuou jogando vôlei em clubes de São Paulo por ao menos seis anos, mas após cinco rupturas de ligamentos, ela decidiu deixar de jogar e voltar para sua cidade.

“Eu cheguei a operar os dois joelhos no mesmo dia. Eu tinha uns 26 anos quando decidi parar. Voltei para Varginha, estudei e me formei em curso técnico de edificações”, conta.

Um novo caminho 

Nos últimos 10 anos, Janaína se casou, trabalhou em outras atividades e conheceu um novo caminho para voltar às quadras. Mas no início, a atleta mostrou relutância à proposta de jogar vôlei sentado.

“O primeiro convite veio em 2007 para jogar na seleção paraolímpica, mas não fui. Mas em 2009 o Ronaldo Oliveira [treinador do Sesi-SP] me chamou para disputar o campeonato brasileiro. Eu estava meio desconfiada, até porque eu tenho um problema na perna mas não tenho dificuldade para andar. Mas ver aquelas pessoas sentadas me deixou  impactada”, diz.

Dez dias depois, e compreendendo a nova fase que estava lhe sendo proposta, Janaína aceitou o convite e desde então é atleta do Sesi-SP. As circunstâncias eram outras, mas o talento era o mesmo e Janaína logo se destacou e foi convidada para representar o Brasil nas Paraolimpíadas de Londres, em 2012.“Em Londres eu fui a segunda maior pontuadora da modalidade”, lembra.

Ela confessa que não faz muitos planos para o futuro. “Eu fiz tantos planos no passado e tudo mudou completamente”, diz a atleta, rindo do próprio destino.  Por ora, sua expectativa é com a chegada do marido. Desde que aceitou o convite do Sesi-SP, eles moram em cidades diferentes. “Mas no começo do ano ele vem morar comigo.”

Vôlei Sentado do Sesi-SP

Janaína é uma entre as 15 atletas de vôlei sentado do Sesi-SP, um time com faixa etária ampla. Tem jogadoras com 14 anos, outras com vinte ou trinta e poucos e uma com 50 anos, afirma o treinador da equipe feminina, Ronaldo Gonçalves de Oliveira.

Comandar paratletas mulheres pode ser complexo, mas também “divertido”, avalia o técnico.  Segundo ele, as mulheres com deficiência precisam de uma atenção maior no tratamento de certas “frustrações”.

“A mulher é mais vaidosa e quando ela perde um membro isso tem um impacto maior”, afirma. “Mas é muito divertido porque as mulheres são muito mais divertidas e dinâmicas que os homens”, completa.

A equipe de vôlei sentado do Sesi-SP é tetracampeã paulista e brasileiro e no dia 23 de novembro vai buscar o quinto título paulista.

“O time está redondo, a maioria é da seleção brasileira. No Parapan de 2011, foram sete atletas do Sesi-SP. Elas treinam três a quatro vezes por semana, musculação e treinamento técnico”, diz Oliveira.

Saiba mais sobre a modalidade

O esporte surgiu em 1956, na Holanda, a partir de fusão do voleibol convencional e o sitzbal, esporte alemão que não tem a rede, praticado por pessoas com mobilidade limitada e jogam sentadas, resultando no voleibol sentado.

No voleibol sentado, competem atletas amputados, principalmente de membros inferiores (vítimas de acidentes de trânsito, por exemplo) e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora (sequelas de poliomielite, por exemplo).

A quadra tem tamanho inferior ao do vôlei tradicional, com dez por seis metros, e a altura da rede é de 1,15m do solo no masculino e 1,05m para o feminino. Atletas jogam sentados na quadra. No voleibol paralímpico, o saque pode ser bloqueado.

A quadra se divide em zonas de ataque e defesa. É permitido o contato das pernas de jogadores de um time com os do outro, porém as mesmas não podem atrapalhar o jogo do adversário. O contato com o chão deve ser mantido em toda e qualquer ação, sendo permitido perdê-lo somente nos deslocamentos. Cada jogo é decidido em melhor de cinco sets, vencendo o time que marcar 25 pontos no set. Em caso de empate, ganha o primeiro que abrir dois pontos de vantagem. Há ainda o tie breakde 15 pontos.

As informações são do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

 

Paratletas do Sesi-SP se classificam para etapa nacional do torneio de natação

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Os bons resultados alcançados no Circuito Loterias Caixa de Natação 2011, que aconteceu entre os dias 24 e 26 de junho, garantiram a classificação de dois paratletas do Sesi-SP para a etapa nacional.

Damares Aparecida Oliveira, que compete pela categoria S4, amealhou o primeiro lugar nos 50, 100 e 200 metros livre, além dos 50 metros costas. Já Rosandro Silva, da categoria S6, alcançou o topo do pódio nos 100 metros peito, e a terceira colocação nos 400 metros livre. O bom desempenho deles assegurou a classificação para a etapa nacional.

Norival H. Martello, da categoria S9, terminou as provas de 400 e 50 metros livre, respectivamente, em quarto e sexto lugares. Lucas Taroco Silva, na categoria S12, fechou a lista em quinto lugar nos 100 metros peito, e em sétimo nos 400 metros livre.

Leia mais:

Acompanhe as notícias do Sesi-SP esporte