Sesi-SP homenageia ex-jogador de futebol Paraná e anuncia investimentos em Sorocaba

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) homenageou, na tarde desta sexta-feira (23/08), o ex-ponta-esquerda do São Paulo Futebol Clube Ademir de Barros, mais conhecido como Paraná. Atualmente com 71 anos, Paraná foi escolhido como patrono de uma das quadras esportivas do Centro de Atividades Senador José Ermírio de Moraes, do Sesi-SP, em Sorocaba. Na ocasião, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, anunciou a ampliação da unidade. Além de, claro, destacar o talento do ex-jogador.

“Parabéns por esse grande brasileiro que você foi, Paraná”, disse Skaf. “Nessa quadra, milhares de crianças vão treinar aqui e ganhar qualidade de vida, disciplina e saúde”, afirmou. “Fico muito feliz por essa homenagem a alguém que honrou o esporte”.

Skaf durante a homenagem ao ex-jogador Paraná: talento reconhecido e quadra para alunos do Sesi-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf durante a homenagem ao ex-jogador Paraná: talento reconhecido. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


O ex-jogador Barros nasceu em Cambará (PR), mas acabou fixando-se em Sorocaba, onde reside até hoje. Ingressou profissionalmente no futebol em 1961 pelo São Bento, passando a jogar no São Paulo quatro anos mais tarde, onde atuou até 1972. No tricolor, Paraná foi vice-campeão paulista em 1967 e bi-campeão paulista em 70 e 71. Pela Seleção Brasileira, jogou 11 vezes.

Paraná: emoção diante do reconhecimento do Sesi-SP. "Só tenho a agradecer". Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Paraná: emoção diante do reconhecimento do Sesi-SP. "Só tenho a agradecer". Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente da Fiesp e do Sesi-SP anunciou que todas as três escolas do Sesi-SP em Sorocaba vão ocupar um terreno anexo ao Centro de Atividades Senador José Ermírio de Moraes,  por meio da doação da área. “Teremos ainda um teatro com foyer e um centro cultural para exposições”, afirmou Skaf.


A importância do trabalho dos professores foi destacada. “É sagrada essa missão de ensinar”, disse. “E mais ainda de aprender. Peço uma salva de palmas a educadores do Sesi e  do Senai”, afirmou.

O apoio dos “companheiros” da Fiesp também foi lembrado. “Agradeço pela ajuda nesses nove anos de mandato”, disse. “Esse apoio fortíssimo nos dá força para realizar as coisas”.

‘Ser patrono é inspirar’

Presente à cerimônia, o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Walter Vicioni Gonçalves, elogiou o trabalho de Paraná. “É uma justa homenagem a esse personagem que se destacou entre as figuras do esporte”, explicou. “O Sesi-SP se orgulha de ter feito parte da trajetória do ex-jogador, vai ser referência para as novas gerações. Ser patrono do Sesi é inspirar”. Emocionado, o craque registrou a sua satisfação. “Só tenho a agradecer por essa homenagem”, afirmou.

Treinamento forte 

No evento, foram realizadas atividades como uma clínica de vôlei para os alunos do Sesi-SP e um treino intensivo da equipe de rendimento, que jogará com o São Bernardo neste sábado (24/08), na Vila Leopoldina, em São Paulo, pelo Campeonato Paulista 2013. O Sesi-SP ocupa a vice-liderança na competição, com quatro vitórias em quatro jogos. Assim, sob a supervisão do treinador Marcos Pacheco, Murilo Endres, Serginho, Sidão, Lucão, Sandro e os demais atletas do time de vôlei da instituição deram dicas e conselhos para os alunos, passando um pouco das suas experiências vitoriosas.

A equipe de vôlei do Sesi-SP também foi destacada na cerimônia. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A equipe de vôlei do Sesi-SP também foi destacada na cerimônia. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Diante de tantos talentos do esporte, Skaf convidou todos os jogadores para o tablado e brincou com a altura do jogador Lucão, de 2,10m, muito solicitado para tirar fotos com as crianças presentes ao evento.

O gestor do vôlei do Sesi-SP, José Montanaro, destacou que o time está “invicto” no Campeonato Paulista 2013.

Diretor de Esportes e Lazer do Sesi-SP, Alexandre Pflug lembrou  que o Sesi-SP está hoje com 16 modalidades esportivas. E citou o Projeto Try Rugby SP, resultado de uma parceria do Sesi-SP com o British Council e a Premiership Rugby, a liga do esporte na Inglaterra, para atender 10 mil crianças até 2016.

O levantador Sandro confirmou que o time de vôlei da instituição está “treinando forte”, também com vistas à Superliga, que começa em setembro.

Brasil terá safra recorde de soja 2012/13, aponta estudo Rally da Safra

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

O desempenho histórico das lavouras do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul contribuíram para que o Brasil registrasse uma safra recorde de soja 2012/13. O volume alcançará 84,4 milhões de toneladas de soja – contra 66,4 milhões de toneladas em 2011/12, totalizando um aumento de 27,7%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26/03) durante a coletiva do estudo Rally da Safra 2013, em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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André Pessôa, coordenador geral do Rally da Safra: 'Logística mais cara é aquela que não existe. Estamos no limite do uso da que temos. Precisamos de medidas emergenciais para não penalizar o setor pelo nosso sucesso'. Foto: Julia Moraes/Fiesp

A expedição técnica percorreu mais de 60 mil quilômetros entre os dias 28 de janeiro e 13 de março, coletando amostras nas lavouras de milho e soja em 12 unidades da federação: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Estas unidades representam 96,6% da área cultivada da soja e 72,3% da área de milho no Brasil.

Com o registro de uma colheita recorde, o Rio Grande do Sul foi o destaque desta edição. De acordo com André Pessôa, coordenador geral do Rally da Safra e diretor da Agroconsult, apesar da estiagem do mês de dezembro, o estado produziu 49 sacas por hectares de soja e safra de 13,5 milhões de toneladas. “Este número é espetacular. É mais do que o dobro da produção da temporada passada [6,5 milhões de toneladas]. Tanto na colheita de soja quanto na de milho, o estado teve uma safra muito boa. O desempenho do sul do país contribuiu para que a gente tivesse uma safra de soja acima do esperado”, avaliou Pessôa.

Já o Paraná registrou a maior produtividade do Brasil, com 56 sacas por hectares e produção de 15,8 milhões de hectares – em 2011/12 foi de 10,9 milhões de toneladas. Santa Catarina chegou a 54 sacas por hectares e 1,6 milhões de toneladas.

Na região centro-oeste, o destaque positivo é Goiás, com 54 sacas por hectares. Mato Grosso ficou pouco abaixo do esperado, com média de 52 sacas por hectares. Um dos motivos, apontados por Pessôa, foi o excesso de chuvas no processo da soja tardia.

A região nordeste registrou uma queda significativa na colheita, com destaque para Piauí, que teve a pior produtividade no país, em função da estiagem de 45 dias, totalizando 31 sacas por hectares. A Bahia também teve um desempenho abaixo do esperado, com uma produção de 42 sacas por hectares.

Outro problema que assolou as lavouras brasileiras, de acordo com o coordenador geral do Rally da Safra, foi a incidência de pragas, que aumentou os custos da produção de soja e milho brasileira.

Milho verão

O milho verão alcançou 36,7 milhões de toneladas na safra 2012/13, com produtividade média de 85 sacas por hectares. Na safra 2011/12 o número foi de 75 sacas por hectares. Com destaque para o Paraná, cuja produção recorde chegou a 145 sacas por hectares. Santa Catarina registrou 120 sacas por hectares e o Rio Grande do Sul atingiu 97 sacas por hectares. Goiás de também apresentou uma ótima produtividade, com 144 sacas por hectares, seguido por Minas Gerais, que registrou 102 sacas por hectares.

Década de crescimento

De acordo com Pessôa, o Brasil registrou um crescimento significativo no setor do agronegócio nos últimos 10 anos. Segundo coordenador geral do Rally da Safra, neste período a área de plantio de soja brasileira cresceu 50% – de 18,5 milhões de hectares em 2002/03 para 27,8 milhões de hectares em 2012/13, uma expansão de 4,1% ao ano. Neste mesmo período, a produção aumentou 62%, de 52 milhões de toneladas (2002/03) para 84,4 milhões de toneladas (12/13).

No caso do milho, a área plantada foi ampliada em 18% – de 13,2 milhões de hectares em 2002/03 para 15,6 milhões de hectares em 2012/13, uma elevação de 1,7% ao ano.

Porém, no entendimento de Pessôa, a falta de investimento em logística e o apagão da mão de obra no setor agrícola são grandes empecilhos para o crescimento da agricultura brasileira.

Segundo o coordenador do Rally da Safra, apenas 16% do volume de exportações de soja e milho brasileiro é realizado pelos portos do nordeste, o que, no seu entendimento é pouco funcional, tendo em vista que a região norte/nordeste é responsável por 83,5% da produção de soja e milho do país.

De acordo com Pessôa, os custos para exportação do produto pelos portos da região sul/sudeste provocam morosidade e ônus para os produtores da região norte/nordeste, com um custo médio de US$ 100 por frete.

“A logística mais cara é aquela que não existe. E nós estamos no limite do uso da que temos. E precisamos de medidas emergenciais para não penalizar nosso setor pelo nosso sucesso”, alertou.


Na Fiesp, governador Beto Richa apresenta oportunidades de investimento no Paraná

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Beto Richa, governador do Paraná: "'Paraná Competitivo' visa a modernização da política fiscal do estado, com investimentos em infraestrutura e qualificação de mão de obra". Foto: Julia Moraes

O governador do Estado do Paraná, Beto Richa, esteve na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira (10/09), durante a reunião de diretoria da entidade, para apresentar oportunidades de investimentos no seu estado.

No encontro com dirigentes da indústria paulista e presidentes de sindicatos, o governador paranaense afirmou sentir-se honrado por estar na Fiesp trazendo números de seu governo, destacando o que classificou de “um trabalho de recuperação das finanças do seu estado”. Beto Richa ressaltou ainda a capacidade de investimento da unidade da federação, que, segundo ele, estava afastada do setor produtivo.

“A necessidade da retomada da industrialização era algo que enxergávamos com muita clareza, e o objetivo é iniciar um novo ciclo no setor produtivo. O plano [apresentado por ele] visa questões ambientais e a criação de bons empregos, geração de impostos em larga escala, transferência de tecnologia e preservação do meio ambiente”, afirmou Richa.

Competitividade paranaense

Beto Richa expôs o programa “Paraná Competitivo”, que visa a modernização da política fiscal do estado, com investimentos em infraestrutura e qualificação de mão de obra a fim de gerar empregos e impostos, transferência de tecnologia e preservação do meio ambiente.

“São R$ 18 bilhões confirmados em investimentos e 90 mil empregos que o ‘Paraná Competitivo’ vai gerar. O Produto Interno Bruto (PIB) Industrial do Paraná cresceu 7%, o maior crescimento entre os estados do Brasil”, destacou o governador, ao comparar a taxa com o PIB brasileiro, que ficou em apenas 0,3%.

Os aportes serão destinados aos setores de veículos e autopeças, plataformas de petróleo, biodiesel, alimentos, máquinas pesadas, entre outros itens. A indústria de papéis Klabin, a maior do país, vai instalar uma unidade no município de Ortigueira (a 210 km de Curitiba), O projeto, apontado por Richa como o maior investimento privado da história do Paraná, contempla ainda a inédita divisão da arrecadação de ICMS entre os municípios da região.

A empresa contará com a parceria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para dar celeridade ao funcionamento da planta. O convênio entre a Fiep (Sistema S) e o Ministério do Trabalho proporcionará a capacitação profissional para a Copa do Mundo em 2014 – Curitiba receberá jogos do mundial.

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Da esquedda para a direita: Ricardo Barros, secretário paranaense de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul; João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp; Beto Richa, governador do Paraná; Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp; e Mario Eugenio Frugiuele, 2º diretor-secretário da Fiesp. Foto: Mauren Ercolani

Outros investimentos

Em infraestrutura e logística, Beto Richa anunciou que o Grupo Techint montará duas plataformas de petróleo em investimento de R$ 1,3 bilhão, junto com áreas específicas para produção de peças e serviços para a indústria do Pré-Sal. Além disso, outros R$ 840 milhões serão injetados nas rodovias estaduais e na adequação de estradas rurais para impulsionar a produtividade do agronegócio.

Beto Richa: porto de Paranaguá receberá R$ 1 bilhão em investimentos públicos e privados nos próximos três anos. Foto: Mauren Ercolani.

Beto Richa: porto de Paranaguá receberá R$ 1 bilhão em investimentos públicos e privados nos próximos três anos. Foto: Mauren Ercolani

Ainda segundo o governador, o porto de Paranaguá receberá R$ 1 bilhão em investimentos públicos e privados nos próximos três anos, o que irá dobrar o volume de cargas nos próximos 20 anos, mantendo 80% da baía preservada. Beto Richa assegurou que a expansão da malha ferroviária está em negociação com o governo federal. “Queremos a inclusão de novo ramal que liga o município de Guarapuava ao litoral paranaense, facilitando o acesso aos portos”, explicou.

Richa apresentou também a Usina de Mauá em Telêmaco Borba, que recebeu investimento de US$ 700 milhões e vai gerar 361 megawatts, suficientes para atender uma cidade com 1 milhão de habitantes.

O vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, considerou como importante os avanços do estado vizinho. “Certamente o Paraná vai voltar a ocupar lugar de destaque. Temos uma indústria muito forte lá, com várias empresas, e potencialidade de opções boas de investimento”, sublinhou Steinbruch.

Fronteira internacional é maior desafio do Paraná contra Aftosa, diz assessor do governo local

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

José Tarciso Fialho, assessor de Gabinete da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Paraná. Foto: Everton Amaro

José Tarciso Fialho, assessor de Gabinete da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Paraná. Foto: Everton Amaro

Com 56 mil pecuaristas, o Paraná é o 10º produtor de rebanho bovino do país. E a maior preocupação das autoridades locais, segundo o assessor de gabinete da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado, José Tarciso Fialho, é evitar a entrada do vírus da febre aftosa por meio das fronteiras, principalmente, com o Paraguai.

Em maio deste ano, o governo paranaense organizou a primeira etapa da campanha anual de vacinação contra febre aftosa e reforçou a vigilância nas fronteiras. Durante as operações em Foz do Iguaçu, Santa Helena e Guaíra, carros e caminhões foram submetidos a inspeção e desinfecção.

“Somos um Estado que tem fronteiras tanto nacional quanto internacional. Nossa fronteira é nosso maior desafio. Tanto que é o Paraná que está fazendo a vacinação contra aftosa na fronteira até 200 quilômetros com o Paraguai, para que a gente garanta que nossa fronteira seja, no mínimo, controlada”, acrescentou Fialho.

Tecnologia

O Paraná é o segundo maior produtor brasileiro de soja, com uma produção estimada em 15,4 milhões de toneladas e uma produtividade de 3.360 quilos por hectare, segundo números da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). E, conforme o assessor de gabinete da Secretaria, o maior desafio do Estado é elevar essa produtividade utilizando inovação tecnológica. “O Paraná se preocupa bastante em colocar à disposição [do mercado] um produtor bem informado”, afirmou.

O Estado sedia duas unidades da Embrapa – a Embrapa Florestas e a Embrapa Soja – que desenvolvem soluções tecnológicas para melhorar a eficiência produtiva e conservar o meio ambiente.

Programa Bioclima Paraná aposta em incentivos financeiros

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O Paraná vive o dilema de ser um Estado bem desenvolvido economicamente, mas que não tem oferecido as devidas respostas às questões ambientais. A avaliação feita por Jonel Nazareno Iurk, secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos desse Estado, deu o tom do desafio que existe pela frente.

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Jonel Nazareno Iurk, secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná. Foto: Everton Amaro

Ao participar de encontro no Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (28/08), o secretário apresentou o Programa Bioclima Paraná, reforçando que é preciso incentivar a conscientização ambiental da sociedade e a responsabilidade de todos os setores.

O objetivo do programa é a conservação e recuperação da biodiversidade, levando-se em conta que esta foi muito afetada: o Estado conta com menos de 10% da sua cobertura vegetal original e já sente os efeitos da mudança climática. A exemplo do que ocorreu no Rio de Janeiro, o excesso de precipitação na região serrana paranaense, em março do ano passado, só não registrou mais vítimas fatais (uma morte) porque as áreas críticas foram desocupadas rapidamente, aplicando-se o princípio da precaução.

Assim, entre os focos do Bioclima estão medidas de valorização das áreas naturais e prevenção aos impactos do aquecimento global. “Toda a sociedade é usuária, direta ou indiretamente, da biodiversidade. Há todo um custo embutido nos alimentos, por exemplo, e é preciso que se entenda isto, inclusive os governantes, que nem sempre têm uma sensibilidade adequada sobre o assunto”, apontou o secretário.

Em sua avaliação, o Código Florestal oferece boa oportunidade ao seu Estado, que concentra alta quantidade de propriedades rurais sem reserva legal. Ao se fazer a recuperação, será possível instituir então o pagamento por serviços ambientais, em fase de regulamentação. A prioridade será a área central, degradada, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Jonel Nazareno Iurk pontuou, no entanto, que não é possível fazer gestão ambiental sem contar com quem produz: “O Paraná quer realizar o seu inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), mas conversando com o setor produtivo para que o plano seja exequível”.

Um exemplo dado pelo secretário é a criação de uma espécie de banco e a instituição da figura do biocrédito. Assim, quem tem déficit de reserva legal, compra um biocrédito. Por sua vez, quem tem excedente de reserva ou quer fazer a conversão de sua área recebe o crédito em uma câmara de compensação que regula o preço médio.

Conheça os pontos principais do Programa Bioclima:

  • Conservação das áreas naturais;
  • Recuperação das áreas alteradas (com previsão de recuperar um milhão de hectares especialmente nas áreas de baixa produtividade agrícola até 2020);
  • Adoção de incentivos econômicos;
  • Estímulo à educação ambiental;
  • Monitoramento e fiscalização;
  • Mudanças climáticas;
  • Capacitação e pesquisa científica.

A expectativa do governo paranaense é que haja manutenção das áreas dos produtores rurais de alta produtividade e unidades de conservação com melhoria em sua gestão e redução nas emissões de GEE, tendo condições técnicas e orçamentárias adequadas.