São Paulo puxa para baixo o nível de emprego nas obras de infraestrutura do País

Fábio Rocha, Agência Insdusnet Fiesp 

A ausência de obras de infraestrutura e a paralisação de outras no estado de São Paulo puxaram para baixo o empenho do setor da construção no País. Estudo divulgado pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, com base nos dados do Ministério da Trabalho e Emprego, mostra que o nível de ocupação na Construção Civil no Brasil cresceu 17,06%.

Já em Obras de Infraestrutura, também conhecida como construção pesada, o crescimento brasileiro foi de 9,35%, enquanto em São Paulo houve alta de apenas 1%.

Considerando somente obras de grande porte (rodovias, ferrovias, metrôs, portos, aeroportos e saneamento), segundo pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), o nível de empregos no estado em 2010 caiu 5,92%.

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Análise do emprego setor da Construção Civil - Brasil e Estado de São Paulo


De acordo com a Fiesp, a principal diferença entre São Paulo e Brasil está no segmento de Obras de Infraestrutura. O arrefecimento apresentado no estado foi provocado pela perda de 6.200 empregos na área de rodovias e ferrovias.

“A forte queda explicada por Construção de Rodovias e Ferrovias demonstra que houve conclusão de obras, sem a retomada de novos projetos de investimentos do governo estadual”, analisa o diretor-titular do Deconcic, José Carlos de Oliveira Lima.

“Para os próximos meses, não se vislumbra um cenário diferente do atual, ou seja, o Brasil manterá o ritmo de crescimento de empregos, enquanto São Paulo conservará o ritmo de queda” completa.Imagem relacionada a matéria - Id: 1544482550

Outros segmentos

No âmbito da Construção de Edifícios no Brasil, o número de carteiras registradas aumentou 23,99%. No estado de São Paulo, esse dado fica em 16,79%.

O desaquecimento do setor também pode ser comprovado pela redução do consumo de brita – um dos principais insumos utilizados em obras pesadas de infraestrutura. Janeiro de 2011 apresentou uma queda de 40% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Conforme o Sindicato das Indústrias de pedra britada (Sindipedras), em 2010 a demanda pelo insumo foi de 36,5 milhões de toneladas, primeira queda desde 2005. Para este ano a previsão é ainda menor, cerca de 33 milhões de toneladas.