Atletas olímpicos e paralímpicos do Sesi-SP são exemplo, diz Skaf

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Há oito anos conquistando títulos nacionais e internacionais, além de posições expressivas nos rankings de categorias, as equipes olímpicas e paralímpicas de atletismo do Sesi-SP seguem crescendo. E para apresentar e coroar todo esse trabalho, as duas equipes foram recebidas em almoço nesta terça-feira (24 de outubro) por Paulo Skaf, presidente do Sesi-SP e da Fiesp.

“Além de amor, eu vejo aqui muito trabalho, motivação e força de vontade. Não é fácil chegar onde vocês chegaram. Esse destaque mostra que vocês são diferentes e servem de exemplo para muitas crianças e adolescentes. Eu sempre fico pensando em como, de certa forma, tudo isso pode ser usado para incentivar outros jovens na educação, esporte e cultura”, comentou Skaf durante um bate-papo descontraído entre atletas, técnicos, diretores e gestores das entidades.

O projeto, que teve início em 2009 com as categorias mais jovens, entre 11 e 12 anos, hoje é referência na formação esportiva do atletismo brasileiro olímpico e paralímpico. Revela nomes como Felipe Bardi, de 19 anos, aluno do Sesi de Piracicaba, um dos principais atletas do Sesi-SP e do Brasil. Com o sonho de sair do país, competir fora e alcançar novas marcas, o atleta já vem conquistando seus primeiros objetivos.

Parte da equipe da indústria desde o fim de 2013, Felipe logo passou da equipe de treinamento para o rendimento esportivo. Chegou e logo de cara demonstrou características importantes, migrando do salto em distância para velocidade por capacidade física. Felipe cresceu no cenário internacional e vai tentar quebrar a barreira dos 10 segundos, marca que até agora nenhum brasileiro conseguiu.

“Sou muito grato por tudo. Sou aluno formado pelo Sesi-SP. Minha primeira viagem de avião e para fora do país foi pelo Sesi-SP e cheguei onde estou hoje através de todo o apoio que tenho aqui. Não sei nem o que seria da minha vida se eu não tivesse vindo para o Sesi-SP”, comentou Felipe, que treinava no interior paulista e viu sua equipe acabar antes de ter a oportunidade de treinar no Sesi-SP.

O grupo paralímpico, além dos grandes exemplos de Renato Cruz e Marco Aurélio, ganhou mais uma estrela. Dona de medalhas nas edições de Atenas, Pequim e Londres, Terezinha Guilhermina, especialista nos 100, 200 e 400 metros rasos, agora representa a indústria nas competições da modalidade.

“Eu já rodei bastante, viajei o mundo e o que vejo aqui no Sesi-SP é motivador demais. Sou muito grata por fazer parte dessa equipe. Aqui há toda uma estrutura que possibilita o desenvolvimento dos atletas. Posso dizer que temos muitas coisas com nível internacional, e isso é muito bom”, comentou Terezinha, que brincou ao falar que entrou no Sesi-SP participando de uma seletiva.

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Paulo Skaf com equipes olímpica e paralímpica do Sesi-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Marco Aurélio Borges arremessa as dificuldades para longe e busca terceira Olimpíada

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Um momento dramático pode proporcionar um mundo completamente diferente. Marco Aurélio Lima Borges, o atleta Marcão, descobriu esse mundo pagando um preço alto para um jovem de 20 anos, que trabalhava em dois empregos. Em 4 de junho de 1998, Marcão saía do expediente como motoboy e seguia para a casa de sua namorada, em Itapecerica da Serra. E na BR-116 que sua moto foi atingida por um caminhão, esmagando sua perna direita. Sem conseguir levantar, Marcão se arrastou para a beira da estrada. Nenhum dos dois motoristas parou para prestar socorro e até hoje as identidades deles são desconhecidas. Mas, finalmente, alguém parou e ajudou e, naquele momento, Marcão começava uma nova versão de si mesmo.

“Eu agradeci por estar vivo. O esporte era a última coisa que eu pensaria. Eu tive lesões, perfuração de pulmão, fratura de braço e minha perspectiva de sobreviver era pequena. Eu estava triste por ter perdido a perna, mas feliz por estar vivo. Era um conflito de sentimentos. A vida continuava e eu precisava pensar nisso”, conta Marcão. “Não tive raiva do cara. Nem sei quem é. Fiquei me perguntando: ‘por que aconteceu comigo?’”.

Marco Aurélio se tornou um dos principais atletas do núcleo paralímpico do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) desde 2010, quando se juntou ao projeto. Com participações nas Olimpíadas de 2008 (Pequim – 9º colocado) e 2012 (Londres – 6º colocado), o atleta se prepara no Centro de Atividades (CAT) do Sesi-SP em Santo André para a terceira competição, no Rio de Janeiro, em 2016.

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Marcão: Todo mundo se supera. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Primeiro colocado do ranking nacional de arremesso de disco categoria F44 (deficientes físicos), Marcão não gosta da distinção de atleta olímpico e paralímpico, o que acredita contribuir para a desinformação das pessoas a respeito das modalidades. O atleta também não gosta muito do termo “inclusão”. Para ele, o esporte é um emprego, uma modalidade que pratica e não é apenas uma ocupação para um deficiente físico que passa por superações diárias.

“Eu cito Marlon Shirley [norte-americano campeão paralímpico 2000/2004 nos 100 m T44], que não aceita ser chamado de atleta paralímpico. Ele quer ser chamado de atleta. É aquela história. Se eu fosse um advogado eu seria um para-advogado? Para ser sincero, essa distinção me incomoda, sim. Todo mundo se supera”, afirma.

Esporte paralímpico no Brasil

O atleta defende que o esporte paralímpico não precisa ser, exclusivamente, para inclusão. No Sesi-SP como funcionário desde 2003, ele participa de grupos de ajuda e prevenção com os trabalhadores da indústria e gostaria que o Brasil também fizesse um trabalho de apoio, de conforto aos amputados desde o hospital, como é realizado nos Estados Unidos.

“Dentro do nosso programa paralímpico no Sesi-SP, nós temos vários atletas que são vítimas de acidente de trabalho. A gente dá palestras em diversas unidades do Sesi-SP sobre acidente de trabalho, prevenção, cuidados e também o pós-acidente, se for o caso. E não só no trabalho, mas indo e voltando dele, como foi o meu caso, por exemplo. Até fora do Brasil eu já ajudei. Lá em San Diego (EUA), eles possuem um programa chamado Peer Support, que ajuda a pessoa acidentada ainda no hospital. O Brasil poderia ter algo assim”, afirma Marcão.

Ele acredita que condições sociais de um país determinam seu sucesso em modalidades paraolímpicas, como o caso do Brasil em paraolimpíadas, à frente de diversas potências olímpicas mundiais.

“São diversos contextos como guerra civil, natalidade, trânsito e uma série de outros fatores que influenciam. O Brasil tem um trânsito complicado que gera amputados. No norte e nordeste, o controle de natalidade é falho, então nasce muita gente com paralisia cerebral. Assim, o país acaba captando muitos atletas. Mas, além disso, o Brasil organiza muito bem os jogos. Investiu no esporte paralímpico”, diz.


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"As pessoas não sabem o nível em que o esporte paralímpico está”, diz Marcão. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Apoio e divulgação

Em geral, atletas do esporte paralímpico têm dificuldade para conseguir patrocínio, e parte deles mantém até dois empregos para arcar com os custos dos treinamentos. Segundo Marcão, as críticas são tanto do esporte paralímpico quanto do olímpico.

“Eu entendo quando um atleta olímpico, que tem mais visibilidade que os da minha modalidade, reclama. Conheço atleta olímpico que já esteve em duas Olimpíadas e continua com dificuldade de captação de recursos. O esporte em si está passando por uma fase difícil.  E tem a cultura. Na Alemanha eu vi uma escola pública com 150 atletas fazendo arremesso de disco”, argumenta. “É uma questão de cultura. Aqui temos poucos ídolos no esporte olímpico para ajudar a popularizar uma modalidade”, afirma Marcão.

“Nunca tinha ouvido falar [de arremesso de disco/peso]. Quando eu fui vice campeão brasileiro, nunca tinha segurado um peso na vida. Me explicaram na hora e peguei. Quando eu falo para as pessoas que faço atletismo, já pensam que eu corro e não acreditam. Aí eu falo que atletismo não é só correr, mas é saltar, lançar”, diz.

Futuro

Marcão tem agendada uma viagem para a Alemanha, onde estudará e treinará para o Parapan de Toronto e o Mundial na Rússia, ambos no segundo semestre deste ano. Antes, ainda tem o Grand Prix Brasileiro, classificatório para o Parapan. Mas, a pressão dos Jogos no Rio em 2016 será, naturalmente, a maior de todas por conta da proximidade dos parentes, afirma o atleta.

“É bem complicado. São Paulo é o foco do atletismo no Brasil. Das três provas do campeonato, duas são aqui. Eu já comecei a definir políticas de ficar em hotel, mesmo em prova em Santo André.  É capaz de minha mulher ligar e falar ´lança rapidinho aí que eu preciso ir no mercado´. Já aconteceu antes”, conta.

Verônica Hipólito está na lista de promessas de 2015 do IPC Athletics

Agência Indusnet Fiesp

Faltando apenas nove meses para o IPC Athletics World Championships 2015, em Doha, Qatar, a Federação Internacional de Atletismo Paralímpico (IPC Athletics) divulgou a lista dos 45 atletas promissores para os próximos anos, chamada de Ones to Watch list.

A lista identifica atletas de todo o mundo com possibilidades de ganhar medalhas em uma das grandes competições internacionais. Foram selecionados homens e mulheres de 19 países diferentes. Do Brasil, quatro nomes estão na lista: Terezinha Guilhermina (T11), Lucas Prado (T11), Yohansson Nascimento (T46) e a atleta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) Veronica Hipolito (T38).

Verônica compete nas provas dos 100, 200 e 400 metros rasos e no salto em distância nos campeonatos olímpicos em classes adultas e nos paraolímpicos. Ela faz parte da classe T38, designação para pessoas que fazem provas de pista e de campo que têm algum tipo de limitação por paralisia, seja ela dos membros superiores, dos membros inferiores ou por hemiplegia de grau leve (todo um lado do corpo limitado).

Em 2014, a atleta do Sesi-SP ganhou a medalha de ouro na prova dos 400m do IPC Athletics Grand Prix Final, além de três medalhas de ouro no Jogos Para-sulamericanos do Chile.

Equipe do Sesi-SP fica em segundo lugar no Circuito Paralímpico de Atletismo

Agência Indusnet Fiesp

Realizado em São Paulo, de 12 a 14 de setembro, a fase Nacional do Circuito Paralímpico de Atletismo e Natação, reunindo quase 600 atletas de todo País. Formada por 12 competidores, a equipe do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) ficou em segundo lugar no quadro geral de medalhas.

No total, o Sesi-SP conquistou 16 medalhas: sete de ouro, sete de prata e duas de bronze. Os destaques foram Verônica Silva Hipólito, que obteve o recorde brasileiro e das Américas na prova de 400m rasos e José Henrique Campos Mattos, campeão na prova nos 1.500 metros rasos.

Veja todos os resultados da equipe Sesi-SP na competição:

José Henrique Campos Mattos (Classe T20 – deficiência intelectual)
1º nos 1.500m – Tempo: 4min10s59
2º nos 5.000 m – Tempo: 16min27s39

Verônica Silva Hipólito (Classe T38 – AVC)
1ª nos 100m – Tempo: 13s43
1ª nos 400m – Tempo: 01min05s43 (recorde brasileiro e das américas)
1ª no salto em Distância – Resultado: 4,48 metros

Renato Nunes da Cruz (Classe T44 – amputado de membro inferior)
2º nos 100m – Tempo: 12s35 (recorde pessoal)
2º nos 200m – Tempo: 25s60
2º no salto em distância – Resultado: 5,12 metros

Luciano dos Santos Pereira (Classe F11 – perda total de visão)
2º no lançamento de disco – Resultado: 32,51 metros
1º no lançamento de dardo – Resultado: 35,01 metros
2º no arremesso de peso – Resultado : 10,14 metros

Marco Aurélio Lima Borges (Classe F44 – amputado de membro inferior)
2º no lançamento de disco – Resultado: 45,52 metros

Ezequiel Marcelo da Costa (Classe T46 – amputado de braço)
1º nos 10.000 metros – Tempo: 36min32s98
1º nos 5.000 metros – Tempo: 17min52s56

Wagner Pires da Silva (Classe F37 – paralisia cerebral)
1º no arremesso de peso – Resultado: 10,49 metros (recorde pessoal) 

Maira Xavier do Prado (Classe F34)
2ª no lançamento de disco – Resultado: 10,44 metros
3º no arremesso do Peso – Resultado: 4,23 metros 

Nilda Martins Santana (Classe F56 – cadeirante)
3ª no arremesso de peso – Resultado: 4,98 metros

Maicon Rocha Santos
4º no lançamento de dardo – Resultado: 19,98 metros

Ana Claudia Borges dos Santos (classe F34)
4ª no arremesso do Peso – Resultado: 4,11 metros

Verônica Hipólito, do Sesi-SP, é indicada para ‘melhor paratleta do ano’

Agência Indusnet Fiesp

A atleta do Sesi-SP Verônica Hipolito: ouro e prata no Mundial de Lyon. Foto: Divulgação/CPB

A atleta do Sesi-SP Verônica Hipolito: ouro e prata no Mundial de Lyon. Foto: Divulgação/CPB

Verônica Hipólito, do atletismo paralímpico do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), é uma das indicadas para o Prêmio Paralímpicos na categoria “melhor paratleta feminina do ano”.

Suas concorrentes na premiação são duas veteranas: Terezinha Guilhermina (vencedora na solenidade de 2012), do atletismo, e Susana Schnarndorf, da natação.

A iniciativa, que reconhece ainda os melhores de 2012 em cada modalidade paralímpica, é do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O prêmio deve ser disputado por voto popular, na internet.

As informações são do site Paratleta Brasil.

2013 de conquistas

O ano de 2013 tem sido especial para Verônica.  Em julho, em Lyon (França), foi campeã mundial nos 200 metros da classe T38. Ela ainda ficou com a medalha de prata nos 100 metros.

Em outubro, em Buenos Aires (Argentina), a jovem de 17 anos ganhou três medalhas de ouro nos Jogos Parapanamericanos de Jovens  nos 100m, 200m e salto em distância, obtendo o recorde brasileiro na última, ao saltar 4,59.


Atleta do Sesi-SP brilha em vitória da seleção brasileira feminina de vôlei sentado

Agência Indusnet Fiesp, com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)

A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei Sentado, que conta com seis atletas do Sesi-SP, venceu a Eslovênia, por 3 sets a 2 (25/17, 30/28, 19/25, 21/25 e 15/7), na tarde do domingo (02/09), e obteve a primeira vitória do Brasil nesta categoria em uma Paralimpíada.

O técnico do Sesi-SP e da seleção brasileira, Ronaldo Gonçalves, ficou satisfeito com o desempenho das atletas. “Esta é a primeira participação do Brasil no voleibol sentado feminino e muitos dirigentes elogiaram a nossa equipe. Hoje temos um time muito competitivo e que vai dar trabalho no futuro”, avaliou Gonçalves.

O destaque da partida foi a atleta do Sesi-SP, Jana, a maior pontuadora da partida, com 32 bolas no chão. “Somos um time que disputa a primeira paralimpíada e as meninas sentiram um pouco essa coisa de jogar com casa cheia. Ficamos ansiosas demais para esse jogo por causa da história com a Eslovênia, mas tivemos garra para sair daqui com uma vitória que mostra o nosso valor”, explicou a atacante, de 35 anos ao site do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Nos últimos dois jogos contra as eslovenas, o time brasileiro perdeu no tie-break, o que tornou a partida do domingo bastante disputada. Apesar de ter vencido o primeiro set com facilidade, a seleção brasileira teve dificuldade em fechar os dois sets seguintes.

O próximo jogo do Brasil é contra o antigo rival EUA, nesta segunda-feira (03/09), às 15h30, e garante vaga na próxima fase.

Brasil x China
No sábado (07/09), a seleção brasileira perdeu a partida contra a China por 3 sets a 1.
O Brasil dominou o terceiro set, mas a seleção chinesa venceu o jogo.

Brasil x EUA 
A seleção brasileira perdeu a partida desta segunda-feira (03/09) contra as rivais norte-americanas por 3 sets a 0.

Veja outras notícias no site do Sesi em Londres: http://www.sesisp.org.br/esporte/equipes-do-sesi/sesi-em-londres.html

Jogo-exibição une equipes de vôlei masculino e paralímpico do Sesi-SP na Virada Esportiva

Lucas Dantas – Agência Indusnet Fiesp

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Partida reuniu equipe de vôlei masculino paralímpica do Sesi-SP e nomes como Montanaro (gestor do vôlei), Giovane Gávio (técnico da equipe masculina) e Talmo de Oliveira (técnico da equipe feminina).

Em agenda que integrou a 6ª Virada Esportiva paulistana, o Sesi-SP promoveu na manhã deste domingo (01/07), em sua unidade na Vila Leopoldina, uma partida inédita entre as equipes de vôlei masculino profissional e paralímpico. As regras aplicadas foram as do vôlei sentado.

Diante de atletas profissionais do Sesi-SP e de nomes que fazem parte da história do esporte brasileiro como  Montanaro (gestor do vôlei), Giovane Gávio (técnico da equipe masculina) e Talmo de Oliveira (técnico da equipe feminina), a equipe paralimpica levou a melhor: 25 a 19, em set único.

O placar, no entanto, pouco importou, segundo Carlos Augusto Barbosa, mais conhecido como Guto, atleta convocado para representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos Londres-2012.

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Evento fez parte da 6ª Virada Esportiva de São Paulo. Foto: Everton Amaro.

“Jogar contra eles [time profissional] é um prazer muito grande. A pegada é diferente, o deslocamento. Com certeza foi mais difícil para eles, mas tenho certeza que se treinarem também, farão um bom jogo numa próxima chance”, disse Guto, que está contando os dias para ajudar o Brasil na competição mais importante da temporada.

“Ir para Londres gera uma expectativa muito grande. Representar o Sesi-SP é muito bom e importante. Somos 5% da delegação brasileira”, completou Guto.

Derrotado no jogo-exibição, Montanaro destacou a dificuldade de adaptação ao vôlei sentado. “O mais difícil deste jogo é o deslocamento. É natural da gente se levantar e tentar o movimento, mas não é permitido. E como estamos acostumados a correr, fica bem difícil acompanhar”, explicou o gestor do vôlei do Sesi-SP.

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Giovane Gávio, técnico da equipe masculina, participou do jogo representando a equipe de vôlei profissional.

Montanaro expressou orgulho ao falar da convocação dos atletas do Sesi-SP para as competições olímpica e paralímpica. “Qualquer atleta que consegue índice olímpico no Brasil é um herói. Para conquistar uma vaga, o trabalho começa lá na infância. Para os paralímpicos é mais difícil ainda. A superação deles é comovente. É uma lição de vida.”

O medalhista de prata em Los Angeles-84 comentou ainda sua expectativa para o futuro. “Espero que com esses grandes eventos que teremos no Brasil [Copa do Mundo em 2014 e Jogos Olímpicos Rio-2016] possamos melhorar ainda mais e criar um legado para as crianças. Quando alguém ganha uma medalha, eu me emociono muito. É fantástico.”

O jogo exibição encerrou as atividades referentes à Virada Esportiva no Sesi Vila Leopoldina. Durante a manhã de domingo, centenas de crianças participaram de oficinas de natação e vôlei com as equipes profissionais.

No sábado (30/06), as atividades se concentraram na unidade do Sesi A. E. Carvalho, com oficinas de dança, jogos de futebol, natação, entre outros esportes.

Veja o álbum de fotos no Flickr do Sesi-SP:

Atletas do Sesi-SP são convocados para os Jogos Paralímpicos 2012

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Em pé: Carlos , Natahalie , Suellen, Janaina, Roberto Xavier, Ronaldo Oliveira e Ronaldo Pazini Sentado: Celio Mediato, Ana Paula, Aderlande, Gilvania e Luisa. Foto: Divulgação Sesi-SP

Superação, disciplina e trabalho em equipe. Estes valores fundamentais à prática esportiva estão presentes na vida dos atletas paralímpicos do Sesi-SP que, por meio de esporte, quebraram as barreiras impostas por limitações físicas. Agora, pelo menos oito deles terão a oportunidade de provar que estão prontos também representar o Brasil em disputas internacionais.

Luísa Lisboa, Carlos Augusto Barbosa, Aderlande Borges, Ana Paulo Araújo, Gilvania Lima, Janaina Petit, Nathalie Filomena e Suellen Cristine Delangelica estão na lista dos 182 atletas convocados para os Jogos Paraolímpicos de Londres, que acontecem no mês de julho na capital da Inglaterra.

A lista, divulgada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) na última sexta-feira (22/06), traz outra boa notícia: a convocação do técnico do Sesi-SP, Ronaldo Gonçalves de Oliveira, e do auxiliar técnico, Celio Cesar Mediato, para dirigir a equipe brasileira de vôlei feminino sentado.

Veja a lista dos atletas convocados:

Bocha Paralímpica:
Luísa Lisboa
Voleibol Sentado Masculino
Carlos Augusto Barbosa

Voleibol Sentado Feminino
Aderlande Borges
Ana Paulo Araújo
Gilvania Lima
Janaina Petit
Nathalie Filomena
Suellen Cristine Delangelica

Comissão Técnica
Ronaldo Gonçalves de Oliveira – Técnico da seleção feminina de Voleibol Sentado
Celio Cesar Mediato – Assistente Técnico da seleção feminina de voleibol sentado